143 – Pequenos gestos…

O meu amigo Saci representou o furibundo professor com toda corda… (Clique na arte para ampliá-la).

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

O título desta postagem foi tirado de um bonito texto que o Prof. Nelson Pretto, da FACED/UFBA, escreveu anos atrás. Os pequenos gestos (e ditos, acrescento eu) denunciam quem os pratica. Para o bem ou para o mal.

Para quem nunca havia participado da lista “Debates-l“, o Prof. Rubens Toledo, da UFBA, veio com toda corda e ira, segundo o Saci. Confronte, leitor(a), excertos de duas mensagens do missivista:

Como bem disse (ou insunuou, pois ele nunca tem coragem para dizer nada) o Sr. Menandro,  não passo de um idiota, de um inocente que não sabe o que faz ou o que diz. Uma verdadeira Bláblárina Silva. Tudo bem. Aceito.[…] (grifo meu).

[…] Nunca havia participado da lista e não tenho a menor ilusão que minha singela contribuição vá mudar alguma coisa nesse ambiente dominado pelo neoudenismo com fragâncias variadas – da extrema direita que escreve com o fígado à patricinha preocupada com a preservação da (sua) espécie humana. Todos unidos contra a corrupção do governo Lula. […] (grifo meu).

[…] Parecem ter muito tempo disponível para brincar. […] (grifo meu).

[…] Em outras palavras, é como dizia o Barão de Itararé: De onde menos se espera, daí é que não sai nada. […] (grifo meu).

Para não dizer que não temos nada em comum, concordo totalmente com a frase do Barão de Itararé que ele cita.

Da mesma forma, concordo com ele que sou um grandecíssimo idiota, pois sempre estou imaginando que um professor universitário seja dotado de um mínimo de capacidade de leitura crítica da realidade, assim como de que seja capaz de  sustentar uma argumentação de forma menos chula e menos biliosa. Além de não ser capaz de escrever com o baço e de não usar a bílis como  tinta…

Segundo  o julgamento do colendo Prof. Rubens, não tenho coragem de dizer nada. Para o excêntrico pesquisador , segundo pude compreender,  citar fontes é sinal de covardia. E aí eu pergunto a você leitor(a), vale a pena insistir em debater com esse iracundo dono da verdade? Qual a razão de tanto desconforto da parte de alguns colegas quando sustento a defesa do trabalhador e da coisa pública contra a voracidade do capital e do pensamento neoliberal? O que eles temem dos modestos textos escritos para o blog de um ente mitológico –  e ainda por cima, de uma perna só! -, se seus projetos são tão sedutores para a população menos esclarecida? Qual o risco para os professores da UFBA de poderem optar entre a leitura das nossas pobres e idiotas linhas ou o encaminhamento das mesmas a uma implacável lixeira eletrônica? Por fim, qual a razão de um texto idiota incomodar tanto?

***

Uma constatação que faço é que, pelo visto,  o aludido professor está encontrando tempo também para brincar… A dúvida que tenho é se ele já está se achando dono da bola com o resultado das eleições…

7 Respostas to “143 – Pequenos gestos…”

  1. Rubens Says:

    Curioso, muito curioso.

    Exatamente, nunca tinha participado, mas já acompanhava faz muito tempo. Acompanhei, entre outras coisas, uma grande quantidade de pessoas pedirem o cancelamento de sua participação na lista após terem suas caixas-postais inundadas pelas mensagens enviadas pelo Sr. Menandro, que deve se achar uma espécie de pop-star da lista.

    Acho curioso alguém que se diz de esquerda se reduzir a um mero repetidor do discurso de direita. Suas fontes são patéticas, para dizer o mínimo. E escolhidas a dedo, só servem as posicionadas bem à direita do espectro político.

