639 – Ex-presidente da APUB perde a cabeça

Para o Saci, tem gente que só acredita, vendo…

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arece que a ex-presidente da APUB ainda não acredita que não mais existe… enquanto dirigente! O pobre do Saci ficou branco que nem uma folha de papel ofício quando lhe mostrei a mensagem, ou a assombração cibernética  que a dita cuja está enviando para os docentes da UFBA.

– UUUI! Chefia! Que meeedo! Vou me tufuiá debaixo da coberta!!!

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Citando “Profa. Dra Silvia Lucia Ferreira” <silvialf@ufba.br>:

A diretoria da APUB SINDICATO vinculado ao Proifes Federação, considerando que encerrou-se em 31 de agosto de 2012 o prazo para encaminhar o projeto de lei sobre carreira e salário, ao Congresso Nacional resolve: Convocar todos(as) docentes ativos(as) e aposentados(as) da sua base sindical na UFBA, UFRB e IFBA para participarem de plebiscito para encerramento da greve, a ser realizado no período de 03 a 05/09/2012.

O plebiscito será iniciado às 08h do dia 03/09 e finalizado às 12 h do dia 05/09. A votação será realizada exclusivamente pela página da APUB (www.apub.org.br), a partir de dados de identificação docente.

Diretoria da APUB [sic!] – Sindicato, 31 de agosto de 2012

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Claro que aquela aleivosia de além-túmulo provocou a reação dos docentes vivos, e de outros moribundos. Vejamos algumas delas:

Colegas,

considero ridícula a posição da direção destituida (e sub-judice) de nossa entidade, a Apub, que insiste em confundir a categoria e o movimento grevista dos professores da UFBA/UFRB com a chamada de um plebiscito eletrônico, nessa altura do tempo, propondo o fim da greve. Já fizeram o mesmo um mês atrás, e deu em que?

Quem ainda leva a sério os prebiscitos dessa destituída diretoria da Apub?

Essa direção destituída demonstra covardia, ao se ausentar das assembleias e não mobilizar os associados para dessas participarem e tomarem – pelo voto direto e aberto – as decisões que considerem mais adequadas aos nossos interesses.

É a assembléia geral o lugar, o local, o espaço de decisões soberano de qualquer agremiação associativa, conforme estabelece seu estatuto. Um reles plebiscito, cuja lisura e segurança inclusive são questionáveis, não substitui aquele espaço soberano.

Covarde, essa diretoria abandonou seus associados. Como associado que há anos paga suas mensalidades ao sindicato, não me sinto representado por uma direção sindical que foge do face-a-face com os membros da categoria, que abriu mão de suas responsabilidades dirigentes num momento crucial da luta como a que vivenciamos nos recentes dias.

Queremos sair da greve? O lugar de dizer isso não seria a assembléia da próxima quarta-feira, dia 5/09, na Faculdade de Arquitetura?

Nem precisa dizer em palavras. Basta uma única pessoa propor. Aos demais, basta levantar os braços e votar.

Pelo que entendo – e posso estar enganado – a continuidade ou o fim da greve – reconhecida pela administração da UFBA – depende únicamente dos braços que ali se levantem. A direção destituída da Apub nada fará nessa direção, porque abdicou de suas responsabilidades para conosco. E nós mesmos, por que tememos a assembleia?

Numa assembleia geral se decidiu pela entrada da greve. Numa assembleia geral pode se decidir pelo retorno ao trabalho. Qualquer outra solução não seria casuísmo, reflexo de esquizofrenia? Ou estou errado?

f.c. [Fernandro Conceição]

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Meu caro Moraes,
Sei que a via de solução deve ser política, mas considerando a anarquia institucional com que se pautam os membros da diretoria depostas e suas viúvas, gostaria de lembrar o que prescreve o estatuto da APUB, em seu cap II, Art 7o:

“os filiados estarão sujeitos às penalidades de advertência, suspensão e exclusão do quadro social da APUB SINDICATO, quando infrigirem dispositivo(s) deste estatuto e DECISÕES DE ASSEMBLÉIA GERAL”. O parágrafo 5 prescreve que “os efeitos da pena retroagem à data da infração ….”.

Vamos em frente. Depois não aleguem que tais prescrições do estatuto não foram lembradas.
 

Luiz Anibal.

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Prezada Sílvia,

APUB Libertada. Abaixo a Pelegada!

Você e o restante de sua diretoria foram destituídos em uma assembleia aprovada numa assembleia anterior com você presidindo a mesa!

Para o bem do movimento docente vocês não existem mais como dirigentes.

Sds,

LRS Moraes

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Ao Amigo do Saci e Outros Colegas,

Esse “plebiscito” só cabe análise da Vaca Tatá; não obstante, o Comando de Greve deveria, S. M. J., arguir, tempestivamente, na Justiça atos praticados por ex-diretoria, destituída.
Saudações Acadêmicas Bicentenárias,

José Tavares-Neto

Medicina

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MAIS UM PLEBSCITO NA APUB

Esta greve rigorosamente chegou ao fim em 3 de agosto do mês que terminou ontem, quando o PROIFES e o governo assinaram o acordo que punha fim a uma longa negociação entre o governo e as entidades sindicais. Não terminou por razões que a própria razão conhece. Mas agora no 31 de agosto com o envio pelo governo do projeto de lei para o Congresso, se a greve continuar, já seria contra o Congresso. Para os nossos comandantes, tudo normal porque eles fazem a greve do fim do mundo. Greve é greve e estamos conversados. Mas para a imensa massa de professores que por este Brasil a fora entrou nesta greve para resolver problemas de salário, carreira e condições de trabalho a greve chegou ao fim por três motivos.

