1913 – Câmara intercede por João

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joao-camara-2014

Para o Saci, as boas amizades valem ouro…

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T.

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anto o Saci como eu concordamos que não há como negar um pedido do Prof. Antônio Câmara. A sua história é de defesa do trabalhador. No primeiro mandato de Lula, quando estávamos (menos o Saci) na diretoria da APUB, combatemos as contra-reformas do governo petista e, diuturnamente, reafirmávamos que sindicato é para lutar. Depois que ele deixou a presidência da APUB, nunca mais a entidade sindical dos professores da UFBA foi a mesma. Daí para cá, a oposição nunca mais ganhou nada.

Curioso é que essa maré de “urucubaca”, começou a ocorrer a partir do reitorado do Pai da Universidade Nova. Foram oito intermináveis anos, inclusive com direito à recondução do tal. Talvez tenha sido mera coincidência. Há quem diga, entretanto, que é possível encontrar um nexo causal para tanta penúria. Ninguém de juízo nega a subserviência geral do Conselho Universitário ao “mignífico”, nas palavras arrelientas do meu amigo de gorro vermelho e pito. Claro, resguardadas as honrosas exceções. O Reuni foi fruto do rolo compressor do ex-reitor, a Estatuinte abortada e o Marco Regulatório biônico da UFBA, idem. O Prof. Luis Humberto Pinheiro, num lúcido relato em vídeo, nos mostrou a subserviência da direção da APUB à Casa Grande. Poderia citar, aqui, inúmeras passagens da sinistra sintonia fina entre a entidade que deveria nos representar com dignidade, mas que preferiu chafurdar-se pelos esgotos do servilismo interesseiro. Dessa forma, a APUB portou-se como correia de transmissão da Reitoria, e esta desempenhou o mesmo papel perante o governo. Portanto, não é exagero computar 12 anos de enormes perdas para os docentes da UFBA, e o Prof. Antônio Câmara sabe disso melhor do que ninguém. Como se pode ver, a escolha de um reitor equivocada pode causar um enorme estrago.

Assim, considerando que a UFBA “petezada” colecionou um sem número de prejuízos, é prudente que qualquer candidato, por melhor avaliado que seja, apresente convincentes salvaguardas de que a nossa Universidade não trilhará pelos funestos caminhos que tem percorrido nos últimos tempos. Depois de empossado, o reitor torna-se rei por quatro anos e com direito a mais quatro. Indubitavelmente, como diz a turma do data venia, caberá ao candidato o ônus da prova de que não será mais um traíra da UFBA, após sua nomeação pelas potestades de Brasília. Vale lembrar que prudência e caldo de galinha só fazem bem aos enfermos…

Em várias oportunidades reafirmamos que este Blog luta por uma UFBA melhor, pelos trabalhadores, pelo entendimentos entre homens e mulheres e pela PAZ, enfim. Não combatemos pessoas, combatemos ideias nefastas ao coletivo. Ou que, pelo menos, assim julgamos. Desta forma, qualquer cristão ou não cristão que se julgar prejudicado pelo que postamos, tem todo o espaço que se fizer necessário para nos contraditar.

A única coisa que não garantimos é colocar peias nas artes sacizescas. Isso jamais conseguiríamos. E por uma razão muito simples: é que o pestinha está sempre nos lembrando que prefere mil vezes perder o amigo do que a piada. O traste é mesmo um incorrigível debochado…

Abaixo, o apelo do querido e respeitável Prof. Antônio Câmara.

 

Meu querido Mena, incomodado com a campanha contra João envio minha posição para vc pôr no blog.

Câmara

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Caro Saci

Como tenho visto reiteradamente ataques à candidatura de João Carlos e, recentemente, por extensão àqueles que o apoiam, inclusive os que defendem o ANDES-SN resolvi pronunciar-me para que haja interlocução ao longo da campanha, para que possamos desarmar os espíritos e pensar coletivamente. Antônio Câmara. (Texto abaixo).

