611 – A Tomada da Bastilha

– Que importância faz se Maria Antonieta chegou de Brasília, de New York ou de Paris? – pensei com os meu botões – A Bastilha agora é aqui, na fortaleza da casinha da rua Pe. Feijó.

Menandro Ramos
FACED/UFBA

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posição do Comando Local de Greve (CLG) tem sido, até o presente momento, corretíssima. Até eu que sou paciente, segundo dizem, não teria a calma e a tranquilidade para conduzir o processo da forma como o fez. Teve mesmo a celebrada paciência de Jó! Pena que não houve reciprocidade da parte da direção da APUB. Enquanto o mundo girava, e a população da humanidade aumentava, a traçoeira direção da seção sindical, usurpada do ANDES-SN, ganhava tempo para dar o bote…

Os últimos fatos levam-nos a crer que premeditaram tudo. Primeiro, criaram todas as dificuldades para o CLG. Privaram-no de uma linha telefônica, de acesso à internet; negaram parcos recursos financeiros para a produção de material gráfico e para viagens de membros do Comando Local de Greve à Brasília. Estabeleceram, segundo soube, até um horário para a permanência dos membros do Comando na sede. Durante a ausência da sua presidente – não entramos no mérito se justificada ou não, pois respeitamos a privacidade de cada um -, houve um razoável entendimento do CLG com a vice-presidente, a Profa. Heloísa, salvo engano. Aqui, abro um parêntese para dizer que a tenho como uma pessoa digna e razoável. Assim como outros membros de direções anteriores da APUB, quero crer que foi ludibriada em relação ao Proifes governista e sobre suas ações nefastas ao movimento docente… Mas isso é uma outra conversa.

O certo é que, a partir de um determinado momento, toda a aparente civilidade que a diretoria vinha mantendo com o CLG foi por terra, até mostrar sua verdadeira peçonha, que,  por coincidência ou não, manifestou-se quando do regresso da presidente.

Assim, a diretoria da APUB fez-se de morta, fingiu cooperar com as Assembleias e no momento crucial desnudou-se, despiu-se de sua máscara, revelou-se, de fato, quem era.

Infelizmente, alguns colegas e eu não fomos ouvidos quando cantamos a pedra. Houve até quem disesse que “política não se faz com o fígado”… A cautela que havíamos sugerido em relação ao Proifes foi tomada como “atitude xiita“. Evidentemente, o momento não é para lamentar o leite derramado. Pelo contrário. Precisamos agir rapidamente.

De toda sorte, se não dispomos da máquina sindical que é abastecida com a nossa contribuição financeira, por outo lado, temos o vigor das Assembleias a nosso favor, contamos nacionalmente com a parceria de dezenas de IFES e a solidariedade dos servidores técnico-administradivos, assim como a força do segmento estudantil: todos em prol da Universidade Pública brasileira de qualidade, autônoma e democrática.

Assim, simbolicamente, se a entidade “APUB” tornou-se uma “Bastilha” a ser tomada, nós temos os braços e a energia para fazê-lo. Claro que sem destruí-la, como a infeliz diretoria o faz agora.

Mas que seja o mais rápido possível. De preferência, JÁ! A hora é agora!

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Uma resposta to “611 – A Tomada da Bastilha”

  1. Tony Says:

    gênio esse saci!

    show de bola, cara!!! parabens!

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