248 – IAT: Tatcher não morreu!

 

Para o Saci, Margareth Tatcher, a Dama de Ferro inglesa, além de não ter morrrido, não está nada risonha... (clique na arte para visualizá-la melhor e clique no vídeo, abaixo, para tentar fazer a referida Dama sorrir...).

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3 Respostas to “248 – IAT: Tatcher não morreu!”

  1. osaciperere Says:

    Mandaram pra mim:
    —————————————–

    Companheiros,

    Já tinha expressado anteriormente preocupações sobre a política educacional no Estado. Essa carta aberta dos membros do Cobselho Estadual de Juventude apenas reforçam minhas preocupações sobre os rumos da Educação no governo Wagner. Não vou me repetir aqui sobre o que expus anteriormente: falta de projeto político pedagógico da SEC e investimento em áreas supérfluas com desperdício de dinheiro público, como um “cursinho pré-vestibular” e compra de fardas, quando a prioridade deveria colocar professores em salas de aula, reformar escolas degradadas e investir no ensino médio. Também todos já sabem o que acho sobre o pacto pela Educação com os municípios, é apenas uma jogada de marketing para anunciar ações que já existiam na relação de colaboração entre estados e municípios, previstas na legislação educacional.

    A carta dos jovens apenas reforçam o que até o reino mineral já sabe: a equipe da SEC não sabe nada de Educação. Quem no PT que sabe um pouquinho sobre Educação sabe que as cotas são uma reivindicação programática de nosso partido, dos governos Lula e Dilma e do governo Wagner. Quem ignora que existem leis que obrigam o ensino da hostória da África e da contribuição dos africanos à culra brasileira? Quem desconhece a lei que obriga o ensino da história e contribuição dos índios para nossa cultura? Parece que Osvaldo Barreto ignora isso tudo! É lamentável que nosso governador tenha cercado a SEC de tantos cuidados, tirando da negociação política a Educação para permitir que ela pudesse avançar com tranquilidade institucional, e a equipe lá faça o contrário de tudo que sempre foi nosso programa.

    O discurso agora de Barreto e sua Dama de Ferro ( que a Bahia toda já sabe quem é, até nosso pessoal aqui no extremo sul) é que devemos elevar o IDEB, e que para isso devemos investir apenas no treinamento de alunos para aumentar as notas de Português e Matemática na Prova Brasil. Eles nem sabem que o IDEB também é composto por índices de evasão e repetência, e que existe um estudo científico do MEC, realizado epla FEA USP, pelo professor Mazzon, que indica a necessidade de trabalharmos com as diversidades para melhorarmos os índices oficiais da Educação. leiam a matéria abaixo:

    “Painel – Pesquisa mostra que preconceito na escola existe e prejudica rendimento
    De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o preconceito e a discriminação estão fortemente presentes entre estudantes, pais, professores, diretores e funcionários das escolas brasileiras. As que mais sofrem com esse tipo de manifestação são as pessoas com deficiência, principalmente mental, seguidas de negros e pardos. Além disso, pela primeira vez, foi comprovada uma correlação entre atitudes preconceituosas e o desempenho na Prova Brasil, mostrando que as notas são mais baixas onde há maior hostilidade ao corpo docente da escola.

    Coordenado pelo professor José Afonso Mazzon, esse estudo inédito foi realizado em 501 escolas com 18.599 estudantes, pais e mães, professores e funcionários da rede pública de todos os Estados do País, com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças. Foi divulgado no dia 17 de junho em coletiva de imprensa realizada na FEA, teve repercussão extraordinária, com reportagens em jornais, rádios e tevês de todo o País.

    A principal conclusão do estudo foi de que 99,3% dos entrevistados têm algum tipo de preconceito e que mais de 80% gostariam de manter algum nível de distanciamento social de portadores de necessidades especiais, homossexuais, pobres e negros. Do total, 96,5% têm preconceito em relação a pessoas com deficiência e 94,2% na questão racial. A pesquisa mostrou também que pelo menos 10% dos alunos relataram ter conhecimento de situações em que alunos, professores ou funcionários foram humilhados, agredidos ou acusados injustamente apenas por fazer parte de algum grupo social discriminado, ações conhecidas como bullying. A maior parte (19%) foi motivada pelo fato de o aluno ser negro. Em segundo lugar (18,2%) aparecem os pobres e depois a homossexualidade (17,4%). No caso dos professores, o bullying é mais associado ao fato de ser idoso (8,9%). Entre funcionários, o maior fator para ser vítima de algum tipo de violência – verbal ou física – é a pobreza (7,9%).

