865 – Qual o revolucionário genuíno?

GENUÍNO

Para o Saci, na “Era da Reprodutibilidade Técnica”, até os revolucionários são falsificados…

Q.

ue a Justiça se cumpra agora. Que os condenados tenham o amparo constitucional, que sejam respeitados conforme os Direitos Humanos. Se doentes, que tenham os devidos cuidados assegurados pela Lei maior. Se equívocos foram cometidos, que a própria Justiça busque formas de repará-los.

O que não se pode é forjar heroísmos onde heroísmos não existem. O máximo que se pode esperar é que Clio, a musa da História e da Criatividade, se pronuncie…

Menandro Ramos

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5 Respostas to “865 – Qual o revolucionário genuíno?”

  1. Antônio Carlos Aquino de Oliveira Says:

    Gosto da palavra “sistema” neste texto, muito boa porque unifica e generaliza a questão acima de pessoas, partidos e governos, permeia as situações desde a proclamação da república, mas, veio do império os deletérios costumes.
    Mantidas as bases, o modelo e o “sistema” tudo ficará com antes no quartel de Abrantes !
    Outra coisa me chamou atenção neste infindo processo (ainda parcial, pois há muitos outros pendentes, nos estados e na federação) e divido com os empresários, trabalhadores e funcionários públicos amigos: O “empresários”, “banqueiros, doleiros e publicitários”, laranjas (azedas), intermediários, comissionados, lavanderias, inocentes / sabidos uteis para os outros e inúteis para si, tiveram as penas três vezes maiores que os “políticos” a quem se submeteram e serviram !!!!! Valeu o investimento ???
    Sempre defendi uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva para a Reforma Politica e de sistema de Governo, inclusive com candidaturas extra filiação partidárias.

    Ineptocracia:
    um “sistema” de governo onde os menos capazes de liderar são eleitos pelos menos capazes de produzir, e onde os membros da sociedade com menos chance de se sustentar ou ser bem-sucedidos são recompensados com bens e serviços pagos pela riqueza confiscada de um número cada vez menor de produtores.

    Essa definição nos remete automaticamente à descrição feita pela filósofa russa Ayn Rand:
    Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.

  2. Irene tavares Says:

    Menandro,

    Você reconhece que ambos os apresentados lutaram com a vida pelo ideal que defendiam na época da Guerrilha em Cuba e no Araguaia (ditadura Brasil) ?

    Faz diferença buscar contextos para identificar ingenuidades? Veja:

    1) Che Guevara não pode governar porque morreu antes de poder faze – lo e se tivesse governado teria sido através de um partido único, o comunista cubano.

    2) Genuíno pode governar num contexto de democracia presidencialista que necessariamente precisa do voto da maioria dos parlamentares para aprovação de qualquer projeto. Um parlamento viciado em corrupções e troca de favores.

    Entendo que, o fato de serem contextos diferentes, tira a possibilidade de responder sua pergunta. No caso afirmativo para Che, como você indica, fica sem sustentação de realidade.

    Menandro: Não advogo as idéias que defendem não haver erros no atual governo. Escuto e sou sensível àqueles que visualizam outras alternativas. mas vem a pergunta: estes já governaram ? E pergunto novamente no contexto do que disse Marx: “Fazemos a história de acordo com as condições materiais da existência…”
    Que alternativas temos pelas vias do poder democrático no momento? Marina é uma possibilidade? Assim que pode aliou – se ao a Eduardo Campos que participou deste governo até a poucos dias…

    Se não pela via democrática, que consciência de classe contamos hoje no Brasil para provocar a derrubada dos atuais comandos políticos que para governar se aliam ao capital? Parece necessário, lembrar novamente Marx: De consciência em si e para si faz uma grande e profunda diferença, não é mesmo? Ou então, será que podemos falar em crise de governabilidade como escreveu Lenin ? Marx não governou, Lenin sim e, por isso teve que escrever “Um passo para trás, para dar dois a frente” . Não conseguiu. Será que a justificativa foi a morte ? Trotsky conseguiu na prática avançar em que aspectos do que pregava ao defender o marxismo? o que fez o PCB e o PC do B ? O PC do B rachou com o PCB por considera – lo – lo reformista ( II Internacional) . Hoje no poder, o PC do B destaca nesta semana em sua propaganda atual na televisão a palavra REFORMA e a do PCB foi DERRUBAR O CAPITALISMO. Inversão de discurso? O que mudou? Um que conquistar o poder e o outo permanecer no poder? O que faria o PCB no poder? E a prática possível de um PCB no poder? mais uma marina? Cadê Heloísa Helena? cadê outras lideranças com consistência de alternativa?

