637 – Os chorões da UFBA

Para o Saci, está nascendo uma nova categoria na UFBA: os chorões virtuais que nunca participam das Assembleias, e, depois, vertem pelas listas, copiosas lágrimas…

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Meu amigo de gorro vermelho e pito, praticamente, me forçou a publicar um “diálogo” entre professores da UFBA, com o argumento de  que “lágrima também é cultura”. Considerando bem razoável o sei argumento, acrescentei: “E riso também!”.

Confira abaixo.

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Colegas,

Recebi uma mensagem eletrônica de um grupo auto-intitulado “Comissão  Provisória de Transição APUB” fazendo uma convocação para uma  assembleia com o objetivo de… “recomposição dos membros da  Comissão Provisória de Transição”. (Não entendi…)

Sou filiado à APUB há 18 anos e NÃO RECONHEÇO esse grupo e o seu  golpe. Essas pessoas NÃO podem me convocar para uma assembleia simplesmente porque eu não os autorizei a me representar nem a se  dirigirem ao meu endereço eletrônico pessoal em nome do meu sindicato.

Desde o início desse movimento estava claro que o ÚNICO objetivo era  a luta pela hegemonia sindical. Uma estratégia que raptou a  insatisfação salarial de muitos e a insegurança dos mais jovens para  alcançar um objetivo mesquinho. Por que não foi respeitado o  plesbicito? Por que decidiu-se rachar o movimento ao meio e  instituir a assembleia como única instância de ação? Por que todo o  movimento foi pautado no jogo de forças e as assembleia se tornaram  aquele ESPETÁCULO DE HORRORES?

Esse grupo NÃO me representa nem JAMAIS me representará.

Waldomiro J. Silva Filho
Dep. de Filosofia

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Caro prof. Waldomiro

Pelo que parece, quem não respeita as decisões coletivas é o senhor !
A assembléia geral de qualquer categoria, em qualquer parte do mundo, é a instância máxima e soberana de tomada de decisões.

A Comissão Provisória de Transição, foi instituída por essa instância máxima e soberana – a assembléia das APUB – que também decidiu conforme prevê o estatuto da entidade, pela destituição da diretoria. Tudo dentro dos conformes da lei.

Se o senhor não se interessa ou não quer participar dessa instância de decisão, o problema é seu…mas não fique querendo desqualificar esse processo legítimo perante a lei, e democrático, que está sendo conduzido pelo coletivo de professores dessa universidade (coletivo que reúne pessoas de todas afiliações partidárias, tendências políticas, credos e orientações sexuais). Então chega de chororô !!!!

Cordialmente

Pedro Abib
FACED

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5 Respostas to “637 – Os chorões da UFBA”

  1. José Tavares-Neto Says:

    Ao Amigo do Saci,

    É isso mesmo! Os chorões necessitam, ao menos, buscar boas fontes de informação. Depois, quero saber da Comissão Provisória qual foi receita para pagamento das faixas da ex-diretoria da APUB, acusando FALSO golpe.

    Contra o chororô e fora pelegada.

    J. Tavares-Neto
    Medicina

  2. osaciperere Says:

    Circulo na “debates-l”:

    ———————–

    Caro Waldomiro

    A Comisão Provisória de Transição talvez esteja agora à espera do apoio da OTAN, pra começar o bombardeio da UFBA!
    Estamos na Justiça e não entregaremos a APUB, a não ser que ela (Justiça) nos obrigue.

    Mesmo que fosse para entregá-la, não poderíamos entregá-la a uma comissão criada numa “assembleia” de associados e não associados, que desrespeitou uma determinação da Justiça, seguindo a orientação de advogados da Andes, presentes à reunião , no dia 15/8.

    A insânia do desobedecimento de uma liminar foi cometida somente para gerar um fato político, isto é, o golpe na DFiretoria e a escolha conseguente de uma comissão fantasma!

    Sem qualquer respaldo no Estatuto, essa comissão, simpelsmente, NÃO EXISTE.

    Ela foi escolhida à base de voluntariado, sem que os “comandantes” nela entrassem e sequer tivessem o cuidado de verificar que dois dos voluntários não eram associados da Apub! A tal recomposição, agora anunciada, segundo imagino deverá ser feita em outra “assembleia”, também ilegal, porque convocada in foermalmente, e deve ser para tirar esses dois desavisados colegas, substituindo-os por outros que, pelo menos, sejam associados da APUB.

    A ingenuidade política é tanta que acham ser possível corrigir, juridicamente, um erro cometido no passado, passando uma borracha na ata da reunião.

    Todo o esforço dos “comandantes”, agora, é para conseguir uma saída honrosa apara o Sindicatão Nacional, à deriva. O motivo da greve é somente prolongar a greve, talvez até o fial dos tempos.

    É uma pena, é uma lástima, mas também é um aprendizado sobre como não se deve fazer política. Espero, francamente, que aprendam com os erros.

