573 – O Muro da APUB

Há quem diga que o Muro da Incomunicação – com inspiração no de Berlim, ou talvez seria melhor no Muro do Gueto de Varsóvia – que a diretoria da APUB criou para impedir o contato dos professores da UFBA com outras seções sindicais de progrssistas, foi o grande responsável pelo alheamento dos associados apubianos às perdas da categoria… (clique na arte para visualizá-la melhor).

Há quem diga que sementes do fascismo foram levadas pelo vento mundo afora…

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4 Respostas to “573 – O Muro da APUB”

  1. osaciperere Says:

    Recebido por e-mail:
    ————————————

    Um assunto que deveria ser logo atacado pela APUB-LUTA OPOSIÇÃO SINDICAL é o da censura da mídia.

    Quem pesquisar no Google sobre “Universidade em greve”, vai encontrar 1.620.000 links. E a mídia não fala nada. Silêncio total.

    Por isso que eu acho que o ANDES-SN deveria divulgar em nível internacional, por internet, inclusive em inglês, espanhol etc. As nossas elites se curvam ao exterior com a maior facilidade, mas são altamente truculentas com o que vem de dentro do Brasil.

    Quanto aos professores da base, que contestam a diretoria pelega da APUB, é interessante que procurem as emissoras de TV, de rádio e as redações dos jornais baianos para denunciar as manobras torpes que eles estão fazendo para manter a populção desinformada.

  2. osaciperere Says:

    Para o Prof. Francisco Santana, embora o Muro de Berlim tenha sido muito mais badalado, e demarque a linha de isolamento que de fato houve, contudo, ele simboliza o triunfo do capitalismo. Portanto, seria mais razoável pensar que o muro inspirador tenha sido o Muro do Gueto de Varsóvia, que tem tudo a ver com as ações fascistas que estamos vivendo.

    Olhando por essa perspectiva, faz sentido o que ele diz!

  3. Francisco Santana Says:

    A razão principal pela qual o muro de Berlim não se adequa a representar o fenômeno de cerco de informação nosso, são mais de caráter geográfico e físico de que até histórico, mas também são de caráter histórico. Falarei sobre o muro de Berlim depois.

    Também não se aplica ao nosso caso, o muro que separa as duas Coréias, construido muito antes do de Berlim pelos EUA e fiscalizado por tropas americanas. Continua até hoje e tem mais de 200 km de extensão. Obs.: diferentemente do muro da coréia, que divide as duas Coréias, o muro de Berlim nunca dividiu as duas Alemanhas, como muita gente fala. A fronteira entre as duas Alemanhas não tinha muro (podia ter postos policiais como tem qualquer país e nesse caso mais ainda por serem países quase em beligerãncia). O muro de Berlim dividia duas metades de uma cidade, Berlim, que por sua vez ficava no coração da Alemanha comunista, mais perto da fronteira com a Polõnia do que com a fronteira com a Alemanha Ocidental. É bom sempre se olhar um mapa quando se estuda história.

    O muro na fronteira México-EUA, construído pelos EUA, também não seria o melhor exemplo. Há uma certa semelhança mas que seria entendida melhor depois da analogia com o muro do Guetto de Varsóvia.

    O muro que Israel fez em torno da faixa de Gaza é mais semelhante ainda do que o do México, principalmente porque Israel, ceercou com sua esquadra Gaza por mar também, violando águas internacionais. Mas também, é necessário primeiro entendere o Guetto de Varsóvia. Israel está construindo agora um muro e uma série de obras civis no entorno e dentro da Cisjordânia que é um plano digno do dos nazistas contra o Guetto de Varsóvia. Mas convém primeiro começar pelo Guetto de Varsóvia.

    Obs.: Já existem em andamento, planos de muros, na Grécia na fronteira com a Turquia (para impedir a imigração turca na Europa, na fronteira do Iraque com a Arábia Saudita (do lado da Arábia Saudita) etc.

    Começaremos portanto no próximo bloco com o guettto de VArsaóvia.

  4. Francisco Santana Says:

    Quem quiser saber em detalhes como foi a tragédia do Gueto de Varsóvia ver o livro, O Levante do Gueto de Varsóvia, de Bernard Mark, Diretor do Instituto de História Judaica de Varsóvia. Pode-se encontrar no site da Estante Virtual, http://www.estantevirtual.com.br/ . O autor, então diretor do Instituto de História Judaica de Varsóvia, fez um prefácio para a edição brasileira; faleceu na década de 60. É nele que eu me baseei para escrever o texto abaixo, modificado agora fazendo a analogia com a greve das IFES.

    CAP. X – A PREVIDÊNCIA (A UNIVERSIDADE PÚBLICA) E O GUETO DE VARSÓVIA

    O LEVANTE do Gueto de Varsóvia é sem dúvida uma das maiores tragédias da humanidade, comparável a poucas. Na descrição do historiador Judeu, Polonês e membro do Partido Comunista Polonês, Bernard Mark: “Esse combate feriu-se sobre o túmulo de todo um povo, sem retaguarda para onde recuar, sem esperança de uma vitória real, tendo tão somente uma senha: Se devemos morrer que seja a morte honrosa no campo da luta.”

    Então em primeiro lugar, rendo as minhas homenagens de admiração e respeito aos Mártires e Heróis do Gueto de Varsóvia.

    A seguir continuamos nossa análise, salientando que a nossa comparação desse episódio heróico, com a tragédia anunciada da PREVIDÊNCIA (e da educação), restringe-se somente à essência geral da metodologia usada pelos nazistas contra os judeus dos Guetos.

