585 – O neoguru PAVLVS SÁBIO

Para o Saci,  alguns gurus e profetas condenam, contraditoriamente, a “aclamação” – a despeito de serm aclamados. Ou não!…

.

Assim escreveu o Saci

Compilado por Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

Anos a fio de desrespeito.

Diretorias da APUB achincalham com os associados. Os fatos são amplamente denunciados pela rede. Um “decálogo” resume tudo:

1. Censuram associados, pois são muitos sensíveis a críticas.

2. Depois extinguem a lista de discussão da entidade.

3. Armam um plebiscito e escondem dos associados o veredicto da Justiça do Trabalho.

4. Recusam-se em fornecer lista de associados para efetivação de Eleições de Dirigentes de entidade nacional de docentes.

5. Negam auxílio financeiro para fração da base se inteirar do movimento em prol da categoria.

6.Tripudiam do pedido de direito de resposta no site da entidade.

7. Negam o espaço da entidade para evento festivo de docentes – eles, que são tão festeiros!

8. Privam o Comando Local de Greve de contato com uma linha telefônica.

9. Bloqueiam o acesso à internet ao Comando Local de Greve.

10. Desrespeitam, enfim, o Comando de Greve legitimamente constituído.

Nenhum preclaro cientista escreve uma linha sequer sobre a truculência e desvios de rumo das diretorias da APUB .

Cinco de maio de 2012. Auditório de Arquitetura/UFBA lotado. Assembleia cheia. Grande palco. Excelente oportunidade para análises grandiloquentes. A Ciência Política é uma arte! Mas a proposição é rejeitada pela Assembleia. Ainda assim, produz frutos dulcíssimos…

Aplausos, aplausos, aplausos! Há uma carência enorme por explicações plausíveis, para quem tem preguiça de produzi-las. Até porque, tempo é dinheiro e o Lattes não perdoa.

—————-

Parabéns, Prof. Sábio, suas explicações foram bastante esclarecedoras! Excelente reflexão! Muito lúcida sua avaliação! Grato pela sua contribuição!

São muitas afirmações e apenas uma indagação:

Será que esta disputa fratricida pelo poder não seria entre os “com Lattes” e os “sem Lattes”?

—————-

– Puxa, chefia, depois disso tudo que escrevi e depois de ler esse questionamento genial, me bateu uma dúvida. Você jura que não está participando de uma luta fraticida pelo poder? Posso escrever aqui que você não se candidatará a coisíssima alguma.

– Pode meu desconfiado amigo. Pode sim! Nem a síndico de prédio.

7 Respostas to “585 – O neoguru PAVLVS SÁBIO”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l” da UFBA:
    ———————————————

    COLEGAS,

    TRANSFORMEI EM TEXTO ESCRITO O QUE SERIA A MINHA FALA NA ASSEMBLÉIA DE ONTEM, TORNADA INVIÁVEL PELO FORMATO E ENCAMINHAMENTOS DECIDIDOS PELA ASSEMBLÉIA.

    ESPERO NÃO ABUSAR DA PACIÊNCIA DE VOCÊS AO PEDIR QUE O LEIAM.

    —————————

    POLITICA E GUERRA

    Os sintomas vêm de longe, mas desde a última sexta-feira evidencia-se mais claramente um esgarçamento grave das relações de convivência política no interior do movimento docente, com conseqüências preocupantes para as relações entre os professores, de modo geral. Nossa universidade vem sendo palco de uma encarniçada luta pelo controle sindical do movimento (APUB Lutas/ANDES x APUB/PROIFES), na qual nem sempre limites de civilidade e razoabilidade vêm sendo respeitados.

    No momento, um dos lados dessa disputa parece estar batido. A direção do sindicato está sendo punida por sua desatenção para com dois fatos irrefutáveis: a intensificação do clima de insatisfação em movimentos sociais – que também atinge o dos professores – e a alteração do perfil do próprio corpo docente, com o ingresso de grande número de novos professores, pela via da ampliação do ensino superior público, promovido pela política educacional em vigor. A não sindicalização desses novos contingentes é reveladora do que digo. De outro lado, a oposição sindical, apostando no clima de insatisfação social e valorizando esses novos contingentes, preparou o laço e agora aperta as tenazes que lhe abrem caminho ao controle do movimento, sob resistência pífia dos combalidos adversários.
    Mais que a crônica de uma refrega, com o reconhecimento dos vencedores e a contagem dos mortos e feridos, é preciso fazer, no entanto, a crítica de um processo, com ele ainda em curso.