    É curioso ver alguém pretensamente de esquerda requentando argumentos e baixarias criadas pela direita em uma disputa eleitoral: O livro a que o Sr. Menandro dá tanta importância, do Sr. Ivo Patarra, foi criado como peça de campanha de Geraldo Alckmin, em 2006 e distribuído gratuitamente na internet, como parte da baixaria daquela parte da campanha eleitoral. Hoje, nem os tucanos se importam para seu conteúdo.

    Curioso o referido professor ter se ofendido quando disse claramente que você me chama de idiota nas entrelinhas, o que é pior, achou que eu o estava chamando de idiota (leia direito!!!). Disse diretamente o que o Sr. não teve a coragem de dizer claramente.

    Notei que o eleitor de ACM Neto também tem uma grande dificuldade para interpretar ironias. Menandro até me mandou um e-mail explicando que ele não vota em ACM Neto (sic). Não entendo a razão disso, pois seus discursos são idênticos e seus inimigos são comuns. Então pode não ter votado, mas perdeu a oportunidade de apoiar um legítimo representante de suas ideias no Congresso Nacional. Acredito que isso que foi definido como “linguagem chula” também não agrade o distinto Sr. ACM Neto, logo, mais um ponto em comum.

    Entendi: Palavrões, xingamentos, acusações fajutas, insinuações sórdidas, para não serem considerados linguagem chula, devem ser direcionadas especificamente para o atual Presidente da República e seus apoiadores.

    Quando me referi à extrema direita que escreve com o fígado (linguagem chula para quem não acompanha a literatura ou o noticiário político independente), me referia a um outro membro da lista. Mas parece que o capuz serviu, mesmo sendo de coloração um pouco diferente, o Sr Menandro o aceitou docilmente.

    Curiosa essa forma de combater o neoliberalismo utilizando as fontes e os argumentos dos neoliberais. Confesso que tenho uma certa dificuldade para entender. Citar fontes não é covardia, é obrigação. O modo de escolher as fontes pode ser, sim, covardia.

    Quando utilizei a expressão brincar (obviamente também chula!), ela tinha um sentido mais profundo, se referia a grupelhos pretensamente de esquerda, aqueles esquerdistas de que nos falava Lênin, que brincam com a vida de pobres que não tem como se defender. Daí outra expressão (igualmente chula) utilizada em minha mensagem “utilizar os pobres como bucha de canhão”.

    É curioso ver alguém que se apresenta, quando lhe é conveniente, de implacável defensor da democracia e da liberdade de expressão, se incomodar tanto ao receber uma crítica a seu modo de pensar.

    Quer dizer que qualquer crítica ao que pensa (ou copia e cola?) o Sr. Menandro é um “GRRR!” ?

    Obrigado pela charge, embora eu já tenha visto outras mais criativas. Vou imprimir e pregar na parede de minha sala, vale um troféu!

    Caro Sr. Menandro, se sua intenção é orientar a “população menos esclarecida”, saiba que não padeço do mesmo tipo de preconceito contra os pobres, que sempre provaram saber votar em quem defende seus interesses. Minha preocupação é com os repetidores do conteúdo de Veja que se acham esclarecidos, que se comportam como uma manada, sem ter ideias ou projetos.

    Iracundo iluminado? Eu diria, talvez, alfabetizado. Leia novamente a mensagem, e só vista algum capuz quando este lhe estiver direcionado.

  2. Menandro Ramos Says:

    Curioso, muito curioso.

    Quem, como, quando, onde?

    Exatamente, nunca tinha participado, mas já acompanhava faz muito tempo. Acompanhei, entre outras coisas, uma grande quantidade de pessoas pedirem o cancelamento de sua participação na lista após terem suas caixas-postais inundadas pelas mensagens enviadas pelo Sr. Menandro, que deve se achar uma espécie de pop-star da lista.

    Para seu governo, não me acho um pop-star (talvez pop; star é com a turma que o Sr. apoia…). Apenas quero dar a minha modesta contribuição para a coisa pública, que é a melhor construção para que todos possam auferir do que a humanidade produziu de melhor.

