1239 – Pregando no deserto

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CHICO-PREGA-NO-DESERTO.

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA
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C.

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ansado com a indiferença dos grande cérebros da UFBA – que se manifestam na “debates-l” com menos ou mais frequência – diante e um tema da mais alta importância como o da dívida brasileira que o Prof. Francisco Santana insiste em ressaltar, o meu amigo de gorro e pito me propôs organizar uma “mala-direta” para enviar aos ditos cujos, com o propósito de sondar suas doutas opiniões acerca de um material videográfico disponibilizado nas redes sociais. A tática consistia, segundo ele, em fazer chegar  um vídeo aos doutos docentes da UFBA sobre o assunto, pedindo-lhes que se manifestassem sobre o mesmo.

– O problema, Saci, é identificar os “grandes cérebros” que você se refere, para não cometer injustiça com os que, ocasionalmente, não foram lembrados. Não resta dúvida que o tema é da maior relevância. Diria mesmo que precede a muitos outros tidos como importantes. A dificuldade maior é mostrar à comunidade da UFBA que o Prof. Francisco Santana tem pregado no deserto e que isso não deveria estar ocorrendo. O problema é como acordar a nossa universidade desse profundo e longo “sono dogmático”…

– Já sei, chefia! Vou ditando alguns nomes chamarizes e você vai anotando. Levantados esses docentes, vamos pedir que eles opinem sobre o vídeo da auditora fiscal Maria Lúcia Fatorelli, recomendado exaustivamente pelo Prof. Chico. Vamos começar pelo reitor da UFBA,  o Prof. João Carlos Salles e seus pro-reitores e assessores mais próximos. Sem esquecer do ex-reitores e seus auxiliares. Portanto os nomes do Prof. Naomar de Almeida Filho e da Profa. Dora Leal Rosa são quentíssimos. Vamos mandar também para os mais recentes presidentes da APUB: Prof. Antônio Câmara, Prof. Israel Pinheiro, Prof. Joviniano Neto, Profa. Uilma Amazonas, Profa. Silvia Ferreira e Profa. Cláudia Miranda. Idem para os demais diretores da entidade que toparem opinar. Sejam eles a favor do Andes-SN, sejam a favor do Proifes governista.

Pareceu-me que a lista apresentada pelo Saci estava de bom tamanho, mas ele queria incluir mais docentes.

– É preciso que não fiquemos apenas com o alto clero da UFBA e da APUB. Listemos agora os participantes da “debates-l”. Vou dizendo os nomes de cabeça e depois você coloca em ordem alfabética para não ferir susceptibilidade. Ego de intelectual não é brincadeira… Anote aí:

Marcos Palacios
Marcos Tomasoni
Antônio Batista
Tavares-Neto
Roberto Gusmão
Waldomiro José Silva Filho
Charbel Niño El-Hani
Telésforo Martins
Maria Inês Corrêa Marques
Luiz Aníbal
Altino Bonfim
Ronaldo Jacobina
Asher Kiperstok
Celi Taffarel
José Roque
Petronílio  Cedraz
Nelson Pretto
Dirceu Martins
Artur Matos
Cláudio Lira
Caio Castilho
Fernando Conceição
Jonicael Cedraz
Clímaco Dias

Enquanto o pestinha ditava, por duas vezes eu andei “pescando umas piabas”, tamanho era o meu cansaço. Às vezes, férias nos deixam moídos de tanto bater perna… Ao perceber o meu cochilo básico, ele resolveu interromper provisoriamente a lista, não antes de me pedir para que incluísse os nomes dos professores Paulo Fábio e Luiz Filgueiras, justificando que era fundamental o parecer de pessoas doutas na área da Economia.

Livre da incumbência de digitador ad doc, tratei de ganhar a rua, antes que o Saci me arranjasse mais trabalho em pleno gozo de justas férias.

 

 

3 Respostas to “1239 – Pregando no deserto”

  1. osaciperere Says:

    Talvez seja interessante incluir o nome da ilustre deputada Alice Portugal, já que ela está, nos últimos tempos, tão envolvida com os “negócios” da APUB.

