747- Arte e Política

Arte-e-Política

O “Triunfo da Arte Dialógica” é o estudo de um painel projetado pelo Saci-Pererê da UFBA para a parede mais nobre da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (clique na arte para visualizá-la melhor).

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

P.

ara o Saci, cada vez mais mergulhado na sua pesquisa sobre “Reciclagem de Imagens”, a Arte e a Política sempre andaram de mãos dadas. Juntinhas; coladas; siamesas. Para o bem ou para o mal. Deambulando aleatoriamente por livros de arte, numa das poucas livrarias de Salvador, hoje migradas para os shoppings, deparou-se com magníficas realizações artísticas escultóricas, pictóricas e arquitetônicas, sem as quais os densos volumes da História da Arte não seriam senão esquálidos opúsculos ou livrinhos sem graça.

– Veja bem, chefia, o que seriam os museus do mundo sem as grandes celebrações entre nobres políticos, retratadas por notáveis pintores? Sem eles, não teríamos a mínima ideia do esplendor vividos por reis/rainhas, príncipes/princesas, duques/duquesas, condes/condessas e demais galhos da frondosa árvore da nobreza. Palácios, castelos, termas, jardins suspensos, mausoléus e todas as construções artísticas que chegaram até os dias de hoje só foram possíveis pelo abnegado espírito dos artistas, arquitetos e escultores que despenderam as suas melhores energias – pura e desinteressadamente! -, para a maior glória da Arte. Pensando nisso, tomei a decisão de me tornar um cronista visual das grandes alianças da política baiana da minha época…

Já em cima da hora para ir trabalhar, infelizmente, não pude ficar para ouvir as suas justificativas de empunhar o mouse em favor de uma arte genuinamente baiana, quem sabe um verdadeiro Renascimento dos bons tempos da Bahia de outrora de Tomé de Souza e de Garcia d’Ávila…

À noitinha, quando cheguei em casa, me deparei com um bilhete do meu esforçado amigo, pedindo-me para intermediar uma proposta de painel (disponibilizada para visualização no desktop do meu computador) com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. À medida que ia lendo, fui ficando mais irritado pela indecorosidade do pedido. Antes de rasgar aquela coisa patética, ainda li um post scriptum que justificava a substituição do painel de Carlos Bastos, segundo o pestinha, pelo estado de desgaste em que se encontrava o trabalho do celebrado artista baiano, que um dia conheceu a importância do mecenato artístico para a consolidação simbólica de lideranças políticas.

ARTE-NOBREZA

Para o Saci, rios de tinta foram despejados em telas e paredes para embelezar a nobreza política que, em troca, fez a arte resplandecer…

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