91 – O que a História reserva a Israel?

Considerando a força que o presidente da APUB vem dando à precarização do trabalho docente, direta ou indiretamente, ele também terá seu trono muito especial na História, segundo a avaliação do Saci. Os dados da charge foram divulgados pelos jornais (exceção feita ao trono que o meu amigo gozador reservou ao colendo presidente da APUB). Não são, pois, uma invenção sacizesca. Outra observação importante: não julgamos prudente fazer constar, aqui, o nome do presiente do Proifes. O leitor inteligente sacará logo o motivo… (Clique na arte para ampliá-la).

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Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

Tempos atrás, li uma notinha na grande mídia sobre os apuros em que  o glorioso Jair Meneguelli passou com um carrinho de sua propriedade, salvo engano um Ford Corcel, velhinho, que achou de quebrar logo numa via pública movimentada. O pobre sindicalista suou frio para empurrar e, ao mesmo tempo, fazer pegar a voluntariosa arabaca. Carro velho é uma praga! Eu que o diga… Tive que me especializar em trocar platinado, vela, tampão do motor, induzido, giclê, correia dentada e um sem número dessas quinquilharias automobilísticas que nos deixam na mão nos momentos mais impróprios… Remover pneus com parafusos  aluídos, para mim, sempre foi fichinha!

Citei o memorável sindicalista apenas para dizer que hoje, para ele, os tempos são outros de vacas gordas. Não só para ele, como também para muitos outros que trilharam fieis ao lado do companheiro Lula e tornaram-se flexíveis diante de questões relacionadas ao embate Capital X Trabalho, que antes enfrentavam com bravura… O resultado pode ser visto, agora, sem muito esforço. Aos poucos, o enfrentamento radical foi-se deixando cooptar…

Ora, ao vê-los todos bem situados, inclusive gozando de situação financeira invejável, o meu amigo Saci não pôde deixar de me perguntar:

– Sim, chefe, mas qual é o quinhão do presidente da APUB nesse latifúndio todo? Ao que ele faz jus?

Não pude deixar de ver pertinência na indagação do meu amigo estripulento. Justiça seja feita, o Prof. Israel Pinheiro tem se esforçado para segurar essa onda em favor da Reitoria da UFBA e do Governo Lula. A firmeza como conduziu a APUB no desligamento do ANDES-SN, que ainda hoje tenta, legalmente ou não, e a devoção como vem tratando o Proifes – braço do governo no sindicalismo chapa-branca – é digna de nota e de mimos. Até legislar o Ato Proibitorum da lista “apubdebates-l” – ad referendum, diga-se de passagem – o colendo presidente da APUB legislou. Veja, leitor, se o presente texto será veiculado na lista “apubdebates-l”… Será? Não será, pois ali o Prof. Isolpi, cientista político de profissão, esgrime com maestria a tesoura vil, como nos tempos de Dona Solange (censora lendária nada saudosa da ditadura militar no Brasil pós-64). O Saci costuma dizer que é no cargo atual (uma espécie de “Laboratório Político”) que ele faz experiências de como exercer o “controle” da situação.

– Quem sabe não receba ainda o prêmio de cientista/operário-padrão!… – vaticina o meu escrachado amigo.

Claro que, no frigir dos ovos, como os outros dirigentes ligados ao presidente Lula, ainda que indiretamente, ele, o Prof. Isolpi, também será regiamente recompensado. Aliás, nenhum dos últimos dirigentes ligados à atual direção da APUB deixou de receber seus merecidos agrados pelos bons serviços prestados… Quem não teve (ou não tem) vantagens financeiras concretas e diretas, acabou sendo alçado à representação nos Conselhos Superiores da UFBA e outros… O que, aliás, funciona como uma espécie de cartão de visita para voos futuro, segundo o meu amigo de gorro vermelho e pito.  Recentemente, um deles tentou a proeza de querer chegar ao Sol voando com asas coladas com cera, mas como o mitológico Ícaro, levou um tombo feio… Enquanto isso, no grande livro da História, tudo vai sendo registrado. Tim-tim por tim-tim!

– Que se dê, pois, ao dirigente sindical, e atual presidente da APUB, o que ele pugnou por merecer! – balbuciou o Saci quase comovido – A memória da História é paquidérmica!

Mal eu tentava conter uma lágrima furtiva que insistia em mostrar o meu lado sentimental, o Saci retomou a palavra e sentenciou em tom profético:

– Esse e outros “Israeis”, que atentam contra a LIBERDADE DOS POVOS E A PAZ DO MUNDO, jamais serão esquecidos enquanto o Sol brilhar! Jamais!

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5 Respostas to “91 – O que a História reserva a Israel?”

  1. Lúcia Fernandes Lobato Says:

    Menandro
    Esta escalada do Israel não começou recentemente. Vem de longa data, pois ele se tornou presidente por um golpe que deu na minha gestão, quando ele era vice. Naquele momento não fui compreendida e todos pensaram que era apenas uma questão de animosidade na diretoria. Ele estava rodeado de traíras do mesmo escalão que ele. Eu não pude fazer mais do que fiz, que foi promover uma nova eleição para que já não se configurasse uma sucessão a partir de golpes na APUB. Mas todos se calaram e apenas eu a a Anete ficamos expostas a caça às bruxas. A verdadeira fogueira, no entanto, todos os que ficaram calados estão conhecendo agora. Que fazer, nada!!!!! Tenho certeza que tentei.

  2. Menandro Ramos Says:

    Engraçado, Lúcia!

    E eu que julgava que tais “sintomas” surgiram recentemente!… Acho que na época eu não me encontrava em Salvador. É sempre bom saber desses pequenos detalhes!

  3. ELDA TRAMM Says:

    nossa Lucia , coitada da APUB,q horror, q tradição hem! e eu pensando q a APUB só tinha sofrido na gestao de Robelio. abs

  4. Francisco Santana Says:

    Eu pensei que se tratava do Estado de Israel. Não vale a pena comentar sobre essa figura.
    Francisco Santana

  5. José Roque Mota Carvalho Says:

    Prezados. Prezada Lúcia Lobato: Acredito que éramos três: você, Anete e eu (eu era suplente, no execício do mandato). Lembra-se? Aconteceu uma reunião do “golpe”, todos ELES/ELAS FORAM VESTIDOS DE CALÇA E BLUSA NA COR PRETO, dos pés ao couro cabeludo ou careca. Na blusa havia uma mensagem: Acho que era “FORA ROGÉRIO”. Olhando para eles eu disse: >>>Vocês na verdade estão querendo dizer: FORA LÚCIA!<<< Naquela reunião esteve presente o Prof. Felipe Serpa e, eu, questionei, mesmo na presença do Prof. Felipe, o envolvimento, direto, do sindicato na eleição para reitor, vencida por Felipe Serpa. Você tem razão. O golpe estava (foi) delineado na noite do "traje a rigor", preto. ABRAÇOS.

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