    Poderíamos dizer que o modo pelo qual tem se dado a disputa que está sendo vencida, com o aval da maioria nas assembléias, pela facção oposicionista, transforma-nos a todos (os que estamos em greve e os que estão sendo forçados a ela pela coerção aclamada nas assembléias) em professores de ciência política. Ou melhor, em fonte de dados para a ciência política.

    Estudiosos da chamada teoria das elites encontrarão, na empiria dos últimos acontecimentos, a evidência de que em nosso meio é muito baixo o grau de “defesa jurídica”. Explico: a sociedade (no caso particular, a comunidade universitária) parece carecer de um “senso moral coletivo” que, segundo essa teoria, a protegeria do exercício despótico do poder, por quem detém e por quem almeja deter alguma posição de comando político em seu âmbito.

    Mas também os interessados em teoria democrática acharão farto material de reflexão: tanto há exemplos de ataques a instâncias de democracia representativa (no caso a APUB e a sua diretoria eleita), quanto há desqualificações de instâncias de democracia direta, como a Assembléia Geral e o Referendo, atingidas, ora uma, ora outra, a depender da posição política de quem fala.

    Talvez alguém diga, com certa razão, que se trata da “política como ela é”. Para alguns, aliás, a política não é mais do que a relação amigo/inimigo, ou a continuação da guerra por outros meios, tendo em comum com a guerra a lógica da destruição do inimigo. Para que essa concepção não seja “naturalizada” e nos leve a um realismo cínico, é preciso criticar e tentar reagir a condutas que, baseadas nessa concepção militar da política,
    levam, no presente momento, à divisão dos professores e ao enfraquecimento de algumas de suas instâncias decisórias, representativas, ou diretas. A divisão era um temor justificável há alguns dias atrás, mas agora passa a ser fato quase consumado. E não porque fosse inevitável, mas porque se revelou ser uma estratégia política, até aqui vitoriosa.

    O centro dessa estratégia foi a alimentação de uma dicotomia artificial entre Assembléia e Referendo. Isso turvou o entendimento de que precisamos, ao mesmo tempo, dos dois da qualidade do debate que o precede, mas principalmente da qO Referendo, por definição, depende, para ter sentido, também uantidade dos que dele participam. Como sabemos, no caso do que se realiza ontem e hoje, o debate precedente foi quase zero e a participação tem sido pequena (ou bem abaixo do que poderia ser), porque a facção da elite sindical que o promoveu, através da Diretoria da APUB, foi incapaz de debater com qualidade e mobilizar em quantidade; e porque a facção de contra-elite denominada de Oposição Sindical, que passou a dirigir a Assembléia através do Comando de Greve, simplesmente decidiu boicotá-lo.

    A Assembléia, para cumprir papel construtivo, dependeria também de presença expressiva de professores, mas principalmente da qualidade da discussão que propiciasse entre os presentes. Tem cumprido a contento o quesito da quantidade, pois é inegável que têm se realizado assembléias com grande número de pessoas, mas adota procedimentos que matam qualquer possibilidade de discussão real.

    Na assembléia de ontem, depois de duas horas de informes uníssonos e saudações reiterativas, a ampla maioria dos presentes decidiu que deveria votar pela continuidade da greve antes de discutir a pauta e antes de avaliar a mobilização. O argumento vencedor foi o de que os informes eram suficientes para a decisão. Após a votação – que só não foi unânime porque alguns se abstiveram em face da ausência de discussão – passou-se ao ritual da pauta, não sem antes a platéia ser brindada com mais quase meia hora de novos “informes”. Em suma, clima aclamativo, onde deveria haver debate e decisão derivada dele.

    O lado até aqui vencedor elegeu a Assembléia como ícone e o referendo como a Geni. Quem ouviu com paciência os chamados informes feitos à Assembléia de ontem, antes da votação da greve, pôde ver que pouco se falou do governo, da política nacional, de política econômica ou de política educacional. O alvo era o referendo, que precisava ser desmoralizado. Por que?

    Não tenho resposta irrefutável e não quero escrever sobre intenções alheias. Mas é inquietante que se tenha optado por esse caminho quando havia outro, de viabilidade cristalina: usar a mobilização obtida pelas massivas assembléias para resolver em favor da greve também o Referendo. Além de levantar os braços, ir às urnas para promover a unidade pela conciliação das duas instâncias de democracia direta, através de uma maioria indiscutível. Sem haver lugar para a discussão desse caminho, tomou-se o da dicotomia. Terá sido porque o da unidade entre Assembléia e Referendo obrigaria à convivência de opiniões divergentes num mesmo movimento e isso atrapalharia a eficácia da operação político-militar? Não posso seguir quem assim pensa. A meu ver seria caminho melhor para um movimento democrático aquele que nem foi discutido.

