80 – Naoliberalismo

Um triste Saci tristonho...

A cada dia, o meu pobre amigo Saci amarga uma derrota para a esquerda "light". Todo tristinho, ele me pergunta se esta eterna noite de breu não aponta mais para nenhuma madrugada, como se eu soubesse dizer...

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3 Respostas to “80 – Naoliberalismo”

  1. Lúcia Fernandes Lobato Says:

    Querido Saci
    Estive na semana passada apresentando uma comunicação no II Seminário de Dança Teatro na Universidade Federal de Viçosa. Que espanto!!! É uma universidade!!!! Segurança, espaços de convivência, alunos reunidos em vários pontos do campus conversando, namorando, cantando, vários restaurantes e cantinas, gramado, tudo equipado e pasmem a reitoria é o prédio menor do campus. O reitor abriu o Seminário com uma camisa (nada de terno) tendo ao lado a vice.também vestida para trabalhar e não para desfilar.
    Voltei com a sensação que trabalho num verdadeiro lixão, onde as pessoas correm para ir embora ao saírem das aulas. O cheiro é horrível e o âmbiente contaminado nao incentiva ninguém a encontrar e conviver. Mas pelo resultado das eleições, estranha sou eu porque a maioria esta satisfeita. Estamos diante de um fenômeno de inversão de conceitos? Será que a maioria está mesmo satisfeita? O que levou Dora a reitoria, sua proposta, seu continuísmo? O que esperam a pessoas que votaram na situação? Estão mesmo querendo viver no lixão? Tristes trópicos!!!!!!

  2. osaciperere Says:

    Prezada Profa. Lúcia,

    Num alfarrábio velhíssimo de chefe, de mais de duas décadas, o bródi Guareschi cita um tal (Geuss, 1988: 137s) – credo, que nome difícil! -, para tentar mapear e explicar o fervor de alguns pelas correntes e peias:

    a) os agentes estão sofrendo e sabem que as instituições ou a organização social são a causa disso;

    b) sofrem, mas não sabem qual a causa, ou têm uma falsa teoria sobre ela, como quando pensam que isso é castigo de Deus ou sina dos homens;

    c) os agentes estão, aparentemente, contentes mas uma análise mais profunda mostra o sofrimento e a frustração não-ciente, como a existência dum vago mal-estar, insatisfação, padrões oscilantes de comportamento etc.;

    d) finalmente, uma situação onde as pessoas estão, efetivamente, contentes, mas, unicamente, porque foram impedidas de desenvolver certos desejos que no curso “normal” dos acontecimentos elas teriam desenvolvido, mas foram impedidas pela estrutura da ordem social vigente.

    No caso do item d, temos o controle realizado de uma maneira tão perfeita e eficiente, que seria a típica sociedade formada por escravos felizes. Por acaso, não estaríamos vivendo este momento singular?

    Quanto à escolha da candidata vitoriosa, talvez tenha sido pelo fato de a mesma ser uma pessoa polida, com fama de ser séria, ainda que, talvez, descolada de uma realidade sórdida e perversa, sem idéia dos fios invisíveis que a farão agir. Tudo indica que ela foi escolhida por alguns atributos pessoais facilmente verificáveis. A dúvida é se ela tem consciência disso…

    Primeiro, foi a nomeação da ilustre figura, pelo governo estadual, para estar à frente da FAPESB; depois o seu afastamento, em tempo hábil, para ser indicada como a cadidata do consenso; logo depois, surgiram laranjas na beira da estrada e bochichos de ser um absurdo o pensamento único; por fim, os cardeais e os frades do baixo clero compondo uma geleia geral. Está percebendo a ideia do projeto de poder para durar mil anos?

    Misture isso agora com o trator chamado Reuni, mais a sombra do Proifes e mais a paternidade assumida da Universidade Nova (com BIs curtinhos e ampliação de vagas para fins estatísticos) sem exame de DNA. Sacou? Acrescente agora, como adereço, o justo movimento das cotas e o pirulito do Prouni… O resto é com a sua imaginação, Fessora Lúcia!…

    A única dificuldade que tenho, até agora, Fessora, é a de entender essa única peça do quebra-cabeça que sobrou… Explico: por que cargas d’água uma socióloga, tão inteligente, não conseguir sacar que o conceito de autonomia não é tão permeável assim, como ela sugeriu no último Debate?…

    Se ela não conseguiu perceber a matreirice do Reuni, pior para a Universidade Pública, pois não haverá o menor esforço para recuperar a autonomia perdida. E o mercado agradece; e o Estado mínimo, idem.

    Agora, é só computar o tempo que as IFES vão precisar para alcançarem o estágio em que as Escolas Públicas do ensino fundamental e médio já chegaram…

    Quanto à explicação que os gestores de cá têm para o bom trato dessa Universidade que a senhora visitou, arrisco: com esse nome, dirão, não podia ser diferente… Tem que ser viçosa mesmo!

    Mas, talvez, a verdadeira resposta do sucesso esteja nos jardineiros que a cuidam, que souberam proteger suas flores das borrascas neoliberais…

  3. Modesto Jacobino Says:

    Amigo Saci
    Profa.Lúcia

    Foi um ensinamento e não uma aventura participar do processo. Presenciei quanto é difícil o debate político da democracia. Vi Presidente de Sindicato presidir debate com o adesivo do seu candidato colado. Vi funcionários sendo dirigidos para reunião exclusiva com candidato a vice-reitor. Vi pós-graduanda da UFBa chorando por não ter nenhum apoio da nossa Instituição. Mas vi o brilho da esperança nos olhos do servidor antigo. Acredito que a Profa. Dora terá a sensibilidade(pois capacidade ela já demonstrou ao longo de 03 décadas na Adminstração Central) para redirecionar a nossa UFBA. Respeito com muita tranquilidade o resultado das urnas, e estarei sempre trabalhando em prol do engrandecimento da nossa Instituição. A eleição acabou, e agora o momento é de UNIÂO apoiando o Reitorado da Profa. Dora pelo fortalecimento da UFBA.
    A nossa luta apenas iniciou-se!
    Um grande abraço, e o meu muito obrigado aos 2.313 alunos, 382 Docentes e 653 Técnicos que acreditaram no Programa da Chapa UFBA:Mudar e Avançar.
    Prof. Modesto Jacobino
    jacobino@svn.com.br

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