***

A candidatura de João Carlos não nasceu de conchavos palacianos de herdeiros de ex-reitores como às vezes opositores tentam caracterizar. Podemos dizer com segurança que quando João Carlos resolveu candidatar-se comunicou a todos os colegas do campus de São Lázaro, realizou ampla reunião e tornou-se, de imediato, um candidato que preenchia um anseio de mudança na UFBA. Isso só foi possível no âmbito de FFCH porque vimos a lisura com que João exerceu seu mandato, respeitando as adversidades, dialogando com todos os colegas, respeitando plenamente o movimento docente, inclusive participando da última greve (indo às Assembléias gerais). Ao longo de mais de quatro anos ajudou a reconstruir em FFCH um clima de convívio político e acadêmico que tínhamos perdido desde os anos noventa. O apóio a João Carlos não significou em nenhum momento no abandono de posições políticas prévias, mas seguramente, implicou na reconstrução da civilidade no meio universitário, perdida desde a primeira gestão de Naomar, por motivos que não valem mais a pena relembrar. Apoiar João é construir outro futuro para a UFBA, convivendo, discordando, opondo-se às diretrizes de cima para baixo. É também readquirir o hábito político de lutar sem desprezar o seu opositor. Temo que o Saci que se propôs a não escolher um candidato, esteja fazendo o contrário, escolhendo um inimigo na arena política da UFBA  e entrincheirado dirigindo petardos ao candidato e aos que o apóiam. Para isso busca descobrir o seu calcanhar de Aquiles: ANDES/PROIFES? Apoiado por quem? Etc. Quanto ao primeiro questionamento, eu que também defendo o ANDES-SN como sindicato nacional não vejo porque o futuro reitor (seja lá quem for) tem de resolver a pendência na UFBA. A nossa divisão surgida a partir de divergências nacionais e intervenção do governo federal no movimento docente, foi fermentada na UFBA pela intervenção da reitoria no movimento docente através de sucessivas diretorias sindicais que contavam com apoio direto de reitores e diretores de unidades. Se algum mérito a última reitora teve certamente foi o de afastar-se do movimento docente, não interferindo no seu andamento. O reitor, enquanto reitor não é um sindicalista, logo não será problema seu as pendências jurídicas ou as decisões da categoria. Cabe ao mesmo respeitar as decisões da categoria. Tudo isso é para dizer que uma falsa polêmica atirada contra João Carlos. A não ser que estejamos exigindo que a reitoria a partir de agora manobre ao contrário: defenda as nossas posições contra as do proifes, voltando a unificar sindicato e gestão universitária. Triste fim da renovação universitária!

Também não posso responder pelos apoios que João tem obtido e não pretendo pronunciar-me sobre isso, mas se ocorrer o que vimos em São Lázaro, podemos dizer que tais apoios não irão sufocar a vida política-universitária. Pois nos quase cinco de gestão, os “inimigos” enfim voltaram a ser adversários políticos, capazes de trabalhar lado a lado por interesses da Faculdade como foi o caso da recuperação de parte do patrimônio físico e da organização de atividades científicas. Isso não nos impediu de ocuparmos trincheiras opostas durante a greve.  Sei que a história não retorna jamais ao mesmo ponto (pelo menos na perspectiva dialética) mas confesso que nos últimos anos a comunidade são-lazarina ( como diz o saci), lembrou-me por vezes nossas lutas pela construção do movimento docente nos anos oitenta: não éramos inimigos irreconciliáveis, atuávamos a partir de nossas convicções, às vezes em conjunto, às vezes em franca oposição. Sei que se passaram mais de duas décadas, sei que perdemos a inocência, que muitos arrepiaram caminho, juntaram-se ao oportunismo ou simplesmente tornaram-se oportunistas. Mas sei também que uma nova geração de docentes foi admitida, com novos sonhos, compromissos e perspectivas de luta. Pelo menos para esses novos docentes precisamos destravar o espaço político na UFBA. É preciso dar uma chance para que a UFBA possa oxigenar-se, superar o fosso que foi aberto, reduzir a quantidade de mortos e feridos na guerra que se iniciou no início de 2000. É por isso que como parte dos docentes que apoiaram Filgueiras, que defendem o ANDES-SN, que se opuseram à virulência com que se dirigiu a UFBA até 2010, vislumbro um novo momento, no qual meus opositores não serão meu inimigos, momento possível de avançar, de recuperar o debate e, até, mesmo de desarmamento da bomba Proifes dentro da UFBA, a partir da liberdade de expressão e da recuperação da capacidade de deliberação dos docentes, sem ingerência externa.

 

Antônio da Silva Câmara

Em 26/04/2014

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Leia também:
ONDE ESTÁS, JOÃO?
CANDIDATO QUIABO
POR UMA UFBA SEM MEDALHÕES

 

 

 

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13 Respostas to “1913 – Câmara intercede por João”

  1. Antônio Costa Pinho Says:

    Meu Deus! Como posso tolerar que o meu xará e meu ídolo dos anos oitenta queira que assinemos um cheque em branco sem as devidas garantias e salvaguardas?