O acordo assinado pelo PROIFES é o melhor entre os de todas as categorias do serviço publico (dos 8,9 bilhões previstos para os servidores federais em 2013, 2 bi para os professores); não se faz greve contra o Congresso Nacional e por fim, greve cansa e chega o dia de acabar. Por isto, os nossos professores, simplesmente começam a sair da greve com o mesmo ímpeto que entraram. Nas últimas assembléias, os andinos têm mantido a greve por uma margem muito pequena de votos.

Aqui na UFBA, nas reuniões que eles têm feito para manter a greve, ganham com uma margem muito grande de votos, porque os que pensam diferente dos comandantes não vão lá para não serem agredidos, vaiados e
desrespeitados, como aconteceu na última assembléia da APUB em 7/7. Isto significa que se depender das nossas “assembléias”, ficaremos em greve até o natal, pelo menos. Desta forma, só temos o plebscito para aferir a vontade dos professores, quanto ao destino desta nossa já longa, demasiadamente longa, greve. Os professores somente e não a direção sindical ou os comandantes, podem terminar a greve. Outras greves já terminamos em nossas assembléias.

Desta vez, sabemos, não é possível. Vamos ao plebscito, que a APUB realizará pela infovia a partir da próxima segunda-feira. Ai sim, sabemos que os professores estarão completamente à vontade para votar. Isto é bom.

Israel Pinheiro,
prof. do Depto. de Política/UFBA.

3 Respostas to “639 – Ex-presidente da APUB perde a cabeça”

  1. Saci-Pererê Says:

    Circulou nas listas:
    ————————-

    Por que o comando de Greve nunca esclareceu essa questão para a imprensa? Desde o início da greve?

    Eles estão plenamente conscientes do que fazem. Sabem que nada disso tem valor legal, mas sabem que tem impunidade pois o comando de greve não irá denunciá-los pois são contra a unicidade sindical e por isso são cúmplices do fracionismo no meio sindical.

    [Francisco Santana]

  2. Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:

    Meu caro Tomasoni,

    também me solidarizo com o prof Fernando. A instância máxima de delibiração é a AG, conforme dispõe o estatuto da APUB.

    Existem colegas que têm suas razões pessoais para não irem à AG. OK, respeitemos. Outra coisa bem diferente é a postura da diretoria deposta da APUB e suas viúvas, que fogem da AG pois não têm firmeza para olhar os colegas de frente em razão do seu pelegismo agora conhecido por todos.

    Vamos em frente, vamos tocar o que nos parece correto.

    Abraço,

    Luiz Anibal.

  3. altino Says:

    OLÁ!!
    Em que contexto se insere a movimentação dos proifianos convocando plebiscito, reuniões para término da greve? A exigência do capital ao PT e agregados antes da assunção ao poder há 10 anos, entre outras, foi a subordinação e controle dos movimentos sociais e dos sindicatos. Montou-se a estratégia e executou-se ações com vistas a utilizar os sindicatos como correia de transmissão, aparelhos para apoiar e cumprir os desígnios do poder.
    A insubordinação dos trabalhadores nesse 2012 é um acinte para o poder. A perda do aparelho APUB que vinha cumprindo esse papel à risca, um golpe. Daí ações diversas vão ser encetadas tanto para manter o aparelho quanto para cumprir ideário colaboracionista.
    A movimentação proifiana pelo plebiscito, atropelando decisão judicial, busca, além de acabar a greve que desgasta e mostra a face intransigente e anti-social do poder, prestar contas ás exigências de Brasília e de Porto Alegre e justificar-se com os apoiadores, em especial os falcões locais, mostrando serviço. A cobrança também envolveu e envolve os prepostos de unidades que convocaram reuniões, não para discutir os graves problemas das IFEs (ah! nem olharam a pauta local) e o por que de sermos obrigados a realizar greve, mas para enfraquecer a luta, derrotar a união.
    Candidato a governador em São Paulo o ministro da Educação vai se licenciar para entrar na campanha paulista, conforme noticiou a Tribuna da Bahia semana passada. Isso preocupou o proifes? Preocupa quem assume a negociação com os docentes e a gestão dos graves problemas da pasta? Conforme A Tarde (31/8/12, pg. B1) o governo incluiu na proposta de orçamento desonerações de R$ 15,2 bilhões às quais devem se somar as que vêm sendo sistematicamente feitas. Algum proifiano comentou, reclamou?
    Da parte do movimento dos professores, autônomo e independente, cabe estreitar a união, solidariedade e organização com vistas a garantir a recolocar o sindicato APUB como representação dos trabalhadores docentes da UFBA e ampliar a pressão nacional por negociações, consciente das profundas limitações do projeto deste governo que amplia a desestruturação da carreira, parcela o reajuste que vai ser negativo para colegas que realizam trabalhos iguais, penaliza os que abraçam a carreira e sequer considerou a problemática das condições de trabalho!
    Um convite a reforçar a organização social dos docentes!
    altino

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