267 -Tragédia na Escola

 

Perplexidade, tristeza e comoção no Brasil. As mazelas dos países desenvolvidos chegam até nós sem pedir licença. Mais de uma dezena de jovens mortos numa escola de Realengo, no Rio de Janeiro, por um "serial killer". Columbine é aqui. O que fazer para estancar tamanha violência? Qual o seu vetor?

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3 Respostas to “267 -Tragédia na Escola”

  1. Fernanda Says:

    Meu caro Mena, muitas saudades.

    Esse fenômeno primeiro mundista chegou até nós, com a globalização, acentuando a mercantilização das pessoas e das suas relações.

    O que “vale” no cenário social é o ESPETÁCULO! Graças às necessidades excessivas e sempre crescentes de lucro, o capital e seu setor midiático têm que explorar seja o que for, visando maiores ganhos. Amplia a alienação e repassa para sua vítimas a ideia de que só existe o que aparece na TELA.

    Nela, não há lugar para o homem e a mulher comuns, que, de fato, criam e preservam a vida e as relações sociais. Só há espaço para os que sejam passíveis de exploração comercial, seja pelos méritos estéticos, comunicativos ou mesmo perversões, como aquelas expostas nos programas de todas as ratazanas criadas pela mídia e a prostituição – em sentido amplo – expostas nos Big Brothers.

    Outro elemento é a crescente lucratividade do comércio de um dos setores produtivos: o das armas. Não foi à toa que no plebiscito realizado alguns atrás, os brasileiros desavisados optaram pelo não desarmamento. Se se restringissem o acesso a esse “bem” não haveria tanta estupidez.

    Mas, o capital quer lucros, pouco se importando com as tragédias que provoca.

    Por exemplo; ontem, a mídia concentrou suas forças na tragédia de Realengo – que é de todos nós – e deixou de focar a paralização dos médicos brasileiros em protesto frente a empresas de planos de saúde, que os exploram e pressionam pela expansão de suas “produtividades”.
    Fui informada por profissionais que o pagamento por ultrasonografia realizada é de RS5,00 e que, muitas vezes, as empresas de “saúde” exigem q

  2. Fernanda Says:

    Meu caro Mena, muitas saudades.

    Esse fenômeno primeiro mundista chegou até nós, com a globalização, acentuando a mercantilização das pessoas e das suas relações.

    O que “vale” no cenário social é o ESPETÁCULO! Graças às necessidades excessivas e sempre crescentes de lucro, o capital e seu setor midiático têm que explorar seja o que for, visando maiores ganhos. Amplia a alienação e repassa para sua vítimas a ideia de que só existe o que aparece na TELA.

    Nela, não há lugar para o homem e a mulher comuns, que, de fato, criam e preservam a vida e as relações sociais. Só há espaço para os que sejam passíveis de exploração comercial, seja pelos méritos estéticos, comunicativos ou mesmo perversões, como aquelas expostas nos programas de todas as ratazanas criadas pela mídia e a prostituição – em sentido amplo – expostas nos Big Brothers.

    Outro elemento é a crescente lucratividade do comércio de um dos setores produtivos: o das armas. Não foi à toa que no plebiscito realizado alguns atrás, os brasileiros desavisados optaram pelo não desarmamento. Se se restringissem o acesso a esse “bem” não haveria tanta estupidez.

    Mas, o capital quer lucros, pouco se importando com as tragédias que provoca.,

    Por exemplo; ontem, a mídia concentrou suas forças na tragédia de Realengo – que é de todos nós – e deixou de focar a paralização dos médicos brasileiros em protesto frente a empresas de planos de saúde, que os exploram e pressionam pela expansão de suas “produtividades”, seja reduzindo o valor dos pagamentos seja inserindo exames desnecessários.

    Vamos conversando,

    Fernanda
    PS: MInhas saudades para o Saci também.

  3. Menandro Ramos Says:

    Oi F

    Saudades também. Vc, como sempre, de uma precisão cirúrgica incrível. Hoje cedo comentei, em sala de aula, o que acaba de comentar neste post. Parece que havia lido suas avaliações.

    Impressionou-me a exposição da tragédia pela mídia. Vi uma parte de um programa de culinária logo cedo. Pareceu-me uma página policial explorando ao máximo a dor humana.

    O pior de tudo é que os anunciantes adoram o IBOPE alto, e as empresas adoram a grana faturada – através dele! -, ainda que seja a preço do sofrimento alheio.

    O Saci lhe retribui o carinho.

    Grande abraço!

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