  2. Graça Virgínia Says:

    Só conheço o Prof. Câmara de nome. Passei a admirá-lo pois ouvi coisas muito legais sobre ele, através de um amigo.

    Outro dia, escutei-o falar mais ou menos o que se segue: “A universidade publica não tem mais jeito. Agora é cada um por si e Deus contra todos. Até o Câmara já não vai nas AGs e se enfurna nos gabinetes”.

    Faço votos que o meu amigo se cure logo desse pessimismo…

  3. Gal S. Costa Says:

    Adoro Câmara, mas pela primeira vez vejo ingenuidade nas suas palavras. Bjos Câmara! Te amo!

  4. Gal S. Costa Says:

    Adorei a charge do Saci. Lembrei de São Cristóvão transportando o Menino Jesus… KKK

  5. Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:
    —————————–

    Caro Prof. Câmara,

    Ainda bem que nos momentos em que mais é preciso, você nos contempla com sua lucidez e com suas palavras claras que conseguem não só revelar o que de fato está em jogo, como também nos permitem antever a possibilidade de respirar de novo em solo ufbiano. Seu texto não só expressa o sentido de porque votar em João Carlos Salles, como também nos faz ver com clareza o que perdemos nesses recentes reitorados (com a devida ressalva feita à Profª Dora Leal), e que urge recuperar.

    Conclamo a todos a lerem com a máxima atenção as palavras do Prof. Câmara!

    Abraços,

    Betty

  6. Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ————————————

    As notórias discordâncias que costumam me separar do professor Antonio Câmara em muitas e importantes questões não inibiram – ao contrário, reforçaram – a emoção que senti ao ler o que ele escreveu em resposta a insistentes ilações (na verdade, críticas veladas) dirigidas à candidatura do professor João Carlos Salles à Reitoria. Mas a coincidência de estarmos ambos, nesse momento, apoiando a Chapa 1 está longe de ter sido o motivo da emoção e mais longe ainda de ser o móvel principal dessa minha breve intervenção, que é bem outro, como declararei a seguir.

    A intervenção de Câmara refuta questionamentos que têm sido feitos à amplitude e heterogeneidade dos apoios recebidos pela Chapa 1, bem como ao não engajamento de João Carlos na disputa sindical que o Andes trava com o Proifes no âmbito do movimento docente, dois méritos, a meu ver, dentre os muitos da campanha dessa chapa. Sobre ambos os pontos, a clareza, a precisão e a maturidade da intervenção de Câmara é politicamente significativa, por ter ele as posições que todos conhecem e por sabermos que ele as defende, há décadas, com ardor e persistência, que por vezes chega mesmo (data vênia ao elogiado) à intransigência.

    Mas acima de tudo, atitudes como essa que teve o professor Câmara ao escrever esse texto significam, por sua integridade moral, um resgate de um sentido de vida pública que por vezes parece perdido entre nós, quando ambições desmedidas e/ou visões curtas produzem covardia intelectual e oportunismo político.

    Penso que Câmara, ao evocar um “espírito de época” (de uma época de construções políticas e institucionais conflitivas, mas respeitosas e plurais) hoje sufocado por um pragmatismo raso que reduz adversários a inimigos, deu uma contribuição superior ao debate em curso. Por isso me pronuncio de público, para lhe dar parabéns e lhe dizer um muito obrigado que suponho ser amplamente compartilhado por pessoas que valorizam esse debate e o querem ver travado seria e lealmente, concordem ou não com as posições gerais ou com a atual opção eleitoral do professor Antonio Câmara.

    Atenciosamente,

    Paulo Fábio – professor do Dep. Ciência Política

  7. Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ———————————

    Se Paulo Fábio Dantas Neto, Antônio Câmara, Nelson Pelegrino, Alice Portugal, Celso Castro, Emiliano José et caterva estão juntinhos no mesmo projeto para ganhar a consulta para o controle da reitoria da UFBA, eu coloco minha barba de molho e seguro firme minha carteira no bolso.

