614 – Dissecando um futuro cadáver

Para o Saci, dissecação” e “deposição” têm em comum o “ÃO” tão badalado na propaganda de cerveja…

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DISSECANDO OUTRA NOTA

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Esclarecimentos da Diretoria da APUB Sindicato sobre a tentativa de convocação de Assembleia Geral da APUB pelo Comando Local de Greve

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Maria Inês Marquwes
Profa. da FACED/UFBA

Foi decidido, na Assembleia Geral da APUB do dia 25/7/2012, que seria convocada outra Assembleia Geral para o dia 02/8/2012, no Auditório  da Faculdade de Arquitetura da UFBA, com início previsto para às 14:30h.

A partir de 26/6/2012, durante a greve iniciada em 29/5/2012, as assembleias passaram a ser convocadas de comum acordo, entre a Diretoria da APUB e o CLG, para a discussão e deliberação exclusivamente sobre assuntos que dissessem respeito à condução da greve.

No entanto, após a Assembleia do dia 25/7/2012, em que o CLG chegou ao extremo de propor que a Mesa não incluíssse diretores da APUB, a Diretoria rompeu com ele, já que, de fato, passou a se constituir em um grupo que optou, publicamente, por seguir a orientação de uma entidade com a qual a APUB não tem qualquer vínculo formal, a saber, a Andes Sindicato Nacional.

Uma vez de posse desta declaração, os sindicalizados têm nas mãos uma peça chave para pedir intervenção do Ministério do Trabalho, posto que, a apub não é sindicato. Todos os sindicalizados e envolvidos na greve, estão desprotegidos. Não basta apenas colocar os diretores fora da mesa, é preciso aplicar a lei. Não se pode brincar com vidas de pessoas da forma como está acontecendo. O fato de terem tomado a seção sindical, não significa que podem decretar o desligamento do Andes. Fazendo isto, ao arrepio da lei, colocam a vida de todos em risco. Federação não é instância para fazer acordo nem proteger categoria. Isto porque, ela reúne entidades, formadas pelos sindicalizados que são os que decidem e a sustentam. Na estrutura sindical, a diretoria executa a vontade de seus sindicalizados, na federação, apenas se organizam para negociações comuns, aos que realizam um mesmo trabalho, em determinado setor.

Mediante o lançamento de nota pública, a Diretoria expôs longamente aos associados, as razões para o rompimento com o comando.

Vocês não deveriam ser tomados como associados, o foram um dia, nos primórdios da organização docente. Estão sendo tratados assim, porque eles atuam amparados em estatuto de associação docente, primeira forma organizativa, quando servidor público não podia ter sindicato. Depois passaram a ter direito a um sindicato. Após a Constituição Cidadã, as associações reunidas em congresso do Andes, que era a associação nacional dos docentes, decidiram construir um sindicato nacional, agora, para todos os docentes de ensino superior, incluindo os docentes de particulares. Cada associação que aderiu à construção nacional, tornou-se seção sindical do Andes. Aqueles que tomaram a entidade, quiseram transformar uma seção sindical em sindicato e a justiça vetou. No entanto, continuam a farsa e algo precisa ser feito juridicamente.

Portanto, a partir de agora, investida nas atribuições dadas por seu Estatuto, é a Diretoria da APUB que vai convocar as Assembleias Gerais, a menos que seja utilizado o recurso estatutário que dá direito de 10% dos associados o fazerem, desde que a relação dos solicitantes seja entregue na secretaria da entidade, mais de 48 horas antes do momento previsto para o início da pretendida assembleia.

Investidos por um Estatuto? Qual? A justiça do trabalho não reconhece a apub como sindicato, portanto o que vale é o regimento local e o Estatuto nacional do Andes. É possível continuar agindo como o Comando indicou, colhendo assinaturas de 10% dos sindicalizados. No entanto, está errado, legalmente errado, além do que, vocês são os comandantes do sindicato, eles a executiva. Mais um dado desta surrealidade-apubiana.

Esta afirmativa destacada em vermelho, é também peça chave para que entrem na justiça do trabalho para pedir intervenção, destituição, ou o que o valha. Vocês têm dois caminhos: chamar os advogados da Faculdade de Direito, por exemplo, para entrar na justiça, gratuitamente, ou fazer vaquinha para pagar um. A demanda na justiça não é menor e nem fora do conjunto de medidas que precisam ser tomadas agora. Vocês estão por conta de ninguém, para voltar ao Andes, terão que regularizar a situação dos repasses estatutários e eles foram sonegados, melhor dizendo sangrados para aquela coisa pelega. Este deve ser também um dos pedidos na justiça, que devolvam ao Andes o repasse que fizeram por anos a fio, se não o fizerem não têm sindicato. Pode ser tentado junto ao Andes, um recurso de retorno da seção sindical, antes que esta situação seja debelada. Penso que esta seja uma medida urgente e necessária e requer uma assembleia específica.

