864 – Zé Dirceu não representa a esquerda

SÃO-DIRCEU

Para o Saci, se depender dos militantes petistas, o ex-ministro da Casa Civil será o próximo santo mártir brasileiro a ser canonizado: São José Dirceu de Passa Quatro…

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

O (4).

s militantes governistas estão inconsoláveis com a prisão de Zé Dirceu – pensava alto o meu amigo de gorro e pito. Não é para menos, dizem alguns. A grande coluna mestra ruiu. E agora querem por que querem transformá-lo num santo mártir. Isso se as imagens que a TV mostrou dos ardorosos militantes do seu partido são verdadeiras. Parece que estão repetindo jesuiticamente – ou de forma goebbeliana -,  que sua condenação se deu por obra da direita tucana ou coisa que o valha, como  se o seu partido ainda representasse a esquerda brasileira. Isso também se o que estou lendo por aí não for alucinação da minha mente. Mas, afinal, quem é esquerda no Brasil? FHC? Serra? Dilma? Aldo Rabelo? Haroldo Lima? Genoíno? Os ex da Maria Antônia? Os burocratas uspianos e de outras universidades federais? Ou todos aqueles jovens dos anos setenta que não conseguiram libertar o Brasil do jugo do capital, mas que libertaram magnificamente suas próprias contas bancárias da opressão da dureza eterna? Sei não. Se isso é ser de esquerda, vou acabar disreferenciado… Lula, eu nem coloco nesse bolo, pois segundo o Prof. Chico Santana ele ia na onda… Principalmente, a de Golbery!

Sem dizer que sim ou que não, eu ouvia tudo o que o Saci ia pensando alto.  A distância da rede onde eu me encontrava para a sua cadeira predileta de três pernas era de pouco mais de meio metro. Soltando grossas baforadas de seu pito fedorento, ele cismava sobre o ter e o ser.

– Marqueteiros e escribas chegados ao partido do governo e coligados, há muito já vêm ensaiando um grande coro para rotular de “militantes de direita” os que aplaudiram a firmeza do ministro Joaquim Barbosa na condução do Mensalão. Perdem tempo. Ficou nos descaminhos da história a imagem do partido ético que dizia lutar por um país igualitário. Cada vez mais, o projeto de poder de um grupo que se revelou aventureiro e oportunista se desvincula do projeto de construção de uma Nação decente.

Embora eu estivesse de olhos fechados, o pilantrinha sabia que eu não estava dormindo de verdade. Às vezes, até aumentava o tom de voz, com se quisesse que eu não perdesse uma palavra sequer do que ele estava pensando.

– Não há dúvida, porém, que não largarão o osso  de mão beijada e sem muita resistência. Muita astúcia e muitos quilômetros rodados de esperteza envergam no lombo. O curriculum de alguns deles não deixa nada a desejar em matéria de esperteza. No xadrez da política rasteira, são exímios jogadores.  Superaram de longe as velhas raposas outrora criticadas. O ex-ministro da Casa Civil, por exemplo, não é nem um pouquinho bobo: ora se faz de vítima, ora de heroi. Queixou-se, não faz muito tempo, da imprensa, por ter sido fotografado com sua filha de três anos… Vá lá! Nisso até que estava certo. Embora tenha razão em querer preservar sua família, há quem diga, entretanto, que foi uma grande oportunidade que ele encontrou para desviar o olhar do público do foco principal de sua condenação e oportunidade também de bancar o coitadinho  perseguido pela imprensa golpista.

Diante daquela colocação, não resisti e bradei:

– Que ele continue tendo o direito de manifestar-se livremente e de buscar justiça em cortes internacionais! A democracia e os Direitos Humanos assim o exigem!

– Ué, chefia! Você não estava cochilando?

Meio sem graça, desculpei-me.

– Estava, sim! Porém fui acordado por suas perturbações. Mas não se incomode, não, pois já volto a cochilar novamente.

Como se não estivesse me ouvido, ele prosseguiu calmamente no seu pensar alto.