    Replicarei a tempo e em breve, depois do complemento ao “Esclarecimento preliminar” – se preliminar, aguardo nas próximas horas o complementar – dos candidatos da chapa que essa turma defende, quanto aos “traficantes de drogas do Calabar/Alto das Pombas”. Antes de informar isso às lideranças da comunidade. E da umbilicalidade da chapa com o projeto de poder do neomilionário carlista-petista Jacques Wagner, Rui Costa/Leão e sua tentativa de ter a UFBA como aparelho do lulopetismo iurdista.

    Desnecessário dizer que, na Facom, eu e alguns queremos Nelson Pretto – tanto requisitado por nós por seus compromissos, independência e competência profissionais e sociais – como reitor. Embora ele mesmo não nos cabale votos ou declarações de apoio – muito pelo contrário: Nelson Pretto sequer sabe que professores da Facom, que lhe devem tanto, podem, como professores de outras unidades, considerar a sério o voto nele. Pelo que o convido a nos visitar o quanto antes, contatando nossa diretora.

    f.c.

  8. Virgolino de Ondina Says:

    Tenho pra mim que essa figura quando acorda, aponta para o espelho e diz: Paulo Fábio, você é o cara! Vai se julgar o porreta assim nos quintos!!
    Câmara já era. Suas ausências já eram notadas. Virou produtivista. Falta agora usar terno e gravata. KKK!
    A Ufba já era. Em boa hora pedi aposentadoria.
    Só falta agora Chico-Pica-pau ou mesmo o Saci passar para o lado de lá. Triste universidade pública!

  9. Waltério Says:

    Camara já era. O que ele é melhor do que Genuino ou Zé Dirceu para não passar para o lado de lá? Alguma vantagem encontrou em deixar o modo hippie de ser… kkk

  10. Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ————————–

    28/04/2014

    Caro Antônio Câmara,

    Você não está sozinho. Ao verificar o apoio plural dos docentes de FFCH à candidatura de João Salles, concluir com clareza uma avaliação de gestão. João tem as qualidades acadêmicas e um grande talento como gestor para ser o nosso Reitor. Como filósofo tem uma grande capacidade de ouvir, de argumentar e buscar o melhor caminho. E assume a democracia de modo substantiva e não de modo tão adjetivo, como testemunhamos em muitos espaços na UFBA.

    E ver seu nome entre os apoiadores, Câmara, foi para mim um testemunho. Quantas vezes divergimos no movimento docente e quantas vezes fomos capazes de construir o consenso. Testemunhei você lançar propostas nas Assembleia e ser derrotado em algumas delas e, no comando, pois sempre foi um militante ativo, assumir a posição vitoriosa (que não tinha sido a sua) e defendê-la com vigor como um verdadeiro democrata. Foi em atitudes como estas que ganhou a minha admiração.

    João Salles foi, em sua gestão em FFCH, um grande amigo da Faculdade de Medicina da Bahia e, em particular, do Departamento de Medicina Preventiva e Social, “um Departamento de Princípios”. Não por acaso, conta com o apoio também do Prof. Paulo Pena, para mim um exemplo de democracia e dignidade, da lúcida e atuante gestora Prof.ª Lorene Pinto, primeira mulher a dirigir a FAMEB desde 1808, e do Prof. Luiz Adan, vice-diretor e tantos outros aqui, em nossa unidade universitária. João Salles foi um aliado de primeira linha na nossa luta pela recuperação do nosso prédio, tomado da FAMEB pelo nosso egresso, na época, na reitora (assim, em minúscula). Época em que um candidato de perfil dito de esquerda autorizou a polícia bater em estudante para desocupar o palácio (nunca o prédio mereceu tanto este nome, no sentido pejorativo).

    E que bom ser João de FFCH! Uma unidade universitária muito especial. Um dos lugares mais universitários da UFBA. Na graduação, a ditadura nos obrigou a cursar “Estudos de Problemas Brasileiros (EPB)”. E de modo mágico, burlando a doutrinação, tivemos aulas com o mestre José Calasans, com sua erudição e humildade, conhecendo com detalhes o genocídio de Canudos. E com aulas na Faculdade de Medicina da Bahia no Terreiro de Jesus, naquele momento em ruínas. No mestrado, voltei a ter aula obrigatória de disciplina imposta pela ditadura. Ao escrever um trabalho com autores de esquerda, em grande parte marxistas, censurados pelos colegas, achando que eu estava expondo o nosso Mestrado em Saúde Comunitária, fui chamado pela prof.ª Consuelo. Tempos de paranoia: era para elogiar o trabalho e não para me denunciar… Nenhuma ditadura é monolítica e FFCH abria fissuras de contra-hegemonia.

