19 – Prova definitiva da censura

 

Depois de muitos cálculos o Saci sentenciou: eu que é prova e um real de big-big que não há censura na lista!

Depois de muitos cálculos, o Saci sentenciou: eu quero é prova e um real de big-big que não há censura na lista!

 

Para ser sincero, eu não entendi muito os cálculos que o Saci fez. Talvez o pessoal das exatas (ou aproximadas), que não é meu caso, mate logo a charada. Mas o fato é que ele chegou à mesma conclusão que eu, embora por algoritmo diferente: mensagens foram impedidas de circular na lista da APUB.  Depoimento de alguns professores, logo abaixo, podem confirmar isso. Claro que nem me refiro aos meus que foram “moderados”. Qualquer coisa que eu diga, pode parecer implicância da minha parte.

Que os meus colegas da UFBA, se o quiserem, de posse das informações aqui presentes – transcritas das mensagens recebidas – façam seus confrontos e juízos.

Pessoalmente, não tenho nenhum receio de sustentar quantas vezes forem necessárias: A ATUAL DIRETORIA DA APUB (E A ANTERIOR) INPEDIU ALGUNS DOS MEUS TEXTOS DE CHEGAR AOS SEUS DESTINATÁRIOS.

Alegar problemas técnicos recorrentes é menosprezar a capacidade do outro de raciocinar medianamaente. Isso para dizer o mínimo. Certamente, o Saci diria que é a mais deslavada covardia…

Abaixo, algumas mensagens trocadas (as primeiras lidas são as últimas postadas):

—————– 

Tão simples, não é Professor?

Se o professor Menandro está caluniando alguém, processo nele!

Por que ainda não fizeram isso ainda? Vontade não deve faltar…

Depois, assessoria jurídica é o que bem têm. Perdem tempo em querer me intimidar e ao meu amigo Saci.

Assim, não retiro uma vírgula do que venho dizendo: muitos textos que enviei para a lista da APUB, não saíram de lá, e tudo foi por obra e graça de uma “moderação”. Isso não é censura? Reformaram o nosso léxico e não me avisaram nada… 

Aliás, professor, conforme o Sr. deve ter acompanhado, a queixa não é só minha.

Penso sempre duas vezes antes de afirmar algo. Pelo visto, alguns colegas não fazem esse exercício e chegam a se expor…

Lamentavelmente, a APUB não é a mesma. Pelo menos enquanto a sua diretoria pensar dessa forma. Posso ter esperança que a sensatez, de repente, baixe por lá?

Parece que o que querem é transformá-la num clube recreativo. Agora mesmo li algo sobre uma casa à beira-mar, em Aratuba.

Sem comentários. Só queria fazer um exercício de futurologia para saber quem, de fato, se beneficiará dela.Infelizmente, não tenho nenhuma intimidade com os astros…

Atenciosamente,
Menandro Ramos

 —————– 

Pela resposta devo crer que os colegas pertencentes, ou não, a grupos e que afirmam reiteradamente haver censura, são mentirosos, portanto não são dignos de crédito.

Verdade é que encaminhar opiniões na academia e estas não serem divulgadas, caracteriza-se censura.

Em sendo assim a afirmativa de que mentem, portanto são mentirosos aqueles que divulgam haver censura,  pode-se arguir a ocorrencia do crime de injúria, art. 140 do CP, cominado com o 141.

Da mesma forma interpreta-se a afirmativa de ocorrer censura sem que estra exista.

Como professor da UFBa, necessito saber a verdade para ver com quem convivo, e se é interessante permanecer nesta lista.

Jorge Calabrich

—– Original Message —–
From:
joarocha@ufba.br
To: menandro@ufba.br
Cc: “‘apub.debates'” apubdebates-l@listas.ufba.br
Sent: Wednesday, September 09, 2009 3:57 PM
Subject: Re: [Apubdebates-l] RES: RES: pedido de esclarecimento

 —————– 

Olá Francisco,

Desculpe-me não ter assinado a mensagem que enviei falando da “feliz” coincidência da data de término da censura nas mensagens da lista.