    Acho curioso alguém que se diz de esquerda se reduzir a um mero repetidor do discurso de direita. Suas fontes são patéticas, para dizer o mínimo. E escolhidas a dedo, só servem as posicionadas bem à direita do espectro político.

    Quando o senhor se manifesta é o lume independente que ilumina o mundo. Quando eu formulo algumas ideias, ainda que toscas, estou repetindo o discurso da direita. Caetano já dizia que narciso acha feio tudo que não é espelho. Isso é justo, professor?

    É curioso ver alguém pretensamente de esquerda requentando argumentos e baixarias criadas pela direita em uma disputa eleitoral: O livro a que o Sr. Menandro dá tanta importância, do Sr. Ivo Patarra, foi criado como peça de campanha de Geraldo Alckmin, em 2006 e distribuído gratuitamente na internet, como parte da baixaria daquela parte da campanha eleitoral. Hoje, nem os tucanos se importam para seu conteúdo.

    Não há a mínima possibilidade de uma crítica à política de Lula e do PT ser levada a sério!

    Curioso o referido professor ter se ofendido quando disse claramente que você me chama de idiota nas entrelinhas, o que é pior, achou que eu o estava chamando de idiota (leia direito!!!). Disse diretamente o que o Sr. não teve a coragem de dizer claramente.

    Admito que a construção da frase me fez concluir que havia uma letra trocada. Admito que errei, mas refuto a afirmação que o chamei de idiota ou insinuei que o fosse. Assim, o Sr. também se equivocou.

    Notei que o eleitor de ACM Neto também tem uma grande dificuldade para interpretar ironias. Menandro até me mandou um e-mail explicando que ele não vota em ACM Neto (sic). Não entendo a razão disso, pois seus discursos são idênticos e seus inimigos são comuns. Então pode não ter votado, mas perdeu a oportunidade de apoiar um legítimo representante de suas ideias no Congresso Nacional. Acredito que isso que foi definido como “linguagem chula” também não agrade o distinto Sr. ACM Neto, logo, mais um ponto em comum.

    Não sei se estou enganado, ou é o Sr. que tem uma queda pelo estilo do Sr. ACM Neto (sic)? Rogo aos deuses que não queira fazer comigo o que o valentinho pretendeu aplicar no Presidente Lula. Meu reumatismo me impediria de “bater em retirada”…

    Entendi: Palavrões, xingamentos, acusações fajutas, insinuações sórdidas, para não serem considerados linguagem chula, devem ser direcionadas especificamente para o atual Presidente da República e seus apoiadores.

    O preclaro poderia me apontar um local no blog em os tais palavrões são encontrados? Em caso afirmativo, comprometo-me aqui em substituí-los, desculpando-me publicamente pela deselegância…

    Quando me referi à extrema direita que escreve com o fígado (linguagem chula para quem não acompanha a literatura ou o noticiário político independente), me referia a um outro membro da lista. Mas parece que o capuz serviu, mesmo sendo de coloração um pouco diferente, o Sr Menandro o aceitou docilmente.

    Pois, pois! Se fosse eu, a explicação incidiria na minha falta de coragem! Puxa! Dois pesos e duas medidas…

    Curiosa essa forma de combater o neoliberalismo utilizando as fontes e os argumentos dos neoliberais. Confesso que tenho uma certa dificuldade para entender. Citar fontes não é covardia, é obrigação. O modo de escolher as fontes pode ser, sim, covardia.

    Talvez lhe falte apenas boa-vontade, embora lhe sobre capacidade de compreensão. Teria Sartre também admitido que “covarde é sempre o outro”?

    Quando utilizei a expressão brincar (obviamente também chula!), ela tinha um sentido mais profundo, se referia a grupelhos pretensamente de esquerda, aqueles esquerdistas de que nos falava Lênin, que brincam com a vida de pobres que não tem como se defender. Daí outra expressão (igualmente chula) utilizada em minha mensagem “utilizar os pobres como bucha de canhão”.