    Penso que a cada um de nós cabe como decisão individual intransferível, aderir, ou não, à lógica político-militar que tem predominado. E cabe também a escolha de reagir por um caminho político ou pelo abandono da política, seja aceitando a lógica bélica, seja dando de ombros. Da minha parte insisto que a política é o caminho: para que o contraditório de expresse de modo construtivo, tanto as assembléias quanto o referendo precisam de participação ampla, politicamente livre, consciente e prevenida contra a lógica da guerra. Do referendo ainda há tempo de participar durante o dia de hoje. Quanto a Assembléias, bem, supõe-se que haverá várias, porque a greve promete ter vida longa. Acho bom não abandoná-las, para que do mesmo modo que agora se incinera o referendo em prol da
    Assembléia, amanhã não se possa, também em nome da lógica político-militar, incinerar a própria Assembléia em prol das puras razões do Comando.

    Atenciosamente
    Paulo Fábio –
    Professor do Departamento de Ciência Política

    • osaciperere Says:

      Caro Professor Roberto.

      Primeiramente muito obrigado por suas palavras. Li atentamente cada uma delas e percebi um verdadeiro educador. As suas palavras são muito lúcidas e totallmente pertinentes ao momento. Escrevi algo semelhante, de muito menos profundidade que o senhor, mas com a mesma intenção.

      Suas palavras devem servir de norte. E os manifestos de apoio, os apelativos midiaticos mediocres chamando ao belicismo de classes devem amainar-se.

      Permita-me juntar-me ao seu apelo.

      APUB sim, mas no comando de greve JÁ.

      Marco A. Tomasoni (IGEO-UFBA

      ——————————————-
      Citando Roberto Ponczek:
      ——————————————-

      À Diretoria da APUB,

      Queridos companheiros de luta,

      Há cerca de 30 anos sou filiado à APUB, e nos últimos anos tenho dado irrestrito apoio à atual diretoria da APUB e todas àquelas, da mesma facção política, que a precederam. Sou amigo pessoal dos aguerridos companheiros de luta Joviniano, Israel , João Augusto, ( a quem apoiei para Reitor), Claudia e Beth e jamais duvidei de suas condutas ilibadas . Recentemente como representante dos aposentados pude viajar ao RGS com as Profs Silvia, Eloisa e Beth com as quais aprofundei relações pessoais de amizade e respeito. Sou , portanto, imparcial para opinar sobre o conflito , quase irreversível,que se instaurou em nossa querida UFBA.

      Há muito venho alertando à atual Diretoria da APUB acerca da luta de classes intestina que vem se aprofundando em nossa Universidade. De um lado, professores ditos “produtivos” e “corretamente científicos” e de outro professores “ aulistas” e “incompetentes científicos”.

      A primeira classe dita “produtiva” tornou-se a classe dominante e segunda dominada. Enquanto que a primeira classe, alem dos salários, em geral recebe bolsas de produtividade e outros incentivos para programas provenientes de editais de pesquisa, alem de ganhos indiretos como viagens , diárias e honrarias, a segunda vive exclusivamente de seus (parcos) vencimentos e é atirada nas nossas precaríssimas salas de aula para ministrar uma carga horária muito maior de aulas que os ditos “produtivos”. Estes recentemente, aprofundando uma autêntica mais valia em bom estilo lucaksiano, se rebelaram ate quanto à uniformização da carga horária de 12 hs/sem, argumentando que “ quem não faz pesquisa deve dar mais aulas”. É óbvio que a primeira classe – que, em geral, não vive exclusivamente de seus salários- tem uma postura muito mais conservadora em relação uma deflagração de greve que àqueles que , por opção ou vocação não aderiram ao modelo empreendedorista e produtivista que se consolidou nos últimos anos nas academias brasileiras.

      Os aposentados , como eu, (apesar de continuar na ativa como voluntário sem vencimentos e/ou vínculos empregatícios), pertencem , em sua maioria, à segunda classe, pois em nosso tempo de atividade, os títulos acadêmicos, a produção quantitativa de pesquisa,medidas por índices bibliográficos artificiais , facilmente burláveis, e a busca obstinada, e quase febril, por verbas e vantagens pessoais oriundas dos editais das agencias oficiais, não era prioritária. Em meu caso particular, e de muitos outros colegas, só consegui concluir o doutorado aos 55 anos, depois de aposentado. O que era relevante, e que ainda deveria ser, é a atuação digna, ética e pedagogicamente correta do professor como um líder moral e espiritual junto a seus pares e alunos (um pedagogo em sua mais lata expressão de educador). Infelizmente, esses valores hoje se tornaram obsoletos e secundários em detrimento de uma avaliação restrita apenas a frios algarismos extraídos de seus Lattes e de dos índices biométricos (Qualis das revistas em que publicam e fatores H das citações que obtiveram etc).

