1140 – Sinuca de Bico

.

sinuca de bico.

H.

.

á quem diga que o cenário da política brasileira não é nada favorável ao trabalhador. Umas pequenas migalhas aqui e acolá são suficientes para silenciar os que merecem muito mais, porém ainda não sabem disso. O Brasil de Lula/Dilma em que os banqueiros, os rentistas e os políticos corruptos fizeram a festa não é diferente do país de FHC e de antes dele. Nem será diferente com Aécio, Marina ou que tem por padrinhos os grandes conglomerados financeiros, quer sejam daqui ou de além mar.

A situação está tão calamitosa que quando se critica Marina Silva, corre-se o risco de favorecer os mais abonados na pesquisa – não por mérito ou virtude dos candidatos, mas por articulação estreita com o grande capital e a mídia burguesa. Teme-se favorecer Marina ao criticar Dilma ou Aécio. Estamos num mato sem cachorro. E o pior é que colocá-los num mesmo saco torna-se inócuo. Perguntaria, se vivo fosse, Wladimir Lênin: o que fazer?

Para o meu amigo de gorro vermelho e pito, uma coisa é certa: quem tiver a caneta na mão, no modo de produção capitalista, vai continuar fazendo o mesmo que os seus antecessores. E, diga-se, de passagem, as maldades decretadas não serão assinadas com uma canetinha qualquer. Serão autografadas com uma pena de ouro de beleza incomum.

Uma resposta to “1140 – Sinuca de Bico”

  1. Francisco Santana Says:

    Esopo, Marina e Dilma

    Tentemos resumir a fábula de Esopo: “As rãs pedem um rei a Deus”

    As rãs pediram em algazarra a Deus um rei para governá-las. Deus deu a elas um tronco de madeira. Isso representa o desdém dos deuses para com os mortais. As rãs o aceitaram por um certo tempo até descobrirem que ele era inofensivo e partiram para insultá-lo e exigiram de Deus um rei mais enérgico. Deus então enviou-lhes uma cobra que começou a comer uma por uma das rãs.

    Na sua moral, Esopo fala que é melhor suportar o mal atual para que não venha uma mal maior.

    Alguns podem interpretar essa fábula como dirigida para reeleger Dilma (o tronco) pois Marina (a cobra ) é pior.

    As análises dos críticos literários reforçam essa interpretação, pois Esopo fez essa fábula justamente para defender a permanência do tirano (na época essa palavra tirano tinha um significado diferente de como ela é empregada atualmente) de ATENAS, Pisístrato, advertindo que poderia vir um mal maior do que Pisístrato.

    Eu prefiro fazer minha análise começando com a contextualização dessa fábula. Essa fábula foi feita na época dos reis e dos deuses que sacramentavam os reis. Desde a revolução francesa, revolução americana, o iluminismo, começando com Descartes, que não devemos pedir nada aos deuses, pelo contrário devemos afrontá-los.

    Mas parece que os brasileiros não perderam essa mania de esperar dos deuses a solução de seus problemas. No contexto atual, Deus seria o capital financeiro, e os diferentes presidentes desde Collor são os troncos que o capital financeiro impôs ao povo brasileiro pela omissão desse.

    Agora com a crise ainda insolúvel do capital, ele está desesperado e não pode confiar mais em troncos, mas numa cobra sanguinária que não meça consequências ao cumprir as ordens do Capital Financeiro. Dai Marina dizer que só quer um mandato. Basta meio mandato para ela destruir o país cumprindo as ordens dos banqueiros (Soros, Neca etc. ). Já, para reconstruir um país são necessários no mínimo vinte anos (o comprovam os computadores analógicos do MIT de análises sistẽmicas).

    Eu sempre votei contra os desejos desse Deus. Votei contra Collor, Contra FHC, contra Lula, contra Dilma.

    Está na cara que o candidato dos banqueiros e da Globo (vide entrevista de hoje de manhã) é a Marina. E mais uma vez eu votarei contra Deus, mesmo que tenha de votar em Dilma que agora está sendo descartada por ele.

    Quanto a Descartes, uma observação. Segundo Napoleão, a história é um conjunto de mentiras sobre as quais se chega a um consenso. Chegou-se a um consenso imoral, para satisfazer a Igreja, de que a frase de Descares, “Cogito ergo sum”, seja traduzida por, “Penso, logo existo”. Quando o correto a meu ver deverai ser, “Penso logo sou”. Eu estou ao mesmo nível do Ser (Deus). Eu não preciso de Deus para interpretar o mundo. É evidente que para tudo há uma justificativa. Que Descartes teria escrito em dois momentos em francês:

    1)”Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j’existe”
    2) “je pense, donc je suis”
    Tudo bem, traduza-se o primeiro por existo, mas o segundo por sou. O resto é interpretação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: