823 – Armas, drogas e “ex-pionagem”

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THE-AMERICAN-WAY-LIFE

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A.

lguns acreditam que o jovem estadunidense Edward Joseph Snowden (1983), um ex-analista de inteligência americana, suscitará as mesmas discussões que Domingos Fernandes Calabar (1600-1635) despertou. Para quem acredita que o colaborador terceirizado da Agência Nacional de Segurança (NSA) horrorizou-se com o que os governos dos EUA vêm fazendo mundo afora, não é difícil admitir que para Calabar, tanto fazia o invasor ser português ou holandês. Qualquer um deles só queria bolacha quebrada, para usar de um brando eufemismo… Com a diferença de que trair os portugueses, para Calabar, enquanto senhor de engenho, era muito mais rentável…

Se amanhã ou depois ficar constatado que Snowden traiu os interesses do governo americano para favorecer a dignidade humana, talvez a História o redimirá…

Uma resposta to “823 – Armas, drogas e “ex-pionagem””

  1. Francisco Santana Says:

    Menandro

    Não é uma boa comparação essa. O Calabar do texto é um Calabar imaginário criado na época da Ditadura para afrontar o governo militar que se apegava à historiografia oficial para se justificar. O verdadeiro Calabar era realmente um traidor. Mesmo porque não há nenhuma ética em se optar por um colonizador em detrimento de outro. Se os brasileiros estivessem numa guerra de libertação contra Portugal e a Holanda fosse uma aliada aí sim Calabar teria sido um heroi brasileiro. Mas não foi assim. Os brasileiros ou mais precisamente, os portugueses nativos, tinham se desiludido com o namoro com os holandeses e se revoltaram contra eles. Mas para terem maior unidade na revolta pediram a Portugal para mandar um repressentante oficial para comandar a revolta. Acontece que Portugal era aliado da Holanda e não queria se comprometer e estava numa situação delicada pois estava sob o domínio do rei da Espanha. Era obrigado a defender a Colônia pois a espanha queria, mas não queria que os Holandeses soubessem que os portugueses estavam envolvidos. Daí o representante ofical de Portugal ter chegado escondido com apenas 20 soldados num brigue espanhol de noite para desembarcarem sem serem notados. Graças a Calabar os brasileiros ou portugueses nativos puderam fazer, apesar dos parcos recursos enviados, uma guerrilha no interior enfrentando os holandeses. Num dado momento Calabar mudou de lado e ninguém sabe qual foi a razão, levando à morte seus antigos companheiros de guerrilha.

    Já o Snowden é um outro tipo de pessoa, ele é um desertor dos serviços secretos americanos, mas um herói da humanidade. Inclusive um professor sueco já o indicou para premio Nobel da Paz. Este tipo de deserção sempre existiu nas fileiras dos países imperiaistas opressores. Os maiores espiões sovéticos foram desertores do serviço secreto inglês, sendo Philby o mais famoso deles. Há também o famoso grupo de Cambridge que tinha homosexuais entre eles. Devido a isso o Serviço Secreto Britânico passou a colocar sob suspeita todo aquele que tinha um histórico de homossexualismo. E mandou assassinar o maior matemático da Inglaterra em ciência de computação, Alan Turing, com uma mação envenenada. A maçã da Aple é uma homenagem a Alan Turing.

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