633 – Um bólido rumo ao Palácio

Par o Saci, bobo é quem pensa que há palácio inexpugnável! Bobo é quem pensa que o singular não é também o plural…

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ermita-me convidar os professores da Facom a participar da assembléia autoconvocada para a próxima quarta-feira, 29/08 às 14h, no auditório de Arquitetura, na Federação. Independentemente de serem filiados à Apub. Um dos pontos de pauta deverá ser o indicativo – escrevi indicativo – propondo fim da greve, verbalizado em fala do professor da Faculdade de Economia, professor Luiz Filgueiras.

Em particular, como a mesa da última assembléia nos incitou a fazer, convido o colega Marcos Palacios e seus seguidores, se saúde ainda tiver, para vir comigo à Assembléia. Isso se não cumpriu a ameaça que aqui fez, como lhe é típico, de se desfiliar da entidade no dia seguinte à assembleia que destituiu a antiga diretoria. Por que?

O professor Marcos Palacios, desta Facom, tem nos últimos tempos reiterada e continuamente ofendido, com mensagens desrespeitosas, os participantes das assembleias da UFBA/UFRB, com tiradas supostamente irônicas que questionam as decisões ali tomadas. Sem dar as caras, aguarda os jornais do dia seguinte, procura a fotografia da assembléia e, sem coisa melhor a fazer da vida, sai contando retrato por retrato dos que aparecem na imagem para, a seguir, apontar o dedo duro para o que parece considerar falta de representatividade.

Em mensagem mais recente (abaixo) afirma categoricamente: os que frequentam as assembleias são “apenas” “militantes pró-Andes e pró-Comando”, blablablá…

Regressado do exterior semana passada, fui pela primeira vez à assembléia e ali encontrei vários colegas, diretores e ex-diretores de unidades da UFBA, professores e professoras de alto gabarito de Salvador e de campi do interior – todos, ao que me pareciam, profissionais do ensino preocupados com o destino da educação em nosso país. Da Facom, dos mais de 30 professores, estavamos três: Simone Bortoliero, Jonicael Cedraz e este que vos escreve.

Não vi bandeiras da Andes ou de quaisquer facções que fossem, mas professores tão dignos e respeitáveis quanto deveria ser o professor Marcos Palacios para com os seus pares nesta hora. Se, para usar o jargão, “militantes pró-Proifes” não foram ou não querem ir às assembleias é questão de foro intimo. Querer desqualificar os que participam é demonstração de caduquice precoce. Deixa de ser rabugento, meu! Sai de frente do computador e vai tomar um ar de gente junto aos que fazem a hora!

Não sou “militante pró-Andes” e repilo qualquer insinuação de Palacios ou de quem quer que seja nesse sentido. Andes da qual divergi, por exemplo, na questão das políticas de ação afirmativa. Palacios seria militante da Andes por militar com unhas e dentes contra a implantação de tais políticas, como todos os reacionários que não ousam mostrar a cara, até a undécima hora?

Sou e sempre procurei ser, como acredito a maioria dos professores participantes das assembléias, cônscio das responsabilidades que a atual conjuntura político-econômica nos coloca. E da necessidade de reagir às tentativas que, em outras partes do mundo, vêem sendo implementadas na direção de destruir a dignidade do trabalhador docente. Se na dinâmica conjuntural a próxima assembléia deliberar o fim da greve, seríamos os participantes, como afirma esse ex-diretor da Facom em seus delírios, paus mandados da Andes?

A desqualificação que busca-se fazer do trabalho docente pode encontrar, mesmo em espaços provincianos como este, os seus áulicos.

Marcos Palacios, me respeite! Não sei quanto aos demais colegas da UFBA/UFRB, me respeite! Ou será a partir de agora por mim desrespeitado na mesma moeda.

Fernando Conceição.

