781 – Ler pra quê?

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2 Respostas to “781 – Ler pra quê?”

  1. Menandro Ramos Says:

    Parece que, hoje, a leitura está meio fora de moda.

    Não é à-toa que se curte tanto o brilho dos “tecnopalcos”, dos palcos da “telinha”, dos gramados, das pistas de Fórmula 1 ou congêneres… Ouvi, outro dia, num ponto de ônibus, um jovem dizer para outro que “leitura é coisa de otário”, citando Neymar e outros craques milionários de clubes europeus que nunca deram bolas para livros, para estudos.

    Talvez ele tenha razão. Quem sabe até se o próprio ministro pragmático da Educação não pensa da mesma forma que aquele jovem?

    Quem sabe, também, se os professores não estão com os dias contados, por isso mesmo? Que jovem “normal” poderá se sentir atraído por uma profissão tão desprestigiada pelos poderes públicos, tão mal remunerada, tão secundarizada?

    Com exceção dos períodos eleitorais, quando os políticos sustentam de fato as bandeiras da Educação e brigam por elas?

  2. Jober Says:

    Seu texto é provocador…Gosto da forma interessante que vc tem de expor suas ideias.

    Bom… quanto ao que penso…

    Penso que já vivemos numa sociedade de leitura e de leitores e, portanto, tem parecido que ler nunca esteve tão em moda como nos dias atuais.

    A leitura não é mais, e nem pode ser, um despertar apenas para a intelectualidade acadêmica, mas um aceder aos novos jogos de verdade, novos jogos de saber, mediante as potenciais ondas de: cinema, vídeo, tv; playtation, games; revistas, bancas de revistas, revista avon; bíblia, bibliotecas virtuais; facebook, instagran…

    As livrarias e as editoras são verdadeiros complexos industriais… a cultura livresca nunca recebeu tantos contornos como na atualidade…

    Então, pensar que o livro, a leitura, a literatura, a filosofia, perderam seu protagonismo seria como analisar o futebol com as regras do basebol…

    As coisas estão desdobrando novos começos e ainda estamos vivendo o “eterno retorno”… a modernidade não perdeu os seus prazos, sem retomar e potencializar o passado e provocá-lo em grande apocalipse, ou seja, em grande revelação.

    E a grande revelação, o grande apocalipse que tem se instalado para nós, crentes no fim do livro, é de que estamos margeados e marginalizados pelas novas práticas de leitura… Não estamos acompanhando, nem dandpo conta da tecnocracia da informação digital, por exemplo, nos nossos dias… temos ficado à margem de nós mesmos…

    A máxima que nos irrita é que nós, academizados, é que estamos lendo muito pouco… essa geração que tem chegado lê muito “com outros óculos”…

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