565 – APUB: o peso da direção

Recebi e publicizo:

A indignação dos servidores públicos federais tem aumentado com o descaso do governo Dilma para com a categoria, que prossegue há dois anos com o arrocho salarial, sem reposição das taxas inflacionárias ou qualquer possibilidade de aumentos reais e com a intensificação das condições aviltantes de trabalho.

Recentemente foi aprovado o fundo de previdência complementar dos servidores públicos federais (FUNPRESP), impondo limitações na aposentadoria e obrigando os servidores a contribuir com empresários que exploram a seguridade como mercadoria.

Estamos vivenciando uma crise estrutural sem precedentes na história, com rebatimentos e ataques à vida das massas trabalhadoras. Estamos também órfãos de direções sindicais combativas e comprometidas com a organização, mobilização e a luta.

Nós, professores, realizamos no dia 19 e 25 de abril atividades na FACED e na UFBA, contrapondo-nos à política de passividade, desmobilização e de conciliação posta em prática pela atual direção da APUB, que simplesmente contribuiu (e contribui!) para que as medidas de ataques e limitação de direitos sociais continuem sendo encaminhadas pelo governo e aprovadas pelo Congresso. Lamentavelmente, a única coisa que essa direção faz é participar de mesa de negociação e acordos que nunca são cumpridos pelo governo federal.

Atualmente, estamos lutando – vejam só! -, para que o governo cumpra os acordos assinados em agosto de 2011, com prazo já expirado em março de 2012. O governo tenta de todas as formas manobrar para adiar qualquer aumento salarial e conquista real, solicitando repactuação do prazo e sinalizando o retorno da PEC que congela os salários dos servidores por dez anos. Para isso, tem buscado o apoio de direções que cumprem fielmente o papel de representante do governo e do Estado nas categorias, enquanto a base dos sindicatos sofre os desmandos do executivo federal.

Colega da UFBA! Junte-se a nós! Participe da nossa mobilização!

Uma resposta to “565 – APUB: o peso da direção”

  1. Menandro Ramos Says:

    Existe, de fato, alguém azarado, alguém de “pé frio”? Buscar justificativas mágicas seria a melhor explicação para não tratar a inoperância como ela merece ser tratada? Claro que alguém pode indagar a razão da inoperância… Isso pode, mas nesse caso, como diz o Saci, o orifício é mais embaixo…

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