1330 – Quem manda no país?

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LEVY-2015.

N.

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um almoço com empresários desconfiados e impacientes com o governo federal, e alguns deles já alimentando a ideia de um impeachment, o ministro da Fazenda Joaquim Levy rogou: “Me deem um voto de confiança”.

Segundo a revista Carta Capital (Nº844, p.17), “O clima mudou e o novo czar da economia acabou aplaudido de pé. Foi a glória”.

Tudo isso faz o meu amigo de gorro vermelho e piro indagar:

– Quem dá atualmente as cartas no Brasil? Quem é a verdadeira rainha da Inglaterra?

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3 Respostas to “1330 – Quem manda no país?”

  1. Francisco Santana Says:

    Dos administradores do Plano Real, a que tem tido mais autonomia é justamente Dilma. O mais Rainha da Inglaterra foi FHC. Quem governou a economia do Brasil de jun/1994 a dez/2002 foi inicialmente Malan e depois a dupla Malan/Armínio Fraga, ambos nomeados diretamente pelo FMI, antes de vir para o Brasil residiam com suas famílias nos EUA, sendo que Armínio Fraga tem dupla nacionalidade.

    Com Lula, o nomeado pelos EUA, o banqueiro, ex-presidente do Bank of Boston, que residia lá com sua família antes de voltar para o Brasil para fazer política e o curioso é que ele se filiou ao PSDB e não ao PT. Então no período 2003 a 2010 quem governou a economia brasileira foi um tucano banqueiro de alta confiança do FMI.

    Com Dilma, houve uma novidade: o escolhido para presidente do Banco Central (que é quem manda) foi um representante do FMI mais discreto; funcionário concursado do Banco Central, mas também tinha seu relacionamento com o FMI mas não como ligado a algum órgão ou banco americano, mas ao escritório Brasileiro junto ao FMI.

    No seu primeiro mandato Dilma feriu a ortodoxia do Plano Real ao jogar para as cucuias o superavit primário para contornar a crise; no segundo mandato está tentando conciliar a sua heterodoxia do primeiro mandato com a ortodoxia exigida do Plano Real.

    Ela é refém sim de uma situação econômica e politica que ela não pode absolutamente resolver. Pois é o estertor do Plano Real, que o PT ajudou a implantar e lamentavelmente os brasileiros não assumem a sua condição de brasileiros que é a de exigir o enterro do Plano Real e a auditoria cidadã da dívida como está fazendo o povo grego.
    Para se ter uma idéia da falta de autonomia de FHC, Greg Palast, reporter investigativo americano, diz no primeiro capítulo de seu livro, A MELHOR DAS DEMOCRACIAS QUE O DINHEIRO PODE COMPRAR, que a partir de 1999, ROBERT RUBINSTEIN, presidente do City Group, realizou seu grande sonho, de ser o presidente do Brasil sem precisar se naturalizar brasileiro.

    • osaciperere Says:

      Prezado Prof. Francisco,

      Qual a diferença faz entre assassinar alguém com sete facadas ou dezessete?

      Os graus de ser “rainha da Inglaterra” pouco importa. Creio que o que vale é considerar que tanto o PT quanto o PSDB não são governos com o Trabalhador e para o Trabalhador. O Sr. se esquece que a Dona Dilma é PT e segue as orientações do seu criador, o Sr. Lula da Silva. A defesa que o prezado professor da presidente, só contribui para dividir mais a oposição já tão fragmentada…

  2. Francisco Santana Says:

    E o que ganha o trabalhador com os ataques do Saci a Dilma?

    Nada. Entretanto A GLOBO ganha no seu projeto para 2018 de tentar salvar o Plano Real.

    Os ataques inócuos e estéries a Dilma apenas servem para desviar o problema do alvo principal, a dívida ou o causador dela que é o Plano Real ou o Superavit Primário que é o ponto sagrado dela.

    Que se deve defender os direitos dos trabalhadores de qualquer governo, isso é inquestionável. E cabe aos sindicatos e Centrasi sindicais principalmente essa obrigação. E isso já está sendo feito, Não só pelo ANDES que sempre está alerta, mas também pela força Sindical, Paulinho aparece sempre na TV no programa de seu partido com essa bandeira, a UGT, mesmo a CUT a contra gosto etc.

    Esse trabalho do ANDES é insubstituível e não vou ser eu com minhas denúncias pontuais que vou substituí-lo.

    Mas a política Sindical não substitui a política geral. E a essência da nossa situação político-econõmica hoje é o esgotamento do Plano Real com a dívida chegando a patamares incontroláveis. Não enfrentar logo esse problema,
    é fazer a política do avestruz e essa ladainha estéril e inócua contra a figura de Dilma serve para justificar essa política de avestruz.

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