1398 – Pés no Chão

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Muletas-2015

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P.

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ara o Saci, desde que Adão e Eva fizeram a primeira greve no Paraíso, o assunto é polêmico por excelência. Alguns bichos achavam que o casal não podia se lançar irresponsavelmente a um movimento paredista sem ter o devido respaldo de outros grevistas, ou seja, teriam que ter os pés nos chão. Já outros criam que a greve é algo que se constrói, torrão por torrão, folha por folha, como um trabalho de formiguinha…

Tal qual no Paraíso, a UFBA também andou ficando meio dividida desde que a greve foi deflagrada. Felizmente, agora, tudo indica que caminhamos para o entendimento, a unidade, a tão sonhada unidade!

Escrachado que só ele, o Saci até propôs uma faixa ou um banner para ser colocada nas unidades da UFBA mais “ponderadas” em relação à adesão ao movimento paredista:

Docente! Pise firme no chão da greve! Chegaram as Muletas Sul Maravilha!”

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Com os Pés no Chão

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Síndrome de Vira Lata

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MULETAS SUL MARAVILHA

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Leia também “Apoio à Greve Educadora“.

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4 Respostas to “1398 – Pés no Chão”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l:
    ————————————

    Prezada Uilma

    Caso tenha estado ausente de Salvador desde 28/05, desconsidere algumas coisas que vou dizer.

    As questões que você colocou aqui foram colocadas pelo Prof. Aurélio na assembléia de 18/06 e devidamente contestadas pelo Prof. Diego que inclusive atribuiu a pessoa que usam esses argumentos complexo de vira-lata. Uma opinião do Prof. Diego. Vide o vídeo da Fala do Prof.Diego abrindo o link abaixo.

    https://osaciperere.wordpress.com/greve-2015/videos-da-greve-2015/

    Se estivesse na assembléia, aliás vocÊ é ex-Presidente da APUB, emérita oradora e líder de outras assembléias, estaria ao par. Mesmo que estivesse ausente de Salvador ou com motivo de força maior poderia se informar com seus colegas da APUB/PROIFES

    Por outro lado desde 19/06, o Conselho Deliberativo do PROIFES tirou resolução com indicativo de greve. Portanto desde 19/06 um militante do PROIFES não poderia questionar o ANDES sem antes questionar o PROIFES.

    É lamentável.

    Francisco Santana

    ——————————————

    Amazonas escreveu:

    A observação da profª Marilene procede pelos pontos abaixo indicados:

    1º- A contagem de Campus das IFES está sendo contada como uma Universidade, quando trata-se de um campus;

    2º- A contagem para incluir 35 Universidades foi feita incluido aquelas que estavam com indicativo aprovado;

    3º- A inclusão da UFSC, que tem no momento duas entidade de representações docentes;

    A partir da análise dos próximos indicativos, a greve tende a se expandir após o dia 24/06.

    Uilma

  2. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:
    —————————–


    Francisco Santana escreveu:

    Se fosse assim nunca nossas greves teriam como resultados ganhos econômicos e políticos.

    E já tivemos grandes ganhos em numerosas greves inclusive na última tivemos ganhos pequenos mas que em comparação com outras cartegorias foram bons.

    Realmente a grande ameaça ao governo de nossas graças é a política. O governo se desgasta eleitoralmente e politicamente com uma greve de professores universitários, pois os seus eleitores que sofrem com ela exigem o seu fim.

    Por essa razão é que tem grande importância a participação do professores nos atos públicos para dar a máxima visibilidade à greve assim como as críticas divulgadas nesses atos.

    E justamente estamos hoje diante de um governo que seus maior desgaste são os atos públicos.

    Se greve que afeta a população que cobra do governo solução imediata dela não afeta o governo, imagine essas passeatas contra Dilma que não afetam nenhum interesse da população e que até contribuem com enorme gasto de dinheiro nelas para melhorar as contas do governo!!! E no entanto tem sido essas manifestações que mais tem desgastado o governo Dilma. Falta portanto a participação sua e outros nas manifestações públicas da greve.

    Quanto outras formas de reivindicação, de gestão de universidade e outros temas, está faltando essas pessoas que têm essas ideias nas assembleias para discuti-las. Você não quer que outras pessoas levem essas ideias por você!!!!. Assim como você não quer que outro de a aula por você.
    —————————————-

    Marilena Ristum escreveu:

    Concordo com o prof. Zamparoni sobre o baixo impacto da nossa greve e acrescento o seguinte: estamos colaborando para que a precariedade de nossas condições nem sejam notadas, já que, sem aulas, economizamos energia elétrica, água, correio e vários outros serviços. Além disso, se os terceirizados estão deixando de trabalhar porque não estão recebendo salários, sua ausência nem se faz notar.

    Marilena Ristum
    Instituto de Psicologia

    ————————————

    Prof. Zamparoni escreveu:

    Minha primeira greve, no Brasil. Manutenção dos salários?

