665 – O desespero da velha APUB

Para o Saci, a natureza de Cronos, o Tempo-Rei ou Tempo Augusto, é diferente da natureza da rocha bruta…

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

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lguém da ex-diretoria destituída em Assembleia dando seu “testemunho” teria algum valor? O tempo vai dizer…

Discurso, discurso, discurso… A ação – contrária aos interesses da categoria, inclusive o golpe tramado nos corredores de Brasília, por muitos e muitos anos estarão na memória dos professores que entendem que sindicato é para lutar.

O desespero do encien régime colocando no site da APUB – que ainda controla na marra -, fotos de “diligências” com parlamentares na capital federal não comove nem mais os bobinhos ou os incorrigivelmente crentes. O que salta aos olhos dos professores é a farra que o ancien régime promoveu aos seus “chegados”. Turismo com o dinheirinho dos associados.

Se a ex-diretoria destituída não respeitou as decisões da Assembleia, indaga-se pelos corredores da UFBA, o que não fará para não deixar a direção da APUB?

Aguardemos a resposta das urnas. Já contabilizamos duas derrotas do ancien régime na Justiça, em duas instâncias (ação movida pelo Prof. Francisco, diante das maracutais do plebiscito vicioso). Na última delas, segundo fui informado, houve unanimidade dos juízes contra a ré. Contabilizamos, também, a derrota do ancien régime em Assembleia. Como resultado da destituição, alguns colegas do movimento estão sendo processados – leia-se criminalizados. Mais uma vez, a retaliação dos destituídos a custa do rico dinheirinho do associado. E haja honorários advocatícios extras…

A quarta derrota está por vir. Os professores da UFBA preferiram não enxotar o encien régime por via da judicialização, levando em conta a demora de qualquer demanda judicial.

Talvez tenha sido melhor assim. Se as urnas não forem fraudadas, dessa vez o encien régime terá a punição que merece.

E a APUB VIVA retornará o caminho de defesa dos docentes e deixará de ser correia de transmissão da Ritoria, do Palácio de Ondina , do Palácio do Planalto, do FMI ou de quem quer que seja.

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Caros colegas:

É evidente que a oposição só tem para apresentar aspectos de sua  política estreita, partidarizada e anti-governo, como se ainda estivéssemos em plena ditadura militar. Fazer barulho, promover assédio moral contra colegas em assembleias, pensando em ganhar no grito, no entanto, isso não funciona no ambiente da Universiade,  acostumado à argumentação serena e baseada em dados e reflexões.

Vamos combater a oposiçao, tranquilamente,  firmes na convicção de que a APUB tem de permanecer a entidade de todos os seus associados. Deverá permanecer fora da Andes, segundo o que foi definido por dois terços dos votantes, no plebiscito de 2009. Por conseguinte, vamos nos manter filiados ao PROIFES Federação, porque essa entidade é a expressão de um modelo mais democrático de organização sindical.

De fato,  ao invés de um sindicatão pesado, aparelhado e centralizador, do qual seríamos uma simples seção sindical, queremos fortalecer um sindicato estadual autônomo, constituído somente de professores da rede federal, articulado nacionalmente através de uma Federação, num modelo semelhante ao da FASUBRA, entidade que já superou, historicamente,  modelo parecido com o da Andes.

A palavra AMPLITUDE está bem grande no título de nossa CHAPA 1, que lutaremos para que seja vitoriosa em 27 e 28;/11/2012, porque nosso centro é o interesse e a defesa das reivindicações  dos associados da APUB Sindicato e do ensino público federal!

Não nos cabe ser contra, ou a favor, de qualquer governo ou de qualquer reitoria. Isso não está em nosso estatuto, e nos manteremos fiéis, exclusivamente, ao  ao que nele está incluído, mesmo que a CHAPA 1 pretenda aperfeiçoá-lo, na próxima gestão.

Para refutar os argumentos da oposição, credito que a nossa CHAPA 1 deverá se armar, no bom sentido do termo, com os seguintes principais  argumentos, que abaixo procuro esboçar:

1. Há cerca de 6 anos, quando a Andes ainda estava, irresponsavelmente,  com a carta sindical suspensa, razão principal para a criação do Proifes Fórum, o salário dos aposentados era, em média, 65% do salário do professor equivalente da ativa (basta conferir os contracheques). O Proifes, criado para representar os docentes do Magistério Superior e do Ensino Básico. Técnico e Tecnológico,  negociou e assinou acordo com o Governo, promovendo a equiparação salarial entre os aposentados e os da ativa. A Andes não assinou esse acordo;

2. O Proifes negociou com o governo os aumentos salariais de 2008, 2009 e 2010, sendo que esse último, em julho de 2010, colocou nossa categoria na melhor condição salarial dos últimos 20 anos. A Andes também não assinou o acordo;

