1341 – Escatologia e Cibernética

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CEREBROS-ALGEMADOS-2015

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Esse texto foi necessário para se entender o conceito do BESOURO ROLA-BOSTA

1 – CIBERNÉTICA.

2 – CIBERNÉTICA E POLÍTICA.

Como dizia Napoleão: “A história é um conjunto de mentiras sobre as quais se chega a um consenso.”

Mas nem sempre esse consenso é devido a razões políticas, dolosas, mas muitas vezes por revoluções científicas e tecnológicas e uma natural corrupção dos registros históricos. É o caso da palavra CIBERNÉTICA.

1 – CIBERNÉTICA – O objetivo é falar de política, mas eu não me faria entendido sem esse preâmbulo sobre cibernética.


 

BESOURO-E-CIBERNÉTICA.

Francisco Santana
Professor aposentado da UFBA
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A.

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palavra Cibernética vem do grego e SIGNIFICA desde, piloto, timoneiro, dirigente, administrador, à arte de gestão etc.

Há tempos proclamou-se D’Alembert como pai da CIBERNÉTICA; mas depois foi esquecido. D’Alembert recebeu esse título por uma afirmação de fé em sua filosofia materialista com relação a um fenômeno natural. Havia a crença de que as mariposas procuravam a morte nas chamas como uma vontade natural. Cometiam suicídio. D’Alembert refutava, pois não admitia que o instinto de sobrevivência, característica dos seres vivos em geral, responsável pela perpetuação das espécies falhasse no caso das mariposas.

Posteriormente foi a vez de Gauss ficar com o cetro de pai da CIBERNÉTICA, por ter resolvido matematicamente o problema colocado filosoficamente por D’Alembert. Ele provou brilhantemente que o timoneiro de navegação das mariposas era o raio do sol. As mariposas navegam no ar segundo um ângulo fixo em relação aos raios solares. Isso permite que elas partam na alvorada para distâncias grandes até meio-dia e depois regressem ao ponto de partida ao anoitecer.

Mas os raios do sol são paralelos, só se encontram no infinito e foram eles que desenvolveram essa CIBERNÉTICA nas mariposas. As mariposas não desenvolveram essa CIBERNÉTICA para fontes de luz puntuais, como fogueiras, velas, lâmpadas, faróis, etc. Nessas os raios de luz não são paralelos, mas radiais e quando as mariposas aplicam a sua CIBERNÉTICA de ângulo fixo, elas descrevem uma espiral perfeita na direção do centro da espiral onde está a chama que as mata. Elas tanto não querem morrer que tentam fugir da armadilha, mas descrevem novas espirais até que cansadas são vencidas pela CIBERNÉTICA e morrem queimadas.

Com o desenvolvimento da ciência dos servomecanismos, robôs e autômatos (termo preferido de Marx), diversos novos pais da CIBERNÉTICA surgiram do fim do século XIX até a primeira metade do século XX. E a CIBERNÉTICA passou a significar a ciência da automação, da inteligência artificial, de controle da informação etc.

Mas eu prefiro considerar D’Alembert como o pai, pelo fato dele ter colocado o problema no mais alto nível, o filosófico. E Gauss como segundo pai por ter dado a solução do problema.

Essa formulação e solução explicam não só o falso suicídio das mariposas como os falsos suicídios dos golfinhos, baleias etc. Ou seja os animais irracionais possuem uma cibernética forte desenvolvida para sua sobrevivência segundo uma regra geral da natureza, mas quando surge uma exceção a essa regra geral, essa CIBERNÉTICA passa a ser uma armadilha que pode levá-los à morte.

O ser humano é mais complexo. Ele administra desde o seu DNA até velhice um monte de racionalizações(cibernéticas) lhe impostas pela sociedade e natureza, que reforçam-se ou contradizem-se ao longo de sua existência. O homem pode ser levado ao suicídio por uma dessas racionalizações (cibernéticas) sobre a qual não tenha o controle consciente.

