270 – A mídia e as greves

Para o Saci, a mídia empresarial tem horror de noticiar greves... Em compensação, tem compulsão em detalhar tragédias como a que ocorreu na escola de Realengo. Na lógica perversa capitalista, IBOPE alto é sinônimo de muita grana no caixa (clique na arte para visualisá-la melhor).

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Uma resposta to “270 – A mídia e as greves”

  1. osaciperere Says:

    Recebi por e-mail:
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    Secretaria da Educação tenta dominar UNDIME

    Começa hoje e termina na quinta-feira, dia 14 de abril o encontro da União dos Dirigentes Municipais da Educação, a UNDIME, entidade histórica e de grandes serviços prestados à Educação nacional e estadual, uma interlocutora constante do MEC na definição dos destinos das políticas públicas da Educação. O encontro ocorre na sede da UPB, União dos Municípios da Bahia, e terá como pauta também a instituição do piso salarial nacional, finalmente definido como legal pelo STF na semana passada. Essa decisão do STF foi uma grande vitória das forças progressistas e de esquerda, especialmente para os governos Lula e Dilma, pois foi o PSDB, especialmente José Serra e Aécio Neves os que arguiram a inconstitucionalidade do piso nacional. A derrota dos neoliberais e a vitória da Educação e dos profissionais da Educação foi muito festejada na semana passada.

    Também estará na pauta a eleição da nova diretoria da UNDIME, sendo que até ontem só havia uma chapa, a RESSIGNIFACAR A UNIDIME, com o secretário de Planaltino Renê Pimentel como candidatao a presidente e a secretária de Serrinha Gelcivânia Mota como vice. A chapa já estava em campanha e contando com a ampla maioria de todos os territórios de identidade. Conta também com o apoio de personalidades da Educação, coordenadores de programas de formação das universidades e uma ampla base de apoio dos profisisionais da Educação e gestores.

    Apesar disso, o atual presidente da UNIDIME, o secretário de Educação de Camaçari, Luis Valter, começou uma articulação na semana passada para se manter no cargo, junto com a Secretaria da Educação estadual, com o secretário Osvaldo Barreto e seu assessor de articulação política Clóvis Caribé, o Coió. Para tentar evitar a indicação do novo grupo, eles acionaram a Secretaria de Relações Instiotucionais do Governo, a SERIN, e iniciaram pressões políticas fortíssimas sobre os prefeitos para forçá-los a retirar seus secretários da chapa RESSIGNIFICAR A UNDIME, numa grande retorno ao passado carlista, lançando mão de ameaças de cortes de programas estaduais nos municípios e afirmando que o candidato do governo e da SEC é Luis Valter.

    O que se comenta nesse exato momento na chegada dos primeiros secretáiros na sede da UPB, segundo nossas fontes presentes no local, é que há dois interesses por trás dessa ação política atabalhoada e que está provocando mais um desgaste na imagem do governo Wagner na Educação, que já não anda nada boa (vide nosso blog com o histórico de trapalhadas da equipe do administrador e contra-educador Barreto).

    O primeiro motivo é a ânsia do prefeito Luis Caetano em ser o sucessor de Wagner em 2014. Ele já conseguiu a presidência da UPB e agora quer manter o controle da UNDIME para seus projetos eleitorias futuros, à revelia dos interesses da Educação. Isso já tem provocado fraturas com os apoiadores de Caetano na eleição da UPB, a exemplo do prefeito de Jequié, Amaral, que ajudou o prefeito de Camaçari a vencer o pleito na UPB, mas agopra está insatisfeito com o apetite político voraz e o autoritarismo do colega.

    O outro motivo é o projeto da SEC e de Osvaldo barreto PACTO COM OS MUNICÍPIOS, que já demonstrou o completo fracasso na sua aplicação, mal começou o ano. O Pacto com os municípios foi apresentado em algumas reuniões para os secretários municipais. Em Feira de Santana, os secretários municipais questionaram a qualidade do material e a metodologia de aplicação, e perguntaram porque não houve debate anterior com os municípios. O secretário Barreto afirmou que a UNDIME através de Luis Valter havia debatido e aprovado o projeto. Nesse momento a plenária se manifestou indignada com essa informação. Não houve debate nenhum com os municípios. O Pacto com os Municípios pegou todo o material didático e a metodologia do governo do Ceará, e os educadores nos municípios questionaram a qualidade do projeto.

    Até a quinta-feira, a SEC promete fazer muita pressão política para manter seus prepostos na UNDIME e a SERIN faz pressão sobre os prefeitos para reverter e destruir a chapa RESSIGNIFICAR A UNDIME e manter o controle político sobre os gestores municipais.