    Admito que a profundidade do sentido talvez tenha me impedido de ver o leito da labiríntica metáfora… Tenha dó dos meus pobres neurônios!

    É curioso ver alguém que se apresenta, quando lhe é conveniente, de implacável defensor da democracia e da liberdade de expressão, se incomodar tanto ao receber uma crítica a seu modo de pensar.

    Tanto não me incomodei que não censurei ou “moderei” o seu comentário, como o faz o presidente da APUB, o Prof. Israel Oliveira Pinheiro, que o Sr. apoia, se não estou equivocado.

    Quer dizer que qualquer crítica ao que pensa (ou copia e cola?) o Sr. Menandro é um “GRRR!” ?

    Os recursos onomatopaicos são de autoria e responsabilidade do meu amigo Saci. Reclame com ele pessoalmente…

    Obrigado pela charge, embora eu já tenha visto outras mais criativas.

    Olhe mais uma vez o filho de Dona Canô: Narciso acha feio tudo que não é espelho…

    Vou imprimir e pregar na parede de minha sala, vale um troféu!

    Apesar de minhas fontes serem reprovadas pela sua fidalga pessoa, ouso citar uma citação (APUD!) de Waldick Soriano: “Ninguém chuta um cachorro morto”. Ademais, para o Saci-Pererê é uma honra compor a sua nobre galeria.

    Caro Sr. Menandro, se sua intenção é orientar a “população menos esclarecida”, saiba que não padeço do mesmo tipo de preconceito contra os pobres, que sempre provaram saber votar em quem defende seus interesses. Minha preocupação é com os repetidores do conteúdo de Veja que se acham esclarecidos, que se comportam como uma manada, sem ter ideias ou projetos.

    Será que o Sr. diria que o povo acertou quando escolheu o velho ACM ou seu neto, ou diria que foi “engambelado por eles” ? Por que razão os petistas adotam os mesmos procedimentos dos chamados “carlistas”? Pode-se dizer, então, que eles frequentam os mesmos enterros e batizados? E onde fica o povão nessa história toda?

    Aqui me cheira uma apelação sentimentaloide e matreira. Via de regra, os instrumentos teóricos e críticos não nascem como cogumelos. Creio que alguém que está mergulhado no labor do dia-a-dia tem menos chance de refletir sobre algumas peças do grande quebra-cabeça que é a relação de produção. Observe que eu disse menos chance. Imagine se o velho Marx não tivesse a ajuda financeira de Engels, seu amigo de fé e irmão camarada? Imagine se o genro de Paul Lafargue tivesse de trocar os livros da Biblioteca de Londres por chaves inglesas e alicates do chão de fábrica? O que seria da escritura do Capital? Será que Lula o escreveria das Bibliotecas do ABC?

    Iracundo iluminado? Eu diria, talvez, alfabetizado.

    Olhe a falsa modéstia, Professor, pois o Senhor do Bonfim pode até se zangar!… O Sr. pode até não querer enxergar – e isso são outros quinhentos -, mas que tem boa vista, ah! isso tem!…

    Leia novamente a mensagem, e só vista algum capuz quando este lhe estiver direcionado.

    Li e me penitenciei. Quanto ao capuz, tentarei ser mais atento para dividi-lo com o meu amigo Saci-Pererê.

  3. Menandro Filho Says:

    O ilustre Sr. Rubens parece realmente desconhecer qualquer caractere da personalidade, da vida pública e acadêmica do Prof. Menandro Ramos.

    Poderia citar aqui inúmeros predicados que compõem a personalidade do aqui blogueiro.

    O Professor Doutor Menandro Ramos possui mais de 25 anos de vida pública e acadêmica. É um intelectual, entusiasta do Estado Democrático Igualitário, fiel defensor do Ensino Público, Gratuito e de Qualidade, da reparação social, da distribuição das riquezas, do fim dos privilégios classitas, da liberdade de credo e culto, da livre orientação sexual, da igualdade étnica e racial, da extirpação da mais valia e de toda e qualquer forma de opressão do homem pelo homem, dentre muitos outros, que não cabe aqui elencar para não deixar a leitura cansativa.