Um exemplo, para explicar melhor, é o de suicídio que não é considerado suicídio. Um indivíduo que não sabe nadar, ao ver seu amigo ou semelhante se afogando, se joga n’água e morre afogado junto com ele. O seu instinto de sobrevivência foi superado por uma racionalização inconsciente lhe imposta pela sociedade. Há o caso concreto daquele sargento do exército de Brasília. Uma criança caiu dentro da jaula das ariranhas no zoológico de Brasília e esse sargento não titubeou, pulou dentro da jaula e salvou a criança das ariranhas, mas foi estraçalhado por elas. Nenhuma das pessoas que estavam em volta da jaula tomaram atitude para salvar o sargento. Nessas pessoas o instinto de sobrevivência foi maior do que que qualquer racionalização subjacente no seu consciente. Já no sargento, prevaleceu uma racionalização sobre o seu instinto de sobrevivência.

Geralmente a sociedade só considera suicídio quando o indivíduo está sob depressão, quando fica mais vulnerável às racionalizações inconscientes que podem levá-los até ao delírio.

Resumindo: O suicídio é a prevalência da razão sobre o instinto de sobrevivência, mas essa razão não é o produto do tal livre arbítrio liberal, mas uma racionalização (CIBERNÉTICA) imposta ao homem pela sociedade e ou natureza.

2 – CIBERNÉTICA E POLÍTICA – Na política, as CIBERNÉTICAS são as ideologias subjacentes na sociedade, representadas por grupos explicitamente ou não. Elas podem levar a suicídios políticos, golpes, dificilmente a revoluções.

Na política há uma vantagem sobre a psique do indivíduo. Naquela a responsabilidade pelas decisões pode ser compartilhada com a coletividade dividindo um grande peso da consciência individual. Donde o analfabeto político de Brecht não é só egoista, é burro também.

Dizia o poeta Paulo Mendes Campos: “Por isso organizei meu sofrimento ao sofrimento de todos. Se multipliquei a minha dor, multipliquei a minha esperança”.

Eu digo que se se multiplica a esperança, diminui a dor. Então na realidade não se multiplica a dor, divide-se ou dilui-se a dor organizando-a ao sofrimento de todos. O analfabeto político ignora isso.

Na política e nas ciências sociais em geral, pois essas já se emanciparam como ciências se equiparando às ciências naturais, pode-se fazer uma análise científica, libertando-se das ideologias (CIBERNÉTICAS) se se utiliza de um CEREBROS-ALGEMADOS-2015método científico correto. Mas nem sempre isso ocorre.

Como se analisar a atual situação política mundial e brasileira? A nível mundial o Imperialismo vive sua maior crise desde 1929. O Brasil está ligado a essa crise pelo PLANO REAL, a máquina de fabricar dívida, que tende para uma crise que talvez supere a de 1999, mas ainda é inferior a ela. A dívida em percentuais do PIB está em metade do patamar deixado por FHC em 2002, mas está crescendo aceleradamente e já pode ser considerada impagável pois a tendência é sempre piorar.

Não é mais possível pagar os juros e amortizações da dívida e ao mesmo tempo manter o mínimo necessário de investimentos no social e infraestrutura. Dentro do Plano Real não há perspectivas de desenvolvimento ou crescimento. Segundo Ciro Gomes, falar em reforma tributária é demagogia tal o montante da dívida e o o do superavit primário exigido para seus juros. Nenhuma reforma séria tributária será feita nos próximos anos; quem diz o contrário, mente.

Quanto a inflação, ela é ainda muito inferior tanto na média como nos picos aos valores da época de FHC, principalmente de 1999 a 2002. Mas tende a crescer rapidamente, por duas razões: uma, a alta do dólar, outra artificialmente e psicologicamente pelo terrorismo feito pela GLOBO a serviço dos banqueiros, como disse Ciro Gomes. Há um terrorismo proposital feito pelos banqueiros com a inflação para justificar e pressionar o governo a aumentar os juros. O lucro dos banqueiros são os juros menos a inflação do período e eles pressionam para aumentar os juros para aumentar seus lucros apenas, pois o aumento de juros não combatem a inflação, é inócuo. Os pacotes anti-inflacionários são uma espécie de extintor de incêndio fabricado pelos banqueiros para controlar incêndios provocados criminosamente por eles mesmos. Não há solução para a inflação dentro do Plano Real.

