1373 – Reitor faz greve?

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GREVE-REITOR-2015

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

U.

ma recente postagem que circulou nas redes sociais chamou a atenção tanto do Saci quanto da Vaca Tatá. Enquanto eu lia as notícias das greves que estavam acontecendo pelo país afora, tentava me dividir entre o texto do meu tablet e o papo dos dois amigos.

– Pelo que ouvi falar do mais democrático reitor que a Universidade Federal da Bahia já pariu, que foi o Prof. Felippe Serpa, ele não só faria greve, como convocaria Caetano Veloso – o doutor honoris causa mais afinado do seu reitorado – para animá-la ao som do trio elétrico.

– Pois é Saci, mas como o real  não caminha para a emancipação humana de forma linear, é provável que nem todos os reitores da UFBA seguissem o ideário caótico, dissipativo emancipador e democrático do reitor Serpa… Quem sabe alguns até pelegassem…

– Eu não tenho dúvida disso, Tatá, mas torço para que o atual magnífico, apesar de ter tido uma base descomunal de apoio do Governo Petistas & Associados (GPEA), tenha aprendido com o Pajé da Faculdade de Educação as boas lições de democracia ensinadas na disciplina Universidade, Nação e Solidariedade que participou com o saudoso Prof. Serpa. Aliás, até agora, o reitor João está fazendo direitinho o dever de casa… Que continue assim!

Abaixo, a postagem que suscitou a lembrança do sábio docente da FACED:

DEBATE SOBRE TERCEIRIZAÇÃO, CONVOCADO PELA REITORIA SURPREENDEU E AUMENTOU A EXPECTATIVA EM TORNO DO ATO DO DIA 25 (FOTO: MANOEL PORTO/SIND. BANCÁRIOS)

Reitor faz greve? Nos áureos tempos do Professor Edgard Santos, o reitor que marcou a Bahia a partir da nossa primeira universidade federal, a pergunta seria completamente despropositada. Mas este paradigma cai por terra diante do caminho escolhido pelo governo federal para reequilibrar as contas públicas, ameaçando o vigoroso processo de expansão dos últimos anos. De norte a sul do país, docentes, servidores, estudantes e trabalhadores terceirizados já sentem na própria carne, os efeitos do ajuste de franca inspiração neoliberal.

Na segunda-feira 25, João Carlos Sales espera lotar o Salão Nobre da Reitoria para um ato público em defesa da Universidade. Longe de ser um carbonário prestes a incendiar a UFBA com o que poderia ser entendido como um convite a uma greve, João Carlos quer inaugurar um novo padrão de gestão, à base de muito diálogo. É o que ele detalha nesta entrevista exclusiva concedida ao Trabalhador da Notícia, com a colaboração de Marina Fernandes. (Leia mais AQUI).

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Leia também Felippe Serpa e as Greves.

 

 

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