1022 – Semiótica e política

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João-e-Cia .Um dos códigos imagético-icônicos visualizados é autêntico num processo de semiose peirceana. O outro, nem tanto. Além do sentido da busca categorial sígnica, também é possível vê-los como registro, [Jogo dos Sete Erros], intervenção ou exercício de clarividência, segundo o Saci..

collor-e-cia

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Menandro Ramos
FACED/UFBA

q.

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uem não sabe que os sentidos podem nos levar a enganos terríveis? Uma imagem, tanto do paradigma fotográfico santaelliano quanto do paradigma pós-fotográfico (imagens de síntese), tem o poder de macular a nossa retina com fótons não de natureza sígnico-indicial, mas tão-somente fruto de  lucubrações sígnico-simbólicas ideológicas, por vezes perversas que nos leva, também, a inferências perversas”.

Foi com essa lengalenga pseudo-semiótica santaelliana, quiçá peirceana – embora pouco pragmática! -, que o Saci, com o propósito de colaborar com a transparência da campanha dos reitoráveis, lançou esse desafio a si próprio. Para ele, ainda que pesem as boas intenções de cada candidato, qualquer que seja, ainda assim, isso não o livra da maledicência alheia.

A todo momento, segundo o meu amigo de gorro vermelho e pito, cabe, a cada um de nós, indagar o que possibilita a nossa mediação com o mundo, além do hard, do duro, da ferramenta concreta mensurável. Apreender o universo – constituído de múltiplos -, apenas pelo que se descortina aos nossos olhos, não é tão simples assim. Uma colher imersa num copo d’água, pelo fenômeno designado de “refração”, que é a “alteração na direção de uma onda ao atravessar a fronteira entre dois meios” segundo os físicos, pode parecer aos nossos olhos quebrada, retorcida, troncha, quando na verdade está íntegra.

Dessa forma, ainda que tenha apoios que estariam no rol das adesões espontâneas tidas como inconvenientes e suspeitas, ainda assim, o candidato pode, com muita tranquilidade, abrir-se francamente para os eleitores e dizer que tudo não passa de uma mera “refração”, sem qualquer possibilidade de seu reitorado constituir aparelho ou correia de transmissão a serviço do partido do governo ou de qualquer outro. Feito isso, compromete-se publicamente pelo código verbal, oral ou escrito. E pronto!

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REFRAÇÃO

Para o Saci, as imagens do paradigma pré-fotográfico e pós-fotográfico, de acordo com Santaella, podem ajudar o candidato a discernir um berimbau de uma gaita, ou a distinguir o beiço de um jegue de uma melancia…

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6 Respostas to “1022 – Semiótica e política”

  1. S. Alencar Says:

    Simplesmente GE-NI-AL! Em outras palavras, tudo vai continuar como antes…

  2. Daniel Marques da Silva (TEA) Says:

    Menandro, é semiótica?
    Achei que era o Jogo dos Sete Erros!
    Abraços

    • Menandro Ramos Says:

      Na verdade, Daniel, pensei em dar o título de “Jogo dos cinco erros”, mas o Saci me convenceu que alguns da UFBA se impressionariam mais com a palavra “semiótica”, por parecer mais “intelectual”. Acabei desistindo do que havia pensado antes.

      Agora vendo sua ponderação, creio que fica melhor “Sete Erros”. Na verdade, sabemos que são muito mais do que sete… Rss.

  3. Marco Says:

    Caro Menandro, Saci, Vaquinha e leitores
    Não apenas Genial, mas sim revelador. É só começar a usar os sentidos….especialmente a memória e as contradições serão reveladas…
    Vamos nessa

  4. Francisco Says:

    Não sei se foi Nelson Rodrigues que disse algo parecido com:

    “Quem enxerga o óbvio é o homem comum e não intelectual (de S. Lázaro).

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