    E quem sabe disso tudo? Além de mim, que sou SEU FILHO PRIMOGÊNITO, poucos! Isto porque quem o acompanha em alguns dos projetos em que milita não tem idéia do todo que cada uma dessas frações representa. Coisa que posso, sem parcimônia, dizer a todos os leitores, porque o acompanho desde que me entendo por gente.

    Dizer que o Prof. Menandro, Sr. Rubens, é um “Pop-Star”? Confesso-lhe que muito me divertiu o seu elevado senso de humor. Obrigado por nos proporcionar efusivas gargalhadas!

    Quem conhece o Prof. Menandro, sabe que o exibicionismo não é o seu forte. Se utilizar-se de tecnologias modernas de comunicação, educação e conhecimento para fazer ecoar suas convicções é sinal de um alter ego necessitado de aprovação popular, devo concordar com o Sr., porque neste aspecto meu pai é mesmo um PAVÃO!

    Um pavão que não se esmorece nem se curva à tirania. Exibe-se exprimindo pensamentos e sentimentos mesmo em ambientes adversos, como a Universidade Federal da Bahia, APUB, IFBA, PROIFES e outros entes que deveriam discutir a sociedade que queremos, mas preferem dizer amém e lucupletarem-se de benesses (nem todas legítimas), que a amizade com o Rei pode proporcionar.

    Quanto às listas de debates da APUB, devo-lhe esclarecer que muitos devem estar realmente incomodados com a “inundação” de suas caixas de mensagens. Se eu fosse amigo do rei, também estaria incomodado com quaisquer textos que tentassem macular a imagem e o prestígio do meu amigo. Ainda que tais textos retratassem verdades.

    Mas um espaço democrático que se preze, ainda que em meio a descontentamentos, deve proporcionar a expressão irrestrita de todos. Ou então, com o devido respaldo legal, buscar o pronunciamento do Poder Judiciário para elidir aqueles que, por suas expressões e opiniões, contrariem a ordem legal vigente.

    Democracia, Sr. Rubens, é um troço que muitas vezes nos traz desconfortos, como o de ouvir críticas e/ou comentários – digamos, hilariantes! – a respeito dos ideais e convicções do meu pai, uma pessoa que apenas luta pelo que acredita, pelo bem coletivo, ainda que tais anseios possam aparentar romantismo e utopia.

    Quer ver uma coisa? Meu pai, antes do fim do 1º mandato do Presidente Lula, já havia percebido que sua vinculação às oligarquias brasileiras já o afastavam do verdadeiro PT, pelo qual disputou todas as eleições que sucederam o Governo dos Generais.

    Eu retrucava, dizendo que isto não era uma aliança aos oligarcas, e sim um “modus operandi” para implementação do projeto socialista de esquerda pelo qual sempre militamos. E votei no PT até o pleito de 2008.

    Aí algumas fichas caíam, como por exemplo:

    1) Quando eu era do PT, militava na Articulação de Esquerda e considerava a Unidade na Luta, de Zé Dirceu, Lula, Mercadante, Zezéu e outros “companheiros” era uma tendência interna do PT muito moderada, tanto quanto a UJS e todo o PC do B, aproximando-os, temerosamente, de práticas de centro-direita;

    2) Porque o grande proletariado deve contentar-se com a “Bolsa-Esmola” de Lula, enquanto os Banqueiros e Multinacionais dilapidam as riquezas brasileiras?;

    3) Porque a saúde está um caos, a educação é uma piada, a segurança falida, o meio ambiente degradado em prol dos grandes especuladores nacionais e internacionais, e porque A UNIVERSIDADE PÚBLICA E O ENSINO SUPERIOR SÃO UM FIASCO?;

    4) Porque meus antigos companheiros da juventuda petista calaram-se a receber cargos comissionados para auferir lucros, sem proporcionar a menor contrapartida social que seria o seu efetivo trabalho???;

    5) Porque ainda sou petista?