Petronílio Cedraz

Citando Francisco José Duarte de Santana <franssuzer@gmail.com>:

——————

Lamento informar, mas as minhas mensagens retidas ou não divulgadas, não foram devolvidas por problemas técnicos… No meu caso sobre o pseudo-plebiscito, 2 emails não entraram em circulação. Problemas técnicos nesta hora…ora?

Att. Tomasoni

Citando joarocha@ufba.br:

——————

O colega precisa dizer que houve censura e provar isto, o que não faz quando  cita o nome de colegas que, como eu e tantos mais, tivemos mensagens devolvidas, por problemas exclusivamente técnicos.

Coragem não é  mandar que eu investigue, porque a investigação, já solicitada por companheiros que me pediram,  eu já realizei, e disso dei notícia, recentemente, aqui mesmo nesta lista de debates. Coragem, mesmo,  seria provar, com seriedade, que a Diretoria da qual faço parte está impedindo a livre discussão da qual a melhor prova é o que estas nossa mensagens estão, livremente, veiculando!

Continuo, portanto, a aguardar que o colega afirme, formalmente,  que está havendo censura na APUB. Não com essa aparência de formalidade, que é mais um dos aspectos das eternas brincadeiras que embalam o seu derrotado sub-grupo de oposição.

O que está ocorrendo, de fato, é a insistência de uma parte da oposição à direção atual da APUB que, sem capacidade para formular propostas, usa todo o seu tempo para fazer ironias, pensando que, com isso, está se fortalecendo, quando o contrário é o que vem revelando as urnas, há um bom tempo!

Estou empenhado, mesmo, agora, é em usar o meu tempo para  organizar o novo estatuto  do nosso APUB-Sindicato,  atendendo ao clamor do plebiscito que realizamos recentemente, e fomos amplamente vitoriosos, para que possamos trabalhar mais e melhor em defesa dos interesses da nossa categoria e da educação pública brasileira.

Encerro, portanto, minha participação nessa discussão.

Atenciosamente

João Augusto de Lima Rocha

——————

Senhor Professor Menandro Ramos,

Desde 2003-2004, com o escândalo da Fundação Bahiana de Cardiologia (FBC) no Hospital Universitário da UFBA, e depois, em 2007-2008, após a Operação Jaleco Branco da Polícia Federal (PJB-PF) e a prisão da Procuradora Federal-chefe junto à UFBA (PF-UFBA), em 22/11/2007, algumas das minhas mensagens sobre esses temas (FBC, PJB-PF e PF-UFBA), foram sistematicamente rejeitadas pelo(a) Sr(a). Moderador(a) da lista apubdebates-l@listas.ufba.br (apesar de desconhecer nome, endereço, RG e CPF do(a) mesmo(a)). O mesmo se aplica às listas gerenciadas pela Administração Central da UFBA. No entanto, vale ressaltar, é para a APUB o meu pagamento mensal de R$ 57,14, conforme descontos descritos no comprovante de rendimentos de Junho do corrente ano.

Por essa prática sistemática do(a) Sr(a). Moderador(a) da lista apubdebates-l@listas.ufba.br, achei mais adequado assumi a classe de filiado da APUB de segunda ou terceira classe e deixei de considerar essa ocorrência (rejeição) como de algum impacto ou merecimento. Faço agora, porque V. Sa. citou o meu nome na mensagem abaixo transcrita e pela consideração ao Prof. João Augusto Rocha, enquanto Conselheiro no CONSUNI,  como representante do Corpo Docente da UFBA.

Não obstante, inclusive porque houve a omissão e/ou o silêncio de muitos sobre a FBC, a PJB-PF e a PF-UFBA, não mais trato desses temas e porque ainda aguardo as conclusões do Ministério Público Federal.

Saudações acadêmicas bicentenárias,

José Tavares-Neto

Faculdade de Medicina da Bahia (FMB)

Universidade Federal da Bahia (UFBA)

——————

Formalizando:

Ilmo. Sr.