– O cabra é muito vivo! Certamente, sua expertise em matéria de Direito não vai lhe deixar calar a retórica. Se de nada lhe servir, restar-lhe-á o benefício da dúvida. Réu confesso é que jamais o será. Se a ambição desmedida o privou da faixa presidencial – quase líquida e certa – ,  a confissão de culpa o cobriria de opróbrio. E bau-bau planos futuros!

Aquilo tudo que eu ouvia do Saci me parecia muita viagem de sua cabecinha fértil. Até porque o doutor Dirceu não tinha mais idade para manter os arroubos da juventude. Impávido, o Saci prosseguiu com as suas conjuminâncias.

– Já a caminho da prisão, exercitou o gesto heróico-grandiloquente, erguendo os punhos para conotar capacidade de luta e determinação. Claro que inspirado nos Black Panther Party (Panteras Negras) dos anos 60, revolucionários estadunidenses de orientação marxista. Quem não sabe que ele sabe onde as cobras dormem e que se finge de morto, como ninguém, na hora H? Afinal, ele não foi bem treinado para a adversidade?

Aquilo já era demais. Que mania as pessoas têm em atribuir a outras uma onisciência divina! Será que o cérebro do ex-ministro comportava aquilo tudo que lhe era atribuído?

Por mais que eu me esforçasse em aumentar o volume do meu pensamento, o pestinha me ignorou.

– De qualquer forma, mise-en-scène à parte, o conhecimento que teve na sua juventude dos valores ligados à cultura da esquerda, não o faz um homem de esquerda. Isso, não! Aliás, se alguns dos seus biógrafos não se enganaram, mesmo quando jovem perseguido pelos militares do golpe de 1964, tudo nos leva a crer que ele era visto com muita desconfiança pelo segmento de esquerda. Parece que o seu sucesso maior era com as moçoilas do seu círculo de amizade, que o achavam um “pão”…

Isso eu era obrigado a concordar com o Saci. A fama do jovem de Passa Quatro, pacata cidade mineira, era de um grande garanhão que arrancava suspiros por onde passava, principalmente das menininhas românticas apaixonadas …

– Portanto, a questão aqui não é de desqualificar a esquerda autêntica. Muito pelo contrário. Os que lutaram e ainda lutam pela derrocada do capitalismo, não podem ser confundidos com os oportunistas que ludibriaram as massas para realizar seus projetos de poder inconfessos. O desvio de recursos públicos para alimentar os partícipes do Mensalão e privar milhões de brasileiros e brasileiras dos benefícios sociais não foi uma miragem. A concretude das cifras surrupiadas está à disposição de quem tiver paciência para examiná-las. A saúde da República exige a punição dos culpados. E de maneira exemplar! Que a Justiça brasileira cumpra o seu papel constitucional. Que dê continuidade ao belíssimo e esperançoso trabalho iniciado. Inclusive, que posicione seus holofotes agora para o que se chamou de “Mensalão Tucano”.

Empolgado com aquela parte do pensar alto sacizesco, esqueci-me do meu silêncio deliberado, e bati palmas entusiasmadamente.

Com a maior naturalidade do mundo, o pestinha piscou o olho para mim de forma cúmplice,  e se encurvou todo convencido:

– Obrigado, meu fã! Obrigado, meu fã!

Não preciso dizer que procurei um lugar para enfiar a minha cabeça… Preciso, presidente Dilma?

3 Respostas to “864 – Zé Dirceu não representa a esquerda”

  1. Francisco Santana Says:

    Dirceu, Lula e o PT inteiro são tão de esquerda como eram Hitler, Mussoline e seus respectivos partidos. O PT, a CUT e outros, representam um típico movimento fascista semelhante ao do fascismo italiano, sendo que Lula, não chega aos pés de Mussoline, deixando esse papel para Dirceu. Lula é Hitler cuspido e escarrado (esculpido em carrara). Os italianos e alemães, tem a desculpa do fascismo na época ser um fenõmeno novo e por isso se enganarem, mas os brasileiros não. Depois da segunda guerra, o fascismo e o nazismo foram dissecados dos mais diversos ângulos e os brasileiros não podem dizer que a cigana os enganou. E o mais lamentável é que cientistas políticos e sociólogos rotulados de esquerda não se tenham apercebido disso e o pior tenham participado da construção desse fascismo. É por isso que eu acuso Florestan Fernandes e outros

