459 – As lições do sociólogo

Para o Saci, a extensão do bico longo do tucano FHC alcança, fácil, fácil a estrela do partido governista, já sem brilho, refém da ideologia do Estado mínimo, ainda que queira disfarçar através de propagandas astuciosas...

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e, por um lado, o meu amigo de gorro vermelho e pito resgatou as contribuições que o ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso continua dando ao executivo plantonista e legislativo brasileiros, por outro, é no pensamento filosófico kantiano que o escrachado pestinha vai buscar uma possibilidade de explicação para o real surreal desta Pátria amada – salve, salve! Segundo ele, o filósofo alemão de Königsberg, distinguia o “fenômeno” do “nôumeno”, na metafísica da realidade, sendo que o primeiro era apartado do segundo, segundo este denominado por Immanuel Kant de “coisa em si”. No popular seria: uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.

Trocando em miúdos, se entendi bem o raciocínio do Saci, uma coisa é admitir que o servidor público tenha por obrigação exercer o seu trabalho com competência e dedicação (fenômeno); outra coisa é remunerá-lo decentemente, conforme a dignidade da pessoa humana (nôumeno).

Para completar as suas fabulações e exercícios sinápticos reflexivos, o Saci lembrou que outro filósofo alemão ilustre, Edmund Husserl, fundador da Fenomenologia como método de investigação filosófica, contestou, com veemência, o colega Immanuel Kant, asseverando, em outras palavras, que “a coisa em si” não existia e que era pura baboseira do patrício: ou seja, para Husserl só existem fenômenos e pronto.

Filosofias e lucubrações sacizescas à parte, creio só que os eleitores ingênuos (e são milhões!)  levaram a sério a ideia de que, com a Sra. Rousseff, o Brasil seria muito diferente do que foi com o Sr. Silva.

O Saci lembra – só para os esquecidos! -, o generoso percentual de aumento (confira AQUI) que beneficiará, a partir do próximo 1º de fevereiro,  a Sra. presidente da República, seus ministros, o ex-presidente e  suas excelências do Poder Legislativo, categorias de servidores públicos à parte e casta excepcional… Bem diferentes dos barnabés de salários infindavelmente congelados e defasados.

Para o gáudio dos que querem fortalecer o setor privado em detrimento da esfera pública… Salvo melhor juízo.

Menandro Ramos
FACED/UFBA

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