  2. altino Says:

    MENADRO/SACI!!
    Inicialmente, parabéns tanto pela charge quanto pela iniciativa: talvez “agite” um pouco o deserto…
    Sobre o assunto:
    1) é conhecido.
    Informamos na lista dia 29/1, que há poucos anos atrás a MARIA LUCIA realizou palestra e participou de debate sobre esse tema aqui na UFBA, em uma promoção do ANDES-SN;
    2) esse assunto, como destaca Chico é fundamental, mas não é Bíblia;
    3) a divulgação e discussão dele deve estar integrado com outros relevantes temas do cenário sócio-político nacional. Não se pode olvidar da consulta nacional que recolheu 8 milhões de assinatura pela Reforma Política. Por que não integrar esses assuntos?
    4) a discussão da dívida deve constar de uma Plataforma Política dos movimentos sociais brasileiros, a ser construído JÁ, que formule propostas ALTERNATIVAS ao receituário neoliberal seguido pelo governo Dilma e,
    5) em decorrência, cabe adotar-se (entre outras) algumas medidas urgentes:
    a) criar organismos políticos que assumam a liderança do processo de divulgação e debate sobre esses assuntos; b) criar na UFBA e outras instituições GTs, núcleos que não só estude os aspectos que envolvem a dívida mas que organizem e promovam debates e ações de conscientização. No plano nacional já existem organismos que podem e devem ser contatados.
    Iniciando ações e, dado a relevância e atualidade do tema, sugere-se que a Oposição Sindical na UFBA e a Regional do ANDES-SN organizem um dia de atividades sobre a DIVIDA com exposições, feira de livros etc culminando com mesa com a presença da Maria Lucia, Ministério Público, OAB, ANDES, SBPC, partidos, entidades, sindicatos e movimentos sociais do Estado.
    Por fim propõe-se que a questão da DIVIDA passe a ser objeto de estudo na Pós-graduação, seja incluído em programas de cursos das diversas áreas, dado que impacta em todas e seja incluído na programação oficial do ACTA 2015.
    Saudações,
    altino

  3. altino Says:

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/01/150127_grecia_calote_possibilidade_fn

    Pagamento da dívida ‘é irrealista’, diz porta-voz de novo governo grego
    • 27 janeiro 2015
    O principal porta-voz para o setor de economia do partido Syriza, que venceu as eleições na Grécia, disse à BBC que “é irreal” esperar que o país pague totalmente sua dívida internacional.
    “Ninguém acredita que a dívida grega é sustentável”, disse Euclid Tskalotos. “Nunca vi um economista que, do fundo do coração, diz que a Grécia pagará toda a dívida. Não pode ser feito.”
    Ele acrescentou que os líderes da União Europeia agora precisam mostrar que querem trabalhar em parceria com o Syriza.
    O partido de esquerda Syriza venceu as eleições gerais de domingo na Grécia e quer renegociar a dívida do país.
    As negociações com a União Europeia serão liderada pelo novo ministro das Finanças, o economista greco-australiano Yanis Varoufakis, apontado nesta terça-feira. Lideranças europeias tinham alertado o novo governo que este teria o dever de honrar os compromissos com seus credores.
    Tsakalotos disse que a Europa seria “engraçada e perigosa” se sinalizar “depois de uma votação democrática, que não estão interessados em conversar com um novo governo.”
    “Será o último sinal de que esta é uma Europa que não consegue incorporar a mudança democrática e não consegue incorporar a mudança social.”
    O país recebeu 240 bilhões de euros (quase R$ 700 bilhões) da União Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional.
    Leia mais: Por que o mercado não entrou em pânico após as eleições na Grécia?
    Negociações
    Se o Syriza sair vitorioso em suas negociações com o resto da zona do euro, outros partidos que são contra os pacotes de medidas de austeridade conseguirão mais credibilidade junto a eleitores, segundo o editor de economia da BBC Robert Peston.
    Para Preston, uma eventual vitória da protecionista Marine Le Pen na próxima eleição presidencial da França, por exemplo, poderia ser “um teste interessante para o sangue frio dos mercados”.
    Mas, se o Syriza sair perdendo nas negociações com Bruxelas e Berlim e realmente ocorrer a ruptura final da Grécia com a zona do euro, os investidores podem retirar o capital de todos os países da zona do euro onde os nacionalistas estejam em destaque.
    Leia mais: Saída grega da zona do euro ‘não está em jogo’, diz cotado para Finanças
    O novo premiê, o líder do Syrisa Alexis Tsipras, disse antes que quer negociação e não confronto com os credores internacionais.
    “O novo governo grego está pronto para cooperar e negociar pela primeira vez com nossos colegas para uma solução justa, benéfica para todos e viável”, afirmou.
    Os credores da Grécia – a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional – emprestaram dinheiro ao país com a condição de que o governo grego fizesse grandes cortes orçamentários e tomasse outras medidas de austeridade.

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