      Li com atenção as análises feitas pelo Prof. Paulo Fabio, brilhante cientista político, e estas pecam , ao meu modesto entendimento ( pois sou um físico e não um cientista político), por ater-se apenas a um conflito super-estrutural de idéias(tipo assembléia X referendo) omitindo, em suas equilibradas reflexões, as condições infra-estruturais e contraditórias da exacerbada luta de classes que se instaurou em nosso meio, e que expõe dramaticamente a fratura social de nossa querida Universidade.

      Volto agora a dirigir-me a Diretoria da APUB da qual ainda me considero afetivamente ligado. Por favor, reflitam racionalmente que o irreversível movimento grevista, que a cada dia ganha mais adeptos, e que atualmente tem meu apoio, é fruto de uma avaliação política equivocada , pois é impossível representar uma classe que há muito tempo deixou de ser única e monolítica, tornando-se estratificada e fraturada internamente pela mais valia que se instaurou no seio de nossa própria Instituição.

      Com um grande abraço do amigo e companheiro de antigas lutas,

      Roberto Leon Ponczek
      Prof. Permanente do DMMDC e aposentado de Física

  2. osaciperere Says:

    Circularam na “debates-l” da UFBA:
    ———————————————-

    Professor Paulo Fábio,

    Respeito a sua tentativa de interpretação do momento que vivemos, mas tenho muitas restrições aos pontos principais do seu discurso.

    1- Na sua análise não há qualquer referência ao movimento nacional. E, na minha opinião, é impossível entender o que se passa na UFBA sem considerar esta escala. O problema muda conforme a escala de análise.

    2- O Sr não se refere ao fato de grupos organizados terem atuado fortemente na desmoralização da assembleia e, com este procedimento, terem aberto o caminho para a negação das suas ações.

    3- Este documento é louvável como esforço, mas peca por não ter proposições que sulucione a fratura do movimento interno.
    Ficar falando de assembleia e referendo como se eles estivessem em situação de normalidade, neste momento, mais prejudica do que ajuda.

    Se a gente quer colar o vaso quebrado, não adianta lembrar procedimentos que adotávamos antes de quebrá-lo, mas buscar ações que colem os cacos espalhados pelo chão.

    Um abraço.

    Clímaco

    —————————-
    Quoting Clímaco Dias:

  3. osaciperere Says:

    Caro Paulo Fábio,

    se existe algum ganho em toda essa discussão, é, sem dúvida, a possibilidade de ler uma análise da política em processo, assim como a sua. Valem a pena a leitura e, mais que isso, a reflexão.

    Núbia Bento Rodrigues

    Prof. Depto. Antropologia

    ——————————————-

    Caro Prof. Paulo Fábio,

    Eu não poderia expressar minha visão sobre o assunto de forma tão
    clara quanto o que Sr. fez com sua análise. Parabéns. Afinal, isto
    indica que há ainda esperança em colocar o bom senso no centro das decisões acadêmicas

    ——————————————-

    Quoting George Lima

    sua avaliação do Paulo Fabio.

    ——————————————-

    Quoting uilma@ufba.br:

    Muito lúcida sua avaliação do Paulo Fabio.

    ——————————————-

    Quoting iaraujo@ufba.br:

    Caro Paulo Fábio,

    Excelente reflexão.

    Iguaracyra Araujo
    Medicina

    ——————————————-

    Quoting Herman Lepikson :

    Caro Paulo Fábio,

    Excelente e lúcida sua reflexão! Lendo o seu texto e, mais cedo, o de Charbel, suscitou-me uma reflexão complementar sobre a atual movimentação: será que não estamos nos iludindo sobre a possibilidade de elevar o nível e o foco no que interessa desses debates? Será que esta disputa fratricida pelo poder não seria entre os “com Lattes” e os “sem Lattes”? E, como pano de fundo, o futuro da UFBA como instituição de ensino, pesquisa e extensão?

    Um abraço,

    Herman

    ——————————————-

  4. osaciperere Says:

    Quoting joromota@ufba.br:

    Não tenho dúvida: Cesar Lattes ficaria ao lado dos sem Lattes, porque Lattes não digitaria o Lattes dele.