    Segue abaixo, artigo meu que foi publicado, evidentemente nas colunas de leitores, em três jornais, dois de circulação nacional. Hoje eu faria algumas modificações mais ainda é atual:

    FASCISMOS

    Recentemente (24/03/94), Orestes Quércia afirmou na TV que o PT é de fato um partido de direita com discurso de esquerda. Uma reedição de Mussolini no Brasil. Realmente o Sr. Orestes Quércia está pleno de razão, mas fica difícil à maioria das pessoas entenderem isso se se associar somente ao fascismo o aspecto ditatorial. Dentro desse aspecto, o assassinato do ABC que revelou as práticas intolerantes do PT no mundo sindical, a punição de Erundina e outros métodos de eliminar concorrentes na luta pela hegemonia do partido, tentativa de cercear opiniões divergentes através de métodos intimidativos, chantagear parlamentares revelando seus extratos bancários à margem da lei, etc., são ainda insuficientes para caracterizar o PT como fascista. Para se entender o que é fascismo temos que recorrer ao grande filósofo Palmiro Togliatti. Segundo ele, quem tentar caracterizar o fascismo pelas suas formas concretas de ação, erra sempre, pois O FASCISMO É UM CAMALEÃO que muda de forma constantemente em função de determinado objetivo imediato. O que caracteriza a essência do fascismo é a sua identidade com os interesses da fração hegemônica do grande capital financeiro, o mais oligopolizado e reacionário portanto. Se quiser entender a forma concreta que o partido fascista assume em determinado momento, é só relacioná-la com os objetivos imediatos do grande capital financeiro naquele momento. Assim, Mussolini, que era ultra esquerdista saiu do partido socialista unindo-se aos intelectuais “futuristas” ( o futurismo tem fortes semelhanças com o modernismo e o tropicalismo no Brasil), para fundar o Partido Fascista, que inicialmente tinha fortes tendências liberais com lemas típicos da pequena burguesia intelectual que queria se emancipar, tais como, “NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO”, “NE ME FREGO” (POUCO SE ME DÁ) e outros de mesmo cunho ideológico de “SEM MEDO DE SER FELIZ”. D’Annunzio usava um bottom com o lema “NAVEGAR É PRECISO… e Mussolini o subscrevia nos documentos que assinava. Pode-se dizer que o Partido Fascista italiano, alternando formas liberais e ditatoriais em função do espaço (região) e do tempo (época), foi predominantemente liberal de 1919 à 1925. A partir de 1925, já no poder, o Partido Fascista foi predominantemente ditatorial e aplicou o terror do estado, semelhantemente ao PT quando conquista a máquina do Sindicato e a usa como terror para aplastar seus dissidentes, particularmente os comunistas (vide episódio do ABC e outros). Usemos o critério de Togliatti para entender as semelhanças e diferenças entre o fascismo europeu de 1918 a 1945 e o fascismo no Brasil atual. Semelhantemente ao fascismo italiano o PT precisa liderar camadas da população as mais diversas, como o lúmpem, classe média, classe operária não proletária, etc. para merecer as benesses do grande capital. Daí o ecletismo camaleônico do discurso e programa do PT. Quando o grande capital radicaliza, cai a máscara desse discurso demagógico e começam os expurgos e o aplastamento das tendências à esquerda do partido. As diferenças surgem em função dos objetivos do grande capital financeiro na Europa naquela época serem diversos dos seus objetivos no Brasil de hoje. Naquela época o grande capital financeiro tinha como objetivo lógico final uma santa cruzada contra o comunismo, inclusive no seu santuário, a URSS; daí forjar líderes heróico-trágicos e nacionalismos exacerbados imperialistas, para cumprir esses objetivos. Já para o Brasil de hoje, a lógica do grande capital financeiro reserva uma política de destruição do estado nacional, sucateamento da nossa indústria, internacionalização da AMAZONIA, destruição do mercado interno e de nossa força de trabalho, etc., o que exige lideranças fascistas de outro tipo, demagógico, eclético, oportunista, apátrida, capaz de camuflar seu antipatriotismo com doutrinas da moda fabricadas nos países colonialistas para consumo das elites travestidas de esquerda, alienadas, do terceiro mundo. O PT satisfaz os dois critérios básicos de Togliatti, o mimetismo camaleônico (à vista de todos) e a fidelidade ao grande capital internacional; quanto a este último basta fazer a pergunta: quem financia o PT? e saberemos com a resposta a quem serve o PT. Outras evidências ilustram essa tese, mas como o espaço é curto, deixo para outro momento decliná-las, completando esse artigo sobre fascismo. Não sei se o Sr. Orestes Quércia tinha essa visão quando afirmou que o PT representava o fascismo no Brasil. Mas que ele acertou na mosca, acertou.