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17 Respostas to “633 – Um bólido rumo ao Palácio”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ————————

    Colegas,

    (Tentei enviar esta mensagem para a lista Debates-l, mas foi rejeitada em virtude do ‘peso’ da foto. Para viabililizar a postagem, estou colocando a foto que a acompanha neste link: *
    http://tinyurl.com/8r4ta4n )*
    ————————-

    Colegas,

    O Jornal *A Tarde* de hoje (21/08/2012) traz uma reportagem (página A7) sobre uma assembleia realizada ontem, convocada pelo Comando Local de Greve. A foto (abaixo) que ilustra a matéria está acompanhada pela legenda: “Dentre os 177 docentes participantes, dois se abstiveram e um votou contra a greve”. A reportagem informa que a assembleia contou – “segundo os professores do comando de greve” – com 180 docentes, tendo 177 votado pela continuidade da greve, com duas abstenções e um voto contra.

    Estranhamente, no entanto, a foto mostra um auditório que está longe de ter 180 pessoas. Mesmo em se considerando que duas pequenas porções laterais do espaço ficaram fora do enquadramento, nem a metade desse número pode ser contada na imagem.

    Algumas hipóteses:
    a) a foto é de outra assembleia e foi usada equivocadamente;
    b) a foto foi tirada depois que os 180 votaram e, em seguida, muitos se retiraram apressadamente;
    c) a foto foi tirada antes da chegada dos180, pois as discussões não importavam;
    d) a foto foi do teste do sistema de som do auditório (“Som…som… 1, 2, 3, som…”);
    e) os professores votantes estão todos amontoados atrás da mesa e não couberam na foto;
    f) houve voto postal;
    g) houve voto por procuração;
    h) quem assinou a lista mas não ficou para a assembleia contou como votante (a favor);
    i) não sei contar e há, de fato, 180 pessoas na foto;
    j) a foto foi manipulada (pelo Proifes? pelo Saci?) com substituição de docentes por cadeiras vazias;
    k) nenhuma das anteriores.

    Alguém poderia me esclarecer, por favor?

    Saudações,

    marcos palacios
    Professor Titular
    FACOM/UFBA

    *”Vamos despacio porque vamos lejos”*
    (Los indignados – España)

    • osaciperere Says:

      Professor,

      O senhor insiste em levantar duvidas sobre a unanimidade da votação e eu vou lhe esclarecer. Explico: amplie o lado direito da foto. Ampliou? Então identifique o colega Menandro conversando com outro colega (o outro colega está com o braço levantado, Menandro NÃO!)

      Agora as hipóteses:
      1) Menandro não estava presente. Quem está lá é sósia dele.
      2) Menandro é louco, escreve uma coisa e vota outra,
      3) Menandro acha unanimidade é burra e não queria aparecer na foto de A Tarde com a mão levantada, ele esperou o clique da câmera do jornalista e levantou a mão.
      4) aquele é Menandro sim! Eu lembro: deu bá-fá-fá danado por que quase seu voto não era computado ele correu para a mesa dizendo votei, votei!
      5) a foto foi adulterada, no lugar de Menandro havia um cara magrinho…
      6) Menandro levantava um mão e logo outra pulando como no Carnaval, no intervalo entre uma elevação de mao o fotografo: clique!
      7) O fotografo é do Proifes! Esperou o momento certo que Menandro estava distraído e… clique! Ah Menandro esta foto vai te ferrar junto aos colegas que vão pensar que você é do tipo faça o que digo mais não faça o que falo!
      8) A foto é dos que votaram contra a greve. O jornal trocou as bolas e a legenda veio errada.
      9) Nenhuma das respostas anteriores.
      10) A resposta virá em outra cumunicação

      Roberto Bastos Guimaraes

      • osaciperere Says:

        Prezado colega Roberto,

        Você não está entendendo o meu ponto na mensagem que comenta. Não estou questionando sobre a unanimidade da votação. Acredito total e plenamente que a unanimidade foi conseguida.

        Como as assembleias são convocadas pelo “Comando” e são frequentadas apenas por militantes pró-Andes e pró-Comando, *seria surpreendente* se *NÃO * houvesse unanimidade. As assembleias tornaram-se instâncias ratificadoras e portanto homogêneas em seu pensar. Nem sempre foi assim? Sim, mas agora assim o são.

        Estou querendo chamar atenção para a questão da representatividade. Como a foto mostra, há apenas um punhado de professores ali (certamente menos de
        163), *participando* da assembleia e votando, seja lá em que for. *Ao final*computou-se, seja por mãos erguidas, seja por assinaturas em livros – isso importa pouco – um total unânime de 163 pela continuidade da greve. Está ligado o piloto automático. Quando o Andes disser “parem”, tenho certeza que, novamente *por unanimidade*, a votação será pelo retorno.

        O que defendo e continuarei defendendo é aquilo que vocês mais temem: a necessidade consultas amplas ao conjunto do movimento para decisões maiores, que incluem quando parar e quando voltar de uma paralisação. Sei que que para vocês “consulta” é anátema, voto universal dos filiados ao
        sindicato para a tomada de decisões é heresia e que o controle dos rumos do movimento pela militância é questão fechada e inegociável. Mas insisto, porque sou chato.

        Sudações,
        marcos palacios
        Professor Titular FACOM/UFBA

        *”Vamos despacio porque vamos lejos”*
        (Los indignados – España)

  2. osaciperere Says:

    Circulo na “debates-l”:

    ———————————-

    Prezado Prof. Fernando Conceição,

    Seja bem-vindo e parabéns pela sua lucidez.

    Felizmente, a democracia é própria ao contraditório e, por isso, também lugar para mais facilmente detectar os pelegos e suas variadas performaces, algumas abjetas.

    Saudações Acadêmicas Bicentenárias,

    José Tavares-Neto
    Médico do Complexo Hospitalar Universitário Prof. Edgard Santos
    Professor Associado III da Faculdade de Medicina da Bahia (FMB), do Departamento de Medicina Interna e Apoio Diagnóstico (DEPMD)
    Universidade Federal da Bahia (UFBA)
    http://lattes.cnpq.br/6901204321244736

  3. Francisco Santana Says:

    Eu respondiria a esses colegas com dúvidas que fossem às assembléias e que é obrigação deles ainda mais se são contra a greve.

    Sempre tive minhas principais propostas derrotadas nas assembléias e congressos (do ANDES) mas nunca deixei de ir às assembléias por isso, pois com o tempo as minhas propostas iam se tornando vencedoras. Como foi o caso da questão contra a dxesfiliação da APUB do ANDES. Quantas vezes fui praticamente linchado e até ameaçado agressão física pela turma que hoje dirige a APUB? Mas nunca deixei de ir a lá denunciar ads falcatruas deles. (desde 2006 que isto aqcontece).

    Agora tentar colocar dúvidas através de um noticiário de A TARDE, não só é um atestado de omissão, como de desconhecimento da matéria que ensina.

  4. osaciperere Says:

    Prezado Prof. Francisco,

    O problema de certos intelectuais, é que seus EGOS não cabem nos ambientes em que se realizam as Assembleias. Eles são muito sensíveis. Quando são contrariados querem logo soltar as potentes bombas atômicas que trazem dentro de si…

    Imagine se um auditóriozinho como esse de Arquitetura vai comportar vaidades tão monumentais? Hummm! Jamais!

  5. osaciperere Says:

    Circulou na “debatesl”:

    —————————-

    Prezados:
    Saiu o resultado do plebiscito:

    A foto é verdadeira em relação a assembleia, aconteceram várias votações, essa foto não é a foto que deveria ser a foto da votação pela continuidade da greve. Que esteve na tarde chuvosa de sexta-feira,próxima passada pode observar 166 braços erguidos, quando a mesa diretiva perguntou: Os que são favoráreis pela continuidade da greve, queiram levantar o braço. Não aparecem os braços à direita, à esquerda e ao fundo da mesa da mesa. Não aparecem braços que estão na entrada do auditório. O meu braço não aparece. Eu estava à direita, na segunda fila, entrada do auditório. Quem esteve na assembleia ouvi o recado-perigo acerca do problema da malha plática em contato com a rede elétrica de alta tensão, em arquitetura. Quem aguardou a foto e não esteve em arquitetura não viu os 166 braços e nem o perigo de morte (efeito linha temperada de pipa) relativo a rede elétrica.