    O que vejo atualmente é aquela poesia do modernismo: “não sei para onde vou, eu sei que não é por aí…”. Ok., mas precisamos ir para algum lugar.

    A negação total deste governo, como você tem defendido, por considera-lo tão igual ou pior do que já existiu no Brasil trás a necessidade de alternativas consistentes. Observo que você está no movimento sindical denunciando e fazendo propostas que, no seu entender, são coerentes com princípios e valores pautados na justiça, solidariedade na democracia.

    A esperança, Menandro, é que cresça o número de adeptos com você, e que, um dia no poder , possam trazer aprendizados:
    É possível governar um país capitalista sem as alianças que o PT era contrário e depois viu que eram necessárias pra estar no poder e tentar colocar em prática aspectos de seu programa originário?

    A via da Revolução Popular com estratégias além do que a história já demonstrou mundialmente?

    Menandro, hoje penso na construção da democracia, como o revolucionário possível. Instituições democráticas legalmente constituídas.

    OBS: Sobre José Genuíno: Eu conheço Genuíno, Menandro. Morei grande parte de minha vida em São Paulo e lá pude acompanhar a sua trajetória política e por vários caminhos a acompanho até hoje. Ele trabalhou cotidianamente, sem medir esforços para o que hoje vivenciamos como democrático, inclusive a existência democrática da instituição que que hoje o condena. A transparência de condenações de pessoas ligadas ao “colarinho branco” é recente na história brasileira.

    Genuíno, pode ter participado de estratégias que são passíveis de críticas. Mas, acusa-lo de criminoso, de mal caráter, de apropriação do que é público em benefício pessoal não corresponde à realidade .

    Eu reafirmo que não vou entrar pelo caminho de que não existem erros. No entanto, quero reafirmar que conheço José Genuíno e, voltando à Che Guevara, que me instigou a este diálogo com você: a comparação não foi consistente, como tentei explicar.

    Ah! A conversa foi instigada também ao fato de eu ter muita admiração por você. Tive a oportunidade de dizê-lo publicamente na formatura da I Turma do Projeto Salvador, na FACED/UFBA da qual fui professora e orientadora. Lá , foi possível homenagear suas atitudes cotidianas durante o curso: generosidade, alegria, criatividade, companheirismo, humanidade e coerência com os princípios da justiça e igualdade social.

    Você trazia , juntamente com nossa querida Mary Arapiraca e outros que escreveram e ajudaram a implantar o projeto, a pessoa de Felipe Serpa.

    Então: Eu sou Irene. Lembra de mim? Beijos.

    • Menandro Ramos Says:

      Prezada Irene,

      Claro que me lembro de vc. Como não lembrar do belo trabalho do qual participamos juntos, ao lado da querida Mary Arapiraca, minha amiga e irmã? Creio e respeito a sua sinceridade. De vc. Eu não duvido. Entretanto…

      Não me resta, senão, esperar que Clio resolva tudo da melhor maneira…

      Continuo, juntamente com o capetinha do meu amigo de gorro vermelho e pito, defendendo a ideia de que apenas um deles seja genuíno com U!

      Quero ver ainda Irene dando boas risadas!…

      Grande beijo!

  3. Duílio Says:

    kkk! essa é boa! se genoino com o, foi heroi eu sou irmã dulce!

  4. Alencar Says:

    Isso é forçar a barra para tentar defender alguém e adulterar o pensamento de Marx:
    “E pergunto novamente no contexto do que disse Marx: ‘Fazemos a história de acordo com as condições materiais da existência’…”
    Daqui a pouco os nazistas vão usar esse argumento para inocentar Hitler e os fascistas para poupar Mussoline. Ou o governo americano para justificar a bombas lançada sobre Hiroshima e Nagasaki.
    É preciso que se tenha cuidado para não cair em sofismas pueris.
    Há registros e depoimentos que o caráter de José Genoino é fraco. Alguns militares dizem que ele delatou companheiros em 72 no Aragauia sem ser torturado. É a versão dos militares? Tudo bem.
    Assim que estourou a bomba do mensalão ele foi logo entregando Delúbio. Não vacilou em dizer que assinava os papeis sem conferir o conteúdo , pois confiava no tesoureiro do PT. Após a repercussão da sua fala, tentou contornar sua fala entreguista.
    Para quem quer ficar no muro, fica a pergunta: seria o ex-presidente do PT um revolucionario genuíno ou apenas um guerrilheiro “Genoino”?

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