957 – A Petrobras financiou as campanhas petistas?

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REFINARIA-PASADENA

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esde que este Blog começou a circular, temos recebido muitas mensagens com sugestões para postagens, charges, denúncias, cópia de processos escabrosos e o escambau. Algumas das dicas são aproveitadas, outras sepultadas definitivamente.

Recentemente, recebemos um texto sobre o megaembresário belga Alèrto Frere, aquele mesmo que faturou em cima da Petrobrás, ao vender-lhe a Refinaria Pasadena, situada nos Estados Unidos. Verifiquei que o conteúdo da mensagem também poderia encontrar facilmente nos portais de notícias e nas redes sociais. Para checar a credibilidade do conteúdo do material recebido, li uma porção de notícias e análises sobre o escândalo. Diria que formavam dois blocos: um de defesa e outro de ataque. Para os petistas, o investimento fora uma operação de rotina como outra qualquer, em que a empresa pode investir e apostar para ganhar ou perder. Já para os críticos do governo, a operação havia sido uma grande “roubada”, no mínimo irresponsável. Para não dizer criminosa. No geral, as opiniões podiam ser assim resumidas.

Pensei, pensei, pensei. Concluí que, se concordasse com a justificativa da defesa petista, teria que indagar também: Por que, então, o responsável pelas informações equivocadas acerca da refinaria havia sido preso preso? No mínimo, soava estranho…

Divulgada a desastrosa aquisição, questiona-se agora o papel dos conselheiros que faturam uma fortuna para participar das reuniões de cúpula. Sem contar com os pareceres técnicos fornecidos por profissionais de alto coturno, supostamente competentes, que se valem de um conjunto de dados e informações privilegiadas, e coisa e tal, para que as deliberações resultem em sucessos líquidos e certos. Ocorreu exatamente o oposto. Seriam, então, inócuas as tais reuniões urdidas apenas para beneficiar os “amigos do rei”?

Enquanto eu pensava sobre as dificuldades para se ter um país sério, com tantas mentes astuciosas querendo sangrar o erário público, eis senão quando me chega o Saci. Com o semblante soturno, grave como há muito tempo eu não o via, apresentou-me um rascunho do que seria um infográfico, tendo destacado num círculo a figura do endinheirado Barão Albert Frère, a partir do qual saiam linhas coloridas com setas. Pedi-lhe que fizesse a arte final daquele rough no Draw do Open Office.

– A depender do resultado – expliquei-lhe – poderíamos publicá-lo.

E ele sentou e mouseou sem dar um piu.

Após ver o resultado de sua arte, imediatamente, uma coisa me veio à mente. Manifestei-me em voz alta.

– Caramba, Saci! Depois do seu gráfico, é inevitável perguntar: Seria exagero afirmar que a Petrobras acabou contribuindo indiretamente para financiar a campanha do ex-presidente Lula e da presidente Dilma?

Diante do silêncio, voltei-me para ver o que havia acontecido. O pilantra saiu à francesa. O covarde não queria era se comprometer…

***

Abaixo, o texto que, entre outros, deu as bases para o Saci elaborar seu “Infográfico Pasadena”.

Albert_Frère

Este senhor aí da foto é Albert Frère, um megaempresário belga. O homem mais rico daquele país. Ele era o dono da refinaria Pasadena, por meio da Astra Transcor Energy, que foi comprada por U$ 42 milhões como sucata e vendida por U$ 1,12 bilhão para a Petrobras. Ele comprou esta refinaria em 2005 e vendeu 50% para a Petrobras em 2006, já por mais de U$ 300 milhões. Este senhor possui 8% das ações da GDF Suez Global LNG, ocupando a cadeira de vice-presidente mundial nesta mega organização, maior produtora privada de energia do planeta.

A GDF Suez possui negócios com a Petrobras no Recôncavo Baiano, mas seu principal negócio no Brasil é a Tractebel Energia, dona de um faturamento de quase R$ 6 bilhões anuais. É dona de Estreito, Jirau, Machadinho, Itá e dezenas de hidrelétricas, termelétricas, eólicas. A Tractebel, que é da GDF Suez, que tem como um dos principais acionistas o senhor Albert Frère, que é um dos donos da Astra Transcor Energy, que passou a perna no Brasil em U$ 1,12 bilhão, foi uma grande doadora da campanha de reeleição de Lula, em 2006.

A doação de R$ 300 mil chegou a ser contestada na sua legalidade. Também foi uma das patrocinadores do filme Lula, Filho do Brasil. Já em 2010, para a eleição de Dilma, a Tractebel doou quase R$ 900 mil. O dinheiro que ajudou a reeleger Lula e eleger Dilma veio, assim, mesmo que indiretamente, da Petrobras. Daquela bolada que ela pagou, inexplicavelmente, pela Refinaria Pasadena […]. (Fontes conferidas: AQUIAQUI).

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