    Francisco José Duarte de Santana

  2. Francisco Santana Says:

    Repondendo o último e-mail do Prof, José Roque.

    Depois que um professor universitário, que se diz de esquerda faz a apologia do monstro Golbery, nada mais me espanta nem o ato dele votar em Lula. Sou obrigado a sair do assunto inicial e falar sobre o monstro, pois a vontade é de vomitar.

    Comecemos pelo fim, com uma das conseqüências do projeto de abertura de Geisel (Golbery) no relato de uma testemunha ocular. A testemunha é o agente torturador de cognome Carioca que deixou o seu diário para ser publicado post mortem e sua ex-mulher o entregou a Jornalista Taís monteiro que o publicou em seu livro, SEM VESTÍGIOS.

    David Capistrano, um grande homem, comunista, com um currículo invejável de luta em prol de seus ideais, de impor respeito aos mais enrustidos anti-comunistas, acreditando na farsa da abertura da dupla Geisel (Golbery), retornou ao Brasil cumprindo ordens do PCB para atuar politicamente como dever. Foi preso na fronteira do RGS. O agente Carioca foi incumbido de transportá-lo do RGS para S. Paulo e depois para a casa da morte de Petrópolis. David Capistrano era um homem pacífico e como o seu partido, o PCB, era contra a luta armada e a favor de se lutar legalmente pela redemocratização do país.

    O agente Carioca, já numa fase de angústia e cansaço da vida de torturador, declarou que não quis assistir “o trabalho” de seus colegas, mas ao término foi obrigado por ofício a ir lá confirmar o resultado. O Carioca descreve a cena como repugnante até para ele mesmo. Poças de sangue coaguladas por todos os lados, pedaços de corpo humano amontoados num canto e o torso da vítima esquartejado pendendo de um gancho de açougue. Todos os pedaços foram colocados em plásticos e depois dado fim. Quem quiser mais detalhes leia as pg. 172-177 do livro citado.

    Mas isso foi um caso isolado e que ocorreu à revelia da dupla Geisel (Golbery)? Não. Isso aconteceu a uma dezena ou mais de dirigentes do PCB e fazia parte de um plano premeditado da dupla. Está no mesmo livro: “no início de 1974, enquanto as forças da repressão faziam o rescaldo da Operação Marajoara (sumiço nos corpos da guerrilha de Araguaia), à surdina preparavam um grande e definitivo golpe contra o PCB, a partir da captura de alguns de seus dirigentes máximos ou mesmo membros históricos”. Já Luis Mir em seu livro, A REVOLUÇÃO IMPOSSÍVEL, diz:

    “No Brasil, o regime militar se volta para outro extermínio. O que os Generais Emílio Médici e Orlando Geisel fizeram com a esquerda revolucionária – trucidá-la – os Generais Ernesto Geisel e Golbery de Couto e Silva fariam com o Partido Comunista Brasileiro…..

