249 – A Dama de Ferro da SEC-BA

Dezenas de mensagens dos leitores possibilitaram que o Saci fizesse o retrato falado de uma charmosa Dama de Ferro (ou seria "do Ferro"?). Segundo as más línguas, ela é quem manda - de fato - na Secretaria de Educação de D. Wagner I... (clique na arte para visualizá-la melhor).

 

O Saci recebeu inúmeros e-mails dizendo que ele estava por fora em relação à verdadeira Dama de Ferro da SEC-BA. Pois bem, o meu bom amigo, humildemente, pediu desculpas aos seus leitores e rogou-lhes que mandassem a descrição da dita cuja para que ele tentasse fazer um retrato falado.

Não deu outra. Sua caixa eletrônica ficou – por assim dizer – toda estufada de tanta mensagem. Mas o (a) Leitor (a) pensa que é fácil a arte do retrato falado? Pois sim! Foram muitas as descrições. Algumas delas díspares, outras coincidentes entre si. A cada uma dessas que batia a informação, lá ia ele pesquisar imagens na internet. Por exemplo, alguém a descrevia como sendo “vaidosa”, e ele buscava, no Google, “colar suntuoso” como palavra-chave. Outra mensagem mencionava “cabelo Chanel” e ele ia novamente pesquisar esse tipo de corte. E assim por diante. Inclusive a armadura de ferro que não preciso explicar, pois você é inteligente, acertei?

O que sei é que fui dormir, e o meu dedicado amigo ficou no seu ofício de identificar a tal Dama de Ferro pela descrição verbal de seus leitores. É numa hora dessas que a gente compreende melhor a busca frenética da humanidade por novas linguagens, pois uma só não é suficiente para retratar ou descrever  a complexidade do real. Meu camarada, minha camarada, não é fácil!

Bem, no final da história, confesso que não sei ainda de quem se trata a figura. Quando olhei a arte finalizada na área de trabalho do meu computador, não me pareceu alguém estranho, mas ainda acho que está faltando algo para identificá-la… Talvez uma coisinha boba… Mas não sei bem o que é… Será que me entende, Leitor, Leitora?

E você que me lê, tem ideia de quem seja?

De qualquer modo, se existe ou não uma Dama de Ferro na SEC-BA que – como andam dizendo –  atualmente manda e desmanda na Educação do nosso Estado, isso não tem a menor importância. Se o Secretário se sente inseguro ou, quem sabe,  mais um Administrador do que um expert em Educação, então, nada mais razoável que recorra a quem supõe que entende melhor o riscado que ele. Até aí tudo bem, e Deus seja louvado. O que a Bahia torce, entretanto é para que tenha escolhido a pessoa certa…

Menandro Ramos

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12 Respostas to “249 – A Dama de Ferro da SEC-BA”

  1. Sérgio Says:

    Dizem que o secretário, mais conhecido como OB, gosta de se esconder por trás de “grandes” mulheres…

  2. ELIANA CARVALHO Says:

    Finalmente foi localizada a verdadeira DAMA DE AÇO da SEC.
    Carlista de carteirinha. discipula de ACM, perseguidora (principalmente dos petistas).
    O Pacto pela Educação é um verdadeiro embuste. Copiado, de um programinha do Ceará. Aliás. como a DAMA gosta de copiar do Ceará. O que será que ela perdeu ( ou encontrou?) por lá?
    Oswaldo. faça uma pequena leitura no Convenio de Cooperação Técnica , e mais especificamente no de municipalização ( ali mesmo na SUPAV) que vc. verá em que grande fria a DAMA te meteu.
    ———————
    ELIANACAR@YAHOO.COM.BR
    189.87.236.42

  3. Thalita Rodrigues Says:

    Pelo menos ela é uma dama de ferro da Educação, e Dona Eliana não se recorda dos cargos que sempre ocupou nos governos passados, nunca deixou de encher sua barriguinha com o dinheirinho do PFL, e ainda por cima tinha que agradar aos homens, esqueceu boca linda? Te olha na hora de falar dos outros boca podre, será que o Secretario ja olhou também o dinheiro que tem rolado na sua superintendência hei moçinha?è muito dinheiro !!
    Quem procura acha, agora se segura que o santo é de barro e ele quebra….
    Thalita Rodrigues

