504 – O Amigo da Rainha

A condição de "Amigo da Rainha" dá a certeza ao ex-presidente do Sindiquímica - do polo de Camaçari -, e hoje governador da Bahia, de não precisar abrir negociação com trabalhadores em greve: sejam policiais, sejam professores ou qualquer outro segmento do trabalho...

10 Respostas to “504 – O Amigo da Rainha”

  1. osaciperere Says:

    Mensagem recebida por e-mail:
    ————————————–

    […] Recebi mensagem por parte de pessoas que estão solidários a greve da polícia em Salvador, no horário de 21h, e falaram que o governo cortou a luz e estão ameçando uma entrada truculenta, estão usando autoritarismo, pois ali se encontram não só TRALHADORES, mas também seus familiares.

    Pediram para entrar em contato contigo e ver o que você pode fazer, contatos com políticos e movimentos sociais. […]

  2. Menandro Ramos Says:

    Prezada Amiga e conterrânea,

    Dentro da modesta penetração deste Blog, alertaremos a todos os Leitores e Leitoras, em especial ao segmento progressista, que a greve dos trabalhadores da Polícia baiana é de exclusiva responsabilidade do Governador Jaques Wagner, que insiste em não querer dialogar com os envolvidos.

    O Carnaval se aproxima e para não expor ao Brasil e ao mundo a sua intransigência, o governador tenta, na mídia, o tempo todo posar de estadista e responsabilizar as mazelas que estão ocorrendo na cidade aos policiais. Fala-se até que os homens encapuzados “plantados” na avenida Paralela não foram senão parte de uma estratégia para jogar a população contra os pleitos dos policiais.

    Chamo sempre a atenção da importância de termos policiais bem preparados, conscientes da relevância do seu trabalho a serviço da população e em sua defesa, conforme determina a nossa carta constitucional. Só um tolo e alienado da realidade consegue imaginar que isso pode ser conseguido sem salários dignos para esses profissionais.

    Quem lida com Educação sabe o quanto é equivocado atribuir rótulos a uma categoria. Ainda que possa admitir que um ou outro policial tenha se exaltado nos últimos episódios da capital baiana, jamais poderia atribuir à categoria os destemperos que lhe é atribuído pela “oficialidade”, com o propósito de quebrar a coluna dorsal do movimento reivindicatório por melhores condições de trabalho e salários dignos.

    Cada um desses profissionais tem família e zela pelo seu próprio nome, bem como o da corporação a que pertence, ainda que possam existir as exceções, como ocorrem em todas as instâncias da sociedade em que vivemos.

    O Saci insiste em sustentat a seguinte tese: “Tudo leva a crer que o temor do governador da Bahia é que esse movimento saia exitoso e inspire outras categorias, como a da construção civil envolvida nas “Obras da Copa”. O que certamente desagradaria sobremaneira os empresários que financiaram sua campanha…”.

    Continuaremos na luta contra os vendidos que querem tapar o sol com a peneira para favorecer seus patrões, os capitalistas, em detrimento de uma vida digna para os trabalhadores.

    Um grande abraço,

    Menandro

  3. Francisco Santana Says:

    Ajudando a encontrá-lo

    • Nome civil: Emiliano José Da Silva Filho
    • Aniversário: 5 / 2 – Profissão:
    • Partido/UF: PT / BA / Suplente
    • Telefone: (61) 3215-5481 – Fax: 3215-2481
    • Legislaturas: 07/11 11/1

    Endereço para correspondência
    • Praça dos Três Poderes – Câmara dos Deputados
    • Gabinete: 481 – Anexo: III
    • CEP: 70160-900 – Brasília – DF
    dep.emilianojose@camara.gov.br

  4. Francisco Santana Says:

    E cadê Pellegrino, Pinheiro, Alice Portugal etc. ?

    • Washington Bacelar Says:

      devem estar no Canadá!!!
      alias, alguém sabe se o Capitão Tadeu e candidato? É a única “autoridade” presente no CAB, entre os familiares dos amotinados e as tropas federais… o cara tá jogando duro, precisa de ver… (talvez, só ele tenha conseguido entrar, pois o CAD foi lacrado log cedo, por “medida de segurança”.. rsrsrs…)

  5. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ———————————
    avimaria!!!!!
    Dilton Oliveira de Araújo
    ———————————

    De: Dilton Oliveira de Araújo [mailto:diaraujo59@gmail.com]
    Enviada em: segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 08:55
    Para: menandro@ufba.br
    Assunto: Re: [Debates-l] A intransigência do governador da Bahia

