1393 – Greve cansa!

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exausto-2015.

Menandro Ramos
Prof. FACED/UFBA

A.

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ssim falou o Saci, cansadão de dar dó, arfando feito um condenado, depois de três turnos de atividades de greve na Faculdade de Educação/UFBA:

– Rapá! né mole não! Só para os fura-greve e coxinhas a vida é mole.

De fato, ontem, dia 11, foi um dia corrido. Pela manhã, houve os Diálogos Culturais da FACED, com a presença de dois pró-reitores e das diretoras da Escola de Belas Artes, Dança, Facom e Teatro, além do diretor da FACED e comunidade daquela unidade. E tudo abrilhantado pelo grupo Cozinha de Quintal e por recital de poesias envolvendo profissionais de teatro, coordenado pela Profa. Cilene Canda, poeta e cartunista.

À tarde foi um loucura. Dois eventos ocorreram simultaneamente: um no Auditório I, ligado ao PPG e outro no hall do primeiro andar, de iniciativa de pesquisadoras diversas  e docentes idealizadores de práticas brincantes e poéticas.

E tudo culminou com um animado forró, já descambando para a noite.

UFA! Que dureza!


Abaixo, um poema “sequestrado” pelo Saci, de uma poeta emergente que deu uma canja durante os Diálogos Culturais de ontem:

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kel

A poeta Kel, aluna de Pedagogia da FACED.

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QUANDO OS EDUCADORES PERDEREM A PACIÊNCIA

Kel Carvalhal

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Alunos passarão a ser estudantes
E serão gestores de suas formações
A Escola será aberta,
pública, gratuita e diversa
Quando os educadores perderem a paciência

A Educação não nos roubará o tempo,
a consciência e a vida
As aulas serão encontros de trocas e partilha
A arte fará parte da nossa comida
Quando os educadores perderem a paciência

A Educação será libertária e não mercantil
A formação será leve e brincante
Estudantes e professores andarão de mãos dadas
e construirão conhecimentos na convivência
Quando os educadores perderem a paciência

A Educação deixará de ser esquizofrênica
e estará a serviço da evolução humana,
e não da produção nem dessa escrotidão.
As teorias servirão pra nos fazer melhores e não piores
Os estudantes poderão fazer coisas de maior pertinência Quando os educadores perderem a paciência

As salas de aula deixarão de ser caixas e passarão a ser quintais Não haverão cadeiras, nem grades, nem provas, nem notas
Os saberes não terão fronteiras nem hierarquia
A comunidade ocupará a academia
Quando os educadores perderem a paciência

Quando os educadores perderem a paciência
Não teremos reitores, nem CAPES ditando regras, nem Lattes indecência
Nem títulos, nem doutores em sapiência
Nem vestibulares, Enem, IDEBes,
Nem ideologias perversas
pura intransigência

A educação será medida pela quantidade de abraços e coerência
Ninguém será formado pro mercado de trabalho
a mais valia
As crianças bagunceiras serão louvadas e bem vindas
Nada de ritalina, TDAH, dislexia
O corpo será livre e gritará não a hipocrisia
Sem que o lunos sejam discriminados na aparência

A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os Educadores perceberem sua força e resistência

Quando os Educadores e estudantes perderem a porra da paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obsolescência
A presidente Freiriana dirá:

“chega de salário indecência”!


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OSSO-DURO-2015.

BOALS-2015.

Salomé.

coxinhasOu devem? Infelizmente, a Assembleia do dia 9 de junho passado, acabou sendo contaminada por um medo súbito de sair dos muros da UFBA, de acordo com a compreensão do meu amigo de gorro vermelho e pito…

 

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