    “A pesquisa nos mostra que o preconceito vem de casa, da formação familiar, e que o trabalho para acabar com a discriminação transcende a atuação da escola. Não é uma questão de política educacional, mas de governo, de Estado. O indivíduo que nasce negro, pobre e homossexual está com um carimbo muito sério pela vida toda”, afirma José Afonso Mazzon, professor da FEA e coordenador do trabalho.

    Na avaliação de Mazzon, as mudanças necessárias para acabar com o preconceito na escola levarão gerações para surtirem efeito. “A pesquisa mostra que o preconceito não é isolado. A sociedade é preconceituosa, logo a escola também será. Esses preconceitos são tão amplos e profundos que quase caracterizam a nossa cultura. Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante. E a conjetura que podemos fazer é que o bullying gera um ambiente que não é propício ao aprendizado”, afirma Mazzon.

    O MEC vem demonstrando preocupação com o tema e com a necessidade de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade. Os resultados da pesquisa ainda serão analisados e a meta do ministério é elaborar políticas educacionais voltadas para essas questões. Segundo Daniel Ximenez, diretor de estudos e acompanhamento da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, os resultados vão embasar projetos que possam combater preconceitos levados para a escola – e que ela não consegue desconstruir, acabando por alimentá-los.

    “O preconceito não é algo exclusivo das escolas, portanto os municípios têm que envolver os conselhos escolares, a comunidade local e as famílias, para melhorar o ambiente escolar. É possível pensarmos em cursos específicos para a equipe escolar. Mas são ações que demoram para ter resultados efetivos,” afirma Ximenez.

    A pesquisa demonstrou que, quanto mais preconceito e práticas discriminatórias existem em uma escola pública, pior é o desempenho de seus estudantes. Entre as experiências mais nocivas vividas por esses jovens está o bullying. As consequências na performance estudantil são mais graves quando as vítimas de zombaria são os professores. Entre os alunos, os principais alvos são, respectivamente, negros, pobres e homossexuais.

    Para chegar a essa associação entre o grau de intolerância e o desempenho escolar, o estudo considerou os resultados da Prova Brasil de 2007, exame de habilidades de português e matemática realizado por quem cursa da 4ª à 8ª série do ensino fundamental da rede pública. A conclusão foi que as escolas com notas mais baixas registraram maior aversão ao que é diferente.

    Para Denis Mizne, diretor executivo do Instituto Sou da Paz, o grande mérito da pesquisa é a metodologia empregada, que foi capaz de revelar o que o brasileiro, de modo geral, insiste em esconder. “O preconceito existe mesmo, de vários tipos, e faz parte do nosso cotidiano. Quando o tema vem à tona, fica parecendo que a intenção é inventar o preconceito. Os resultados da pesquisa são negativamente surpreendentes”, explica Denis, que participou com o professor Mazzon do debate sobre a pesquisa, promovido pelo programa Entre Aspas, da Globo News.

    Para Denis, a pesquisa adverte sobre a necessidade urgente de se começar algum trabalho nas escolas. “Tudo o que é feito nesse sentido ainda é muito tímido e o que é pior: é visto como fator gerador de preconceito. A pesquisa faz um retrato real do preconceito no Brasil, mais especificamente, na comunidade escolar que também vive essa realidade. E o que acontece: uma vez que eu não reconheço o outro e não tolero a diferença, o fator gerador de violência está latente”, afirma Denis.

    O preconceito dos entrevistados
    99,3% têm algum tipo de preconceito
    96,5% com relação a portadores de necessidades especiais
    94,2% têm preconceito étnico-racial
    93,5% de gênero
    91,0% de geração
    87,5% socioeconômico
    87,3% com relação à orientação sexual
    75,95% têm preconceito territorial”

    Essa pesquisa demonstra que não adianta somente se preocupar com uma Educação instrucionista ou conteudista, mas temos que nos importar com os VALORES, pois isso impacta sobre a aprendizagem dos alunos e sobre a evsão e repetência. Mas como parece que isso está além da compreensão da equipe da secretaria da Educação, estamos tendo um quadro terrível com o desmonte de uma das poucas coisas boas da SEC. Até agora o que funcionava mesmo era a Educação profissional, com a SUPROF, e o IAT. Pelo jeito, só vai restar a Educação profissional.

