1003 – Uma política para a EDUFBA

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EDUFBA-LIVRE.

Menandro Ramos

FACED/UFBA

Cme

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reio que o momento é oportuno para que se mencionem políticas para a UFBA e, no bojo delas, que se especifique “Uma Política para a EDUFBA”.

Até o presente momento, para ser justo, nunca ouvi nenhuma queixa à qualidade do material produzido pela EDUFBA. Ao contrário: só tenho ouvido elogios.

Em relação aos preços cobrados, entretanto, quase sempre envolvendo projetos bancados por fundações ou afins, tenho ouvido muitas queixas. Pessoalmente, pude cotejar orçamentos da EDUFBA e de empresas particulares, constatando desequilíbrio de preços em favor das mencionadas empresas.

Tenho ouvido, também, críticas em relação à política de realização das capas dos livros publicados. Guardo  o nome de alguns colegas professores que podem confirmar o que digo aqui. Ninguém consegue publicar uma capa produzida externamente. Ouvi casos de profissionais competentes terem realizado inúmeras capas, uma após outra, sem que nenhuma delas tenha sido aceita. Para uns, isso é um grande mistério e que merece ser esclarecido. Transparência é o que dever ser exigido da coisa pública.

Pessoalmente, conheci a intransigência da direção em aceitar uma capa que idealizei para o que seria, mais tarde, uma publicação – pela EDUFBA -, de um livro do Prof. Felippe Serpa, a partir dos seus textos publicados no Rascunho Digital, da Faculdade de Educação.

Ainda em vida, comentei com ele que seus textos já podiam ser reunidos em uma publicação. Ele aprovou a ideia. A título de brincadeira, projetei e imprimi uma capa para o que seria um livro. Ele, simplesmente, adorou. Sorrindo como uma criança, mostrava a todos que entravam no seu gabinete.

Após sua morte, na hora de tomar a decisão do que seria publicado, a direção da EDUFBA, barrou a capa. Não houve como convencer que aquela capa havia sido aprovada, com louvor, pelo próprio autor dos textos. Desgostoso, e temendo que familiares do Prof. Felippe podiam pensar que eu estava comprometendo a data do lançamento do livro, abri mão da capa que havia realizado.

Embora o resultado final tenha ficado muito bom, pois são excelentes os profissionais que fazem a editoração eletrônica da EDUFBA, a meu ver, aquela arte não era a que estava afetivamente ligada ao, talvez, mais magnífico reitor que a UFBA já teve.

Pela primeira vez , abria mão de algo que acreditava. Consolaram-me com a apresentação da obra. Fiquei muito triste, sim. Não pela vaidade de ter uma capa publicada. Ao longo de minha vida, como programador visual, já havia realizado mais de quarenta capas da mesma natureza daquela. Muito menos por dinheiro, pois o que eu fizera era de cortesia. Com o tempo, compreendi que a gestora pragmática da EDUFBA, jamais entenderia as razões do coração sem a ter experienciado…

Por esses e outros motivos que dizem respeito à democratização, humanização e ao barateamento dos custos de publicações – independente das exigências do produtivismo perverso e maroto -, perguntamos aos candidatos a reitor da UFBA se já pensaram em uma política para essa importante matriz de registro e socialização do conhecimento – das Artes, da Filosofia e das Ciências -, que é a EDUFBA.

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P. S. – Acredito que ter um livro publicado pela EDUFBA é motivo de grande orgulhos para todos os docentes da UFBA. Prefiro-a a qualquer outra editora. Gostaria de publicar, ainda em vida e pagando preços justos, algumas das produções sacizescas, armazenadas na incubadora deste Blog. Já tenho um livro editado, artefinalizado, montado e impresso em um único exemplar, a espera da tão propalada “reprodutibilidade técnica” benjaminiana. Creio que outros quatro ou cinco sairão sem muita dificuldade… É só ter oportunidade.

 

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Uma resposta to “1003 – Uma política para a EDUFBA”

  1. altino Says:

    OLÁ,
    em recentes Feiras de Livros no Centro de Convenções fiz cotação de preços com as dezenas de editoras daqui. Em termos mercadológicos, um exemplar está saindo entre R$ 5,00 e R$ 7,00 e, com as novas máquinas pode-se imprimir a quantidade que se quiser.
    A Editora Expressão Popular, sediada em São Paulo, faz acordo com os autores: estes abrem mãos da cota e eles editam e comercializam por preço de custo.
    Em termos de política editoral, vários aspectos podem ser considerados na perspectiva de socializar o conhecimento a exemplo de seleção e priorização de títulos básicos das diversas áreas a serem comercializados com preços simbólicos ou subsidiados;convênios com órgãos públicos federais, estaduais e municipais para edição de livros básicos e/ou de interesse geral; acordos com os autores entre outros.
    Caso o próximo reitorado crie CENTROS DE CULTURA e CONVIVÊNCIA nos campi, deve-se incluir Salas de Leitura!
    Saudações,
    altino

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