    “Os dois militares consideravam que os únicos quadros políticos que poderiam torpedear ou impedir esse processo eram os comunistas. Estabeleceram as prioridades antes mesmo da posse”:

    “Liquidar os restos da guerrilha rural do PC do B no Araguaia herdados do governo Médici; estimular o PCB a participar mais abertamente de atividades legais e exterminá-lo; organizar um grande partido trabalhista depois que a esquerda estivesse sem dirigentes e sem estrutura partidária .”

    Médice pelo menos tinha a desculpa que estava enfrentando guerrilheiros armados que assaltavam bancos e matavam, mas o PCB era contra a luta armada e só atuava dentro da legalidade, filiando-se ao MDB e sindicatos oficiais. Foram portanto assassinatos muito mais frios e calculistas. E assim pelo menos mais de dez foram assassinados. Foi mais uma obra do serial-killer Golbery. Em anexo o relato de outro membro do PCB assassinado na mesma época no Ceará.

    Herzog e Manoel filho por coincidência também eram membros do PCB. As suas mortes em circunstâncias idênticas deram-se dentro da sede do II Exército e provocaram a demissão do General Ednardo, seu comandante. A versão inicial é de que os duros provocaram essas mortes para desafiar Geisel, mas hoje prevalece a versão mais consistente que as mortes forma provocadas pelo esquema Geisel/Golbery para provocar a queda de Edanardo e em seguida a de Frota. Ednardo não permitiria a greve de 1978 e muito menos Lula falar na TV do Estado para comandar a greve. Mas essa é outra história.

    Mas esses foram os únicos crimes de Golbery? Voltemos ao Golbery de 1964. Golbery foi um dos principais artífices do golpe de 1964. Ele dirigia um falso instituto de estudos sociais que era na realidade uma sucursal da CIA. Ele atuava aliciando a classe empresaria para constituir um bloco de apoio e financiamento do golpe. Enviou já naquela época centenas de sindicalistas para fazerem curso nos EUA, para constituir também um bloco sindical de apoio ao golpe. Atuava em sintonia com o IBAD para financiar candidatos de direita, mas o que o qualifica com agente de informação frio e perigoso foi o seguinte fato, citado também nesse livro mas já de domínio público por outras fontes:

    “O Serviço Nacional De Informações fora criado em 13 de junho de 1964, dois meses e meio depois do golpe de 31 de março. Era um órgão recente, montado po Golbery de Couto e Silva, general R-1, da reserva. O SNI herdou de Golbery um fichário com quase meio milhão de nomes de pessoas consideradas hostis (inimigas) do novo regime. Era o cérebro da repressão. Bem mais tarde, Golbery admitiria, bem ao seu estilo, conciso, mas retumbante: “Criei um monstro””. Um cínico.

    Então o Sr. Golbery tinha um fichário particular com mais de 400.000 nomes de inimigos do regime que se iria ainda criar? Felizmente Jango não resistiu e nem os políticos seus partidários quiseram enfrentar o monstro, pois senão iria haver um genocídio só superado pelo do Golpe de Suharto na Indonésia em que quase um milhão de pessoas foram assassinadas em menos de um ano.

    Provavelmente Anísio Terixeira e Tarcísio Vieira de Melo foram assassinados porque seus nomes deviam estar nesta lista e como altamente perigosos. Não há outra explicação para eles terem sido mortos. Sem dúvida, todos os cassados e exilados, no primeiro período da Ditadura políticos de expressão, estavam nesta macabra lista. Ela substituiu de maneira mais profunda os arquivos do DOPS que tinham sido destruídos durante o processo de democratização de após guerra.

    E como Golbery construiu esta lista? Mas uma prova de que seu IPES era um falso instituto de estudos sociais, um mero tentáculo da CIA para conspiração, delação, golpe e guerra de insurreição. Meio milhão de nomes de inimigos do regime, de ameaçados de morte como medida profilática. Golbery não criou um monstro, ele era o monstro.

    De tudo isso vem a pergunta:

    Será que há dentro da UFBA, mais professores, que se acham de esquerda, e que sejam capazes de elogiar Golbery?

    • Alencar Says:

      A que estado de alienação chegou a Ufba! Esse tal prof. José Roque é um panaca alienado e ignorante da história. Parabéns Francisco.

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