3. Foi a luta do Proifes que conseguiu a equiparação salarial do Magistério Superior com o Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. A Andes, mais uma vez,  não teve qualquer participação nessa luta;

4. As incorporações de todas as gratificações aos salários, com a fixação de um Vencimento Básico (VB) e uma Retribuição Por Titulação (RT),  ambos preservados integralmente na aposentadoria, que é a conformação salarial de todas as categorias do funcionalismo federal, após o governo Lula, é uma conquista do Proifes;

5. A Andes só assinou, nos últimos seis anos, junto com o Proifes e o Sinasefe, o aumento dos 4%, o ano passado, porque só aí a defasada e ex-gloriosa entidade, hoje em franca decadência de propósitos, recomeçou a aprender que negociar não é praticar peleguismo; e

6. Mesmo assim, não aprendeu a lição, pois, na última greve, 120 dias parada, não teve competência para negociar uma só de suas 71 reivindicações, junto ao governo! Quando havia alguma negociação aberta, o infantil comportamento andesino consistiu em apresentar o pacote fechado de reivindicações ao governo, afirmando: “é pegar ou largar”!

Em síntese, o Proifes, o Sinasefe e a FASUBRA, na campanha salarial de 2012, partiram para a negociação com o governo; somente  a Andes não teve competência para o fazê-lo. Seriam pelegas, por acaso,  as direções de todas aquelas entidades?

Conseguimos, com o Proifes,  através do  Termo de Acordo, assinado com o governo em 03/8/2012, reajustes salariais que não são o ideal, certamente, mas consituem um resultado bastante significativo. O governo esperou dez dias, para que a Andes assinasse tal acordo, mas ela não o fez. Ao contrário, passou mais um mês e meio em greve, e não conseguiu sequer negociar a “estética das tabelas”, motivo de 13 propostas, entre as quais uma gerada aqui na Bahia.  O Proifes, por seu turno, conseguiu negociar um aumento, a ser pago em março de 2013, março de 2014 e março de 2015, que é, em média,  DUAS VEZES maior que o conquistado pelos demais servidores federais, com as greves de 2012.

Lembremos de que, se fosse pela atuação da Andes – a volta à Andes foi o motivo mais importante para greve passada e para esta tentativa de tomada do APUB Sindicato pelo grupo de oposição – , nada teríamos hoje para contar, em termos de conquistas reais, tanto para a categoria docente, quanto para a expansão da universidade pública e dos institutos federais de educação e para as políticas afirmativas (a Andes votou, em Congresso, contra as quotas nas universidades).

Já o Proifes teve papel importante na organização do atual PNE, na campanha pelos 10% do PIB para a Educação e  na luta pelo maior apoio oficial  à educação  infantil e à educação integral. A Andes, nada faz nesses terrenos, a não ser criticar, sem sinalizar para qualquer discussão consequente  com o governo, a respeito da educação pública, em nosso país!  Na verdade, sua insegurança política é tal que pensa que negociar, de igual para igual  e criativamente, com o governo, é praticar peleguismo! Está, portanto, desatualizada e paralisada, em termo da defesa consequente de nossos interesses, sejam os da categoria docente ou os nacionais, de interesse da maioria. Por que, pois, voltarmos para dentro dessa entidade inoperante, bandeira maior de nossos opositores?

Pergunta-se, por fim: onde estariam mesmo as vitórias alegadas pelo sindicatão inoperante, decorrentes de sua “greve do fim do mundo”,  derrotada por conta da estreiteza política, em  2012?Partamos todos para a campanha vitoriosa da CHAPA 1!

Grande abraço, e até a vitória!
João Augusto de Lima Rocha

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2 Respostas to “665 – O desespero da velha APUB”

  1. osaciperere Says:

    Diante do e-mail que circulou na “debates-l”, abaixo, a minha amiga Vaca Tatá sussurrou nos meus ouvidos:

    Muuuuuu! O Palácio de Ondina entrou na briga. Logo, logo vai pedir auxílio à Força Nacional!…

    ———————————————

    Colegas, um abraço

    Incluam meu nome: Antonio Albino Canelas Rubim (IHAC). [na lista de apoio à Chapa 1].

    Um abraço

    Albino

  2. Denilson Says:

    Ou prof. joão augusto é muito desinformado, ou é muito esperto. desde quando o proifes decide alguma coisa? será que ele não manja que essa coisa só senta à mesa com o MEC porque foi criado pelo governo lula para enfraquecer a resistência que sofria nas universidades a partir da contra-reforma da previdencia e de outra contra-reformas do estado brasileiro? será que ele já ouviu falar numa coisa chamada de unicidade sindical na Constituição federal?

    joga duro saci!!!

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