292 – Sapatos

O ato de sensibilidade estética da Presidência da República de comprar 2 mil pares de sapatos sociais de couro (pela bagatela de R$ 95,8 mil), para embelezar os pés dos seus servidores, a torna praticamente co-autora da arte sacizesca (clique nas torres para visualizá-las melhor).

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2 Respostas to “292 – Sapatos”

  1. osaciperere Says:

    Presidência da República gasta quase 500 mil reais para renovar guarda-roupa de servidores

    As compras semanais contabilizam mais de R$ 446 mil. Com os ternos masculinos foram gastos R$ 236,5 mil, em 1.718 conjuntos. Os ternos femininos foram 30 e custaram R$ 8,3 mil.
    Presidência da República ainda comprou 1.718 gravatas sociais, no valor de R$ 14,8 mil. 2 mil pares de sapatos sociais de couro no valor de R$ 95,8 mil; e 2.520 camisas sociais masculinas, que custarão e R$ 90,7 mil respectivamente.
    Senado Federal empenhou – R$ 100,6 mil para compra de um carpete vermelho. O órgão também reservou R$ 15,5 mil para o tratamento odontológico do Senador Casildo do PMDB-SC.

    Fonte:
    http://ucho.info/presidencia-da-republica-gasta-quase-500-mil-reais-para-renovar-guarda-roupa-de-servidores

    Senado contratou de materiais para curativos, foram comprometidos R$ 18,5 mil do orçamento. Se alguém se machucar, não faltará curativo.

  2. osaciperere Says:

    Circulou na lista da UFBA:

    —–Mensagem original—–
    De: faced-l-bounces@listas.ufba.br [mailto:faced-l-bounces@listas.ufba.br] Em nome de jalbert@ufba.br
    Enviada em: quarta-feira, 4 de maio de 2011 19:09
    Para: faced-l@listas.ufba.br
    Assunto: [Faced-l] cai a desigualdade no Brasil

    FGV: Taxa de desigualdade no Brasil atinge mínima histórica

    Desigualdade é a menor desde que começou a pesquisa, em 1960

    A taxa de desigualdade no Brasil caiu à mínima histórica no final de
    2010, segundo estudo divulgado pelo Centro de Políticas Sociais da
    Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV) na terça-feira, dia 3. Em oito anos
    – de dezembro de 2002 a dezembro de 2010 –, o País conseguiu reduzir a
    pobreza em 50,64%, de acordo com a pesquisa “Desigualdade de Renda da
    Década”.

    “Em oito anos, no governo Lula, foi feito o que era previsto para 25
    anos, de acordo com a Meta do Milênio da Organização das Nações
    Unidas, que era reduzir a pobreza em 50% de 1990 até 2015”, ressaltou
    o economista Marcelo Neri, coordenador do CPS/FGV.

    A taxa de desigualdade, medida pelo índice de Gini, ficou em 0,5304 em
    2010, a menor desde 1960, quando começou a pesquisa. Quanto mais perto
    de 1, mais desigual é o país. “Os principais motivos para isso foram,
    principalmente, a educação e, em menor parte, os programas sociais”,
    explicou Neri.

    Entretanto, o economista diz que, quando comparado com outros países,
    ainda é “estupidamente alto, porém menor do que antes” o nível de
    desigualdade no Brasil. “Se é uma má notícia que a nossa desigualdade
    ainda é alta, a boa notícia é que ela deve cair. O que os dados
    mostram é que a queda continua”, destacou.

    Renda dos mais pobres cresceu mais do que dos mais ricos
    De acordo com a pesquisa, segundo dados da Pesquisa Nacional por
    Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e
    Estatística (PNAD/IBGE), a renda dos 50% mais pobres no Brasil cresceu
    52,59%, entre 2001 e 2009, enquanto a renda dos 10% mais ricos do País
    cresceu 12,8%. Isso significa dizer que a renda da classe baixa teve
    crescimento de 311% na comparação com os mais abastados.

    Marcelo Neri também destacou conclusões da pesquisa que, para ele,
    foram inesperadas. “Fiquei muito surpreso com os dados”, disse o
    economista, ao mostrar que, de 2001 a 2009, os analfabetos obtiveram
    ganhos de 47%, enquanto quem tem nível superior teve queda de 17% na
    renda. No mesmo período, as pessoas de cor preta ganharam aumentos na
    renda de 43%, enquanto os brancos tiveram 21% de alta. Já as mulheres
    tiveram ganho na renda de 38%, contra 16% dos homens. “O que está
    ‘bombando’ é o mercado da base: empregadas domésticas, trabalhadores
    da construção civil, agricultores”, ressaltou, em tom informal, o
    economista.

    São Paulo não é o mais rico e Maranhão, o mais pobre
    A pesquisa mostrou que os chamados “grotões” brasileiros estão em
    alta, já que entre 2001 e 2009 os “maiores ganhos reais de renda foram
    em grupos tradicionalmente excluídos”. Segundo o estudo, Alagoas é,
    hoje, o estado com a pior renda média per capita do país. E, no mesmo
    período, o Maranhão, que era o estado mais pobre, teve ganhos na renda
    da população de 46%.

    Já os estados de Santa Catarina e do Rio de Janeiro passaram São Paulo
    na condição dos que tem a maior renda média. “A migração do Nordeste
    para o Sudeste diminuiu bastante, com o inchaço das grandes cidades. O
    campo está se tornando mais atrativo”, observou Neri.

    Em 30 anos, Brasil pode estar equiparado aos EUA
    O coordenador da pesquisa explicou que o Brasil ainda “vai demorar uns
    30 anos para ter um nível de desigualdade parecido com o dos Estados
    Unidos”, que, segundo Neri, está em 0,42. “Apesar de a economia
    brasileira não estar crescendo tanto, a renda dos mais pobres cresce
    em patamares chineses, enquanto a dos mais ricos está estagnada”,
    comparou Neri.

    Entretanto, para o economista, a tarefa agora é mais complicada.
    “Vamos ter mais dificuldades para erradicar, pois esta terça parte que
    falta é o núcleo da pobreza no País”, explicou.

    Para a próxima década, Marcelo Neri afirma que é preciso melhorar a
    qualidade da educação, continuar investindo em programas sociais e
    realizar obras de saneamento básico. “E é preciso fazer mais com menos
    recursos, pois não podemos aumentar mais ainda a nossa carga
    tributária”, acrescentou.

    “As razões de meu otimismo são proporcionais ao tamanho dos problemas
    que temo hoje. A escolaridade no Brasil é ridícula, por isso acho que
    ainda temos muito a avançar”, finalizou.

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