195 – “Papo-cabeça”

Eu tentei mostrar ao Saci que a academia é o locus das coisas sérias...

... mas ele não entendeu nada do meu latim... (Clique nas artes para ampliá-las)

 

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

 

Final de ano é sempre a mesma coisa. Prometemos anotar – religiosamente –  os compromissos na agenda, caminhar dia sim e  dia não, comer menos gordura e ingerir mais frutas, beber socialmente… E por aí vai. A lista de promessas é longa. Alguns conseguem cumprir, se não tudo, pelo menos uma parte razoável; outros passam longe. Eu me incluo no meio dos últimos. Claro que lamuriando, e muito, a minha fraqueza.

Mas agora vai ser diferente. O que dessa vez planejar, cumprirei tudo, tudíssimo. Tintim por tintim.

***

E foi pensando assim que chamei o Saci para um “papo-cabeça”. Nada de filosofia de Zeca Pagodinho. Não queria deixar a vida me levar. Antes, prefiro fazer como Gil: traçar o meu caminho com a régua e o compasso que a Bahia me deu. Se bem que, com o ambiente virtual, esses instrumentos estão meio fora de moda. Mas tudo bem. O que não posso é ficar como Lulu Santos, dizendo o tempo todo que “nada do que foi será”, sob pena de perder a minha própria identidade…

Assim, chamei o pilantrinha para um conversa muito séria. Precisávamos tomar tento nas coisas. Com a saída do presidente da APUB e a entrada da nova diretoria, provavelmente, não haveria mais censura e o blog teria de se adaptar ao novo tempo de seriedade. Nada mais de piadinhas e muito menos de publicar aquelas caricaturas horríveis. Aliás, por causa delas, fui repreendido duramente pelo atual diretor pro-tempore do IHAC, o Prof. Sérgio Farias. Fiquei vermelho de vergonha quando o Prof. Sérgio me acusou de compactuar com a postagem de caricaturas horrendas e desrespeitosas para com os magníficos dirigentes. E o pior de tudo é que, ainda por cima, o diretor do IHAC questionou para amigos meus se eu não estava meio “lelé-da-cuca”.

Durante os quarenta minutos que falei, o sacrista do Saci ouviu tudo cabisbaixo. Como um certo governador baiano na época da ditadura militar, perguntou-me até se podia pitar (no caso do governador, fumar), imaginando-me, quem sabe, um desalmado general. Tive um laivo de esperança que ele sacara os meus bons propósitos de construir um blog com qualis, muito qualis, à altura do espírito acadêmico. E com caricaturas, no mínimo, simpáticas, para o diretor do INHAC não ficar mais brabo comigo.

Ao ver suas ilustrações, após todo o sabão que eu lhe passara, desisti de projetar qualquer ação para o futuro. Meu discurso dera com os burros n’água.

Até  porque,  consolei-me impotente, o amanhã a Dilma pertence…

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2 Respostas to “195 – “Papo-cabeça””

  1. Menandro Ramos Says:

    Recebi por e-mail:
    —————–

    Parabens Prof. Menandro, boas festas para o Saci e seu(s) interlocutor(es).

    Prof. Jorge Eurico Ribeiro Matos
    DEA-Departamento de Engenharia Ambiental
    Escola Politecnica-UFBA

  2. Ligia Says:

    Que judiação, Saci! Vai falir as fabricas de cosméticos!

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