269 – Aparecer na mídia

 

O Saci tem dúvida se a megaexposição da mídia pode nutrir desejos patológicos... (clique na arte para visualizá-la melhor).

 

ILUSÃO DA MÍDIA

Quem passou a vida e não globou
E em plácido anonimato se escondeu,
Quem não foi chamada do Fantástico,
Quem não brilhou no Plim-Plim ou no Ratinho
Ou grande drama na mídia não não sofreu
Foi espectro de homem – não foi homem,
Só passou pela vida – não viveu.

(Saci-Pererê, depois de Francisco Otaviano)

 

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 ILUSÕES DE VÍDA: Quem passou pela vida em branca nuvem/E em plácido repouso adormeceu;/Quem não sentiu o frio da desgraça,/Quem passou pela vida e não sofreu,/Foi espectro de homem – não foi homem,/Só passou pela vida – não viveu. (Francisco Otaviano)

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Uma resposta to “269 – Aparecer na mídia”

  1. osaciperere Says:

    O post abaixo foi publicado como comentário de um outro texto deste blog, mas acho oportuno trazê-lo também para este local.

    Fernanda Disse:

    abril 8, 2011 às 11:28 am
    ———————————————–

    Meu caro Mena, muitas saudades.

    Esse fenômeno primeiro mundista chegou até nós, com a globalização, acentuando a mercantilização das pessoas e das suas relações.

    O que “vale” no cenário social é o ESPETÁCULO! Graças às necessidades excessivas e sempre crescentes de lucro, o capital e seu setor midiático têm que explorar seja o que for, visando maiores ganhos. Amplia a alienação e repassa para sua vítimas a ideia de que só existe o que aparece na TELA.

    Nela, não há lugar para o homem e a mulher comuns, que, de fato, criam e preservam a vida e as relações sociais. Só há espaço para os que sejam passíveis de exploração comercial, seja pelos méritos estéticos, comunicativos ou mesmo perversões, como aquelas expostas nos programas de todas as ratazanas criadas pela mídia e a prostituição – em sentido amplo – expostas nos Big Brothers.

    Outro elemento é a crescente lucratividade do comércio de um dos setores produtivos: o das armas. Não foi à toa que no plebiscito realizado alguns atrás, os brasileiros desavisados optaram pelo não desarmamento. Se se restringissem o acesso a esse “bem” não haveria tanta estupidez.

    Mas, o capital quer lucros, pouco se importando com as tragédias que provoca.,

    Por exemplo; ontem, a mídia concentrou suas forças na tragédia de Realengo – que é de todos nós – e deixou de focar a paralização dos médicos brasileiros em protesto frente a empresas de planos de saúde, que os exploram e pressionam pela expansão de suas “produtividades”, seja reduzindo o valor dos pagamentos seja inserindo exames desnecessários.

    Vamos conversando,

    Fernanda
    PS: MInhas saudades para o Saci também.

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