98 – O jaleco branco esquecido da UFBA

 

Por via das dúvidas, o Saci amarrou um cordão no dedo indicador da mão direita e fez este lebrete, em forma de charge, para não mais esquecer da Operação Jaleco Branco, da UFBA. (Clique na arte para vê-la ampliada).

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Menandro Ramos
Prof. daFACED/UFBA

Preocupado em calcular, por alto, o quanto a FIFA, as grandes empresas brasileiras e as multinacionais vão faturar com a Copa do Mundo, o Saci nem se dá conta que nem só de futebol vive a humanidade, conforme alertou recentemente, neste blog, a Profa. Mary Arapiraca. (VEJA).

Foi preciso um leitor sair das suas ocupações, para o pândego lembrar que os problemas da UFBA existem, e não são poucos:

Também o Saci já calçou sua única chuteira? Afinal, nem ele deu conta da notícia de “A Tarde” (17.6.2010, página B-2): “STJ decide desmembrar ação penal de acusados na ´Jaleco Branco´”; e completa a notícia: “passados mais de dois anos da celebração do acordo” de delação premiada, firmado pela ex-Procuradora Chefe, “comprometendo-se a apresentar documentos que comprovassem o envolvimento de servidores da Universidade Federal da Bahia (UFBA)”, nada apresentou e “daí sua inclusão na denúncia”!

Ou talvez seja mais prudente aguardar Nota de Esclarecimento? (VEJA a fonte).

 

A vantagem é que os Sacis têm memória de elefante. E esse meu amigo não foge à regra. Eu mesmo sugeri que ele continuasse nos seus complicados cálculos. Depois da Copa, ele retornará mais descansado e diligente.

Enquanto isso, sem sua companhia, vou dar um volteio por aí. Dá gosto de ver a cidade vestida de verde-amarelo. Ruas, avenidas, vielas, butecos, puxadinhos, tudo respira a vontade de trazer, de novo, o cobiçado caneco, turbinado com o título de Hexacampeão. Tomara que venha mesmo para o Brasil. Pauleira é o dia seguinte após a conquista, com a costumeira indagação: – E agora, José?

Mas é isso. É inútil falar que o futebol, como qualquer outro esporte, pode alienar e servir de um grande amortecedor para as tensões sociais. Quem não conhece a já desgastada ladainha? O problema é como ir além da constatação (o que, aliás, é muito positivo). Aí é que a onça bebe água.

Continuo achando um grande mistério as manifestações populares durante cada jogo. Os olhos brilham, o coração galopa de emoção sincera, o friozinho do pé da barriga demarca a dimensão humana, demasiadamente humana. Após cada jogo, meu pensamento é recorrente.

– Nosso povo é muito bacana! O diabo são os que nos governam!…

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Uma resposta to “98 – O jaleco branco esquecido da UFBA”

  1. José Tavares-Neto Says:

    Ao Amigo do Saci,

    Valeu o puxão de orelha, do Saci!

    Boas Festas Juninas e se beber, não dirija veículo auto-motor.

    Tavares-Neto
    Medicina-UFBA

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