997 – A UFBA produtivista em questão

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PRODUTIVISMO

O Saci pegou uma ponga no cartaz da APUB proificista para colocar um pouco de tempero no angu acadêmico. “Na natureza nada se perde”, já ensinava Lavoisier…

 

Menandro Ramos
FACED/UFBA

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F.

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oi bom o Prof. Altino levantar essa lebre. É excelente que haja um contraponto da base, uma vez que o “marketing da bondade” que a diretoria da APUB astucia não é nada confiável, levando em conta o seu histórico de correia de transmissão do MEC, ou do governo – em última instância.

Foi melhor ainda que um candidato a reitor da UFBA tenha se pronunciado a respeito. Oxalá os outros também o façam, pois seja quem for o vencedor da eleição, podemos cobrar os “ditos benditos” de campanha, segundo a expressão piedosa do meu amigo de gorro vermelho e pito.

Com muita frequência tenho conversado com colegas sobre o tal produtivismo que apoquenta o juízo de tantos cientistas e pesquisadores. Os próprios termos “cientista” e “pesquisador” já suscitam discussões acaloradas. Na área da Educação, por exemplo, quem pratica o survey, é cientista; quem não o pratica é “poeta”, “doidivanas” e outros adjetivos menos elegantes…

O dilema hamletiano se desdobra em angustiosas indagações: Perseguir ou não o qualis (ou quantis, como lembrou alguém)? Participar ou não da “Confraria das Citações” ou do compadrio acadêmico? Produzir papers em inglês ou javanês? Eleger a vitrine do Lattes como  um Templo da prestação de contas ou como um Tabernáculo da vaidade  e do falseamento sofisticado e cínico? Capitular ou se curvar diante de uma Capes tão diferente da imaginada por Anísio Teixeira – cujo propósito maior era o de tornar o professor mais capacitado e mais sintonizado com as necessidades reais do país?

A respeito da CAPES, conto nos dedos os coordenadores de Curso de Pós-Graduação que conheci que esboçaram um mínimo de contestação das suas imposições. A regra geral é o servilismo e destoa do que se fala do tal “espírito crítico que deve cultivar a Universitas. A minha própria Unidade, a Faculdade de Educação, atualmente, desperdiça cerca de trinta professores com doutorado, que poderiam atuar nos Programas de Pós-Graduação, mas não o fazem porque, pelos critérios dessa CAPES que está aí, são “improdutivos”, ou seja, não publicam artigos que salvarão a humanidade de catástrofes já anunciadas… Dar aulas vale menos, proporcionalmente, do que ter uma artigo publicado em mídia com pedigree!…

Aliás, a minha própria Unidade, também, já tende a seguir os passos de outras praças do país que firmam a titulação de “doutor” como a condição sine qua non para o candidato inscrever-se em concurso público, negando, assim, o título de “mestre” que ela própria faculta ou concede, apequenando, dessa maneira, o seu Curso de Mestrado, já que o mesmo não é pré-requisito para o ingresso ao Doutorado, e passa a não servir para muita coisa, a partir da hegemonia dos doutores…

Anos atrás, guardei um tabloide da ADUNICAMP (26/06/2009), em que os professores e intelectuais Francisco de Oliveira (USP) e Plínio de Arruda Sampaio (UNICAMP) foram entrevistados. Por coincidência, arrumando recentemente meus “alfarrábios”, eu o encontro. Creio que vale a pena transcrever parte da entrevista, embora seja um pouco longa.

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Jornal da Adunicamp (JA) – Voltando um pouquinho para a universidade, antigamente a pessoa era contratada como um docente e a principal função dela na universidade era dar aulas. Agora a cobrança por produção tem crescido cada vez mais. Durante esse período de greve, conversando com uma professora, ela me disse que estava em greve na Unicamp, mas que não havia de fazer greve na CAPES, na FAPESP, no CNPq, que são como outros patrões, porque se deixar de entregar relatórios ou fazer outras atividades tanto ela como seus alunos podem sair prejudicados. Como é que vocês vêem essa intromissão dessas agências financiadoras?

Francisco – Ela deveria a começara a fazer greve com a CAPES e com a FAPESP também. Eu vou lhe contar uma pequena história para ilustrar esse caso. Quando houve a polêmica sobre o pessoal produtivo e improdutivo (foi Goldemberg que forneceu a lista à Folha de São Paulo), Celso Furtado me mandou um artigo que é o seguinte: será que Piero Sraffa podia ser considerado improdutivo? Pierro Sraffa era um italiano que devido à luta contra o fascismo, migrou para a Inglaterra e transformou-se num dos grandes economistas neoricardianos do século XX. E ele escreveu dois artigos a vida toda. Desse tamanho. Dois artigos que são referência fundamental pra quem quiser estudar David Ricardo.