  6. Menandro Ramos Says:

    Recebida por e-mail:
    ————————-

    Menandro,

    Acho que Wagner se esqueceu que foi dirigente sindical e na porta das fábricas, do Polo, muitas vezes nas greves, impediu ou ajudou a impedir que alguem entrasse nelas, durante os movimentos, tudo contra, e motivado é claro, por uma “intransigência governamental intoleravel”… na época. Lembramos tambem que ele, muitas vezes apoiou as greves dos rodoviários, (inegavelmente muito justas) que causavam um grande caos na cidade. Havia ônibus de pneus furados, depredados, incendiados, pneus queimando nas ruas e, os que se atreviam a sair, eram escoltados pelos carros da polícia, a mando do cacique governante, da época. Não se ouvia a voz do nosso atual governador criticando este ou aquele sindicato. A intransigência era sempre do governo. Agora, ele joga a própria historia fora, e do lado do Governo, deixa de se sentar à mesa, e como um lider, que seria, se o fizesse, atender o que for possível, negar o que não possa, e jogar duro com bandidos travestidos de polícia. O que não se concebe é que ele recue e solicite às tropas federais que invadam recintos estaduais, com mulheres, crianças, policiais honestos (nem todos são bandidos) que não tem mais argumentos para reivindicar uma melhoria salarial de um dos piores do país, e aplique ou tente enquadrar líderes sindicais locais, legítimos ou não, sob a pecha de que o sindicato que um deles representa, é ilegal. Que diríamos dos “Sem Terra” que não são organizados como sindicato e nunca houve por parte desse governo uma atitude de repudio, quando por exemplo, invadiram a sede da Embrapa e destruiram anos de pesquisas sérias, pagas pelo proprio governo, e com um trator, sairam arrancando pés de laranja enxertados, espécimes em testes? Que diria de um líder sindical que muitas vezes parou o ABC paulista, fez piquetes nas portas das fábricas, impedindo os ônibus de passarem com operários, e foi considerado muitas vezes ilegal?(e mais tarde se tornou o Presidente?). Porque tres pesos e duas medidas? Acorda Wagner. O tempo da ditatura já passou. O direito de greve é sagrado. Para Chico ou Francisco. O que não é admissível, é bandidagem: encapuzados (policiais, ou alguem que queira jogar a culpa neles?) armados e atirando; tomar-se chaves de ônibus e atravessa-los na pista, assaltar lojas e mercados, etc. A questão da greve ser ou não ser ilegal, isso é outra historia. Quantas greves consideradas ilegais, ao longo da carreira do Sr. Jacques Wagner, de Lídice da Mata, de Alice Portugal, de Pinheiro, de Javier Alfaia, de Lula, de José Rainha, eles apoiaram e enfrentaram o poder vigente, com coragem, intransigência e levando a massa, inclusive contrariando órdem judicial? O macaco se esquece do rabo… Porem, estamos de olho…

    aargolo@ufba.br

    ——————————
    —– Forwarded message from aargolo@ufba.br —–
    Date: Mon, 06 Feb 2012 15:21:34 -0200
    From: aargolo@ufba.br
    Reply-To: aargolo@ufba.br
    Subject: Dois pesos e tres medidas
    To: menandro@ufba.br

  7. Menandro Ramos Says:

    Car@ Argolo,

    Parece que deram muito queijo para o nobre governador da Bahia. Seria queijo suiço?

  8. Francisco Santana Says:

    Uma greve Justa.

    Não tem motivação política.

    Não tem Partidos políticos por trás. Pelo contrário, os partidos que apoiaram a greve de 2001, greve que promoveu o PT, PCdoB, PSB, PDT, hoje estão com o governo.

    A única motivação que a faz forte é a necessidade que passa os familiares dos PM de patentes mais baixas. Vítimas de um arrocho salarial sem precedentes.

    E além desse arrocho, o Governador ainda tripudia, descumprindo acordos, recusando-se ao diálogo de modo grosseiro, ameaçando os PM com concepções políticas conservadoras contra as quais sempre se pronunciou no passado. E por fim com desfaçatez não só não articula para se aprovar a PEC 300 que criará um piso único para as polícias militares como manobra a nível nacional contra a sua aprovação. É um insulto.

  9. Francisco Santana Says:

    Tirado do Francklin Sá:

    P.S. Para que fique registrado em nossos arquivos e chegue ao conhecimento de todos, transcrevo abaixo, o que disse a imprensa Marcos Prisco, Presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares da Bahia (ASPRA):“O governador Jacques Wagner, quando ainda era deputado federal, participou com outros parlamentares do PT e de partidos da base do esquema de financiamento da paralisação dos policiais militares do estado em 2001. Ele acrescentou que o Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, que tinha na direção o atual presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, alugou e cedeu, na época, seis carros para garantir a greve na Bahia”, onde diz que foi perseguido e ameaçado de prisão pelo então governador carlista Cesar Borges. Continua: “O motorista que me levou para Brasília era um funcionário do sindicato, Nelson Souto. Na capital, foi recebido pelo então senador petista Cristóvam Buarque”, disse.
    Prisco disse que, além de Jacques Wagner, teriam apoiado e contribuído para a greve de 2001 os parlamentares Nelson Pellegrino (PT), Moema Gramacho (PT), Lídice da Mata (PSB), Alceu Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB) e Eliel Santana (PSC). Segundo ele, a ajuda garantiu a estrutura necessária ao movimento, incluindo o fornecimento de alimentação para os grevistas.

    Obs. minha: Acho que há um engano quando O Marcos Prisco diz que Gabrielli era diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros. Ou trata-se de um homõnimo ou Gabrielli tinha algum cargo de assessor político por lá, o que era muito comum. O PT dava aos intelectuais do PT esses cargos de assessor político. E às vezes eles eram confundidos com diretores pois apareciam muito nas assembléias dando a orientação política ou da greve.

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