Quanto aos juros, quando eles estavam em 17% na época de Lula, já eram os maiores do mundo; em segundo lugar vinham a Turquia e a Hungria com 5%; os dos EUA eram 0,5%. Na era FHC chegaram a mais de 60%. Em 2011 Dilma começou a baixar os juros que estavam em 17% chegando até 7%, para evitar a recessão. Mas os banqueiros exigiram novo aumento e já está em 12%. Não é o governo brasileiro que na prática estabelecem os juros, são os DEALERS, um grupo seleto de banqueiros, únicos que podem comprar os papéis da dívida brasileira no primeiro leilão e se eles não comprarem não tem segundo leilão aberto para o público. Quando Dilma fixou os juros em 9%, os papéis forma vendidos a 11,5% os juros mínimos que os DEALERS aceitaram.

E como sobe a inflação, os banqueiros exigem juros maiores para comprar os papéis e com os dólares o governo pagar mais juros e juros sobre juros e aí forma-se a bola de neve e mesmo que os juros cheguem aos 60% da era FHC o Plano real enfarta como aconteceu em 1999 e o FMI não tem mais dinheiro para salvar. Através portanto dos mecanismos do Plano Real, como aumento de juros, não há solução.

(Obs.: informação recente revela que o Brasil passou do primeiro lugar para o terceiro em juros altos de seus papeis)

RESUMINDO, o PLANO REAL está no seu terceiro enfarte, na UTI e desta vez não tem de onde tirar a ponte safena. Dilma está administrando os estertores do plano real até lá se sabe quando.

Qual a solução? Duas possibilidades:

1 – Esperar a crise mundial terminar, apertando cada vez mais o cinto (será que o povo aguenta?) na esperança que com o fim da crise mundial, o plano real se restabeleça também como aconteceu em 2003, mesmo que a um custo caríssimo para o país, pois banqueiro nunca paga a conta de suas farras e burradas (crises).

Esse cenário é favorável a Dilma e ao PT a curto prazo, pois os banqueiros não têm substituto do PT a curto prazo, mas a médio prazo Dilma e o PT ficarão com todo o desgaste (merecidademnte) de manter o Plano Real na UTI até 2018.

2 – O Brasil se desvencilhar do Plano Real para não morrer junto com ele. Essa solução só o povo brasileiro pode dar, cumprindo um programa nacionalista e aintiimperialista que não está disponível em nenhum dos partidos existentes atualmente. Só existia na pessoa de Brizola, que morreu ou na carta testamento de Getúlio Vargas.

Desenhando, temos duas alternativas:

1 – Posição de avestruz; fingir que não existe o SISTEMA DA DÍVIDA. E que ele não tem nada a ver com o plano real.

2 – Encarar o SISTEMA DA DÍVIDA de frente. Como se faz quando recebemos a fatura do cartão de crédito.

As elites preferem a alternativa (1 – ) e contraditoriamente criticam Dilma que está administrando essa alternativa.

Já repararam como Dilma dá sempre uma rizadinha de felicidade nas suas declarações?

É como se ela dissesse: “Ainda bem que nem a esquerda nem a direita falam no SISTEMA DA DÍVIDA. Isso medivida-publica-thumb deixaria mal com o FMI. Podem me xingar a vontade, eu fui eleita para isso. Não vou ter direito a terceiro mandato mesmo.”

E porque as elites brasileiras não enxergam o SISTEMA DA DÍVIDA? Uma coisa tão simples e evidente? Por que elas estão anestesiadas por CIBERNÉTICAS (IDEOLOGIAS) que obliteram seu raciocínio.

Três grandes ideologias (cibernéticas) criaram raíses no Brasil e determinaram e ainda determinam a política brasileira: A Católica, a Liberal e a Positivista (essa menos, mas seus vestígios não se apagaram).

1- A Católica, a predominante, ideologia imposta pelos colonizadores portugueses, mãe das monarquias absolutas da Península Ibérica e responsável pela criação do país Brasil; é também a responsável pelo conservadorismo, por tudo que se tem de reacionário no país, golpes de direita, retrocessos políticos, udenismo etc. Mas em geral essa cibernética não consegue fazer isso sozinha, é preciso da participação do seu aliado, o liberalismo, aparentemente uma terrível contradição, mas o verdadeiro liberalismo foi enterrado no século XIX e o Brasil se forma na fase do imperialismo, forma degradada e senil do liberalismo que sempre se associa com o judaico-cristianismo.

2 – O liberalismo é introduzido no Brasil pelo mercantilismo no seu auge, na época dos descobrimentos, primeira grande globalização da economia do planeta, unindo os oceanos Atlântico e o Índico. Mas um século depois já é contaminado pelo tráfico de escravos e pelas práticas imperialistas das potências emergentes. Mas apesar disso foi responsável por várias insurreições e inconfidências liberais e republicanas. Como também tem o DNA da corrupção, a traição fica escrita no rastro dessas insurreições fracassadas. Mas justamente quando é abolida a escravidão e proclamada a república ele desaponta seu discurso e se une ao latifúndio escravista para destruir a República e é o positivismo que a salva da destruição formal, mas não da prostituição e da degradação da essência do republicanismo.

3 – O positivismo – Introduzido no Brasil via os estudos das ciências nas escolas militares e depois nas politécnicas que se originaram da engenharia militar necessária para edificações de fortificações e fabricação de armas, humaniza as forças armadas brasileiras.. Diferentemente das colônias espanholas que têm universidades datadas do século XVI, o Brasil só criaria sua primeira universidade depois de 1930. E o estudo das ciências era banido dos Colégios Jesuítas, que ensinavam humanidades, retórica, em fim um curso preparatório para os bacharéis em direito, que o concluíam em Coimbra, ou para futuros jesuítas. E como as escolas militares eram mais acessíveis às classes menos favorecidas formou-se uma oficialidade culta e desejosa de influir na política por dentro das Forças Armadas. Na realidade o positivismo é introduzido no Brasil via diversas iniciativas individuais de intelectuais mais diversos, incluído o da primeira feminista da A. Latina, a potiguar Nísia floresta Brasileira, grande intelectual brasileira que conviveu com Auguste Conte em Paris. Mas de maneira organizada e mais penetrante nas instituições brasileiras prepondera a originada dentro das academias militares personificada no militar, engenheiro, professor e estadista Benjamin Constant. Só posteriormente surgiria a Igreja Positivista Brasileira. A Guerra do Paraguai colocando o Exército Brasileiro num patamar de importância política nunca antes existente completaria a fermentação do bolo. Em resumo, o positivismo passa a ser responsável por três revoluções no Brasil: a Abolição, a República e por efeito retardado a Revolução de 30. Nelson Werneck Sodréamor-ordem-progresso minimiza o papel do positivismo na proclamação da república, apesar da bandeira brasileira ter sido bordada pela mulher de Teixeira Mendes e ter nela duas marcas indeléveis do Positivismo: O losango representando a Mulher, e o lema atrofiado de Augusto Conte. O lema verdadeiro é: “O Amor por princípio, a Ordem como meio e o Progresso como fim”. Provavelmente o paradigma marxista de Werneck Sodré não aceite uma revolução sem luta de classes, mas também segundo Lenin, sem teoria revolucionária não há revolução e o positivismo foi a teoria revolucionária a serviço da Proclamação da República e da Abolição da escravatura. A revolução de 30 se daria pelo reencontro de dois ramos do positivismo, dispersos pela ofensiva libero-escravista-monarquista do período posterior a Floriano Peixoto. Um, os oficiais de baixa patente discípulos de Benjamin Constant, humilhados pela destruição proposital do exército promovida pelos liberais paulistas, o tenentismo, e o outro Getúlio Vargas, vindo do bastião Castilhista do RGS, que resistiu ao desmonte da República.

A.

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s ideologias das lutas de classe da Europa do século XIX não teriam reflexo no Brasil na mesma época e quando as guerras mundiais do século XX as exportaram para cá elas tiveram acolhida restrita no Brasil, com altos e baixos, mais baixos do que altos, construindo guetos intelectuais.

Ao chegarem ao Brasil, país econômico-socialmente atrasado em relação aos países imperialistas foram amoldadas imperfeitamente a realidade brasileira e sofreram a forte influência das ideologias dominantes da sociedade brasileira.

Umas das primeiras ideologias oriunda das lutas de classe da Europa foi o anarquismo. Já em decadência internacionalmente recebeu seu golpe de misericórdia com a Revolução Russa. Os anarquistas do Brasil então se dispersaram; um número expressivo ajudou na formação do PCB, de linha bolchevista, outros procuraram formar partidos marxistas de linhas divergentes da 3ª Internacional e outros formaram confrarias intelectuais, ou se tornaram ermitões.

Em 4/11/1969 houve a apoteose trágica do anarquismo no Brasil, na pessoa do gigante Mariguella. Embora militante e dirigente antigo do PCB, o marxismo e sua militância comunista não conseguiram afogar a ideologia libertária arraigada em sua mente. Essa ideologia seria a cibernética que o levaria ao suicídio político e à morte.

Mas Mariguella tinha mais de trinta anos de vida dedicada ao PCB,como pode acontecer isso? Primeiro o PCB estava em crise; desde a desestalinização que o PCB vivia um conflito interno de ideologias que culminavam com dissidências; esse conflito se agravou depois de 1964. Segundo, Mariguella jamais negou o discurso marxista-leninista, abraçou a luta armada por achar a avaliação mais correta marxista-leninista. Entretanto, nas decisões críticas prevalecia a cibernética libertária.

O próprio PCB já tinha sofrido episódio semelhante. Quem leu a carta de Luís Carlos Prestes a Roberto Sisson, de setembro de 1935, uma análise lúcida e equilibrada nos moldes marxistas-leninistas, condenando as quarteladas e levantes armados inconsequentes, afirmando a insurreição socialista como um movimento de massas, jamais imaginaria que Luís Carlos Prestes comandaria dois meses depois uma quartelada como a Intentona. Em novembro de 1935, prevaleceu a cibernética tenentista. O prestes da Intentona não era o Prestes comunista, mas o Prestes tenentista, positivista, comandante militar da Coluna Prestes.

Quanto às ideologias importadas de direita, essas são efêmeras pois são impostas artificialmente com muito dinheiro inclusive.

Voltemos agora a ideologia hegemônica da sociedade brasileira, a judaico-cristã.

Depois da segunda guerra, dois acontecimentos ocorrem para fortalecer a ideologia judaico-cristã. Um a box-1exportação da ideologia americana, que a partir do golpe e 64, com a ausência do debate político e ideológico, praticamente domina as classes baixas e media baixas sob o evangelismo protestante. Antes de 64, o evangelismo era um fenômeno difundido mais em S. Paulo. E o outro, a criação da esquerda católica que esteriliza as palavras socialismo e comunismo de sua alma materialista, anexando-as ao glossário de jargões demagógicos e ou utópicos.

Apos o golpe de 64, com a americanalhação planejada do Brasil, além da natural, a evangelização como epidemia que antes era fenômeno mais restrito a S. Paulo se amplia para o País inteiro.

CRUZ-ESTRELA15Houve portanto um retrocesso violento do laicismo no país nesses últimos 50 anos. E assim a ideologia judaico-cristã passa a ser a principal CIBERNÉTICA que os meios de comunicação exploram para controle da sociedade mesmo quando a exploram de maneira profana ou sacrílega, ou seja, sua falsa negação, ampliando assim o espectro de suas audiências consideravelmente.

Os ingredientes básicos dessa CIBERNÉTICA são as palavras chaves, PECADO, ANÁTEMA, EXCOMUNHÃO, o execrável BODE EXPIATÓRIO, o LINCHAMENTO (apedrejamento) etc., aliadas contraditoriamente a parte exclusivamente cristã do PERDÃO e da CARIDADE, todas sob o manto da hipocrisia cristã.