Eu, Menandro Ramos, brasileiro, maior, domiciliado nesta capital, professor da Universidade Federal da Bahia, lotado na Faculdade de Educação, instado pelo ilibado professor a mostrar a minha coragem, venho mui respeitosamente, por meio desta, solicitar a V.Sa. providências de apuração de ocorrências e punição dos responsáveis, atinentes a reiterados embargos de mensagens nesta colenda lista de discussão, conforme manifestações irresignadas de docentes da UFBA, quais   Prof. Antônio, Câmara, Profa. Cecília de Paula, Prof. Dirceu Martins, Profa. Joaquina Leite, Profa. Maria Inês Marques, Prof. Tavares Neto, entre outros, segundo registros consignados por meios eletrônicos e por mim armazenados, além dos testemunhos dos referidos.

Certo de que providências serão tomadas por V. Sa., conforme declarado, coloco-me à disposição do insigne professor para os esclarecimentos que se fizerem necessários. 

Na oportunidade, esclareço que aprecio brincadeiras, de fato, e cultivo o bom humor, embora não os pratique com pouca seriedade, como leituras apressadas poderão sugerir.

N. T.
P. deferimento,

Menandro Ramos

——————

Errata:

Onde está: Atendiendo a muchos pedidos, cantaré agora, “LA CENSURA”.

Ler: Atendiendo a muchos pedidos, cantaré ahora, “LA CENSURA”.

Aceito outras correções dos professores de Letras.

Em 09/09/09, Francisco José Duarte de Santana <franssuzer@gmail.com> escreveu:

Atendiendo a muchos pedidos, cantaré agora, “LA CENSURA”.

——————

Atendiendo a muchos pedidos, cantaré agora, “LA CENSURA”.

Mas uma vez tenho que responder ao Professor João Rocha citando Antônio Vieira. Segundo este, a meia verdade é pior do que a mentira.

A meia verdade permite uma discussão infindável sobre o mesmo assunto sem se saber quem é a vítima nem o réu.

Do ponto de vista da palavra censura, pode-se disntinguir pelo menos três fases do apubdebates.

1ª fase – Nessa a censura era oficial. Você enviava uma mensagem e recebia a seguinte a resposta:

“Seu email para ‘Apubdebates-l’ com o assunto Re: [Apubdebates-l] ANDES-SN … Esta em espera até que o moderador da lista revise-a para aprovação. A razão de estar em espera é: Postar para uma lista moderada
Ou a mensagem será postada a lista, ou receberá uma notificação da decisão do moderador. Se desejar cancelar esta postagem, visite o…”

Depois você poderia ter duas decepções: a) a mensagem: “Sua mensagem foi rejeitada por…”. b) a sua mensagem só seria divigulda depois que alguém já tinha respondido a ela desclassificando-a. 

Diversos professores, além de mim, protestaram contra a censura praticada, como Prof. Dirceu, Prof. Tavares Neto, Prof. Menandro, Profa. Cecília, Prof. Câmara, Prfa. Inês, Prof. Navarro, Prfa. Joaquina Leite entre outros. Transcrevemos abaixo o fim de uma mensagem da Profa. Joaquina Leite, como exemplo:

“Um fraternal abraço de Joaquina.

obs.: SE ESTA CARTA NÃO FOR VEICULADA AMANHÁ BEM CEDO, SOB QUALQUER PRETEXTO, TOMAREI AS MEDIDAS UJUDICIAIS NECESSÁRIAS. PERDÕEM-ME ESTA ADVERTÊNCIA, MAS ELA DERIVA DA FALTA DE VEICULAÇÃO DE MINHA CARTA ANTERIOR.”

O próprio Prof. João poderá ver nos arquivos de APUB , as mensagens de protesto nesta fase do apubdebates.