    Desde então, contrariando todo o paradigma que construí durante a militância petista ao longo de quase nove anos em que cursei dois cursos na UNEB e UCSal, abandonei a demagógica militância que fazia neste partido de centro-esquerda – nas palavras de Nelson Vicente Portela Pellegrino.

    A diferença é que meu pai ainda luta pelos seus sonhos e convicções. Eu não tenho mais tanta esperança, porque depois do modo petista de governar, entendo que o conceito petista de redistribuir renda é cassar os privilégios dos opositores e redistribuir entre seus pares. E acredito que esta estrutura corrompida e nefasta de poder engendra-se por todos os demais partidos políticos. Salvam-se, claro, algumas personalidades, porque são suprapartidários. Vinculam-se àlguma agremiação por imposição legal.

    Assim, tenho a profunda convicção que as palavras escritas e ditas por meu pai muitas vezes incomodam seus leitores e ouvintes, porque correm o risco de incutir-lhes um remorso pela ardilosa forma de auferir os “royalties” dados aos aliados da Corte.

    Muitos dos indignados com os dizeres do Prof. Menandro, não são apenas os que tapam os ouvidos para a aterrorizante verdade, mas também são aqueles efetivamente comprometidos pela corrupção, mensalão ou cuecação (como diria o divertidíssimo Odorico Paraguaçu, do dramaturgo Dias Gomes).

    Como o Sr. Rubens é afeiçoado a minudências, devo advertir que não estou sepultando-o nesta cova rasa! Não me refiro a V. Sa., de modo que não lhe ofereço qualquer carapuça, capuz, barrete, gorro ou congênere. E se insistir em pedir, reitero, não comercializo tais artigos.

    Então, Sr. Rubens, assim como confesso-lhe, aqui, humildemente, que ignoro completamente a origem de V. Sa., sua atividade laboral e suas práticas que objetivem a transformação social, acredito que vossa bem-humorada missiva seja motivada pelo vosso raso conhecimento acerca de meu pai, da sua personalidade, das suas convicções e do seu irreverente jeito de ser.

    Aproveito também esta oportunidade para incentivá-lo a continuar os debates sobre os projetos políticos para o Brasil, sobre as plataformas de governo de “petistas, tucanos & cia”, abordando, inclusive, os ganhos sociais que as classes proletárias (com as quais V. Sa. afirma uma forte identidade) irão auferir com a escolha de um destes aspirantes à Presidência da República no próximo segundo turno.

    Estimulo-o, Sr. Rubens, a utilizar exaustivamente este espaço, haja vista que nele não existem restrições a amigos ou inimigos do rei ou dos membros da corte.

    Exorto-o, inclusive, a florescer seu lado criativo e retribuir o Prof. Menandro com uma bela charge. Tenho certeza que ele a publicaria neste blog, ainda que persuadindo o Saci a conceder-lhe direito de resposta (na mesma proporção do agravo). Para não perder a oportunidade, ofereço-lhe, também, uma fotografia minha, para que a charge seja minha e do meu pai. É só enviar-me um “e-mail” que lhe respondo anexando tal foto.

    Por fim, Sr. Rubem, agradeço por nos prestigiar com tão astuto senso de humor. Não vejo a hora de ler um novo escrito de V. Sa. aqui neste espaço. Sei que muito terei a aprender em nossos futuros diálogos.

    Com os colorosos e cordiais abraços,

    Menandro Ramos Filho.

