889 – O capitalismo segundo J. Roke

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one-dollar

Para o Saci, o capitalismo haverá de imortalizar a memória dos próceres que o defendem, ainda que alguns  nem acreditem na existência real desses próceres… (Clique na arte para degustá-la melhor).

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

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C.

ertamente, o pragmático Prof. José Roque, que a essa altura dispensa qualquer apresentação, pela frequência com que aparece neste Blog, mesmo sem que o queira, está prestando uma enorme contribuição para que alguns nós teóricos e conceituais sejam desatados. Nos últimos diálogos que manteve com o Prof. Francisco Santana, por exemplo, oportunizou que o seu interlocutor fizesse alguns esclarecimentos importantes. Ora, mesmo que o nível de profundidade da argumentação não tenha provocado qualquer reflexão mais séria ao entusiasmado defensor de Lula, ainda assim, alguns leitores puderam acompanhar o raciocínio do Prof. Santana. E alguns deles até se consideraram mais enriquecidos após a leitura de seus textos.

O desdobramento dos diálogos foi de tal maneira profícuo, que alguns leitores nos escreveram para elogiar “o artifício do narrador” criado com o propósito de esquentar  a discussão, ou seja, em outras palavras, estão convencidos que o polêmico Prof. José Roque não passa de uma personagem fictícia. Mais uma vez, eu venho a público dizer que ele é de carne e osso e que não há nenhuma armação ou “golpe publicitário” com o intuito de turbinar as visitas ao Blog do meu amigo de gorro vermelho e pito.

Dito isso,  a partir de hoje, não mais tentarei provar a existência do esquentado Prof. José Roque. Quem não acreditar, paciência.

Aliás, já pensei até em aproveitar a dica para um projeto de Quadrinhos, e colocar um tal “J. Roke” em cena para fazer o tempo inteiro a defesa do capitalismo. A característica dele, um tipo bonachão e engraçado, louco pelo Dr. Google, é ser um incorrigível defensor da exploração do homem pelo homem e, em cada final de aventura, acaba sentenciando com um dos seus bordões prediletos: “A história c’est fini!” ou “O capitalismo até que não é tão ruim, assim!” Mas, insisto, essa ideia está apenas rascunhada na minha cabeça…

Abaixo, a prova que o Prof. José Roque existe, através de mensagem que trocamos recentemente com ele.

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Prezado Prof. Roque,
Espero que o seu Réveillon tenha sido alegre, farto e suntuoso.
Por mais que suas manifestações sejam extravagantes, já não me surpreendo mais. E, palavra, até me divirto com elas. Embora saiba que outros “católicos” e “lulo-petistas” não pensem exatamente dessa maneira… Mas acho ótimo que vc assim se manifeste, pois isso mostra que alta escolaridade e “patente internacional” não contribuem necessariamente para a emancipação humana. Há de se pesquisar, portanto, que outros componentes entrariam no processo… Rss.
Mas não se acanhe! Continue discorrendo sobre os benefícios do capitalismo. Sempre temos o que aprender!
Um inspirado 2014!
Atenciosamente,
Menandro Ramos

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Nossa !!!!!
Maurício Cardeal

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Em 31-12-2013 20:24, Jose Roque Mota Carvalho escreveu:
MENANDRO:
O capitalismo, se não é bom, ao menos, permite uma vez ao ano, uma vida de pequeno-burguês (essa expressão foi deixada de lado).
queijodoreinoNo período natal-revêion posso degustar coisas de rico: queijo com capa vermelha; uvas roxas; nozes e castanha; salmão; bacalhau; espumante; vinho do porto; perú; xester e tantas outras guloseimas que só o capitalismo pode oferecer. Espero morrer amparado pelo capitalismo. O capitalismo permite colocar em prática o lado humano-cristão: ajudar ao próximo sem olhar a quem: é a ajuda humanitária.espumante
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O CAPITALISMO não conheceu essas lutas. Se retomadas, atualmente, deixaria muita gente rica.
CABEÇAS VOANDO E EMBATES MORTAIS NÃO COSTUMAM FAZER PARTE DA PROGRAMAÇÃO NOS ATUAIS CANAIS ESPORTIVOS, MAS ANTIGAMENTE A HISTÓRIA ERA OUTRA. CONHEÇA 7 ESPORTES DA ANTIGUIDADE QUE (POR SORTE) NÃO EXISTEM MAIS:

1. Luta de gladiadores

A luta de gladiadores, entretenimento favorito das massas na Roma Antiga, não era passatempo para os fracos. Como poucos topariam apostar a vida na competição sangrenta, no “ringue” geralmente estavam escravos, forçados a brigar pela liberdade – ou, mais comumente, apenas para manter o próprio pescoço.

2. Venatio

Os anfiteatros romanos também eram palco para outro esporte cheio de sangue. Na arena, homens eram colocados frente a frente com oponentes peso-pesado: deveriam derrotar animais ferozes como leões, tigres, ursos e elefantes. Apesar da batalha desigual, eram os animais que costumavam levar a pior contra os humanos munidos de armas e armaduras.

