563 – O braço direito do Planalto

Por que certas negociações salariais não avançam? Para o Saci, antes de se discutir a natureza metafísica da “mobilização” ou da “paralisação”, ou até mesmo do “indicativo de greve”, é preciso, primeiro, compreender o porquê de a caminhada dos trabalhadores, às vezes, ocorrer com os braços, ou seja, “plantando bananeira”…

O comentário do Prof. Francisco Santana, abaixo, inspirou a arte do Saci, também abaixo. Para o meu escrachado amigo de gorro vermelho e pito, o cavalo do bandido é muito mais bandido do que seu dono… e assim sucessivamente…

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3 Respostas to “563 – O braço direito do Planalto”

  1. Francisco Santana Says:

    Para se entender porque Wagner é intransigente. Leia até o fim.

    Evidentemente, nós vivemos uma ditadura fascista e ainda não percebemos. As pessoas ses iludem e pensam que Dilma está enfrentando banqueiros em nível interno e não é verdade. Os banqueiros são uma classe heterogênea. Por exemplo, Robert Rubin que é quem manda, sempre apostou em Lula e no PT, já Jorge Soros só passou a ter certeza que Lula era confiável a partir de 2003, quando ele nomeou o banqueiro e tucano Meireles para presidente do banco central. Foi filiado ao PSDB até pelo menos 2008 quando se desfiliou e foi se não me engano para o PMDB, visando a possibilidade de concorrer novamente a cargos eletivos em 2010, mas veio a crise e ele não pode sair.

    Entretanto, durante os 8 anos de governo de Lula, ninguém, nem petistas e nem tucanos e nem democratas, fizeram jamais essa pergunta: “como é possível um tucano de carteirinha ser o principal mandatário da políticas econômica de um governo petista e do ícone máximo do PT?”

    A GLOBO não nautorizou a fazer essa pergunta. E como a maioria das elites políticas sofrem de enterocefalia GLOBAL, não fizeram essa pergunta, nem mesmo Heloísa Helena. Se ela fizesse essa pergunta insistentemente no senado e pesquisasse a verdadeira resposta causaria mal ao goveno muito mais que denunciar o mensalão.

    Eu consegui que fosse publicada a minha resposta a essa pergunta antes mesmo do governo FHC (1994), com o artigo, O PT e o fascismo.

    E que tem Wagner a ver com isso? Aguarde.

    Mas voltemos aos tempos atuais com o governo DILMA. O seu presidente do Banco Central, embora não sendo tucano nem banqueiro é de extrema confiança de Meireles e foi preparado para substituí-lo. Ela está obedecendo aos próprios banqueiros ao baixar os juros. Ou os banqueiros não terão mais forças dentro do Brasil? Mas é lógico que ela obedece aos banqueiros do grupo hegemõnico que dá as cartas. Nem sempre os interesses desse grupo que pensa melhor, coincide com os de todos os banqueiros, principalmente se os últimos nao são anglo-saxões nem sionistas.

    Mas essa medida de Dilma também é aparentemente benéfica de imediato aos banqueiros em geral que operam no Brasil.

    As cabeças pensantes dos banqueiros já concluíram que a festança acabou. A galinha de ovos de ouro morreu de inanição. A inadimplência chegou a níveis inaceitáveis. A GLOBO já esgotou todos os seu métodos de convencer os inadimplentes a negociar (pagar) suas dívidas. Usou desde programas com especialistas a até das novelas. Debalde, o povão agora já se posicionou: o grande negócio é pedir emprestado com a intenção premeditada de passar o porrete.

    Então a diminuição de juros vai fazer com que a dívida dos bancos particulares seja transferida para o BB e a CAIXA.

    Os devedores vão pedir empréstimo à caixa para pagar a dívida de juros altos.

    E onde entra Wagner? Tenha paciência.

    É claro que a coisa não é tão simples. Os bancos particulares não vão querer perder seus clientes pagantes e os inadimplentes
    vão pedir empréstimo para gastar mais e não para pagar dívida alguma, obedecendo o ditado dos banqueiros, não se poda dinheiro bom em dinheiro ruim.

    E aí? O problema principal dos banqueiros pensantes não são essas dívidas dos banqueiros brasileiros. Mas a economia do Brasil como um todo.

    O Brasil é uma das principais molas de amorteceimento das crises mundiais, as outras são a China e a Índia. Só que o Brasil é a mola que mais aceita tensões sem o povo se revoltar.

    Os banqueiros decidiram que o Brasil não pode entrar em recessão e que a fórmula de juros altos se esgotou e que prejudica também os países do G-7 pois os capitáis voláteis estão preferindo a mamata dos juros brasiliros provocando fuga dos países do G-7.

    O Brasil tem que manter o desenvolvimento com juros mais moderados.

    E aí vem as três medidas mestras de Dilma. Baixar juros e impostos e arroxasr salários sem piedade principalmente de sservidores públicos.

    Só que os impostos que ela está isentando são justamentes os da seguridade social e do SUS. Aposentados, servidores e pobres em geral, ou vocês lutam ou passem bem vaselina pois a coisa está feia.

    Portanto a ordem vinda do BAnco Central atendendo aos pe3didos dos banqueiros e com o aval de Dilma é não negociar e nem dar aumento a ninguém e se puder tire os que já deu.

    Wagner portanto está cumprindo ordens com a determinação dos bons condottiere (mercenários).

    A demora em falar em Wagner é porque nessa história ele é nada mais nem nada menos que o cocô do cavalo do bandido que morreu no primeiro capítulo do seriado.

    PROIFES e a APUB-SIND nem isso é.

  2. osaciperere Says:

    Leia também A nova geopolítica sindical, no endereço:

    https://osaciperere.wordpress.com/%e2%99%a6%e2%99%a6%e2%99%a6-1-%e2%99%a6%e2%99%a6%e2%99%a6/123/561-a-nova-geopolitica-sindical/

  3. Francisco Santana Says:

    Acabo de assistir no Globo News o discurso de Dilma na posse do novo Ministro do Trabalho. No seu discurso, ela confirma parte do que eu dissse acima. Ela diz que são três os problemas do Brasil: juros, câmbio, impostos. Evidentemente não falou da pressão dos salários corroídos pela inflação. E só falou na solução que é diminuir os impostos que atingem os empresários para aumentar a produtividade. Não falou em corrigir devidamente a tabela do IR que foi corrigida fajutamente como querem corrigir nossos salários.

    Os impostos que ela está cortando na realidade não são impostos, são contribuições específicas da seguridade social.

    A seguridade social, além do aumento do salário mínimo, é a grande responsável pela distribuição de renda contrapondo a forte tendência de concentração de renda do modêlo econômico (a bolsa família tem um papel menor). Se Dilma diminuir a carga tributária por aí pode provocar a duplicação dos índices de violência no país.

    Portanto, aposentados, servidores e trabalhadores em geral, ou vão à luta independente desses sindicatos pelegos ou terão que seguir o Conselho de Marta Suplicy: Passem bem vaselina da famosa marca PROIFES&CUT e gozem.

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