Na política essa cibernética é fundamental para a criação do espécime besouro rola-bosta. A bosta é o pecado capital CORRUPÇÃO, como coisa do demônio e não como inerente a todas as sociedades, principalmente a capitalista, após o surgimento da propriedade privada.

Um exemplo de corrupção explícita e imoral que no entanto existe milenarmente como algo normal, cristão e ético, em poucas sociedades oficialmente, mas na maioria oficiosamente: o dote dado para sacramentar o casamento. Existe corrupção pior do que se comprar um marido para a filha ou vice-versa? Mas a hipocrisia judaico-cristã convencionou esse tipo de corrupção não ser do diabo, ser socialmente normal. Para não se falar da prostituição.

CRUZ-NA-CAVEIRA-2015

E.

quem define se tal ou qual pecado é coisa do Diabo ou não? Os dez mandamentos de Moisés? Claro que não. Eles servem apenas como leis para serem usadas ou não a depender da conveniência do sistema. Os donos do sistema é que devem definir se esse ou aquele momento é o momento conveniente de usá-los e contra quem; e não é só o decálogo mosaico, é a constituição e as leis do país. No Brasil, o grande representante do sistema é A GLOBO, comprada pelo grupo Time -Life, logo após o golpe de 1964.

Como dizia Confúcio: “Para os amigos tudo, para os inimigos basta a lei.”

Assim na antiguidade, eram os doutores de lei ou os sacerdotes que definiam o bode expiatório que deveria ser execrado pelos hipócritas. No Brasil atual é o sistema através de um controle das mentes pela mídia que define o bode expiatório da vez para diversão do besouro rola-bosta.

O que é o besouro rola-bosta precisamente? Essa descoberta é feita pela primeira vez por Roberto Campos e dela me apropriei quase que imediatamente para definir a situação política brasileira a partir do Impeachment de Collor.

Depois das CPI, de Collor, do orçamento, várias pastas com dossiês contra A e B viraram moda e aí gerou um festival no congresso de mútuas acusações em nome da moral, com o apoio da mídia. Então Roberto Campos escreveu seu artigo COPROFAGIA, que comparou as pessoas, que se realizavam e ou se promoviam ou apenas se regojizavam com essas denúncias e investigações de corrupção e com essas CPI, com besouros coprófagos ou seja, besouro rola-bosta. A fedentina das CPI com congressistas se digladiando para ver quem atira mais merda no outro enebria o cérebro do besouro rola-bosta. Como todos sabem: COPRO=BOSTA, FAGIA=SE ALIMENTAR.

COR ALGEMAS

O médico pernambucano Otto de Azevedo Bastos, examinando outras facetas da mídia (GLOBO) relacionadas com aspectos mais amplos da informação, que não a política, criou outro termo para definir o besouro rola-bosta: enterocéfalo GLOBAL, ou seja, indivíduo com merda na cabeça injetada pela GLOBO. Para os enterocéfalos que adoram os americanos tem o termo em inglês: shit-heads. Eu prefiro o termo besouro rola-bosta.

Diferentemente do inseto que presta um serviço útil à natureza, o besoura rola-bosta político presta um desserviço a nação pois ele é manipulado para distrair a sociedade com o pequeno monte de merda enquanto a merda maior é salva a parte. É o caso atual. Enquanto os besouros rola-bosta comem merda da ordem de dezenas de bilhões do petrolão, os banqueiros nos roubam anualmente um trilhão e 300 bilhões disfarçados de juros e serviços da dívida sem ninguém enxergar.


 

Resumindo: o que faz o besouro rola-bosta ser manipulado até o ponto de cometer suicídio político é o fato dele ser possuído por uma cibernética perversa que o impede de raciocinar cientificamente (materialistamente). A CIBERNÉTICA principal é a judaico-cristão, mas existem outras acessórias e superpostas que o atrapalham mais ainda pois ele as transforma também em religião.


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