    O secretário é contra toda a política do MEC, contra toda a legislação aprovada pelo nosso governo! Ele e sua equipe é contra todo o programa do PT!

    Cadê os companheirso dos movimentos sociais? Cadê o setorial do movimento negro do PT? E o setorial LGBT? Porque se fizeram isso de cortar toda a formação sobre relações etnicorraciais, lógico que esse pessoal atrasado vai cortar qualquer coisa sobre direitos humanos e diversidade sexual… Cadê Wesley do setorial LGBT para provocar uma reunião formal com esse pessoal da SEC e cobrar uma posição?

    Último comentário: fiquei intrigada porque poucas pessoas respondem a esses e-mails sobre o debate da Educação, e aí comecei a receber e-mails particulares, fora da lista de discussão, se solidarizando com minhas opiniões. Isso se deve, segundo meus colegas em cargos na SEC e em direções de escolas e DIREC, ao fatao de que se alguém ousar debater qualquer coisa que discorde do secretário, sua dama de ferro e seus coiotes de guarda, automaticamente é cortado. Deve ter sido o caso daquele companherio, o Penildon, vai ver que ele deve ter discordado de algo, e aí a guilhotina agiu…

    Hoje continuamos a nos comunicar por e-mails individuais e a nos articular. O Setorial está de parabéns, o documento no blog está muito bom. Como fazemos para fazer o PT e o governador nos ouvirem?

    Canta-se a seguinte música pelos corredores da SEC, das DIREC e nas escolas:

    Apesar De Você
    Chico Buarque

    Composição: Chico Buarque

    (Crescendo) Amanhã vai ser outro dia x 3

    Hoje você é quem manda
    Falou, tá falado
    Não tem discussão, não.
    A minha gente hoje anda
    Falando de lado e olhando pro chão
    Viu?
    Você que inventou esse Estado
    Inventou de inventar
    Toda escuridão
    Você que inventou o pecado
    Esqueceu-se de inventar o perdão

    (Coro) Apesar de você
    amanhã há de ser outro dia
    Eu pergunto a você onde vai se esconder
    Da enorme euforia?
    Como vai proibir
    Quando o galo insistir em cantar?
    Água nova brotando
    E a gente se amando sem parar

    Quando chegar o momento
    Esse meu sofrimento
    Vou cobrar com juros. Juro!
    Todo esse amor reprimido,
    Esse grito contido,
    Esse samba no escuro

    Você que inventou a tristeza
    Ora tenha a fineza
    de “desinventar”
    Você vai pagar, e é dobrado,
    Cada lágrima rolada
    Nesse meu penar

    (Coro2) Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia.
    Ainda pago pra ver
    O jardim florescer
    Qual você não queria

    Você vai se amargar
    Vendo o dia raiar
    Sem lhe pedir licença

    E eu vou morrer de rir
    E esse dia há de vir
    antes do que você pensa
    Apesar de você

    (Coro3) Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia
    Você vai ter que ver
    A manhã renascer
    E esbanjar poesia

    Como vai se explicar
    Vendo o céu clarear, de repente,
    Impunemente?
    Como vai abafar
    Nosso coro a cantar,
    Na sua frente.
    Apesar de você

    (Coro4) Apesar de você
    Amanhã há de ser outro dia.
    Você vai se dar mal, etc e tal,
    La, laiá, la laiá, la laiá??

    Um abraço,
    Mariana, do PT de verdade, do sonho, da alegria e da mudança…

    — Em sex, 25/2/11, escreveu:

    No mínimo lastimável e preocupante o posicionamento político de um membro do nosso projeto de educação estadual……

    Companheir@s,

    Estou estarrecida!! Em pronunciamento da abertura oficial do Conselho Estadual de Juventude a nova diretora do Instituto Anísio Teixeira (IAT/SEC) prof. Irene Carvolo, declarou-se contra as cotas. Expressou-se usando termos como “as cotas equivalem a esmola”, as cotas são “humilhação” porque colocam os negros na universidade pela “porta dos fundos, de cabeça baixa”,etc.