    ————-
    Thalita Rodrigues
    thalitaro87@hotmail.com
    189.105.53.46

  4. Carla Cristina Says:

    Caros leitores e leitoras,
    Bom dia!
    Meu nome é Carla Cristina e fui aluna da FACED/UFBA ou, como muitos chamam atualmente em função de docentes como Menandro Ramos, “FALSED”. Adorei o espaço democrático e a oportunidade de escrever sobre a educação e o professor Menandro Ramos.
    Para quem possui mais de 40 anos e, certamente, é o meu caso, lembra do professor Menandro Ramos pelo corredor como quem caçava óvnis (objetos voadores não identificados). Recordo também que o profissional era referenciado por toda à comunidade acadêmica como o incompetente que sequer passava no mestrado da própria FACED (basta observar o currículo lattes dele e comprovar que concluiu a graduação em 1979, mas só pós-graduou em 2008, apesar de possuir vínculo como docente com a FALSED desde 1980), recordo ainda que o senso comum dizia que o profissional era também associado aos índios Kiriri da forma mais pejorativa e aproveitadora numa relação típica de colonizador X colonizado.
    Mas também lembro dos grandes docentes que possuíam compromisso político e afinco em tudo que faziam. Orgulho-me de ter sido aluna de nomes como: Dilza Atta, Adélia Portela, Solange Peixoto, Edivaldo Boaventura, Eni Bastos, Iracy Picanço e muitas outras profissionais que se faziam respeitar.
    Lembro-me ainda de ter sido convidada pela profª Eni, para trabalhar em uma comunidade esquecida na época e fora da moda, naquele momento, chamada Alagados, que mais tarde passou a ser conhecida como favela da maré. Claro que o prof. Menandro não poderia ter estado lá, pois seu compromisso político de vida, diferente da profª Eni, não o fez competente e responsável.
    Lembro-me também de ter assistido, ainda como estudante da UFBA, a 1ª eleição de Neuza Cadore, atualmente Deputada Estadual, como prefeita de Pintadas e toda a retaliação sofrida pelo município por meio de ACM e como a “Dama de Ferro” não se furtou a ajudar o município nos seus finais de semana sem sequer comprometer as suas obrigações na FACED. Mas não me lembro do prof. Menandro ter estado por lá naqueles dias difíceis para aquela localidade.

    Carla Menezes
    carlacristinamenezes@gmail.com

    • Menandro Ramos Says:

      Prezada Carla,

      Creio que as autobiografias acabam sendo um tanto autoladatórias. Não moverei um fio de cabelo para lhe contrariar, quando proclama a minha incompetência, pois assim também me acho.

      Concordo, da mesma forma, que o meu currículo seja modesto, se comparado a de outros colegas. O mérito é deles e o demérito é meu. Ainda que eu não fosse relapso para abastecer o insuportável Lattes, vitrine de vaidades acadêmicas sob disfarce da produtividade – não agravando a quem não merece ser agravado – confesso-lhe que não teria muita coisa para acrescentar.

      Embora perceba algumas injustiças que me atribui no seu comentário, asseguro-lhe o direito de se expressar – mesmo que equivocadamente -, sem questionar sequer de quem está a serviço, embora possa imaginar que não o seja da Educação Baiana…

      Alegro-me que no elenco dos professores que admira – eu concordo com você em relação a quase todos – tenha o nome de um deles que me dirigiu recentemente a seguinte mensagem:
      ————————————————————————–
      Iracy Picanço Disse:
      abril 1, 2011 às 4:13 pm | Responder editar

      Menandro,
      o papel que você tem desempenhado, quer seja no registro de acontecimentos do momento ou no de manter vivos momentos de nossa história para que não sejam postos (ou varridos?) no baú do esquecimento e nos faça refletir como agir, tem sido muito importante. Tanto para aqueles que vivenciaram e ainda vivenciam os acontecimentos, quanto para os jovens, para quem nem como historiografia lhes passam os fatos, ou que tenham, inclusive pelas práticas educativas, se tornado “cultuadores” apenas do momento vivido e em torno de mero individualismo, ou melhor, em torno do próprio umbigo ou do niilismo.

      Parabéns pela sua coerência e firmeza de princípios!
      Iracy Picanço

      ————————————————————————–

  5. Beth Says:

    Concordo com a prof. Iracy Picanço. E espero que continue coerente com seus ideais, que são os mesmos dos que estão nas salas de aula das escolas públicas e conseguem enfrentar o descaso político dos baixos salários, as provas para ter garantido o plano de cargo e salários (a chamada certificação), apesar de todos terem passado por um concurso público para estarem efetivamente em sala de aula, ainda as salas (as verdadeiras, a que representam a realidade de docente e discentes) abarrotadas de alunos, vindos de todos os cantos e diversas realidades e parafraseando Fernando Pessoa “para quem nenhuma política foi feita”. Essa educação que desmotiva e aliena. Tenho alguns (bons) anos nesta sala de aula e sempre me pergunto quando participo de cursos de formação de professores se os que ministram os cursos destinados aos docentes da rede pública ao menos conhecem uma sala de aula e a realidade desta escola. Porque ali sim é uma procura de “óvnis”…

    E na conjuntura atual de contingência de gastos na educação a favor da copa do mundo essa situação emerge. Não é à-toa que as estaduais estão em greve, contrárias a esta situação.

    Desta forma, PROFESSOR Menandro nos sentimos (aqueles que são realmente profissionais desta educação, portanto com propriedade de causa para criticarmos ou elogiarmos quando se faz necessário/quando for o caso) acalentados com seus escritos, com sua sensibilidade e competência e, também, com o espaço que disponibiliza para essa “conversa”.

  6. osaciperere Says:

    Recebida por e-mail:
    ———————–

    MENA,

    Sua resposta prescinde qualquer defesa. Que coisa mais grosseira dessa pessoa, sua elegância e gentileza, jamais esquecidas, falaram mais alto. Mas é isto, as artes do Saci não agradam a gregos e troianos. Eu, como baiana, amo!!!!
    B
    MI

  7. Cecilia de Paula Says:

    Escrevo estas mal traçadas linhas para fazer o registro da competência do professor Doutor Menandro Ramos, um dos melhores intelectuais que temos aqui na UFBA, na atualidade. Grande profissional, respeitado e responsável com seus projetos de ensino, pesquisa e extensão, como o que ele promoveu durante anos na relação de parceria, trocas, aprendizagens, de observação e respeito à cultura dos povos indígenas, no caso, dos Kiriri.

    Não é sem razão que a FACED denominou uma de suas salas de reunião de Sala Kiriri e não foi sem motivo que ficamos sabendo um pouco mais da história, memórias e cultura dos Kiriri, por meio de imagens e reflexões lindíssimas, que oportunizaram e continuam a oportunizar a muitos dos sensíveis e imprescindíveis estudantes da nossa FACED-UFBA a riqueza e leveza, a sabedoria da resistência dos povos silenciosos.

    Não é por acaso que os Kiriri permanecem indo sempre a FACED e, sempre são e continuarão a ser bem vindos à FACED, lugar em que se sentem respeitados pelo que são: lugar que apresenta ao mundo ocidental, capitalista, outra forma de viver e de resistir neste mesmo mundo. Convido a Carla a se aproximar da FACED, a vir nos visitar e verificar o quanto o professor Doutor Menandro Celso de Castro Ramos é um grande educador, respeitado e querido por todos. O quanto o professor Doutor Menandro Ramos é querido e imprescindível, como no caso da sua amizade com o Saci que sempre nos alerta, com suas lúcidas críticas, a importância da educação pública, de qualidade, socialmente referenciada, laica, e para todos e da necessidade de explicitar as contradições do sistema capitalista e da perversidade com que atuam os que o defendem.

    O professor Doutor Menandro Ramos participa ativamente das lutas pela universidade e pela educação pública de qualidade e, isto, certamente, produz alguns desconfortos para os que ou perderam o rumo da história ou sempre estiveram fora do rumo.

    Aproveito este espaço para parabenizar o professor Menandro Ramos por estes últimos anos em que, bravamente e com brilhantismo, representou os docentes desta Faculdade na Congregação, sempre alerta e na defesa dos princípios da educação brasileira e de nossa categoria.

    Alerto ainda para o perigo de utilizar do Lattes como se fosse Raios-X das pessoas, pois esta forma de radiografia não revela, nem de longe, a grandeza das pessoas como seres humanos e educadores. Em recente artigo um sábio crítico nos chamou a atenção para a idolatria do Lattes e as armadilhas provocadas por ele. Nesta matéria, o autor chama a atenção para esta relação incorreta e cruel. Se ela fosse verdadeira, grandes gênios e intelectuais da história da humanidade seriam nada ou quase nada, pois teriam um Lattes bem pobre, pouco extenso, com poucas publicações, tais, muito embora seus poucos escritos, na maioria das vezes, revolucionaram a ciência e foram fundamentais para o desenvolvimento da humanidade.

    Cabe ainda registrar que continuamos Faculdade de Educação e preocupados com a formação humana. Convidamos a todos que desejarem conhecer nossa Faculdade, sem falsetes, a percorrer os corredores da FACED e a conhecer os educadores que, como Menandro por aqui permanecem.

    Menandro é uma honra tê-lo como colega de trabalho, por sua competência, por sua sabedoria, por sua delicadeza e generosidade. Honra maior tê-lo como amigo e educador, que sempre me ensina, em cada conversa e ato a sabedoria de um grande intelectual. Ainda bem que estou na FACED e tenho você como competente colega de trabalho e de luta pela Universidade pública com educação de qualidade, socialmente referenciada, laica e para todos.

    Em 14 de abril de 2011.
    Cecília de Paula

  8. Mary Arapiraca Says:

    Menandro,
    Incompetente assim, todos queremos ser.
    Mary

  9. servulo Says:

    Saci pra ficar mais original poderia colocar algum acessorio que os cangaceiros usavam q tal? Afinal estamos na Bahia ou….

    ——————–

    ser@yahoo.com.br
    201.50.61.159

  10. madalena tadeu Says:

    Falta mesmo um cachimbo , pois fuma igual uma caipora. E não respeita ninguém , dar suas bafarodas onde quer q seja, não respeita seus súditos.
    Mas é bom que saibam que que por dentro de toda essa indumentaria existe uma pessoas perverssa, manipuladora, prepotente que não gosta de ser contrariada.
    Ela e seu grupinho andam persseguindo pessoas na SEC, tem ajudado bastante o Zé mané do José Maria e o Sodré, 02 canalhas que estão ´persseguindo a prof Margarida Menezes

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