Devido aos protestos, a APUB na pessoa de seu presidente, emitiu a seguinte resolução, que vai abaixo seguida de minha resposta à APUB: 

“Reproduzindo o texto DO ÍTEM 3 do Notícias da APUB Nº331:

Lista de discussão APUB-Debates passa por mudanças

“Os problemas técnicos pelos quais a lista de discussão APUB-Debates passaram no último mês levaram a diretoria da APUB a criar uma nova lista de discussão. A nova lista também se chama APUB Debates e usa tecnologia oferecida gratuitamente na Internet pela empresa Google. Para participar, basta enviar uma mensagem de e-mail para o endereço apub@apub.org.br, com a palavra “Cadastrar” no campo assunto. O corpo da mensagem deve contar com nome completo e unidade de origem do(a) professor(a).
A lista não contará com a figura de um moderador para fazer a liberação das mensagens, que será automática. A diretoria da APUB pede, no entanto, que não sejam enviadas para a lista mensagens que apenas contenham links para outros sites. Os docentes que enviarem mensagens apenas contendo links para outros endereços receberão uma mensagem com um lembrete deste pedido. Caso o comportamento se repita, aí sim, o docente passará a ter suas mensagens moderadas.
Esperamos com essas atitudes por fim aos problemas que, sabemos, tanto inquietou os professores nesses últimos meses e, ao mesmo tempo, ter uma lista dinâmica e confiável.”

Deixando de lado o erro de concordância, …a lista de discussão APUB-Debates passaram…, fixemo-nos no significado dos eufemismos empregados:

1)Os problemas técnicos….é o eufemismo de:”… As reclamações contra a censura que temos praticado…”. Trata-se portanto de uma confissão.
2) E o que ela quer dizer com: “…A diretoria da APUB pede, no entanto, que não sejam enviadas para a lista mensagens que apenas contenham links para outros sites…”.  Uma censura prévia contra o Prof. Menandro e o site do Saci?

Qual o problema de um professor enviar uma mensagem indicando um site com uma notícia importante (ou não)?

Por exemplo, a mensagem: Vejam o PROUNI em http://portal.mec.gov.br/mec/index.php. Que mal tem? Será por ser muito lacônica? E cabe á direção da APUB determinar o mínimo do tamanho de uma mensagem? Já ví na lista mensagens mais lacõnicas, do tipo (com outras palavras): “Ai meu Deus”. Também seriam proibidas?

Aliás o que significa, …que apenas contenham links para outros sites…? Será um eufemismo para, …que tenham sites que me incomodam…? Qual o critério da definição do …apenas…? É o moderador que vai defenir o …apenas…? 

Será que foi apenas o Saci ou foram outros links que que suscitaram a linkfobia dos proifenses?

Será que foram os seguintes links?:

http://www.andes.org.br/imprensa/album/default.asp?start=11

http://www.andes.org.br/movimento_de_apoio.pdf

Realmente esses links desmascaram muitas das versões apresentadas pelo PROIFES.

O primeiro link principalmente, que mostra fotos de um Campo de Concentração da CUT onde foram encerrados por breve tempo 0,14 % dos professores federais para executarem um ritual todo feito pelos Capos da CUT, mostra cristalinamente que o PROIFES  NÃO É UMA INICIATIVA DOS PROFESSORES, MAS UMA INICIATIVA DA CUT USANDO ÓDIOS REcALCADOS DE UMA MEIA DÚZIA DE PROFESSORES E INTERESSE IMEDIATISTA DE ALGUMAS DÚZIAS. E como a CUT é uma extensão do governo federal (o SEU TODO PODEROSO EX-PRESIDENTE, lUIZ MARINHO JÁ FOI MINISTRO DO TRABALHO E  MINISTRO DA PREVIDÊNCIA DE LULA), O PROIFES É UM ÓRGÃO TELEGUIADO.

Espero que o Presidente da APUB não caia no ridículo de censurar alguém baseado nesse apenas.

F. Santana

——————

Eu não me cadastrei nessa nova lista mas parece que que a APUB resolveu apenas retirar a figura do moderador (censor) e manter a mesma apubdebates que é que eu chamo segunda fase e que começa praticamente no fim de agosto.

2ª fase – É a que começa no fim de agosto sem a figura do moderador e que aparentemente não tem censura, mas como o próprio Prof. João fala na possibilidade de problemas técnicos, o mesmo eufemismo usado pelo Prof. Israel, isso nos deixa preocupados.