    O que me deixa indignada é que o IAT/SEC é o centro de aperfeiçoamento dos profissionais da Educação da Bahia e vinha fazendo na gestão anterior um excelente programa de formação continuada de professores para a educação das relações étnicorraciais. Tal programa foi não só elogiado pelo MEC/SECAD, mas também pela SEPPIR e Fundação Palmares. Além disso, seus cursos de formação contaram com o trabalho de pesquisadores renomados na área e uma constante articulação com os setores do movimento social negro. É um retrocesso o pensamento desta gestora que põe abaixo todos os esforços para uma educação para a igualdade racial no estado mais negro do país!

    O IAT/SEC parece agora esquecer toda a pauta de reivindicações que nortearam suas ações nos últimos 04 anos e que elegeram este governo, um governo “petista”. O IAT/SEC desconhece agora todo o aparato legal que garante a afirmação das diversidades na Educação.

    Segue abaixo a carta aberta escrita pelos jovens congressistas baianos reunidos no IAT/SEC após a declaração da nova gestora. Estes jovens são delegados oriundos de movimentos sociais, religiosos, político-partidário, artísticos,etc:

    Abs,

    CARTA ABERTA
    Nós, representantes da Sociedade Civil na Assembléia de Eleição do Conselho Estadual de Juventude do Estado da Bahia – PERÍODO 2011 – 2013, realizada no Auditório do Instituto Anísio Teixeira – IAT, realizada em 25 de fevereiro de 2011, às 9:00, nos mostramos perplexos com o posicionamento equivocado de sua dirigente maior, a profª Irene Carvolo, que em solenidade de abertura da referida Assembléia assumiu um posicionamento contrário à instituição das Ações afirmativas através de Cotas nas Universidades, ao considerar estas ações como “entrar pela porta dos fundos”.
    Considerando a aplicação da Lei 10.639/03 que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LBD), tornando obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e africana;

    Considerando a ação de cotas, ampliando o acesso de estudantes negros/as ao ensino superior, pioneiramene introduzida pela UNEB em 2002 e seguida pelas outras três universidades estaduais (UEFS, UESB E UESC);

    Considerando a criação no âmbito do Governo Estadual da Secretaria de Promoção da Igualdade no ano de 2006, que tem a finalidade de intersetorializar as políticas com foco nas dimensões raciais e de gênero;

    Considerando o Projeto de Lei 18.532/2010, que trata do Plano Estadual de Juventude em seu Art.13 Inciso XI – estimular políticas de cotas raciais nas universidades públicas;

    Considerando que as cotas são uma das principais conquistas e demandas do movimento social negro brasileiro;

    Sugerimos a atitude pedagógica de aperfeiçoar o conhecimento institucional acerca dos instrumentos legais já existentes sobre as políticas públicas de ações afirmativas na educação que demonstram significativos avanços que possibilitaram a inclusão de milhares de jovens negras e negros no ensino superior.

    Salvador, 25 de fevereiro de 2011

    ——————————–
    OBS.: Dizem que há muito o PT não entende de Educação… Dizem… Que só entendia quando Florestan Fernandes e Paulo Freire eram vivos! Dizem…

    Abraços,
    Saci

  2. Menandro Ramos Says:

    Recebi, por e-mail, de uma colega que não quer ser identificada:
    ———————————————————————-

    “Estou com a impressão de que o Saci desconhece a verdadeira Dama de Ferro do governo Wagner… Certamente, quando a conhecer, vai ver logo que a nova diretora do IAT só está querendo mostrar serviço e pode ser, no máximo, de alumínio. A toda-poderosa, de verdade, é uma professora aposentada da UFBA […] que desde o início do 1º governo Wagner está mandando e desmandando na educação baiana, no melhor estilo carlista de “para os amigos tudo e para os inimigos a lei e…. muita perseguição”.

    ——————
    Bem, agora fiquei curioso… Se for alguém que conheço de outros Carnavais… Hum!… Realmente, a outra será mesmo uma “daminha de alumínio”…

  3. Carlos Says:

    Quando leio tanta baboseira escrita por PETISTAS fico cada vez mais certo de que o Brasil não tem mais jeito mesmo. Um partido que ficou 25 anos criticando os outros e em oito anos ROUBOU mais do que todos juntos!
    Vcs. são realmente hilários!!!!!!!!!!!!!!!!!

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