1191 – APUB: a Era de Cláudio & Cláudia

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A-lira-do-Cáudio

Para o Saci, a leitura do real passa pela decifração de símbolos, ícones e índices… O que não é ato sêmico, ou intencional,  no mínimo é indicial.

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

 

O.

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meu amigo de gorro vermelho e pito costuma me cobrar as contradições de alguns colegas da UFBA, como se eu fosse uma espécie de “transistor” ou controlador do fluxo da coerência alheia. É cada uma! Eu, hem?!

Permita-me o companheiro ou companheira que me desabafe!… Pois o que tem de mais eu ter votado, há dois anos, na chapa encabeçada pelo colendo Prof. Cláudio, se hoje a lira dele toca em favor da dança patrocinada pelos ínclitos docentes João Augusto, Cláudia Miranda, Silvia Ferreira (a ex-presidente destituída em Assembleia, para os que não estão lembrados) e os demais titãs sustentadores da APUB proificistas? O que tem isso de mais? Quem consegue ler pensamento alheiro? Quem? O fato de o Prof. Cláudio constituir antes  oposição da APUB governista e, dois anos depois, integrar as fileiras da situação, conforme anúncio do Prof. João Rocha na “debates-l”, reflete um pouco a realidade política eclética pós-moderna em que vivemos. Foi o próprio Saci que disse que estamos vivendo a Era dos Homens Líquidos, ou seja, o tempo daqueles e daquelas que se adaptam a qualquer recipiente que são colocados, independente de orientações espaciais mais à direita ou mais à esquerda. Aliás, o próprio Partido dos Trabalhadores, outrora imaginado socialista, acolhe agora de bom grado os digníssimos liberais  José Sarney, Collor, Renan Calheiros, Paulo Maluf, César Borges, Otto de Alencar, entre outros, que passaramm a conviver muito bem e civilizadamente com os ditos comunistas Aldo Rebelo, Alice Portugal, José Dirceu, José Genoíno, sendo que os dois últimos estão tecnicamente impedidos de frequentar a Casa do Povo para lá darem seu contributo legislativo ao país. Concluo que a vida é isso, ou tem sido assim, sem tirar nem por.

CLÁUDIO-E-CLÁUDIA-2014

“Quem podia imaginar que após 720 giros completos da Terra uma dupla universitária tocaria ao som da mesma lira?” – indagou o Saci surpreendido pelo o movimento do real…

E, aqui, devo dizer algo em defesa do Prof. Cláudio Lira. Quem se der ao trabalho de examinar alguns vídeos disponibilizados no Blog do Saci-Pererê, e observar os discursos por ele proferidos, vai concluir que o ilustre professor supra citado nunca deve ter morrido de amores pelas bandeiras do ANDES-SN, ao contrário de sua colega e companheira de Departamento, a Prof. Celi Taffarel – com a qual ele mantém estreitos laços ideológicos e de amizade – , que até participou da direção nacional da entidade.

O Prof. Cláudio Lira foi até muito incisivo em seus discursos. Numa das suas falas ele é categórico: “Eu não estou interessado nas “pinimbas” (ou picuinhas, segundo o próprio) entre o Proifes e Andes”. Portanto, sinceramente, agora que examino com mais calma as suas elocuções, através dos registros feitos pelo Blog do Saci Pererê, não me sinto traído pelo fato de ontem ele estar encabeçando a Chapa da Oposição e hoje, quem sabe, ele se situar em oposição à Oposição. Não se trata de um “vira-folhismo”. Isso não! Se houve falha foi da Oposição que não soube ler o real… Ou melhor, no que me diz respeito ou na parte que me toca: eu é que fui desatento aos símbolos, aos ícones e aos índices da matriz peirceana…

A única coisa que ainda não compreendi muito bem é que, numa das suas falas, o Prof. Cláudio Lira se referiu com todas as letras que “o verdadeiro inimigo que precisa ser combatido está em Brasília”. Minha dúvida é se esse “inimigo” continua na capital federal ou se não mais se encontra lá. Afinal, quem é esse misterioso inimigo que ele faz referência?


Seria o governo federal o grande inimigo ao qual se refere o Prof. Cláudio Lira?

Portanto, da próxima vez que tiver de enfrentar as críticas do meu debochado amigo de gorro vermelho e pito, pelo cenário ideológico furta-cor desenhado e decorado por alguns dos meus colegas da UFBA e da FACED, vou ser rápido e certeiro:

– Relaxe, pilantrinha de uma figa! A Terra gira, a fila anda e é a música da lira agora que vai dar o tom da banda da nova estação: a Era da Conciliação e da Flexibilização do Trabalho é a Era de Cláudio & Cláudia. PT saudações!

– Ainda que Cláudia ceda estrategicamente a sede para aplacar a sede de Cláudio dirigir a entidade como uma “oposição fraterna”, nas palavras piedosas do agora guru de ambos João Augusto Rocha – arremata o meu debochado amigo.

claudio lira

Há quem diga que, pelas nuvens do espaço virtual, é possível prever tanto a tempestade quanto a bonança. Virtuoso é o meteorologista que se detém nos detalhes. A blogosfera é rica em indícios conjecturais para que quer enxergar…


Leia também “Um Cordel para João Augusto Rocha“.

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Uma resposta to “1191 – APUB: a Era de Cláudio & Cláudia”

  1. Zé de Ninha Says:

    Uma parada simplesmente “claudicante”! kkk

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