3ª fase – Essa começa inusitadamente em 01/09/2009 com uma mensagem de um professor conclamando a APUB a lhe fornecer os meios de excluir da lista certos professores que ele achava indesejáveis. Embora seja também um pedido público de censura de um professor à APUB, o termo mais adequado talvez fosse o de um pedido público de linchamento (vide mensagem do Prof. João Nestor – A direção da APUB tem obrigação moral de emitir sua opinião sobre a inopinada ação daquele professor), guardando as devidas proporções, uma espécie de razía à la “camisas pardas”. O mais grave é que ele teve o apoio de outro professor que lhe ofereceu seus conhecimentos tecnológicos para ele executar aquela exclusão seletiva e achou uma atitude inocente de sua parte, pois era apenas um serviço técnico. Assim como os engenheiros da SIEMENS achavam uma atitude salutar fornecer a parafernália técnica para o Holocausto.

Isso associado novamente à declaração do Prof. João Rocha da existência de problemas técnicos, nos deixa preocupados, pois não é impossível com a informática fazer uma exclusão seletiva sem que a maioria desconfie. Por enquanto eu não acredito que a direção da APUB ENVEREDE POR UMA TEMERIDADE DESSAS.

RESUMINDO, EU PEDIRIA AO PROF. JOÃO ROCHA QUE FOSSE MAIS ESPECÍFICO QUANDO AFIRMASSE QUE NÃO HÁ CENSURA NO APUBDEBATES.

FRANCISCO SANTANA

——————

Espero que o colega, que tanto aprecia brincadeiras, tenha coragem de formalizar isto, para que eu possa tomar as minhas providências.

Atenciosamente

João Augusto

Citando Menandro Ramos <menandro@ufba.br>:

——————

Colegas

O problema era tão técnico que mandei uma mensagem de madrugada e saiu, tal como esta está saindo agora.

O resto é especulação.

Atenciosamente

João Augusto

Quoting Cecilia Paula <cecilipaula@yahoo.com.br>:

——————

Olá,

O problema que está havendo não é técnico e sim político.

Convido a tod@s que ainda tenham alguma dúvida a visitarem a página do saci que, gentilmente, resolveu postar as inúmeras mensagens que foram e continuam sendo censuradas nesta lista.

Caro João, você é o primeiro convidado e acredito que possa ser esclarecido, além de também poder se deliciar com o humor deste traquinas Saci.

Atenciosamente,

Cecília de Paula

——————

De: Menandro Ramos menandro@ufba.br
Assunto: [Apubdebates-l] RES:  pedido de esclarecimento
Para: joarocha@ufba.br, “‘apub.debates'”
apubdebates-l@listas.ufba.br
Data: Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009, 6:23

Prezados Colegas,

De acordo com o meu amigo Saci, o mais novo eufemismo para “censura” é “problema técnico”.

Na Era da internet tudo muda muito rápido. Não faz muito tempo que a dita cuja atendia também por “moderação”.

Quem pode com essa metamorfose ambulante? Quem pode?

Sinto que meu cérebro já deu o que tinha que dar. Prefiro ficar com o primeiro termo, para referir-me às inúmeras mensagens que postei e até hoje não chegaram ao seu destino. Pobrezinhas!

Atenciosamente,

Menandro Ramos,

Prof. da FACED/UFBA e amigo do Saci

—–

OBS.: Se estas toscas linhas se perderem pelos labirintos da intolerância digital, que o moderador da lista, no mais recôndito do seu íntimo, reconheça o quanto me esforcei… Já me dou por satisfeito!

——————

—–Mensagem original—–
De: apubdebates-l-bounces@listas.ufba.br [mailto:apubdebates-l-bounces@listas.ufba.br] Em nome de joarocha@ufba.br Enviada em: quarta-feira, 9 de setembro de 2009 03:49
Para: apub.debates
Assunto: [Apubdebates-l] pedido de esclarecimento

À lista de debates da APUB

GNo sentido de esponde a clegas que têm me pocurado para esclarecimento, gostaria que houvese, por parte da Diretoria encaregada da gestão da lista de debates da APUB, um esclarecimento a respeito de insinuações sobre que há censura a mensagens, quando isso, de fato, nunca existiu na entidade.

É certo que há dois tipos de instrumentos de comunicação via internet. 

O primeiro, que comnpre a relação da entidade com seus associados, e o segundo, que está reservado as inscritos numa lista de debates.