    Fui ativo militante do movimento docente nos anos 80 quando os governos "temiam" greves. Depois consolidou-se a tese que greve é direito de cidadania e quando nossos ex-colegas de movimento chegaram ao poder (de FHC em diante) sabiam muito bem que havia três motivos para os governantes não cortarem nossos salários:
    1) mesmo que fossem maciças nossas greves são de baixo impacto social;
    2) não paramos de fato. Só a graduação;
    3) repomos aulas da graduação no período que consuetudinariamente seria nosso recesso.

    Enfim, sabem bem que greve no ensino superior não passa de adiamento de calendário acadêmico. Até que me provem o contrário esse deixou de ser um instrumento efetivo.
    Se num momento de crescimento econômico já é difícil obter resultados concretos, imaginem no de crise que vivemos.
    Além disso, uma greve agora só soma forças ao bombardeio (é bem verdade que nosso poder de fogo é pífio) que a direita desencadeia diuturnamente a um governo democraticamente eleito.
    Abcs e bom são João a todos/as.

    Zamparoni.

    ——————————

    • osaciperere Says:

      Prezado Prof. Zaparoni,

      Sejamos razoáveis! Não é pelo fato de ter sido “democraticamente eleito” como o Sr. menciona, que o governo pode fazer tudo… Será que o estelionato à “Pátria Educadora” não conta, além de outras maldades levyanas praticados por esse mesmo governo?

      Convenhamos, meu caro! Nem as mulheres de Nelson Rodrigues gostam de apanhar!

      Sds.
      Menandro Ramos

  3. osaciperere Says:

    João Nestor de Pinho e Braga escreveu:

    Greve sem corte de salários é um direito adquirido nosso, obtido
    depois de muita luta. Direito adquirido não se joga fora por
    nenhum pretexto, em especial alegando razões pseudo racionais.
    É uma irresponsabilidade e mesmo infantilidade, uma traição a
    classe dos professores das IFES sugerir a abdicação de um direito
    conseguido com lutas duras e penosas.

    Houve tempos, não muito distantes, em que nas nossas greves havia o corte de ponto. O comando de greve tinha muitas vezes a tarefa de conseguir crédito em super mercados para os professores em greve, com o compromisso de pagamento quando voltassem a receber os seus salários. Pedidos de empréstimos em bancos, etc… Houve até uma greve em que se conseguiu na Justiça, liminar contra o corte dos pontos.

    A partir de certo momento os governos entenderam que era mais um desgaste político, que afetava a sua governabilidade, cortar o
    ponto ou suspender salários. Abandonaram essa medida administrativa.

    É extremamente grave que a sugestão de corte de salário parta de
    membros do corpo docente e não de representantes das autoridades. É um desrespeito aos professores pois se trata de um direito adquirido por meio de lutas duras, penosas e sofridas.

    Pensem bem! Não acham um privilégio trabalhar apenas 40 horas
    por semana? Que tal trabalharmos 48 horas semanais, ou então
    72 horas? Alguns anos atrás era comum o trabalho no sábado.
    As pobres criancinhas francesas no século XIX trabalhavam 12 horas por dia, por que nós marmanjos brasileiros bem nutridos não podemos? Todos os direitos atuais foram adquiridos por meios de embates duros, vamos abrir mão deles?

    Um direito adquirido não pode ser falsamente racionalizado
    por uma lógica anacrônica. Ele deve ser analisado dentro da
    perspectiva do seu processo histórico. Se a situação da França
    é aquela sugerida na nota, a França tem muito que aprender
    com os professores brasileiros.

    A periculosidade e a insalubridade, por exemplo, são direitos
    irracionais se analisados sem o seu histórico. Ao invés de
    pagar 20% a mais para o operário arriscar sua vida e sua saúde,
    poderíamos dar um mês de férias para cada dois meses de trabalho, um seguro de vida razoável para sua família receber, uma
    aposentadoria mais precoce que a atual. Tudo isso dependendo da
    atividade exercida, etc…

    Na época sendo impossível conseguir isso, o trabalhador aceitou
    o que pode obter numa queda de braço com o patrão. Imagine se
    depois de 50 anos pagando-se periculosidade aparece alguém alegando essa terrível irracionalidade da periculosidade e pede que seja abolida sem nada em troca. O que acham?

    Que tal retirarmos a estabilidade que provoca acomodação dos
    funcionários públicos? É o que fazem as Instituições Particulares.
    E porque não voltarmos ao tempo em que o Rei da Inglaterra fez uma lei permitindo ao professor mendigar (era proibido na Inglaterra) para não morrer de fome?

    Não se iludam, sob a alegação da racionalidade os professores das
    IFES estão a cada ano que passa perdendo os seus direitos adquiridos. É só notar que os novos professores não têm os mesmos direitos que os antigos.

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