    Grande abraço
    João Augusto

  3. osaciperere Says:

    Circulo na “debates-l”:

    ————————–

    Caros e Caras

    Parece que mesmo diante dos fatos, pessoas tão inteligentes parecem negligenciar coisas básicas. Não como resposta aos emails sobre comissão ou outro assunto, mas como uma reflexão geral sobre o processo em curso, eu submeto este breve comentário que reflete o contexto atual e as versões sobre uma suposta verdade inabalável que parece permear a idéia da destituição.

    A diversidade de idéias e ideais é um principio fundamental na existência da autonomia e da democracia e conviver com elas exige dialogo e respeito. Tenho acompanhado o trabalho e empenho do Comando e dos colaboradores, e o que eu vejo é o exercício destas duas capacidades o tempo inteiro. Somente quem está alheio a isso ou tem restrições a convivência com diferenças, pensa ao contrário. Se existem manifestações mais contundentes, elas decorrem do processo que vivemos e do calor de nosso parco exercício de disputa democrática. A Universidade Pública está sob um pesado ataque, onde a precarização da carreira e o inchaço quantitativo das universidades (inclusão a qualquer preço ) que avilta um futuro de progresso e de real desenvolvimento. Par e passo, grupos políticos de clara vinculação governamental tomaram partes das estruturas de organização docente. As lógicas como a do PROIFES podem conviver nesta estrutura, mas o que ela não pode fazer é impor sua vontade sobre a maioria, maioria esta que nem alcançou em sua fileiras (vide a tabela da consulta eletrônica nacional) entre outros fatos que agora não aprofundaremos. Desta forma perguntamos: quem realmente não se propõe ao diálogo e quem não respeita a categoria?. Quem não respeitou em nenhum momento a sua base foi a sua direção sindical e não o Comando de Greve Local.

    Em um movimento de desprezo do fórum máximo dos docentes, a agora ex-diretoria da APUB busca inflar a mais completa inverdade e inversão dos fatos, cujo ato marcante foi a tentativa de sustar a histórica assembléia do dia 15/08, mas não conseguiram. E agora buscam uma posição de vitimas, informando parcialmente e suprimindo fatos e elementos em sua versão, tal conduta é muito grave, especialmente quando isso ocorre na Justiça.

    Transformar um fato político legítimo em uma querela judicial, a meu ver expõe fraqueza e incapacidade. Vamos aos fatos:

    1.A Assembléia do dia 07/08 foi convocada pela APUB-sindicato e dirigida pela então presidente do sindicato e pelo coordenador acadêmico com mais dois membros na sua composição.

    2.Nesta mesma assembléia ficou convocada, pela própria presidente (registrado em vídeo), uma nova assembléia com ponto de pauta único: ?destituição da diretoria da APUB-Sindicato?, marcada para o dia 15/08 no mesmo local. (portanto, sem dúvida alguma, totalmente legal e legitima)

    3.Ocorre que a ainda então diretoria não cumpre mais uma vez o prometido e não aparece e impetra uma ação contra os colegas do Comando para tentar sustar o legitimo, legal e democrático direito da categoria.

    4.Em face ao clima tenso da atitude antidemocrática e com quorum regimental a assembléia decide pela destituição da diretoria da APUB, aspecto previsto em estatuto sim, portanto, legal e também legitimo.

    5.Durante os dias que antecederam a assembléia ficou suspensa a filiação de novos membros e na manhã do dia 16/08 ate o presente momento a APUB-Sindicato permanece fechada (ressalta-se apenas o funcionamento da APUB-saúde).

    6.A legalidade da assembléia já foi reconhecida na Justiça.

    Por que não existiu GOLPE e por que o ato é de fato democrático.

    1. Golpe significa: artimanha, estratagema, acontecimento infausto e inesperado. Ação com intencionalidade oculta e ardil. Onde esta atitude foi realizada?

    2. É estatutária a possibilidade de destituição de diretorias, não apenas por delitos financeiros ou aspectos desta natureza, mas também pelo fato principal de que a Diretoria DEIXOU de representar as decisões de sua base em estâncias superiores e fundamentais. Ao dar anuência a assinatura do acordo em separado da categoria e não indicar o desejo de sua base, a diretoria ABDICOU o dever principal de sua função, criando um caos e dificuldades ao movimento nacional. Isto sim é um Golpe .

    3. Ao não mais representar os anseios dos docentes de sua base e ao desrespeitar acintosamente os docentes em assembléia, ficou estabelecido um clima de impossibilidade completa de permanência da mesma frente à direção da entidade.

    4. Os fatos que alargam mais ainda esta irresponsabilidade e desrespeito estão nos princípios da consulta eletrônica e da manipulação escachada dos seus resultados. Escondem que com menos de ¼ de sua base (PROIFES-nacional), cujos dados estão disponíveis em planilha eletrônica, o que representa menos de 2% do conjunto dos 120 mil professores em greve. O PROIFES, com anuência total e servil da Diretoria da APUB, vota a favor de um acordo rebaixado contendo péssimos aspectos para a carreira e criando outros muitos problemas (cuja análise requer avaliar ponto a ponto do documento).

    5. Este ataque frontal, não só foi antidemocrático e golpista em relação aos docentes da UFBA, como criou uma cisão e um fechamento das negociações, criando dificuldades para que possamos sair deste movimento paredista com o mínimo de unificação e com algum ganho, especialmente na carreira. Agora, com este esdrúxulo documento chamado de acordo, literalmente temos este futuro arranhado em seu âmago.