3. Pólo

Os primeiros registros que se tem jogo datam do ano 5 a.C, na Pérsia. Então, o pólo era um esporte praticado pelos soldados a guarda do rei e das tropas de elite do exército. E, como jogo-treino para a batalha armada, tendia a ser bem violento. Na A regalia das regras de outrora dava outra liberdade aos jogadores: acertar o oponente com o taco para roubar a redonda. Ai. A manobra perigosa (para o alvo do ataque) também não é mais permitida pelas regras atuais. Ufa.

4. Justa

Também vinda dos campos de batalha, a justa se tornou um esporte durante a Idade Média e estava longe de ser uma atividade segura. O objetivo era apenas atingir e derrubar o oponente ao passar por ele, mas um dos possíveis (e não tão incomuns) danos colaterais do joguinho era a morte. Para não sair ferido tinha que ter habilidade – e um pouquinho de sorte. Não foi o caso do Rei Henrique II da França. Atingido por uma lança durante um torneio de justa, o rei faleceu em 1559 – o que pôs fim à tradição do esporte no país.

 5. Pancrácio

Caso você considere as lutas de MMA violentas demais, com certeza não teria estômago para acompanhar uma partida de pancrácio. Misturando técnicas do boxe e da luta grega, o embate corpo-a-corpo era um vale tudo que costumava terminar quando um dos oponentes estava bem próximo da morte. A violenta prática fez parte dos Jogos Olímpicos entre os anos de 648 a.C e 383 d.C. e hoje, uma versão mais light do embate integra Federação Internacional de Lutas Associadas.

6. Corridas de bigas

Um dos jogos mais populares na Grécia e em Roma, e principal prova equestre dos antigos Jogos Olímpicos, o esporte era perigoso tanto para o “motorista” quanto para os quatro cavalos que puxavam o carro. O passeio pelo hipódromo podia ser bem turbulento: uma curva mais acentuada poderia colocar tudo – inclusive algumas vidas – a perder. Isso, é claro, se a carruagem já não tivesse sido derrubada por um oponente ao longo do caminho (o que era tecnicamente proibido, mas não impedia a competição desleal) – como imortalizado no clássico de 1959, Ben Hur. E o público delirava.

7. Batalha naval (ou naumaquia)

Você com certeza conhece o clássico jogo de tabuleiro conhecido como “batalha naval”. Na antiguidade, este jogo também era muito popular, com ~apenas~ uma diferença: ele não era um jogo de tabuleiro. O objetivo do jogo bélico era encenar batalhas épicas, afundando o navio dos coleguinhas do outro “time” – e muitos deles acabavam morrendo no meio da brincadeira, claro. A primeira “partida” de naumaquia foi organizada em Roma, por Júlio César, no ano46 a.C. Na ocasião, 2 mil combatentes e 4 mil remadores foram recrutados entre os prisioneiros de guerra para fazer parte da encenação sangrenta.

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LUTANDO PELA PAZ HUMANITÁRIA!

JOROMOTA.

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Vela o post que inspirou o Prof. José Roque a fazer a defesa do capitalismo “Mídia, sangue e muita grana” (AQUI).

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5 Respostas to “889 – O capitalismo segundo J. Roke”

  1. David Fialho Says:

    genial esse saci!!! cheguei a pensar na existência desse personagem reacionário “prof. josé roque”. parabéns!

  2. Zé Veneno da Linha Verde Says:

    kkk. Agora tô baratinado!! Afinal, esse bizarro prof. existe ou não?? sacanagem!!

  3. Margô Poderosa Says:

    Se for um professor do Instituto de Química da UFBA existe sim. Ele é até gente boa. É muito brincalhão e simpático.

  4. Saci-Pererê Says:

    Circulou na “debates-l”:
    ———————————-

    MENANDRO:
    Vamos tentar salvar a pele de José Roque. No mundo globalizado, o capitalismo X socialismo X nova ordem mundial compõem uma salada de várias teses e teorias discordantes. Apenas, entendo que no Planeta Terra encontramos bilhões de Josés Roques que acreditam ser o capitalismo, a melhor forma de convivência entre as pessoas. O capitalismo tem enfrentado problemas e muitos teórico pregam continuamente, a decadência e o fim do capitalismo. Enquanto isso não ocorre, os Josés Roques aproveitam, cada um a seu modo. Uns são esbanjadores, outros são arrogantes, muitos são solidários com os menos favorecidos e tantos outros egoístas e individualistas. Portanto, os bilhões de Josés Roques pró ou anti-capitalismo comemoraram a chegada de 2014, com ou sem grana.

    FICA AÍ A DICA PARA UM DEBATE: CAPITALISMO, SOCIALISMO E A NOVA ORDEM MUNDIAL. Com certeza terei pouco a contribuir.

    JOROMOTA.

  5. Zecadu Says:

    se esse tal prof roque eh prof da ufba eu ser prof de harvard! kkk

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