1152 – Notas sobre o último debate

N.

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o último debate da Globo com os candidatos mais abonados nas pesquisas – confiáveis ou não! -, a candidata Luciana Genro, do PSol, foi bem mais incisiva. Ao iniciar sua fala, ela lembrou ao telespectador que estava ali por força da Lei. Como não podia deixar de ser, explorou o fato de Dilma, Aécio e Marina serem financiados pelo grande capital, e, portanto, não terem muito a oferecer de fato ao trabalhador, além das promessas de campanha. Há quem diga que a candidata do PSOL podia dizer muito mais contra os candidatos do sistema, já que era uma oportunidade ímpar de informar os eleitores brasileiros quase que em cadeia nacional, dado os altos índices de audiência da Rede Globo.

Ao longo dos anos, a Rede Globo vem se especializando em tentar passar para o público a imagem de um debate pasteurizado, asséptico, em que a emissora se mantem neutra e com propósitos democráticos. Desde a manipulação desavergonhada do debate entre Collor e Lula, no final dos anos 80, sob os auspícios do poderoso Boni, a emissora de Roberto Marinho vem procurando construir uma imagem de correção e imparcialidade, dada a repercussão do cambalacho que favoreceu o tal “Caçador de Marajás” – ou de “maracujá” como também ficou conhecido o ex-presidente Fernando Collor de Melo.

No início do debate, a candidata Dilma Rousseff lembrou uma enxadrista cautelosa, ao dirigir-se ao candidato Eduardo Jorge, do PV, praticamente como uma “monja zen”. Com as estocadas que levou de Aécio Neves, de Marina Silva e de Luciana Genro, entretanto, por pouco não entrou em pânico. Houve quem dissesse que as pilhas do controle remoto que controlava a presidente-candidata já estavam no último tracinho…

Enquanto isso, a candidata do PSOL fustigava Dilma, Aécio e Marina: “É o sujo falando do mal lavado”.

Certamente, se mais partidos socialistas de mãos limpas – que nunca se envolveram com mensalões ou outras falcatruas em prol da alegada governabilidade e dos projetos pessoais -, teriam a mesmaAÉCIO VÊ NAVIOS desenvoltura da candidata Luciana Genro para enfrentar os candidatos Dilma, Aécio e Marina, hegemônicos nas pesquisas.

Como era de se esperar, o Pastor Everaldo e destemperado Levy Fidélis não disseram para que vieram. O último então fez jus ao nome: foi de uma leviandade paquidérmica, ou melhor, monstruosa.

Findo o debate, e rememorados os chavões retóricos repetidos ad nauseam pelos apadrinhados dos grandes banqueiros e empreiteiras – entre outros financiadores das suas campanhas -,  o sentimento que se tem é de desolação. Desolação por saber que o trabalhador ainda não vota nos referidos partidos socialistas de mãos limpas capazes de enfrentar os eternos inimigos dos trabalhadores,  e de criar novas perspectivas para o trabalho. O trabalhador alienado, escravizado e seduzido perfidamente pelos capitalistas e seus discursos para boi dormir, pelo visto, continuarão ainda por muito tempo beijando as correntes que os aprisionam, segundo ensinava, anos atrás, o filósofo alemão Herbert Marcuse.

 

LUCIANA GENRO DEIXOU AÉCIO A VER NAVIOS. OU MELHOR, AVIÕES!

AÉCIO VÊ NAVIOS.

CARA DE TACHO.

ENERGÚMENO.

LEVYANO.

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