A Diretoria teve conhecimento, através de e-mail do CLG, difundido através da internet, na rede debates-l da UFBA, que ele estava convocando, publicamente, uma Assembleia Geral para o dia 02/8/2012, condicionada a que os associados preenchessem listas, colocadas à disposição dos receptores da lista, a fim de que fossem preenchidas.

A Diretoria da APUB que, a partir do rompimento com o CLG, não mais

convocará Assembleia conjuntamente com ele, aguardou a chegada das

listas, as quais iria conferir, ficando reunida durante toda a tarde do dia 31/7/2012, na sede da entidade, não constando que a relação dos 10% dos associados tivesse sido entregue à Secretaria da entidade.

Estão dizendo que a assembleia não existiu, porque eles não convocaram e vocês não cumpriram a lei. Este destaque foi só pra darem risadas.

Ouvido o Setor Jurídico da APUB, consideramos, portanto, que não haverá assembleia formal da APUB no Auditório da Faculdade de Arquitetura, no dia 02/08/ 2012, e sim uma possível reunião entre associados e não associados, à qual a Diretoria não comparecerá, nem asumirá qualquer responsabilidade sobre a decisões que porventura venha a tomar.

Salvador, 02 de agosto de 2012

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Neste destaque, com seus erros gramaticais e sindicais, eles mostram que encastelaram-se, e que agora, só “tomando a Bastilha”, meus caros e caras sindicalizados/as.

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Uma resposta to “614 – Dissecando um futuro cadáver”

  1. Menandro Ramos Says:

    Assim na bucha, o meu amigo de gorro vermelho e pito lançou-me um desafio, perguntando-me “o que havia em comum em dos trabalhos de Rembrandt, pintor holandês do séc. XVII, e algo desenvolvido pela minha amiga, a Profa. Inês Marques, docente capibaiana capixaba-baiana)de História lotada na FACED/UFBA?”

    Já acostumado com as pegadinhas sacizesca, lembrei-me de uma tela famosa do mestre do “chiaroscuro”, que era exatamente a pintura de uma aula de anatomia, em que um cadáver era observado por alunos, tendo um professor na posição do ponto áureo – no jargão dos pintores e artistas plásticos da Escola Clássica-, segurando um instrumento cirúrgico, mostrando um braço dissecado.

    Pensei, então, que essa coisa em comum, indagada pelo Saci, pudesse ser, talvez, um corpo inspecionado de forma científica.

    A Profa. Maria Inês, sendo da área de História, talvez tivesse dissecado algo que os últimos acontecimentos na capital federal fizeram aflorar. Quem sabe um corpo de um partido destroçado. Sim, aquilo podia ser uma metáfora, ou uma mensagem criptografada. Senti-me o próprio professor de tipografia, Jonh Langdon, do best seller do estadunidense Dan Brown, transformado em filme badalado. Talvez aquilo que o Saci propusera fosse uma espécie de ambigrama. Ele adorava testar-me o cérebro, pois temia-o caduco, em processo de deterioração repentina.

    Naquele momento, entretanto, minha massa cinzenta ainda estava nos conformes. O insight que eu tivera de que um cadáver era algo em comum nas criações do pintor e da professora deveria ser a maior prova da minha saúde mental.

    Só que, imediatamente, um problema foi-se configurando, só para colocar em xeque o que eu alegremente elaborara.

    – Putslife! Mas, e o cadáver, de que era?

    O cérebro humano é prodigioso. De repente veio-me a imagem do procurador-geral da República descendo a mamona nos mensaleiros e finalizando a sua acusação com a bela canção de Chico Buarque:

    “A nossa pátria mãe tão distraída
    Sem perceber que era subtraída
    Em tenebrosas transações”

    Hum! Era isso! Um cadavér no Mensalão!

    Cinco grandes sacadas: a do Leitor (ou Leitora!) que manjou logo a pegadinha do Saci; a minha, que matara a charada do pilantra; a do referido pestinha, pois valera-se da intertextualidade para trazer a grande lembrança do procurador-geral da República Roberto Gurgel na ação penal 470; a do referido procurador-geral por garimpar aquela jóia de Chico Buarque, e misturar arte de boa cepa com uma peça acusatória habitualmente árida, e o próprio poeta dos olhos verdes, autor da antológica música “Vai Passar”, pela sensibilidade em captar o momento sangrento que o Brasil atravessava, transformando-o em pura poesia.

    Lembrei-me das brincadeiras que o meu amigo Cleverson Suzart, também poeta, cantor e atualmente burocrata no bom sentido (ele é o atual diretor da FACED/UFBA):

    – Esses caras nascidos no dia 10 de abril são lenha! Sorri com muito orgulho pela minha argúcia. Meu raciocínio funcionara como o raio, diante da provocação, em forma de quebra-cabeça, do Saci. Com certeza o cadáver era algo ligado ao mensalão.

    Mas, qual, leitor! Como somos ludibriados pelas falsas evidências! O tal cadáver não tinha nada a ver com o mensalão! Que patife esse Saci!

    Ou indiretamente tinha?…

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