    No doutorado, feito na Escola Nacional de Saúde Pública, Fiocruz, Rio de Janeiro, não esperava, mas cursei, como optativa, também uma disciplina em História na FFCH, com minha mestra e amiga Marli.

    Como muitos, João Salles é para nós uma esperança da universidade voltar a ser um espaço democrático e do ensino, da pesquisa e da extensão de qualidade. Um projeto para ser construído coletivamente, inclusive com a crítica também dos adversários. E não precisa ser construtiva, mas que, como toda boa crítica, tenha fundamento.

    Saudações universitárias

    Ronaldo Ribeiro Jacobina

    Professor Associado IV

    Departamento de Medicina Preventiva e Social –FAMEB-UFBA

    • Nego Dengo Says:

      É claro que câmara não ta sozinho, Pedro Bó. Com ele tem um punhado de PELEGOS que fingem dizer novidades pra tudo continuar a mesma coisa…

  11. Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ———————————–
    Mena querido, Salve, salve!!

    O título de sua postagem me remeteu à algumas reflexões. Primeiramente, destaco que o fato de São Lázaro ter fechado com João, é mais que legítimo, embora saiba que não disse nada em contrário. Os candidatos saem de um lugar, o difícil é entrar em outro.
    Você estava presente em um bate-papo de corredor em que foram tecidas considerações sobre a vida pretérita dos candidatos. Foi um momento muito instrutivo, na oportunidade, decidi onde não estaria. Como foram palavras proferidas por outrem, que hoje tem candidato declarado, não irei replicar comentários e porque não vai em direção ao eu quero abordar.
    Para aqueles que não são do Monte São Lázaro, sugiro um olhar para o Vale do Canela. Ontem recebi um panfleto de Nelson e Ângelo entregue por uma estudante, com maior alegria, pois só conhecia o material de João Salles, entregue quando foi nos visitar no Departamento.
    Achei o material da Chapa Autonomia e Diferença muito criativo não pela aparência, mas, pelo conteúdo. Apresenta a síntese das propostas da candidatura.
    De minha perspectiva, vejo os candidatos Nelson e Ângelo muito integrados, eles pensam a mesma coisa e isto é um diferencial enorme. Não é uma mera composição política, é afinidade fraterna, ideológica e universitária. Repito a síntese das propostas:
    1- Expansão da UFBA com qualidade social;
    2- Melhoria da infraestrutura e segurança;
    3- Valorização dos servidores públicos e diálogo permanente com os movimentos social;
    4- Política de financiamento;, informação, comunicação, eventos acadêmicos e culturais;
    5- Integração com as demais instituições de ensino superior;
    6- Transparência e controle social;
    7- Estímulo à memória e à preservação do acervo histórico.

    De todos os pontos, o que me empolga é o sétimo, destaca-se pela originalidade e urgência. Há mais coisas para pautar, porém esta súmula nos dá conta do tamanho daquilo por fazer. Se estes dois colegas, estão na luta é porque vale a pena, mas, alertam eles, não há como caminhar sem o coletivo. Então, de alguma forma, quer por convencimento ou por certezas, os candidatos precisam de apoio mais contundente… mesmo. SEU VOTO, MAIS UM !!

    Não sou amiga íntima deles, diria que nem amiga sou, estou mais para colega de instituição, porém, deste meu distante lugar, posso afirmar minha confiança no que poderão fazer Pretto e Ângelo pela UFBA. Se você sente-se responsável pelo seu futuro, considere analisar as propostas, acrescente, participe, pelo que nos dizem, estão abertos.
    A quem interessar possa, eu, Maria Inês Marques, apoio Nelson Pretto e Ângelo Serpa.

    Acredito nos colegas da CHAPA 2 AUTONOMIA E DIFERENCA.

    Eu também sou cozinheira, neste dia Internacional dos Trabalhadores estou terminando deliciosos pratos para um almoço familiar. Outra hora, continuo dizendo da minhas razões (a quem interessar possa, repito), para votar nos distintos professores Nelson Pretto e Ângelo Serpa.

    Maria Inês Marques
    Neste meu dia de Trabalhadora!!
    Beijos!!

  12. Saci-Pererê Says:

    Recebida por e-mail:

    Caro Mena,

    O Blog do Saci está tendo um papel muito importante nessa eleição pra reitor. Parabéns![…[
    Andre Netto

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