Está havendo algumn problema técnico que faz as mensagen voltarem?

Atenciosamente
João Augusto

4 Respostas to “19 – Prova definitiva da censura”

  1. Menandro Ramos Says:

    Faço aqui o registro de uma e-mail que enviei para as listas “apub-l” e “debates-l”. A primeira da APUB e a segunda da UFBA:

    Car@,

    Enquanto um professor gasta seu verbo, que podia ser canalizado para coisas mais interessantes como, por exemplo, escrever cordéis engajados, tão apreciados por quase todos nós – pessoalmente eu os curto muito! – até hoje um e-mail em que fiz referência a mensagens trocadas por alguns professores, ainda não saiu publicado. A lista “debates-l” da UFBA já o liberou sem problemas.

    Aliás, quero fazer aqui um registro de louvor, pelo moderador da referida lista “debates-l” ter liberados as últimas mensagens. Alguém vai dizer que ele não faz mais do que a sua obrigação. Tudo bem. Mais diante do que vimos, creio que isso é uma conquista que deve ser celebrada e alardeada. Parece que ele – o moderador ou seu superior – compreendeu a importância da liberdade de expressão numa lista que se pretende democrática. Espero que não sofra uma recaída…

    Talvez as azáfamas da tchurma da “apub-l” tenha sito muito intensa nos últimos dias, com o Palacete da Sereia de Aratuba, a ponto de não ter sido possível cuidar dos aborrecidos e-mails. Abrindo parêntesis, por falar em casa de repouso e lazer, quem gostou da idéia da casa de praia foi o Saci quando soube. Claro, o Pica-Pau, também, não podia ficar de fora, arrelientos que são. Quando souberam da notícia, aos berros, começaram a gritar, um apontando para o outro (a Profa. Inês Marques pode dar seu testemunho):

    – Vou invadir sua praia, general! Vou invadir sua praia, El!

    Tive que intervir, pedindo mais respeito com o lazer alheio.

    Fechando o parêntesis, insisto em perguntar, e peço desculpas aos colegas por fazê-lo também na “debates-l” (é uma forma de colocar o moderador da “apub-l” de saia justa, aqui para nós):

    – Por que a APUB ainda não liberou a referida mensagem?

    Caso a “apub-l” não libere esta mensagem, fica provado, mais uma vez, que os defensores de sua lisura ou são ingênuos ou são cúmplices perversos da hedionda censura.

    Quero acreditar que a “debates-l” não cometerá a imprudência de barrar esta, porque nesse caso seria cúmplice também, com o perdão da má palavra.

    No endereço abaixo, disponibilizei as mensagens trocadas entre os professores e uma charge do meu amigo Saci:

    https://osaciperere.wordpress.com/123/19-prova-definitiva-da-censura/

    Atenciosamente,

    Menandro Ramos
    Prof. da FACED/UFBA

  2. manoel messias Says:

    Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/09/14/ult5772u5308.jhtm

    14/09/2009 – 07h00
    Saci rompe barreira e começa a aparecer na região metropolitana de São Paulo
    Haroldo Ceravolo Sereza
    Do UOL Notícias
    Em São Paulo

    Sorria: você viu um saci.

    De um ano para cá, mais ou menos, a criatura mítica do folclore brasileiro passou a fazer aparições na cidade de São Paulo
    Como escreve o autor da travessura, o grafiteiro Thiago Vaz, “É o Saci Urbano!”.

    “Isso é muito político, porque o Saci vem representar, no meio urbano, o pobre sofredor brasileiro”, diz Vaz. O grafiteiro explica que gosta de fazer suas intervenções onde sabe que o personagem pode desaparecer: como a arte de rua, o Saci Urbano é efêmero.
    O Saci Urbano, assim, não é apenas uma brincadeira. Em muitos deles, há uma crítica política, que pode ser expressa ou refinada. Durante uma batida policial, por exemplo, vem o aviso: “Quem for negro levanta a mão!” O saci, em vez de levantar uma, como se fosse uma chamada numa sala de aula, levanta as duas, como quem leva uma geral.