    Concluindo: NÃO EXISTE ou EXISTIU GOLPE por assembléia ou qualquer meio, pois esta foi legitima e aberta frente um ato vil de traição. Foi um autentico direito de defesa de um conjunto de ações autoritárias e antidemocráticas de dirigentes que abdicaram do direito de cumprir as funções que deveriam cumprir. A tentativa de tentar inverter os fatos e transformar-se em vitima é no mínimo estranho.

    Pelo direito de sermos respeitados como docentes, pelo direito a dignidade de uma carreira decente e pelos demais princípios que todos, independentemente de linha de pensamento ou filiação ideológica tenhamos, é que os docentes da UFBA em sua instância máxima votaram pela destituição da diretoria da APUB.

    Prof. Marco Antonio Tomasoni
    Universidade Federal da Bahia – UFBA
    Instituto de Geociências – IGEO
    Dept° Geografia-IGEO/UFBA – Programa de Pós-Graduação em Geografia
    Laboratório de Estudos Ambientais e Gestão do Território- LEAGET
    Av. Barão de Geremoabo, s/n. – Campus Ondina
    40170-290 Salvador, Bahia, Brasil
    Tel: +55(71)3283-8535
    Cel: +55(71)9326-7221 -8726-4166

  4. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”:

    ———————————

    Arrasados pelos sucessivos erros e inanição… politicamente
    repudiados….agora agarram-se aos ossos da Apub. Mas nao fico
    surpreso! O poder deve trazer alguma vantagem, para justificar tanto
    apego.
    abcs cordiais,
    Zamparoni

  5. osaciperere Says:

    Prezado Prof. João Augusto e demais:

    Caminhando, cantando e protestando somos todos iguais braços dados ou não.

    A Comissão Provisória de Transição aguarda a decisão da JUSTIÇA!
    Caberá a justiça decidir o que vale e o que não vale.
    Se tiver que entregar poderá ser à COMISSÃO DEMOCRATICAMENTE ACEITA PELA ASSEMBLEIA ou
    decisão judicial poderá optar por eleições imediatas.

    Discordo da insanidade: todos têm o direito de discordar, se a orientação advocatícia
    estava, naquele momento, correta ou não, nos cabe o epíteto de insanos. Advogados estão
    aí para isso e certamente sabiam o que estavam fazendo para orientar a mesa diretiva da
    assembleia em 15/08/2012.

    É ingenuidade afirmar: gera fato político. O fato político já existia e continuará
    existindo, provavelmente, até a próxima quarta-feira, 10/09/2012, refiro-me à GREVE DOS
    PROFESSORES BRASILEIROS COORDENADA PELO ANDES SINDICATO.

    A COMISSÃO NÃO É FANTASMA. É DE CARNE E OSSO, osso duro de roer. Se fosse fantasma, penso
    na revista em quadrinho que lia na infância, O FANTASMA já teria derrubado as grades e
    tomaria posse.

    No ato da composição da COMISSÃO toda assembleia já sabia que dois membros não era
    filiados e fariam a filiação no dia seguinte.

    Como se faz uma convocação legal? Através do APUB-Proifes? Que o Apub-Prifes o faça em
    nome do Comando Local de Greve.

    Repito não esses dois desavisados, seria melhor dizer: Os dois professores não associados
    a APUB serão substituídos por dois associados.

    Sindicato Nacional, não está à deriva. A greve que ainda não acabou, fortaleceu por
    demais o ANDES. Mostrou um PROIFES comendo no prato sindical do governo que votei para
    colocar lá, como dizem alguns de São Lázaro. Estarei completando 30 anos de UFBA e 30
    anos de PT. Continuarei na UFBA, mas o PT é coisa do passado.

    O motivo da greve não é prolongar. É tentar o melhorar as negociações até o último minuto
    e fortalecer a categoria para novos embates, novas greve. Quem sabe não teremos uma
    assembleia em 29 de maio de 2013 e a categoria sentindo-se traída decretará GREVE. Quem
    viver verá.

    Espero, francamente, que aprendam com os erros. ERROS acontecem: quem não os comete?
    Seria importante um comentário de Anísio Teixeira e de Mariguella acerca da Mensagem
    abaixo.

    Finalizando, convido-o e todos demais professores e todas demais professoras para irmos à
    assembleia do dia 10/09/2012, para decidirmos os rumos da categoria docente, pois
    precisaremos CONFIRMAR o reajuste salarial, ACOMPANHAR AS MUDANÇAS na estrutura da
    carreira docente e RTECLAMAR TODOS OS DIAS por melhores condições de trabalho [segurança
    nas unidades (dentro e fora), transferir a messalidade do plano de saúde APUB para o
    orçamento da UFBA, qualificação de laboratório e manutenção constante do conjunto da
    universidade].

    A greve continua. Lamentamos a ausência da foto de A Tarde, com certeza mostraria 156
    braços pela continuidade da greve.
    Grande abraço
    José Roque.

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