    Att.
    JOROMOTA.

    • osaciperere Says:

      Prezado Roque e demais Colegas,

      Estou frustrado, pois meu braço não está levantado na foto. Diferente da hipótese sofisticada do professor da FACOM, creio que foi o ângulo de tomada e foi a fração do tempo os responsáveis por tamanha catástrofe. Esta última, para explicar o fato de o meu
      braço não estar levantado. Como estou meio broco pela idade, tenho um retarde de fração de segundos para entender as coisas. Também meu raciocínio está meio linear.

      Provavelmente o colega Batista, com quem eu conversava, me falava da pirraça da direção daposta em não querer entregar as chaves da sede da entidade. Mais antenado do que eu, ele mandou ver no instante em que o repórter fotográfico do jornal A Tarde fez o clique. Quando trabalhei lá, sabia do desespero dos fotógrafos quando não conseguiam fazer a bola entrando no gol do Bahia ou do Vitória. Mas que importa meu braço levantado ou uma perna a menos do Saci?

      Como nem todo jornalista tem experiência com os lances de redação – que não é nenhum crime isso! – talvez queiram usar o método cartesiano para decifrar tão instigante mistério… Se ligasse para o fotógrafo certamente ele fesfaria sem dificuldades as cortinas da dúvida do notável inquiridor. Pode crer!

      Aliás, por que estamos perdendo tempo com tamanha bobagem? Será que os goveristas estão fazendo isso para nos exaurir? Meus dedos já estão quase jogando a toalha no teclado!

      Para o Saci, “esses caras têm arte!”…

      At.

      Menandro Rmos
      FACED/UFBA

  6. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:

    —————————————

    Colegas,
    como venho participando desta Lista, desde longa data, e como pretendo dela continuar participando, gostaria de deixar claro que:
    1. considero o debate, de um modo geral, seja ele acadêmico, político, filosófico, como uma atividade saudável e no caso de docentes universitários,como uma atividade imprescindível;

    2. considero que a livre expressão de ideias é condição primeira de
    qualquer democracia e de qualquer convivência universitária;

    3. acredito no bom humor e não vejo com qualquer impaciência ou
    intolerância as manifestações de colegas que escolhem essa via nesta Lista, pois creio que ela é suficientemente flexível para acomodar também esse tipo de manifestação;

    4. não acredito em troca de ofensas, seja nesta Lista ou em qualquer outro espaço de discussão pública;

    5. não acredito que ameaças, de qualquer espécie, devam constituir moeda aceitável em debates de ideias;

    6. não dialogo com colegas que partem para ataques pessoais em suas exposições de ideias.

    Estabelecido o que entendo sejam os princípios básicos de qualquer debate e de uma convivência universitária digna de tal nome, espero que seja esse um entendimento geral dos que destes debates participam.

    Saudações,

    marcos palacios
    professor titular
    FACOM/UFBA

    • osaciperere Says:

      Saudações, prof. Palácios !

      Permita-me registrar que estou de pleno acordo com seu entendimento geral sobre os princípios básicos de qualquer debate, exposto na mensagem abaixo reproduzida, e que que suas intervenções, sempre instigantes, inteligentes, provocantes, sensíveis, atentas, e invariavelmente amparadas na lógica do debate e da razão — sem deixar escapar a subjetividade agradabilíssima na criação de seus textos –, certamente encontram eco na reflexão de cada um de nós, ecos de múltiplas ressonâncias, se me permite as redundâncias.

      Sua particpação é imprescindível no aprimoramento da experiência acadêmica, em todos os sentidos em que já pude perceber sua ação e sua presença. Essa lista institucional de debates da UFBA não poderia mesmo prescindir de seus comentários críticos.

      Atenciosamente,

      Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva, Dr. Ci.Info.
      Diretor Instituto de Ciência da Informação
      Universidade Federal da Bahia
      (71) 3283-7746
      (71) 8707-1014
      rubensri@ufba.br

    • osaciperere Says:

      Prof. Marcos,

      o Senhor que é tão plural (até no nome!), saia do palácio e venha para a Assembleia (verifico que o Sr. é plural até no sobrenome).

      As votações não têm sido homogêneas, se eu me lembro bem a última foi a primeira com unanimidade pela continuidade da greve.

      Naquela sexta, numa tarde chuvosa, com o trânsito mais caótico do que de costume, quase duas centenas de colegas saíram de suas casas, apartamentos, casebres ou palácios e foram à Assembleia. Essa instância democrática e presencial (veja como o virtual é vulnerável: uma foto lhe trouxe dúvida. Na verdade, o sr. tem uma certeza pela negação de um fato testemunhado pelos que estavam lá: eu mesmo fui o 132º voto, para um total de mais de 160 (Confesso que eu já estava sentindo dores quando foi contado o meu voto e, então, eu pude abaixar o braço).

      Viva a Assembléia, colega, que, por inúmeras vezes, pelo menos, num processo de desobediência civil, derrotou um artigo espúrio presente no estatuto de um sindicato que usou o recurso do referendo para tentar conter o movimento social de uma categoria que descobriu que, desde 2009, tem sua carreira desestruturada e vem percebendo vencimentos abaixo de muitas categorias de nível médio do mesmo aparelho estatal (categorias que estão em luta neste momento por melhor remuneração). O artigo, se não me engano, é o nº 16, agora é letra morta. E viva está a Assembleia.

      Viva o renascimento do Movimento

      Docente na UFBA!

      Saudações universitárias,

      Ronaldo

      PS: Professor, gostei de sua foto. O colega pode manter a pose sem precisar do charuto.

      Sua foto me lembrou uma das mais famosas de Freud, que desvendou muitos e complexos enigmas da alma humana, mas não resolveu alguns de seus conflitos internos e morreu por causa de seus charutos, fálicos ou não.

      • osaciperere Says:

        Prezado colega Ronaldo Jacobina,

        Pelo menos você demonstra que, ao contrário de outros, tem senso de humor. Você me convida a honrar meu nome e sair do “palácio” para votar em uma assembléia; eu o convido, a negar a etimologia escandinava de seu nome (Ragnvaldr) e deixar de “governar (ragn) através de conselhos (valdr)”, passando a governar-se “ouvindo opiniões mais alargadas (alt)”, de milhares, através de instrumentos amplos de consulta. É verdade que seu nome passaria então a algo Ronalt ou Ronalto, mas certamente a atitude política ganharia em estatura e democracia.

        Na questão da foto, parece que o colega, como outros, interpretou que eu estivesse questionando se houve ou não unanimidade nos 160 votos contados. O que questionei e continuo questionando é sobre a insistência de que a assembleia seja a única forma democrática de se decidir uma questão; questionei e continuo questionando por que 160 votos com as mãos levantadas devam valer mais que 2000 depositados em uma urna. Só isso. A foto mostra uma ínfima parcela dos docentes decidindo por toda a categoria.

        Seriamente, não entendo a negação absoluta de todo e qualquer instrumento de consulta que não seja uma assembleia. Naturalmente o colega poderá alegar que se trata uma “minoria esclarecida”, politizada, já que comparece às assembleias, e portanto tem o direito de decidir. Parece-me paradoxal que se batalhe por voto paritário e secreto para a eleição de um reitor (que tradicionalmente era eleito por assembleias restritas), mas fuja-se desse mesmo voto secreto e universal quando a questão é aceitar ou não uma forma de luta em um determinado momento, aceitar ou não uma proposta salarial em negociação.

        Já fui militante: católico por um tempo muito breve e infantil; em uma organização clandestina posteriormente. Sei o que é pertencer a uma comunidade que julga ter a verdade, considera-se “vanguarda das massas” atrasadas e outros jargões. Mas não consigo aceitar que o conjunto dos docentes de uma Universidade possa ser visto por tal ótica e tratado como massa de manobra.

        Saudações universitárias,

        marcos palacios

        PS. Quanto à questão charuto e da provável causa-mortis de Freud, não custa lembrar que todos morreremos – com ou sem charutos – e que “no Xeol para onde todos iremos, Não existe obra, nem reflexão, nem conhecimento e nem sabedoria”
        Eclesiastes 9:10

        “Vamos despacio porque vamos lejos”

        (Los indignados – España)

    • osaciperere Says:

      Circulou na “debates-l”:
      ————————-

      Prezado Professor Marcos Palacios

      Nós não nos conhecemos. Eu sou professora da Faculdade de Economia e nas duas últimas assembléias estive, juntamente com o Professor Annibal Silvany Neto da Faculdade de Medicina, responsável pelo livro de assinaturas. Exatamente estas duas assembléias a que o senhor vem se referindo.

      Esclareço para aqueles que não tem participado das assembléias que são votados diversos encaminhamentos ao longo da mesma, sendo que, um deles diz respeito a continuidade da greve. Certamente, esta tem sido a votação com maior número de docentes se manifestando. A imprensa baiana tem estado presente em peso nas assembléias e em diversos momentos da mesma, ou seja, a foto pode ser de qualquer uma destas votações. O fato de colocar em xeque a votação desrespeita colegas que estão trabalhando com seriedade.

      Entendo que, a melhor forma de equacionar sua desconfiança é participando da assembleia, com isso poderá acompanhar todos os momentos e, inclusive, checar com o livro de assinaturas. Assim poderá formar sua própria opinião e divulgá-la com responsabilidade entre os colegas.

      Outra forma seria checar os nomes do livro de assinaturas. E, neste caso, me coloco a disposição para acompanhar sua checagem. Informo também que na penúltima assembleia tirei uma foto da votação de continuidade da greve que também coloco a sua disposição, mas, obviamente que não conseguirá contar todos os 177 votantes a favor da greve, minha câmera é muito simples e não faz imagens panorâmicas.

      Acrescento que não tenho a menor intenção de ficar respondendo mensagens deste tipo, somente me manifestei para esclarecer aqueles que não tem participado das assembléias. Mas caso queira checar livro e foto, faça contato comigo.

      Atenciosamente

      Gilca Oliveira
      Faculdade de Economia

      • osaciperere Says:

        Prezada Profa. Gilca,

        se a senhora tivesse lido as outras mensagens que enviei saberia que acredito, certamente, que 163, 170, ou (como diz a colega) 177 docentes assinaram o livro e se manifestaram por levantamentos de mãos ou por assinatura no livro pela continuidade da greve.

        Meu ponto foi indicar – pelo registro fotográfico – a pequena participação (certamente menos de 163) na assembleia. E ainda que 163 (ou 177) estivessem participando de todas as etapas do trabalho e não apenas do momento final da votação pela continuidade da greve, ainda assim seria um número pouquíssimo expressivo para decidir algo tão grave, envolvendo alguns milhares de docentes. As assembleias estão esvaziadas. Esse é um fato inegável. Há uma insistência para mim insustentável (por uma argumentação lógica) de que esses fóruns sejam os únicos legítimos para decisões tão importantes. Parece-me paradoxal que se batalhe por voto paritário e secreto para a eleição de um reitor (que tradicionalmente era eleito por assembleias restritas), mas fuja-se desse mesmo voto secreto e universal quando a questão é aceitar ou não uma forma de luta em um determinado momento, aceitar ou não uma proposta salarial em negociação.

        Respeito totalmente sua posição (e seu trabalho como responsável pelo livro), apenas discordo frontalmente da elevação desse instrumento à categoria de única forma legítima de decidir .

        Saudações,

        marcos palacios

        “Vamos despacio porque vamos lejos”
        (Los indignados – España)

  7. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:

    —————————–

    É assim que é essa politicagem de assembléia: minoria decidindo por maioria, maioria se sentindo tolhida de ir às assembléias porque são hostis e desagradáveis, a não ser que só estejam presentes a tchurma que concorda entre si.

    Minha sugestão: às unidades, façam como o IBIO uma assembléia para decidir se continuam ou não em greve. Na assembléia do IBIO quase todos os docentes estavam presentes e as discussões correram muito bem. Aliás, se não usamos plebiscitos, que
    levemos mais a sério as assembléias por unidades conduzindo a uma decisão em assembleia geral.

    Nessa greve insana, minha sugestão é: que cada unidade faça suas assembléias e sigamos terminando com essa greve unidade por unidade….

    Att
    Charbel El-Hani

    • osaciperere Says:

      Caro Prof. Charbel e demais colegas,

      Fico impressionada em ver como um professor pode vir a público
      defender uma posição como essa das assembleias nas unidades.
      Realmente, sinto vergonha em ter colegas que não têm disposição para ir às assembleias gerais por medo das pessoas “hostis e desagradáveis” que lá se encontram. De minha parte, considero mais desagradáveis as
      pessoas que querem desqualificar o que se passa naquele fórum sem que se deem ao trabalho de lá comparecer. Fico sempre muito satisfeita quando vejo o Prof. Paulo Fábio corajosamente apresentar seus pontos de vista nas assembleias, mesmo que eles sejam contrários aos da maioria ali presente. Mas, infelizmente, coragem é para poucos, não é?

      É muito mais fácil ficar disseminando mentiras pela internet, tentando influenciar alguns colegas que ainda não se conscientizaram do papel político que lhes cabe no mundo.

      Quem acompanhou tudo, como eu, sabe muito bem que a antiga e fantasmagórica direção da APUB traiu as decisões da categoria, desrespeitando o Regimento da instituição, motivo pelo qual foi destituída. Sabe também que, longe de fazer a tal greve do fim do mundo, a conjuntura tem sido analisada com cuidado pelo comando de greve e pelos colegas que se manifestam nas assembleias, a fim de que se possa tomar a melhor decisão, tendo sido, inclusive, aprovado um indicativo para o ANDES avaliar a necessidade de uma saída unificada
      na próxima quarta-feira. Se algumas universidades não assumiram esse encaminhamento, votando pelo fim da greve, isso não quer dizer que nossa posição tenha sido equivocada, pois cada assembleia geral tem o direito de decidir seus rumos. Diante desse fato, só nos resta discutir, na assembleia da próxima quarta-feira, esse novo fato, avaliando se ainda temos força e chances de conseguir mudar o quadro que ora se apresenta.

      Aos professores que ainda acreditam que lá só existem seres
      irracionais, que podem agredi-los, posso dizer que fiquem tranquilos: já votei várias vezes contra a posição do comando e sempre saí ilesa.

      Basta ter paciência para ouvir as argumentações pró e contra as
      propostas apresentadas, refletir sobre elas e votar. Simples assim. O resto é plebiscito pra quem tem preguiça de pensar e prefere tentar fazer valer virtualmente suas ideias preconcebidas.

      Abraços,

      Rachel Esteves Lima / Instituto de Letras

      • osaciperere Says:

        Caros,

        me solidarizo plenamente e fico feliz com os pontos de vista expressos pela Professora Rachel Esteves Lima. Fico mais seguro e confiante em relação aos entendimentos que tenho
        abrigado sobre nosso movimento.

        Luiz Anibal – DCTM / EP – UFBA.

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