    Estaremos noticiando os próximos lances dessa nova trapalhada da SEC.

    Márcia Solter, em 12 de abril de 2011
    BOLETIM NOTÍCIAS DA BAHIA nº 12
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    REITOR DA UESC É A FAVOR DA GREVE CONTRA A SECRETARIA DA EDUCAÇÃO!

    PROFESSORES DA UESC DEFLAGRAM GREVE

    6/abr/2011 . 16:10 | Autor: Seu Pimenta

    Professores deflagram greve na próxima sexta.
    Os professores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) decidiram em assembleia, encerrada há pouco, pela deflagração de greve por tempo indeterminado. Apenas dois docentes se posicionaram contra a paralisação. A plenária contou com a participação do reitor Joaquim Bastos. Os professores cruzam os braços a partir da sexta-feira (8), à tarde.

    Os educadores protestam contra decisões recentes, do governador Jaques Wagner, que tiram a autonomia financeira das universidades estaduais baianas. De acordo com o secretário-geral da Associação dos Docentes da Uesc (Adusc), Marcos Neves, os decretos de contingenciamento reeditam medidas do período da crise econômica de 2008. Também no início deste ano, o governador anunciou corte de mais de R$ 1 bilhão no Orçamento 2011.

    Ao PIMENTA, Neves lembrou que as constituições Federal e Estadual garantem a autonomia financeira das instituições de ensino superior, mas os decretos governamentais afetam, por exemplo, a contratação de professores substitutos.

    “A universidade tem recursos, mas não pode contratar por causa desse contingenciamento”, afirma. O veto à contratação de substitutos provocaria o cancelamento de várias disciplinas, segundo o secretário-geral da entidade.
    Marcos Neves diz que os decretos também tiram a autonomia das universidades no que se refere à progressão dos docentes. Outro ponto é o reajuste salarial, pois o governo apresentou cláusulas que praticamente levariam a um congelamento de salário por três anos, caso a proposta fosse aceita pelos docentes.
    As medidas, ressalta o secretário-geral, levam a Uesc e demais universidades estaduais a perder docentes para outras instituições – inclusive de nível técnico – que valorizam o professor economicamente. Até o final da tarde, os alunos da Uesc decidem se também deflagram greve. Neste caso, a paralisação começaria a valer já nesta tarde.

    COMENTÁRIO:

    Mais uma vez fica claro o equívoco da Educação baiana, que se tornou o principal foco de desgaste do governo Wagner. Por isso mesmo, já se fala nos corredores do governo na substituição de Osvaldo barreto por alguém que entenda de Educação. A grande queixa é absoluta falta de projeto para a Educação e a truculência na administração.Torcemos para que a mudança ocorra logo, a Bahia precisa…

    BOLETIM NOTÍCIAS DA BAHIA nº 11
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    O MENSALÃO DO BARRETÃO

    Manifestações de professores e alunos na Universidade crescem: na Educação Básica APLB evita debates
    Crescem nos últimos dias manifestações das universidades. Professores de universidades estaduais paralisaram as atividades nesta quarta-feira (30) e realizaram uma manifestação em frente à Governadoria e à Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador. O grupo questiona medidas impostas pelo governo, entre elas o congelamento dos salários. Ainda segundo a categoria, as decisões desrespeitam o Estatuto do Magistério. Na segunda feira, dia 4 de abril, foi a vez de Itapetinga presenciar uma manifestação de estudantes e professores.
    O principal ponto é o decreto nº 12.583, de 9 de fevereiro de 2011, que afeta também os professores da Educação Básica. No decreto o secretário da Educação Osvaldo Barreto simplesmente mata a formação de professores, ao proibir a participação em cursos de formação. Dessa maneira, ele evita que os professores aumentem sua titulação e progridam na carreira. A APLB a partir da entrega do imposto sindical em 2010 não faz as manifestações que os sindicatos das universidades fazem, apesar de o decreto acima diz respeito a ambos os públicos.

    O imposto sindical, descontado compulsoriamente dos professores e repassado pela gestão de Barreto, já está sendo apelidado de “MENSALÃO DO BARRETÃO”, pela ser um esquema de “compra” de fidelidade da entidade de classe que lhe garante a docilidade necessária para uma gestão tão sofrível. Em 2007 a APLB embarcou numa greve ultrarradical no quarto mês do governo Wagner, naquele momento numa postura inclusive questionável por se tratar de início do governo. Essa postura agora se converteu na completa omissão frente às manifestações de ocorrem a Bahia.

    Postado por Márcia Solter em 6 de abril de 2011

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