    Por vezes, essa crítica é menos explícita, mas não necessariamente menos contundente. Na parece de um supermercado, ele conduz um carrinho de compras. Dentro do carrinho, um peixe, como se fosse um aquário: “É o Saci consumista”.

    Na beira de um rio poluído, o Tamanduateí, o Saci tentava pescar; sintomaticamente, ele já foi apagado da pilastra que sustenta do corredor de ônibus do Expresso Tiradentes. Perto da estação de trem, ele usa uma máscara cirúrgica, escondendo a cara e, ao mesmo tempo, protegendo-se da gripe suína.

    Por outro lado, o Saci comemorou a construção de uma ciclovia. Afinal, segundo Vaz, o Saci, acredite, é um cara de bom senso: se uma coisa boa aparece, o negócio é aproveitar.

    Como se vê, há um processo de adaptação do Saci para o meio urbano. Porque uma coisa é proteger as matas, outra, com explica o lugar comum, a selva de pedra.
    Os Sacis Urbanos começaram a aparecer na região do ABC paulista, em cidades como Mauá, Santo André e São Bernardo. Mas já chegaram ao centro da capital do Estado, como é o caso do grafite que mostra a batida policial, próximo à esquina da rua da Consolação com a avenida São Luís.

    Thiago diz costuma pedir autorização para fazer seus grafites, com algumas exceções – algumas delas acabaram sendo bem aceitas e incorporadas pelos proprietários da parede, como é o Saci Consumista.

    Em alguns casos, o Saci pode ser um pedido do dono do pedaço. Em Santo André, onde fez um grande painel de um Saci que está na fronteira entre a mata e a cidade, houve uma encomenda. A dona da casa, a artesã Bárbara Castelo Xavier, que faz enfeites para casamentos e batizados, viu o Saci pela cidade, procurou por seu autor e acabou por encontrar Thiago Vaz.

    Vaz não quis cobrar. Não sabe ainda se personagem pode fazer comercial. Pediu só que a dona pagasse o gasto com os materiais. Ganhou também um almoço, para depois do encerramento dos trabalhos.

    Mas como saber se o Saci que você viu por aí é urbano ou apenas um velho exemplar do mundo rural perdido na cidade, mas ainda não adaptado?

    Primeiro, veja o que ele está fazendo: o Saci Urbano, por exemplo, curte andar de skate (embora de vez em quando acabe esborrachado) – e seu estilingue mira contra ratazanas, não contra bucólicos passarinhos.
    Outra dica é prestar atenção para a roupa: o Saci Urbano usa uma boina, não um gorro; sua bermuda é jeans e, finalmente, ele usa um tênis bem maneiro – não se sabe se ele gosta do adjetivo maneiro.

    Só uma coisa ficou igualzinha nesta transição: o cachimbo. O Saci Urbano continua um fumante inveterado. Como o Saci, tanto o urbano quanto o rural, anda bem comportado ultimamente, é possível que ele cumpra a lei antifumo.

    Mas, se não der, ele sempre pode usar um velho truque: desaparecer.

  3. Menandro Ramos Says:

    Enviei para uma lista de endereços, inclusive para a apub-l (da APUB) e debates-l (da UFBA) a mensagem abaixo:

    Sacis de todo o mundo, uni-vos!
    Diferente do atualíssimo Manifesto Comunista (apesar de ter sido escrito em 1848), se algum dia for redigido um Manifesto dos Sacis, o apelo à união ocorrerá logo no primeiro parágrafo.

    Recebi de alguns leitores a notícia de que há uma Saci sacizando em São Paulo. Pelo visto, os Sacis Urbanos estão mostrando sua cara. Isso é muito bom, nestes tempos de pasmaceira e indiferença pelos problemas coletivos que vão se acumulando. O leitor Manoel Messias, fez mais. Não apenas me colocou a par do fato, mas ainda me enviou o link da matéria do UOL. Veja no endereço:

    https://osaciperere.wordpress.com/123/19-prova-definitiva-da-censura/#comment-190

    Esclareço que o meu amigo Saci, residente e domiciliado no bambuzal da Faculdade de Educação da UFBA, não tem nenhum contato com o Saci paulistano, pelo menos até o presente momento. O que não significa que, no futuro, não possam trabalhar juntos… Até porque, se um Saci incomoda muita gente, dois Saci incomodam muito mais!

