617 – Presidente da APUB se defende

Para o Saci, meios “democráticos” e “legais” não vão faltar à direção da APUB para se defender… Afinal, por enquanto, quem controla mais de cem mil merrecas da receita mensal da APUB pode até contratar os causídicos “medalhosos” dos mensaleiros…

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ecentemente, um docente quase mata de inveja seus colegas de universidade. Ou não! Há controvérsias. O fato é que, enquanto uns se desgraçavam em pensar formas de sensibilizar o governo para assinar um plano de carreira decente para a categoria dos docentes das IFES, e discutiam tabelas, e participavam de assembleias e outras cositas mas, uns e outros se deliciavam – supostamente -, de merecidas cervejinhas estupidamente geladas nas belas praias do litoral pernambucano, que ninguém é de ferro. Afinal: férias, pra que te quero? Para completar a folga, o bon vivant podia até votar a distância…
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Depois de fazer algumas considerações aos meus ávidos ouvidos por um merecido silêncio, o meu amigo de gorro vermelho e pito dirigiu-se para o seu Blog, antes me pedindo, porém, autorização para publicar um libelo revolucionário de um docente da UFBA em favor da diretoria traíra. Nem titubeei. Por mais miseravão que fosse o réu, o infeliz tinha o direito de se valer de todas as possibilidades de defesa asseguradas pela Lei. Tinha direito de contratar desde  os causídicos mais badalados pela mídia – aqueles que defendem os bacanas que cometem crimes de colarinho branco, qual os atualíssimos mensaleiros! – aos advogados de porta de xadrez que habitualmente livram a barra de ladrões de galinha. Mas  de preferência que não usasse o meu dinheirinho de contribuição para a minha entidade sindical…
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Ao acordar, depois de um merecido sono, tive curiosidade de ver o que o Saci havia publicado. Antes porém li, num bilhete escrito com letras de imprensa, num taco de papel higiênico, que o pilantrinha havia deixado sobre o teclado do meu desktop:
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“CHEFIA, NÃO É QUE EU ARSHE (sic) ESSA PEÇA DEFENSÓRIA UM SERMÃO DE VIEIRA, MAS O DIREITO DELES DE DEFESA É SAGRADO”.
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Ainda meio troncho de sono, não me preocupei muito em fazer uma profunda exegese da mensagem sacizesca que me cheirava mais uma daquelas suas insuportáveis arrelias. A mensagem publicada por ele é a que se segue. Que o Leitor ou Leitora julgue sua relevância e credibilidade.
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Prezad@s
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Confirma-se o que esta claro desde o início. O objetivo era o golpe que esta tentando ser perpetrado.
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Vamos então agora destituir e eleger a diretoria do nosso sindicato em assembleias com 100 pessoas?
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O valor do voto universal foi extinto?
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Pretende-se instalar a via revolucionaria, no pior sentido Stalinista, no sindicato?
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No tem o menor sentido. Exijo que a diretoria utilize todos os meios legais para defender sua democrática representatividade.
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Convêm que todos os associados e professores da UFBA reflitam sobre o tipo de representatividade que devemos ter.
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As decisões em assembleia não tem representado a vontade majoritária dos professores.
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Temos que adotar meios democráticos de decisão.
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Se o sindicato não garantir meu direito de opinião, em urna, sem ser obrigado a participar de assembleias. tou fora!
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Asher Kiperstok
Escola Politécnica
O mesmo lúcido docente, dias atrás, escreveu para a “debates-l”:

Prezad@s tod@s

É COM IMENSA SATISFAÇÃO QUE ACABEI DE VOTAR NA CONSULTA ORGANIZADA PELA NOSSA FEDERAÇÃO SOBRE A PROPOSTA APRESENTADA PELO GOVERNO.
INDEPENDENTE DO VOTO, QUERO DIZER QUE ELE REPRESENTA UM MOMENTO HISTÓRICO QUE VINHAMOS PERSEGUINDO HÁ ANOS. SERMOS OUVIDOS PELO NOSSO SINDICATO, DE FORMA DEMOCRÁTICA E LIVRE, NOS ASSUNTOS MAIS SÉRIOS QUE DIZEM RESPEITO À NOSSA CATEGORIA.
ME ENCONTRO NO RECIFE, DE FÉRIAS E, MESMO ASSIM, PUDE PARTICIPAR DO PROCESSO.  (grifo nosso) SIMPLESMENTE PORQUE NOSSO SINDICATO E FEDERAÇÃO FINALMENTE SE VALE DE INSTRUMENTOS MODERNOS PARA CONSULTAR  SEUS ASSOCIADOS.
HÁ ANOS QUE DIZIA QUE EXIJO SER OUVIDO PELO MEU SINDICATO E NÃO QUERO SER OBRIGADO A PARTICIPAR DE ASSEMBLEIAS PARA ISTO.
PARTICIPO DE ASSEMBLEIAS SE QUERO. MAS O MEU SINDICATO TEM QUE ME OUVIR SEMPRE.
PARABÉNS A TODOS E TODAS.
ASHER

20 Respostas to “617 – Presidente da APUB se defende”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l” da UFBA:
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    *NOTA DA DIRETORIA DA APUB *

    A Diretoria da APUB Sindicato, movida pela responsabilidade da defesa dos interesses da categoria docente, da UFBA, UFRB e IFBA, que representa, convocou e dirigiu, no dia 07/08/2012, na Faculdade de Arquitetura, a Assembleia Geral convocada com um só ponto de pauta: *Encerramento da Greve*.

    Submetida ao plenário, a pauta foi modificada para a seguinte: 1. Greve; 2. Avaliação do movimento; 3. Encaminhamentos.

    Da parte da Diretoria, cientificamos os participantes da Assembleia sobre que o Governo anunciou o término das negociações, no que se refere à carreira e aos salários, desde que o PROIFES Federação, entidade à qual a APUB é filiada, assinou, no dia 03/08, o acordo que prevê 3 parcelas de
    correção salarial, para março de 2013, março de 2004 e março de 2015.

    Durante a greve a negociação com o Governo foi aberta, não somente com o Proifes, mas, simultanemente, com a Andes, Sinasef e Condsefe. As três últimas, no entanto, usaram da oportunidade das audiências, nos dia 13 e 24/7, exclusivamente para expressar sua rejeição à proposta do Governo e reafirmar, sem nada flexibilizar, suas pautas reivindicatórias iniciais.

    Perderam, portanto, a oportunidade de negociar e, agora, desejam a reabertura das negociações com o Governo.

    Referendado por 74% dos participantes de uma consulta eletrônica que promoveu, na qual 5222 professores deram sua opinião favorável à assinatura do acordo do Proifes Federação com o Governo. Nela fica mantida a equiparação de remuneração entre professores da ativa e aposentados e todas as gratificações ficam incorporadas aos salários, são conquistas anteriores decorrentes de iniciativas do Proifes.

    Os pontos polêmicos, ou questões novas, como a dos atuais titulares que deverão ser incorporados à nova carreira, deverão ser remetidos para a discussão em um Grupo de Trabalho, a ser instalado em setembro próximo, com 60 dias de prazo, prorrogáveis por mais 60, para concluir os trabalhos.

    A inclusão da classe de Professor Titular na carreira, que dá direito aos Associados IV de chegarem ao último nível, é, sem dúvida, uma vitória muito
    importante, contida no acordo assinado, pois, qualquer professor, a partir do momento em que toma posse, já sabe que poderá chegar, por seus próprios
    méritos, ao último nível da carreira, sem outro concurso. As correções salariais, entre um mínimo de 25% e um máximo de 44%, com base no salário de julho de 2010, são também pontos considerados positivos no acordo assinado, já que cobrem a inflação a partir de julho de 2010 até março de 2015, à base de 5% ao ano. As tabelas salariais completas, para 2013, 2014, 2015 podem ser encontradas na página da APUB na internet: http://www.apub.org.br.

    Filiada ao Proifes Federação, a APUB Sindicato indicou a seus associados a participação na consulta eletrônica por ele patrocinada, que aprovou a assinatura do acordo com o Governo e, além disso, a indicação do fim da greve. Coerente com tal posicionamento, a APUB, por sua Diretoria, cumpriu o dever de encaminhar a proposta de encerramento da greve, na Assembléia Geral de 07/08/12. Tal proposta, no entanto, foi rejeitada e a greve continua.

    A Diretoria, que sempre tem se pautado pelo respeito à pluralidade do movimento docente, vive sob a permanente ameaça de elementos articulados com a Andes SN, que se orientam, desde o início do movimento, para a tentativa de golpe. Legalmente constituída e representativa da maioria dos associados, a Diretoria de nossa entidade que, no dia 06 de agosto completou 44 anos de criada, vem denunciar o comportamento estreito e partidarizado desse grupo que lançou à Assembleia Geral de 07/08 a proposta de destituição de nossa Diretoria, a ser deliberado na próxima assembleia.

    Nenhum membro da Diretoria é denunciado por se envolver em atitudes ilícitas. Não há qualquer razão, a não ser de ordem política, para se desviar o foco da defesa de nossas justas reivindicações para a disputa pela direção da entidade, nesse momento.

    Desviar as atenções do movimento, para o golpe contra a Diretoria, nos parece uma tentativa de esconder a incompetência de quem não soube negociar, isto é, a Andes, que se encontra temerosa de que o Proifes venha a capitalizar as possíveis conquistas salariais incluídas no acordo assinado com o Governo.

    Anunciamos que, contra a descabida tentativa de golpe, anunciada contra a Diretoria da APUB Sindicato, passamos a denunciar, local e nacionalmente tal atitude desesperada e inoportuna, e estamos tomando todas as medidas políticas e jurídicas capazes de impedi-la.

    Por fim, solicitamos aos associados que a refutem, porquanto é absolutamente incompatível com a história de lutas em defesa da categoria e da educação pública da nossa APUB.

    Diretoria da Apub Sindicato (sic)

    • osaciperere Says:

      Circulou na “debates-l” da UFBA:
      ———————————

      Creio que devemos reafirmar, por todos os meios possíveis, a nossa disposição em levar adiante o que foi iniciado na histórica Assembleia do dia 07 de agosto p. passado: a deposição da atual diretoria da APUB, cujas ações lesivas à categoria foram amplamente divulgadas.

      Na oportunidade, sugiro também que seja feita uma auditoria rigorosa da movimentação financeira da entidade nos últimos seis anos.

      Atenciosamente,

      Menandro Ramos
      FACED/UFBA

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”, da UFBA:
        ———————————

        Ao Amigo do Saci,

        Peço enviar nota da entidade PELEGA à Senhora Vaca Tatá, talvez essa, como boa quadrúpede, possa explicar razão(ões) do cinismo e das lorotas.

        Saudações Acadêmicas Bicentenárias,

        José Tavares-Neto

    • osaciperere Says:

      Circulou na “debates-l” da UFBA:

      ——————————–

      Prezado(a)s Colegas,

      Há uma Diretoria eleita pela vontade da maioria dos docentes. Uma chapa ganhou as eleições, a outra perdeu-a. Podemos concordar ou discordar das políticas que vêm sendo implementadas pela atual Diretoria, podemos ter posicionamentos divergentes em qualquer tipo de questão, mas estamos em uma situação de normalidade democrática e plena vigência de um mandato eletivo conquistado pela consulta a todos os filiados.

      Há só uma maneira de mudar essa situação: aguardando as eleições, disputando-as e aceitando os resultados.

      Qualquer expediente distinto de tal procedimento para mim só pode ter um nome: golpe.

      Ou talvez se possa arranjar outra denominação, não é mesmo? Até em 1964 conseguiram fazer isso isso. A língua portuguesa é pródiga em eufemismos…

      Acredito que uma parcela dos docentes está à beira de cometer um erro histórico, que levará inevitavelmente a um esvaziamento da APUB, possivelmente irreversível, em um momento de clara divisão do movimento docente, em que deveríamos estar buscando pontos de um consenso mínimo, para o bem da instituição universitária e da própria categoria. Ao invés disso, vejo-me confrontado com um chamamento radical à cisão. Chego a sentir-me afrontado, como associado da APUB e como docente universitário com mais de 30 anos de carreira.

      De minha parte, desde já deixo firmada minha posição: se houver um golpe e uma mudança de Diretoria da APUB que não seja efetivada pelo processo democrático de eleições livres, diretas e secretas com participação de todos os sindicalizados, estarei, no dia seguinte ao golpe, na sede da Associação com meu pedido de desfiliação assinado.

      E acredito que não estarei só.

      Saudações Universitárias

      marcos palacios

      Professor Titular

      FACOM/UFBA

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”, da UFBA:
        ———————————-

        Prezados,

        Concordo com o colega Marcos.

        Destituir uma diretoria sindical eleita democraticamente é golpe, não existe outro nome para isso!

        Décio Torres Cruz

        ILUFBA

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”, da UFBA:

        ———————————

        Caros colegas.

        Manifesto a minha concordância literal com a posição do professor Marcos Palacios: “se houver um golpe e uma mudança de Diretoria da APUB que não seja efetivada pelo processo democrático de eleições livres, diretas e secretas com participação de todos os sindicalizados, estarei, no dia seguinte ao golpe, na sede da Associação com meu pedido de desfiliação assinado”.

        Saudações.

        Claudio Cardoso
        FACOM NPGA UFBA
        Professor Associado

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”, da UFBA:

        —————————-
        Caros colegas,

        Nos meus 32 anos de UFBA nunca presenciei algo parecido com o que estamos vivendo desde o ínicio desse movimento.

        De logo vou esclarecendo que não sou “Andina” nem “Proinfiense”, sou simplesmente docente de uma Universidade que tem história escrita no processo de desconstrução da Ditadura e do Autoritarismo.

        Ao longo do processo instalado na Ufba, estamos vendo o reinado do radicalismo que não constroi, ao contrário, acaba com tudo que foi feito dentro da Universidade no movimento sindical.

        Como o Prof Marcos,também estou me sentindo afrontada e como tal me nego a participar desse momento tão nefasto, gostem ou não da palavra.

        Ao londo desse tempo, tive várias vezes vontade de me manifestar nessa “lista de discussão” mas não o fiz pois as discussões entravam por questões não muito eticas e totalmente descontextualizadas, optando por manter minha participação silenciosa, que no momento resolvi quebrar para manifestar a minha concordância com os colegas pois também acredito que qualquer mudança só deverá ser efetivada pela via democrática nas eleições livres e diretas para direção do sindicato.

        Como eles,estarei me desfiliando caso haja o GOLPE para destituir a Diretoria e acho que essa deve ser a atitude de todos os filiados que se sentem como nós.

        Saudações,

        Profa Rita Vieira
        IM-DEST -UFBA
        Prof Adjunto

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l” da UFBA:

        Concordo inteiramente com Marcos Palácios,

        “Acredito que uma parcela dos docentes está à beira de cometer um erro histórico…”

        Jorge Sales

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”:
        ——————————-

        Aprendi que no Estado Democrático de Direito a soberania está não com os que nos representam em seus cargos, mas na mão do soberano. Soberano, no caso, somos os associados que pagam as contas, ou seja, cada um que assinou o contrato social (no caso a ficha de filiação à Apub) e se mantém em dia.

        De forma alguma será golpe, como afirmam algumas vozes, se os estatutos da instituição previrem o remédio da destituição dos dirigentes por descumprimento de preceitos estatutários, entre os quais o de desobedecer as decisões aprovadas democraticamente em assembleia. Se os ocupantes de cargos dirigentes atuam contra os interesses do soberano que diz representar, chega-se a um ponto de ruptura dos compromissos assumidos. O que caberia a cada uma das partes? Aos primeiros, se não apegados aos seus próprios interesses, entregar a carta de renúncia. Se não o faz, ao soberano compete agir pelos meios postos à sua mão. Assim é em qualquer democracia, ou mesmo em regimes árabes (quem diria?).

        Somente será golpe se os estatutos e regimentos da Apub não preverem a cláusula da destituição, o que seria uma grave lacuna para facilitar os desmandos e abusos dos dirigentes.

        Asseguradas as condições para a ampla defesa desses dirigentes, uma assembleia convocada para tal fim pode, de forma legal, limpa e transparente, “impeatchmar” a direção da entidade.

        O recomendável é que a destituição fosse não em bloco, mas nomeada caso a caso, com espaço para a defesa individual dos atingidos com a medida.

        É assim em qualquer associativismo, desde as calendas gregas… Pregar o contrário é que é golpe baixo para enganar trouxas.

        Fernando Conceição

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”:

        ————————-

        O inegável direito de ver o que se quer.

        Minha colega de departamento Lícia Beltrão, em certa ocasião em que se discutia com quem a verdade estava, foi contundente comigo: a verdade não existe. Num lampejo, percebi que estava equivocada e agradeci a instrução que foi mais longa que esta frase. Reconheço, que eu não desqualifico as posições das pessoas, porque todos têm direito à sua verdade. Defendo as minhas posições.

        Na convivência social, em ambientes como o sindical, a forma de aferir verdades é pelo voto. Nesta curta nota gostaria apenas de dizer à professora Rita Vieira, que me somo a ela quando diz que devemos lutar contra “o reinado do radicalismo que não constrói, ao contrário, acaba com tudo que foi feito dentro da Universidade no movimento sindical”. O radicalismo não pode ser um termo utilizado desqualificar a luta, nem pessoas na luta, radical tem que ser a defesa do direito de decidir no coletivo. O que estará em avaliação na próxima assembléia do dia 15, é a ação de um grupo, radicalmente favorável ao governo.

        Por fim, discordo de seu entendimento de que por esta lista tenham passado mensagens descontextualizadas, não, todas estiveram no contexto da luta. Algumas delas, mais duras, nada que tenha deixado de ser resolvido no debate, com réplicas e tréplicas. Na universidade, como podem confirmar seus 32 anos de casa, a diversidade de posições é vital. Não existe universidade sem a pluralidade de posições. Uma realidade cristalizada, que não muda, morreu. No movimento da vida, estão as contradições, as teses, antíteses e sínteses que nos trazem a esperança de que nada permanecerá igual, nas águas do rio da vida.

        Aos colegas que noticiam o cancelamento de sua participação na luta coletiva, quero lembrar que vocês têm esta opção, eu fui subtraída no meu direito, constatei isto na hora que iria votar.

        Saudações

        Maria Inês Marques

      • Menandro Ramos Says:

        Prezada Profa. Rita e demais colegas,

        Pois comigo está acontecendo algo bem diferente em relação ao que a senhora está sentindo.

        Nos meus trinta e dois anos de UFBA (e trinta e sete de trabalho para efeito de contribuição previdenciária), tive um grande alento nos últimos tempos, ao sentir que o coração da UFBA está pulsando mais forte, oxigenado pelo sangue novo dos docentes recém chegados e que estão dispostos a lutar por dias melhores para a categoria.

        Não sei se a colega reparou, mas desde a posse do ex-companheiro Lula, desde que ele botou o pé na quitanda palaciana, só tomamos chicotadas. E não sou eu quem está dizendo isso de cátedra, justamente eu um pobre ignorantão em economia. São estudiosos acostumados com números, tabelas e análises estatísticas. Para não sair virgem em nos dar aumento, o glorioso Inácio Lula da Silva nos favoreceu com 1% de aumento. Um pouco mais do que FHC e infinitamente menos do que o insuportável José Sarney… Como a Sra. tem intimidade com os números – segundo suponho – se quiser, posso lhe enviar algumas referências numéricas do que estou mencionando, para que possa fazer uma avaliação mais qualificado do que a feita pelos meus limitados neurônios.

        Creio que é um equívoco dizer, como alguns colegas o fazem acriticamente: “Não quero me meter nessa briga entre Andes e Proifes”.
        É um grande equívoco, prezada professora, optar pelo muro, como o fazem também alguns colegas. Mas não creio que seja o seu caso. O ANDES-SN defende os interesses dos docentes; a Proifes, que não é sindicato, é cria do governo e é porta-voz do MEC e do MPOG. Se a Sra. acompanhou, minimamente, a política da atual direção da APUB, certamente, vai concordar comigo, ao constatar que eles investiram em quermesses e folguedos, e abriram mão de lutar em favor da categoria.

        Aliás, esse é o papel do sindicato: a luta, a defesa dos interesses de um coletivo. Até o sindicato patronal faz isso. Só a APUB, não! A menos que se queira referir “ao coletivo deles mesmos”. E o que a APUB fez, senão ser correia de extensão da Reitoria e do Governo? Infelizmente ela é a expressão do PT-PCdoB na UFBA. Por isso mesmo ela não faz nada que possa contribuir para desgastar esse governo já desgastado e corroídos pelos mensalões da vida. Quer um exemplo, onde eles estavam quando o Reuni marqueteiro foi proposto? Hoje que vivemos o Pós-Reuni, sabemos o seu papel nefasto para professores, estudantes e a sociedade em geral. A precarização do trabalho docente e o aligeiramente do ensino são apenas a ponta do iceberg. A APUB promoveu alguma iniciativa, algum grupo de trabalho para examinar o projeto governista? Na linha desta indagação, onde estava a diretoria da APUB quando o ex-reitor Prof. Naomar Almeida liderou a construção do marco regulatória da Universidade Federal da Bahia, tripudiando da Estatuinte democrática, inclusive por nós proposta nesta lista de discussão? Se hoje temos um marco regulatório biônico, construído apenas com a parceria dos cardeais do alto clero da administração central, de quem é a responsabilidade, pelo menos, parcialmente? Como vê, se começarmos a desenrolar esse novelo, há muita linha a ser liberada…

        É clara a ligação de alguns docentes – que se manifestaram contrários às Assembleias -, com o partido do governo. A lógica é essa: se alguém tem um amigo numa das secretarias do governo, imediatamente vai se manifestar contrário à deposição da diretoria traidora da categoria; se alguém tem uma pesquisa financiada por órgãos do governo estadual, logo vai dizer que um “grupelho autoritário” quer dar o golpe; se alguém é amigo do rei (ou ex-rei) e ocupou um cargo de confiança no seu ex-reinado, por gratidão eterna vai dizer a mesma coisa… E assim por diante.

        Mas a Terra gira, cara professora, e já vejo no horizonte um sinal da insurgência que pode significar a construção de uma outra UFBA e uma outra seção sindical aguerrida e disposta a lutar pela categoria… É por essa razão, prezada professora, que estou me sentindo recompensado por essa luta árdua em favor de uma UFBA bem diferente da que temos agora: uma instituição radicalmente pública, para além dos slogans, de qualidade e norteada – DE FATO! – pelos interesses dos trabalhadores.

        Não uma UFBA para as elites, mas de fachada de esquerda para engambelar o segmento economicamente desfavorecido, passando-lhe falsamente a ideia de comprometimento, pois a prática é o critério da verdade, diferente de uma “verdade” forjada pela mídia. Ligue a TV e saberá o que estou falando.

        Atenciosamente,

        Menandro Ramos
        FACED/UFBA

    • osaciperere Says:

      Circulou na “debates-l”
      ———————-

      Colegas, bom dia!

      Como sempre as notas da diretoria da Apub surpreendem, agora “ movida pela responsabilidade da defesa dos interesses da categoria docente, da UFBA, UFRB e IFBA, que representa”.

      Afirma a nota, que O “Andes, Sinasef e Condsefe, usaram da oportunidade das audiências, nos dia 13 e 24/7, exclusivamente para expressar sua rejeição à proposta do Governo e reafirmar, sem nada flexibilizar, suas pautas reivindicatórias iniciais”. Sabemos que os dois Sindicatos e a Confederação, já haviam entregue suas pautas, ao governo, ele é que não quis negociar nas bases apresentadas pelas categorias. Por que negociar tem que ser fazer a vontade do governo? Por que negociar tem que ser curvar-se à vontade dos que aviltam as condições de trabalho e destroem as carreiras? Negociar é também poder dizer não, a diferença entre as três entidades e a proifes é que elas levam para a mesa as posições retiradas de seus sindicalizados. Ao contrário da proifes, que leva a vontade do governo para a categoria, faz pior, ignora os seus representados e concretiza a vontade dos governantes seus amigos.Pior ainda, recebem vultosas quantias deles. As outras três, não assinam nada sem autorização coletiva, muito menos para homenagear falecido.

      Diz a nota que as três entidades: “Perderam, portanto, a oportunidade de negociar e, agora, desejam a reabertura das negociações com o Governo”. Sim, todos pedem agora reabertura de negociações, o que há de ilegítimo nisto? O governo fechou unilateralmente o processo, respaldado nas promessas da pelegada de encerrar a greve, tomaram um a zero. Não acreditaram que a Ufba fosse reagir. A proifes vem sendo utilizada como espaço de manobra do governo há anos e agora, os docentes despertos não querem mais esta situação.

      Defende a diretoria, que se espere os resultados dos grupos de trabalho, mas quá… Tudo o que foi remetido para os GTs do Mec, em outras negociações, virou pó, tanto é, que a categoria se encontra em greve por carreira e um dos GTs era sobre carreira. Juntaram—se Mec e a proifes, levaram para impedir os avanços, agora com 60 dias resolverão? Ah… talvez aconteça em homenagem ao falecido.

      A Proifes e a apub, indicaram “a seus associados a participação na consulta eletrônica que aprovou a assinatura do acordo com o Governo e, além disso, a indicação do fim da greve…” e a greve continua. Mas segundo a diretoria isto é obra “ de elementos articulados com O Andes SN”. Significaria dizer que estes elementos têm mais poder que a vontade de uma categoria. Gostaria de saber onde estes poderosos estão.

      Indignada com a situação, a diretoria “vem denunciar o comportamento estreito e partidarizado desse grupo que lançou à Assembléia Geral de 07/08 a proposta de destituição de nossa Diretoria, a ser deliberado na próxima assembléia”. Vimos, no meu caso por vídeo, uma assembléia repleta repudiando a ação da presidente que levou a posição dos docentes para a mesa, como se favoráveis fossem ao acordo. Era assim, eles faziam e aconteciam e não havia reação, acostumaram-se com a hegemonia. Mas a história, mudou o rumo da prosa e no quadro atual, os que deram o golpe sindical, os que afastaram a categoria do Andes e desviaram as contribuições sindicais, declaram-se vítimas.

      Como é possível dizer que: “Nenhum membro da Diretoria é denunciado por se envolver em atitudes ilícitas”? A presidente vai para a mesa e negocia à revelia da categoria e nada há de ilícito nisto? Quando eles forjaram os plebiscitos foi legítimo, agora, presencialmente em assembléia, o que a categoria assume e deseja, é golpe?

      A noção de competência para negociar alegada pela diretoria, significa fazer o que o governo quer, concordar com os ataques à categoria. Uma lógica muito adequada aos quadros dirigentes da proifes. Lembro-me das inúmeras situações em que meia dúzia de companheiros, contrários ao que fazia a proifes compareciam às assembléias. Perderam inúmeras vezes, pois eles convocavam os colegas por telefone, que, sem participar de nada, entravam na hora de votar e venciam. Não me espantaria se voltarem a fazer isto.

      Só há uma resposta possível, a presença em massa dos que entendem que a hora é esta.

      HORA DE CONQUISTAR A APUB DE VOLTA PARA A LUTA UNIFICADA, NACIONAL, DA CATEGORIA.

      Maria Inês Marques

    • osaciperere Says:

      Circulou na “debates-l”:
      —————————-

      Caros colegas

      Depois de ler os emails me senti na obrigação de responder as dúvidas de vários professores e venho informar que existe um estatuto no site oficial da APUB.

      Seria bom que todos lessem antes da Assembléia do dia 15 de agosto.

      O Estatuto de 18 de março de 2010 pode ser acessado em http://apub.org.br/wp-content/uploads/2012/05/ESTATUTO-DO-APUB-SINDICATO.pdf

      Quanto se há amparo legal ou não nesse estatuto para a destituição, encontrei o seguinte?

      ART 15 – Compete a Assembléia Geral deliberar
      Parágrafo I Organizar campanhas salariais, inclusive declaração de greve, Destituição da
      diretoria e ou do Conselho Fiscal, mudança do estatuto.

      Mais abaixo encontramos que isso somente pode ser feito

      Parágrafo único – quorum de 5% dos associados, e voto favorável da maioria dos filiados
      presentes aptos a votar.

      Isto previamente convocado por uma assembléia que foi legítima(realizada no dia 07 de agosto) – item que por sinal está nas exigências estatutárias. Em outras palavras uma assembléia pode convocar outra assembléia para destituir sua diretoria.

      Compreendo que desta forma o estatuto responde a questão se é golpe ou não destituir uma diretoria sindical. Ou seja, NÃO – a destituição é um direito dos associados da APUB garantido pelo estatuto.

      Vamos nos apoiar daqui para frente em fatos concretos para não confundirmos os demais docentes que lêem nossos emails.

      Outro aspecto que acho que é central para garantir a democracia é – após destituída uma diretoria, quem deve assumir serão docentes indicados pela assembléia mas somente por um tempo determinado e serão esses os colegas que deverão convocar as eleições diretas. Mas vejam que no estatuto isto não aparece.

      Espero ter contribuído para esclarecer as dúvidas.

      Atenciosamente

      Prof. Simone Bortoliero
      FACOM-UFBA

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”:

        ———————————

        Prezada professora Simone,

        de forma polida, suave e educada, como nos convém aos acadêmicos – e além de tudo, sem contorcer o sentido das palavras com cambalhotas silogísticas – a colega recoloca o debate no nível que a maioria deseja: lá em cima! O que aqui apressada, grosseira e ofensivamente carimbaram de “golpe”, ameaçando desfiliação em fila, nada mais é que soberania.

        Simples assim.
        Fernando C.

    • osaciperere Says:

      Circulou na “debates-l”:

      ————————————-

      Caros colegas,

      Venho lendo as reiteradas manifestações de colegas que insatisfeitos com o rumo dos acontecimentos do movimento docente da UFBA comodamente, de suas cadeiras confortáveis, das quais certamente não levantaram a bunda uma vez sequer para ir ás assembléias e expor democraticamente seus pontos de vista, manifestam sua decisão de se desfiliarem da APUB caso a sua atual diretoria venha a ser destituída conforme faculta o regimento da entidade.
      Reconhecendo a legitimidade retardada de suas manifestações gostaria de lembrar-lhes que, da mesma maneira como eles ameaçam se afastar outros prometem reingressar vez que, agora sim, se vêm contemplados em suas questões, reinvindicações e convicções.
      É essa a graça da história, ela nunca para de se renovar!
      Eu, particularmente, depois de muitos anos de tristeza e decepção, enxergo nessa iniciativa soberana dos assembleistas a possibilidade de reconduzir a nossa entidade ao leito histórico de onde nunca deveria ter saído e desejo aos colegas desfiliantes boa sorte, em outro canto!

      Claudemiro Neto
      IGEO

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l”:

        Prezado colega Claudemiro,

        Sua mensagem é de uma delicadeza comovente: respeitosa, democrática, claramente aceitando que outras pessoas possam não ter os mesmos pontos de vista que você, indicando abertura ao debate e busca de consensos tão necessários neste momento de divisão e impasses …

        Mensagem fina mesmo!

        Certamente são mensagens desse tipo – com tão alto nível de argumentação e tão polida forma de se dirigir aos colegas – que contribuem decisivamente para a unidade do movimento e o fortalecimento de espaços comuns de discussão e deliberação.

        Saudações,

        marcos palacios

        FACOM/UFBA

  2. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l” da UFBA:
    ——————————–

    Caros,

    A nota da Diretoria da APUB me fez lembrar de Collor às véspera de ser deposto da Presidência da República, solicitando ao povo brasileiro que não o deixasse só!

    Estimaria se todos comparecessem à assembléia em massa, inclusive os “apoiadores da Diretoria da APUB”, para que não reste dúvida acerca da vontade majoritária em depor ao menos aqueles que desrespeitaram afrontosamente toda a categoria e o movimento docente.

    Inúmeras oportunidades afloraram, mas a natureza sorrateira, dissumulada e traidora típica de todo bom pelego sempre prevaleceu à serviço do governo, com a espinha dobrada servilmente, ao tempo em nos virava as costas e ousava tentar nos intimidar com posturas autoritárias.

    Em lugar de desperdiçar nossas contribuições contratando seguranças capatazes, melhor seria a Diretoria da APUB contratar bandeirolas e uma banda de música para extravazarmos de alegria e entusiasmo numa animada festa cívica. Se quiserem entender um pouco as razões, ouçam Vandré no link abaixo:

    http://letras.mus.br/geraldo-vandre/83305/

    É a volta do cipó de arueira/No lombo de quem mandou dar: APUB LIBERTADA, ABAIXO A PELEGADA / APUB LIBERTADA, ABAIXO A PELEGADA.

    Luiz Anibal
    DCTM / EP – UFBA.

    • osaciperere Says:

      Circulou na “debates-l”, da UFBA:
      ———————————

      O desespero é tal que continuam a esconder o fato de que a categoria docente federal reune mais de 100 mil professores e que que SOMENTE 5222 professores deram sua opinião e SOMENTE cerca de 3.800 foram favoráveis à assinatura do acordo do Proifes. Quantos esses representam???

      A Assembleia do dia 15/08 foi aprovada numa assmbleia convocada e dirigida pela presidente da APUB, portanto, legalmente convocada.

      abcs,
      V. Zamparoni

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l” da UFBA:
        ———————————

        Prezad@s

        Confirma-se o que esta claro desde o início. O objetivo era o golpe que esta tentando ser perpetrado.

        Vamos então agora destituir e eleger a diretoria do nosso sindicato em assembleias com 100 pessoas?

        O valor do voto universal foi extinto?

        Pretende-se instalar a via revolucionaria, no pior sentido Stalinista, no sindicato?

        No tem o menor sentido. Exijo que a diretoria utilize todos os meios legais para defender sua democrática representatividade.

        Convêm que todos os associados e professores da UFBA reflitam sobre o tipo de representatividade que devemos ter.

        As decisões em assembleia não tem representado a vontade majoritária dos professores.

        Temos que adotar meios democráticos de decisão.

        Se o sindicato não garantir meu direito de opinião, em urna, sem ser obrigado a participar de assembleias. tou fora!

        Asher Kiperstok
        Escola Politécnica

      • osaciperere Says:

        Circulou na “debates-l” da UFBA:
        ———————————

        Leia o estatuto da entidade, Asher !!! A assembléia tem a prerrogativa de destituir a diretoria caso haja motivos pra isso. Está no estatuto….vc que é tão legalista deveria saber disso. E motivos não faltam: TRAIÇÃO E DESRESPEITO às decisões coletivas é o maior deles. E olha que ninguem ainda questionou a questão financeira da entidade…que quando vier à tona vai complicar ainda mais a situação dessa diretoria desmoralizada !

        Pedro Abib

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