    O governo Dilma e seu ministro Garibaldi estão usando essa mesma metodologia para destruir definitivamente a PREVIDÊNCIA. E veremos, mutatis mutandi, que é a mesma para destruir também a Universidade Brasileira e a educação em geral do país. A essência dessa metodologia consiste em:

    No caso do Gueto de Varsóvia, os nazistas planejaram desde 1939, um processo maquiavélico de extermínio que começa primeiro com a eliminação das forças dos judeus pela fome até a inanição, os que não morrerem, segundo esse plano, não iriam ter forças para organizar qualquer resistência e no final serão deportados para campos de extermínio.

    Isso era conseguido, primeiro com a construção de um muro bem alto isolando totalmente os judeus da vida política, econômica e social do resto de Varsóvia. E depois com: 1)introdução de fábricas no gueto, de capital alemão, polonês e lamentavelmente judeu também, que exploravam o trabalhador até a exaustão pagando salários decrescentes, que equivaliam a até menos do que um vigésimo do salário normal fora do Guetto; 2) destruição da economia do bairro confiscando máquinas e ferramentas que permitissem artesanatos ou outro tipo de atividade econômica individual, incluindo o comércio; 3) despejo e confisco das casas incluindo os bens nela, forçando famílias a morarem em superlotação em outras casas em condições insalubres; 4) e muitas outras formas perversas de abatimento moral e físico; 5) O muro bem alto e vigiado cumpria esse papel de isolar os judeus economicamente do resto do mundo impedindo qualquer tentativa de ajuda do lado de fora; mas cumpria também um papel mais importante: privar os judeus de qualquer informação que não fosse a oficial permitida.

    Mas houve outro tipo de tragédia entre os judeus (como afirma o autor do livro, Bernard Mark). Existia no Gueto uma elite privilegiada, dos ricos, uns 5%, que controlava os conselhos judaicos aliada dos nazistas. Assim os conselhos judaicos (qualquer semelhança com PROIFES e APUB não é mera coincidência), que deveriam defender e socorrer os judeus, colaboravam com os nazistas na execução do plano de extermínio do seu próprio povo.

    Era fundamental para os nazistas essa colaboração dos conselhos judaicos, dada a influência tradicional que eles sempre tiveram como conselheiros da comunidade. Eles faziam o papel de frear qualquer revolta contra os nazistas, de inibir qualquer tentativa de se organizar uma resistência. Os conselhos tinham até uma polícia de judeus sob suas ordens para reprimir os seus irmãos. E chegaram ao absurdo de mentir para os judeus que eram deportados para campos de extermínio, avalizando a mentira dos nazistas de que eles iam para balneários descansar.

    Qualquer semelhança com a CUT não é mera coincidência. A CUT colabora radicalmente com o plano do governo Dilma de destruição da PREVIDÊNCIA. Idem PROIFES e APUB-SN quanto à destruição da UNIVERSIDADE.

    Mesmo com todas essas adversidades, os judeus do Gueto de Varsóvia, com a restrita ajuda que podiam obter dos membros da resistência polonesa do outro lado do muro, conseguiram se organizar e ir a luta desmascarando os conselhos judaicos e para morrer de armas na mão não como ratos numa câmara de gás. Essa ajuda foi conseguida graças a brechas e túneis que os membros da resistência polonesa, muitos deles do partido comunista polonês abriam (cavavam) ao longo do muro, criando núcleos de resistências (oposições sindicais no nosso caso da UFBA) e enviando alimentos armas, panfletos, mas, sobretudo informação e esperança.

    Passemos à PREVIDÊNCIA (e à educação). O plano do governo Dilma resume-se em primeiro levar a Seguridade Social (UNIVERSIDADE) à inanição e depois dar a solução final, como os nazis fizeram com os judeus.

    Até agora a tática tinha sido arrochar a Seguridade Social(EDUCAÇÃO) retirando parte da receita exclusiva dela através da DRU, usando principalmente para pagar a dívida externa e difamando ela dizendo que ela érea deficitária (no caso das universidades públicas de que elas são ociosas).

    Como essa mentira já foi desmascarada, Dilma parte agora para cortar as receitas definitivamente da Seguridade Social (DA EDUCAÇÃO), para agora de fato ela se tornar deficitária (no caso da educação, sucateada).

    Não seria nada demais se o governo cumprisse sua obrigação, cobrir o déficit. Mas tudo indica pelas declarações de seu ministro que eles vão usar o pretexto para dar a “SOLUÇÃO FINAL”: privatizar a PREVIDÊNCIA (A UNIVERSIDADE PÚBLICA).

    Como já foi dito aqui, citando inclusive o estudo da ANFIP, esse golpe na Seguridade Social é também um golpe na população brasileira na faixa de 0 a 10 salários mínimos. Quanto mais pobre mais será castigado. Se hoje tem 15.000 moradores de rua na cidade de S. Paulo, esse número poderá ir a 30.000. A violência poderá triplicar.

    Portanto, todos os aposentados, servidores públicos e trabalhadores brasileiros deveriam seguir o exemplo dos heróis do Gueto de Varsóvia. E não haveria necessidade de martírios, basta apenas desmascarar a CUT e demais entidades sindicais pelegas, assim como os partidos traidores, tanto da base do governo como os da falsa oposição. Ter coragem de cortar de vez o cordão umbilical com essa gente. Basta usar as armas pacíficas nossas conhecidas, como o voto, as greves, as passeatas e manifestações públicas de massa.

    O manifesto da resistência do Guetto foi:
    “Todo limiar do gueto tem sido e continua sendo uma fortaleza. Nós todos podemos perecer, nesta luta, mas rendermos nunca… Esta é uma luta pela vossa liberdade e a nossa! Pela vossa e nossa honra e dignidade humana, social e nacional!.”

    Não seria demais pedir ao Prof. da UFBA que sacrificasse seu comodismo e fosse às assembléias.

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