    José Roque Mota Carvalho, com Lattes e Patente, lutando para sobreviver. O meu contracheque só chega até o dia 21. Que a paz reine na UFBA o nível suba.

  5. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”

    ——————————

    Colegas,

    Do lugar onde estou, sem sindicato, por duas razões, porque o que temos aí não pode ser considerado um, pela nossa Constituição e porque fui desligada, deslealmente, por este grupo chamado Proifes. Dizer que uma assembléia abarrotada de gente tem menos legitimidade que este grupo que se gaba de ser amigo do governo, um grupo que se orgulha de fazer o que o governo quer, é no mínimo risível.

    Enquanto os docentes estavam reféns do faz- não- faz- plebiscito, ele fez e vai querer que seus resultados sejam respeitados. Enquanto isto acontecia, nacionalmente, os docentes fizeram marcha à Brasília, estão realizando nos locais de trabalho tarefas delegadas pelo Comando Nacional de Greve. Existe trabalho na greve e não se conseguiu colocar um membro do comando de greve UFBA no comando nacional.

    Deslocaram o foco da greve para o plebiscito, com o concurso de inúmeros colegas, que comungam mesmos interesses, pensamentos e até dos ingênuos que reforçaram a polêmica. Foi criada até lista de apoio ao grupo usurpador do sindicato, que podem constatar em alguma mensagem, que é bem pequeno. Os sindicalizados, respeitando a lei deles, aguardaram pacientemente um plebiscito que já nasceu morto. Que legitimidade terá ele, em termos proporcionais de votantes, se inúmeras unidades disseram que não participariam. Se ganha o sim, a pauta será o do proifes ou do Andes? Se ganha o não o que acontecerá? A polêmica continuará e continuaremos sem andar, esperando resolver.

    Paulo Fábio fala de uma massa de docentes que não estão sindicalizados, deste lugar, podemos ver como está procedendo o grupo que dirige a Apub, seus defensores. Se olharem atentamente, verão que este grupo proifes de 6 entidades, é de oposição aos interesses da maioria, que irresponsavelmente posterga a entrada dos sindicalizados Andes, no trabalho e debate nacional e construção de reivindicações locais. Tomasoni fala desta pedreira que deveremos derrubar, carreira única ou dupla?

    Temo mais uma vez não sairmos do lugar, porque ainda que esteja sem o direito de sindicalizada, serei afetada pelas decisões tomadas por este irresponsável grupo do proifes, que nega uma imensa maioria contrária aos seus desmandos. Só não consigo explicar porque esta imensa maioria está deixando as coisas acontecerem assim. De minha parte, contribuo e continuarei contribuindo com o movimento, nesta oportunidade, convoco os que nunca foram sindicalizados a pensarem no assunto, nossas vidas trabalhistas estão imbricadas, quer queiramos ou não.

    Saudações Universitárias

    Maria Inês Marques

  6. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l” da UFBA:
    ————————————————
    Quoting Clímaco Dias :

    Uma querida amiga, na última assembléia, me inquiriu sobre “o descalabro” de os estudantes do seu curso terem entrado em greve sem uma pauta de reivindicações.

    Disse para ela que entrar em greve sem pauta é um sintoma de muitos sentimentos represados.

    Existem movimentos sociais importantes, com muita radicalidade, que os analistas passam décadas para identificarem suas raízes e nunca encontram as reivindicações específicas. Cito como exemplo recente o quebra-quebra nas ruas de Londres.

    A UFBA é um lugar em que Professores, Estudantes e Funcionários, nestes últimos anos, tem acumulado muitas frustrações.

    Ausência de salas sem condições, privilégios de alguns professores, alunos amontoados em salas com temperaturas desumanas, privilégios de cursos sobre outros, banheiros indignos ou inexistentes, cursos noturnos funcionando em condições ainda piores do que o diurno, equipamentos técnicos escassos, problemas na distribuição de vagas de professores em Unidades, Cursos integrados ao Reuni que praticamente não tiveram benefícios, e mais uma miríade de problemas.

    As questões visíveis como Salários, Plano de Carreira e Aposentadoria são apenas algumas em meio a um imenso conjunto. O curso que entrou em greve sem pauta, em minha opinião, vivia esta insatisfação cotidiana que é difícil ser externalizada com pautas.

    E o pior de tudo isso são alguns professores, talvez por não enxergarem esta realidade, buscarem no APUB-LUTAS a causa do movimento ou morrerem abraçados à legalidade ou ilegalidade de um plebiscito.

    Vinte e cinco votos, para mais ou para menos, não é o remédio para o nosso mal-estar.

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