    Meu pilantra amigo tem estado sumido. Desconfio que anda pelos arredores do Palacete da Sereia de Aratuba, nome com o qual batizou a Granja do Torto, ou melhor, a casa de veraneio que a APUB está na iminência de adquirir.

    Na visão do Saci, os caras estão absolutamente corretos em investir em imóvel, uma vez que acreditam na flexibilização sindical e no Deus Mercado como regulador das relações humanas… Já que economizaram em faixas, banners, impressos e outros meios, uma vez que adotaram a filosofia do “sim, senhor!”, não há porque deixar o dinheiro parado. Por mais que gastem em lanches, correspondências, ligações telefônicas e combustível, no final do mês sobra sempre um dinheirinho. Quem sabe, também, não invistam em jóias ou nas ações da multinacional Petrobrás (até que o petróleo volte a ser nosso) e em outros papéis podres deste mundão capitalista… Quem sabe?

    Atenciosamente,

    Menandro Ramos
    Prof. da FACED/UFBA

  4. osaciperere Says:

    Oi Chefe,

    Para que o pessoal possa entender melhor sobre o Palacete da Sereia de Ubatuba, segue, abaixo, a carta da presidência da APUB.

    At.
    Saci-Pererê

    _________________

    Salvador, 15 de setembro de 2009

    Prezado Professor,

    A APUB nos seus 40 anos de historia sindical, já faz parte da nossa vida na Universidade. Foram muitas as nossas lutas com muitas vitórias e também muitas dificuldades. Neste momento a APUB passa por uma profunda transformação, deixa de ser uma Seção Sindical para se tornar um Sindicato Local de âmbito Estadual congregando as três Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia.

    Esta transformação é realmente muito profunda, não somente na natureza do Sindicato, mas também na sua relação com o filiado.

    Iniciando um programa de ampliação de vantagens para os filiados, a partir desse momento a APUB passa a se preocupar também com uma coisa muito importante na vida do professor: o lazer. Por isso o sindicato está planejando comprar uma casa de praia em Itaparica. Uma oportunidade muito boa que surgiu e está em estudo.

    Casa à beira-mar, situada na praia da Sereia (Aratuba)
    a 20 km de Bom Despacho, na estrada que liga
    Bom Despacho – Nazaré

    Trata-se de uma casa na praia da Sereia (Aratuba) a 20 kilometros de Bom Despacho, na estrada que liga Bom Despacho – Nazaré, com um terreno de aproximada 1.600 metros quadrados, sendo 25 metros de frente com 65 de fundo. A casa é nova, com quatro quartos, arrodeada de avarandado. A propriedade custará R$60.000,00 (sessenta mil reais), e mais custos de obras necessárias para comodidade dos professores, incluindo muro, portão eletrônico e poço artesiano.

    O espaço é pequeno para a nossa quantidade de filiados, mas um programa de agendamento prévio poderá contemplar a todos . A idéia é que os professores se revezarão nesta casa em horários previamente estabelecidos e controlados por eles mesmos num site da APUB. Haverá dois horários: segunda a quinta feira e sexta a domingo. O professor se inscreverá com antecedência de até dois dias, no máximo, para um aposento com até quatro pessoas (incluindo o próprio), nesses períodos determinados. Poderá continuar no espaço se quiser, desde que não haja inscrições feitas para o período próximo.

    Atualmente a casa tem quatro quartos, cabendo quatro pessoas em cada quarto. Poderemos construir mais quatro unidades (chalés) se houver demanda para isso. Com isto, a casa chegará ao máximo de 32 pessoas em cada período. Não deverá ter mais do que isto, para o necessário conforto das pessoas no ambiente.

    A diretoria quer ouvir a opinião dos professores sobre este projeto.Afinal de contas, será o espaço de lazer do professor.Envie sua opinião. Dela depende a aquisição do imóvel e sua estruturação.

    Israel Pinheiro
    Presidente

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: