262 – Salvador: 462 anos

 

Salvador, para o Saci, tem sorte de ter um perfeito dedicado... (clique na arte para visualizá-la melhor)

 

Use a base musical de La Mercury e cante, com a letra composta pelo Saci, abaixo, as dores de Salvador neste seu “niver” triste…

O CANTO NECESSIDADE

Saci-Pererê
(depois de La Mercury)
 

A cor, essa cidade perdeu
O largo dessa cidade fé deu
A altura dessa cidade cresceu
O lixo dessa cidade não é meu

O Metrô anda de ré
Eu vou andando a pé
Pela cidade, aflita
O toque do afoxé
E a força, de onde vem?
Se João complica…
Complica

O Metrô anda de ré
Em onze anos, não tem mais fé
Cidade grita, aflita
Se o povo é zemané
A força, de onde vem?
Quem me explica?
Quem se habilita?

Uô ô
Sofrido e lindo amor
Uô ô
Sente do sol o calor
Uô ô
Verdadeiro amor
Uô ô
Chora Salvador

Não diga que você quer
Que banho de luz é mais
O craque alumia a noite
E o sol da manhã

Mil grilos a Bahia tem
Mas tem um lindo carnaval
Não sou o primeiro que canta
E passa mal

O odor  dessa cidade cresceu
A cor do Pelourinho morreu
O sangue dessa galera escorreu
O espanto dessa cidade é meu

—————————–

Não diga que não me quer
Não diga que não voto mais
Eu sou no silêncio da noite
O sol da manhã

Ondina tem gente bonita
Mas tem um ponto final
Cordeiro é o primeiro que dança…
Eu sou o  carnaval

Uô ô
Verdadeiro amor
Uô ô
Por São Salvador
Uô ô
Por você eu peno
Uô ô
Por você eu vou

A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
A dor da necessidade sou eu
O pranto dessa cidade é meu

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Uma resposta to “262 – Salvador: 462 anos”

  1. Menandro Ramos Says:

    Não contente com dois contos, o Saci, contou três:

    O CONTO DA CIDADE

    A Salvador da Bahia é linda!
    Aquele abraço,
    Povo daqui!
    Não extensivo, porém,
    Aos corruptos, aos gananciosos
    E aos seus parceiros cúmplices,
    Muitas vezes silenciosos
    Que nem túmulos.

    A Bahia é toda linda
    E já me deu régua e compasso
    Salvador também é linda.
    Mais do que mais
    E a cor dessa cidade sou eu e você.

    O canto dessa cidade é meu
    Mas o lixo dessa cidade
    É também meu.
    A cor dessa cidade sou eu
    O canto dessa cidade não é ateu,
    Ou também é!…
    A alegria dessa cidade sou eu
    Mas o lucro dessa cidade,
    De poucos endinheirados,
    Não é meu.

    O gueto, a rua, a maré
    Daniela perdeu a fé
    Pois o metrô só vai de ré
    E ninguém mais toma pé.
    Orçado em 325 milhões
    Já consumiu 585
    E agora é caso de polícia,
    Ou de exército, ou de milícia.
    Claro, também de piada
    E malícia!…

    Enquanto isso,
    O povão paleta
    Pela cidade bonita,
    De beco cheirando a xixi,
    Para ver Ivete
    Carlinhos e Margareth
    Ao toque do afoxé.

    E algum poeta pergunta
    Se Ivete viu a uva suculenta
    Ou se viu o povo sofrido moribundo,
    Sem hospital, sem teto, sem broa e
    Sem Campo Santo…

    E a força da Cidade, de onde vem?
    Vem de Gil, vem de Caetano,
    Vem de Caymmi, vem do Ilê,
    Vem do vento ou de Oxalá?
    Ninguém explica,
    Mas ela é bonita.
    Isso ela é!
    E o povo não fica atrás!
    E por isso eu conto…

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