  4. Menandro Ramos Says:

    Prof. Rubens,

    A presença do meu filho neste espaço não significa que pedi ajuda… Para mim foi uma surpresa. Grata, na verdade. Claro que se tivesse conhecimento das suas pretensões em socorrer o seu velho pai, eu o estimularia a desistir, pois os filhos são sempre suspeitos…

    De qualquer forma, tenho que lhe agradecer por isso, pois só assim fico sabendo sobre o que ele pensa sobre a batalha que travo cotidianamente…

  5. Rubens Says:

    Deu um xilique no computador, e ele postou a mensagem sem que eu acabasse de escrever, cheia de erros!

  6. Rubens Says:

    AGORA SIM!

    Para o Menandro Pai:
    Não vou entrar em detalhes. Só responderei a um ponto.
    O povo acertou sim quando escolheu ACM. Entenda que o modo de interpretar a realidade escolhido por uma parcela da classe média pode não ser o único possível. O povo escolheu ACM porque a dita esquerda defendia propostas que não lhes dizia respeito.

    Para o Menandro Filho:
    Um mérito o Sr. Menandro tem. Deu uma boa educação para o filho, que sabe argumentar razoavelmente.

    Pena que tenha transmitido os cacoetes de uma esquerda, uma gente bem intencionada, que não consegue se expressar corretamente quando se dirige aos mais pobres, e é portadora de uma arrogância que não lhes permitem entender que são os pobres que sabem quais são suas necessidades e urgências, e assim não adianta se apresentar como representante de quem não representa.

    Mudando umas poucas palavras no parágrafo anterior, ele serviria também para explicar o porque da morte da ANDES.

    Também fui do PT e me desfiliei formalmente do partido em 1997, embora já estivesse fora do partido há muito mais tempo. Fui dirigente municipal e delegado a encontro estaduais, conhecia bem o PT. Saí do partido porque o considerava insensível às necessidades dos mais pobres, e por ter uma política de alianças burra que o impediria de chegar ao poder e, caso chegasse, o impediria de governar. O partido melhorou, mas decidi não voltar mais, até porque não é o único partido com o qual simpatizo.

    Para ambos, ou para mais algum da família:

    Agora entendo o porque que as mensagens toscas do prof. Menandro sempre ficam sem resposta. E também porque tantos abandonaram a lista. Não é possível se conversar com quem não quer, não sei se por dissimulação ou falta de condições.

    O que tenho visto nos e-mails do Sr Menandro não é política, é um tipo de moralismo barato no melhor estilo UDN, que tanto mal causou a nosso país.

    Esses sonhos a que o Sr. Menandro se refere, são um privilégio de uma classe média que tem seu emprego público garantido. Quem tem que garantir a sobrevivência no dia seguinte não pode se dar a esse luxo. Essa classe média que se recusa a compartilhar educação, saúde, transporte público com os mais pobres, porque se sentem uma espécie superior, pode se dar ao luxo de utilizar expressões tipo “bolsa miséria”.

    Não fazer uma bela, nem uma feia charge, pois essa não é minha área de conhecimento e eu não teria condição de fazer. Do mesmo modo que não cobro do Sr. nenhuma análise social que vá além da capacidade de um estudante secundarista.

    Sugiro que o pavão pegue uma Kombi, coloque nela todos os eleitores dos candidatos com os quais diz ter afinidade (acho que cabem também os leitores do blog), e vá dar uma voltinha pela cidade, para conhecer um pouco o mundo real.

  7. Menandro Ramos Says:

    Prezado Prof. Rubens,

    Tomei a liberdade de remover o texto que o senhor postou por engano.
    Qualquer outra coisa que queira modificar é só dizer. O meu amigo Saci quer sempre jogar limpo.

    Inclusive, caso o Sr. se arrependa de ter carregado pedras para o Governo Lula e coligados, pode contar com a boa acolhida no nosso time… O mesmo vale para os Profs. Naomar Monteiro, Israel Pinheiro, João Augusto e tantos outros que, de forma consciente ou não, estão retardando o processo de construção de uma sociedade fraterna e igualitária.

    Afinal, como diz o Saci, ERRARE HUMANUM EST!

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