Plínio – Ele ficou vinte anos trinta anos sem publicar nada. E nem aula dava. E depois saiu com esse livrinho desse tamanho e mudou o paradigma do estudo da economia. Então, quer dizer…

Francisco – O que ele fez mais? Ficou só chupando manga, como os índios dizem? Não, ele simplesmente editou e comentou toda a correspondência de Ricardo. Então, quer dizer, isso, não só para as ciências econômicas, para as ciências humanas é um legado inestimável. Pelos critérios da CAPES, da FAPESP, de Goldemberg, ele seria improdutivo.

Plínio – Isso é impossível. O trabalho intelectual é uma tensão. Não é uma coisa que você pode programar como se programa uma produção de meia. Estão abastardando o ensino universitário, estão abastardando a vida intelectual. A vida intelectual é um compromisso, e a universidade só teve peso quando ela respeitou esse compromisso. De modo que é a reação que nós temos que fazer hoje […].

Francisco – Mas o Capitalismo mediocrizado. Eu tenho um amigo, que foi muito influente na minha formação, felizmente, que dizia assim, de uma forma muito sarcástica: “o Capitalismo é tão infernal que se você, durante décadas, der sopas de letras ao invés de capim a um boi, ele vai falar”.

A partir dessas provocações, exortamos os candidatos à cadeira magna de Edgar Santos que se pronunciem a respeito da produção privilegiada da academia, da doença da produtividade, da subserviência à CAPES e a outros patrões, daqui e de além mar. De quebra, que respondam se têm um projeto de inclusão dos doutores aos programas de pós-graduação da UFBA, ditos improdutivos pelos serviçais do capital sem pátria…

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CAPES

 

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PREZADOS,

Jorge colocou a bola no centro do gramado, digo, da cena política!!

Essa é uma questão antiga para todos que militam no MD e que foi objeto de deliberações nos congressos do ANDES e de debates N (material que deve estar nos Cadernos do Andes).

Mas, indo para a realidade:

1) estive com o prof. ROBERTO LEON PONZECK, do doutorado multidisciplinar da Educação e pesquisador da filosofia de Espinoza – esta semana e comprei seu livro “Os crocodilos guardiões e a biblioteca da babilônia: manhas, artimanhas e imposturas acadêmicas”. Trabalha essa questão a partir da realidade da UFBA;

2) como circulo muito na UFBA, tenho ouvido de muitos os estresses, doenças etc. Ano passado na III Semana do Meio Ambiente assisti palestra sobre a Síndrome de Bournout que acomete colegas……..Além de reclamos da burocracia, dos zilhões de coisas.

3) em estudo recente identificamos o caso de um setor que concentra 80% de sua força de trabalho docente na pós-graduação sobrecarregando os que trabalham na graduação. Por que será? por as agencias de fomento só dão grana para pesquisa….e todos correm para esse setor para PONTUAR O QUANTIS como diz o Ponczeck!!

4) essa semana fiz levantamento do orçamento da UFBA: 98% do repasse da União vai para pagar pessoal. Vem uma merreca para Fomento às Acões de Ensino, pesquisa e extensão e funcionamento das IFES. 

Mas, existe uma rubrica chamada de RECURSOS PRÓPRIOS. Nela estão os recursos captados em cursos, contratos com empresas (bancos etc) aluguéis….ou seja: vem pouca grana pra manutenção o que pressiona para que a IFE vá buscar fazendo projetos pra empresas, dando curso pago – é isso mesma: PROFESSOR DE FAZENDO CURSO PAGO!!! O que é até legal porque a grana vai para a UFBA. Pior os que recebem grana de empresas  – 10, 15, 20 mil mensais – usando a estrutura da universidade!!

5) A rubrica CONVÊNIOS captou 201.194.215, milhões em 2012!!!! Em 2013, R$ 226.296.381,00 em Convênios e R$36.587.358,00 na rubrica RECURSOS PRÓPRIOS!!

5) à pergunta, qual o critérios do GF para repasse de recursos para as IFES, informaram:

PRODUÇÃO/PRODUTIVIDADE!

6) e para as unidades? laboratórios, número de profs., alunos, corpo técnico, área física.

7) Ou seja: essa é uma questão complexa dado envolver questões políticas, de princípios, a lógica privatista do Governo Federal quais por sua vez pressionam os gestores que capitulam e passam a gerenciar a máquina buscando cumprir o que vem de cima.

Como diz o João, isso toca na Autonomia. Sim, mas vai-se ficar na constatação se não se ABRIR e PACTUAR com a comunidade o problema e busca de soluções. Cabe discutir:

– o que se entende por Autonomia;

– qual a sua amplitude

– que ângulos/aspectos/setores

Mas, fundamental abrir e ampliar o debate de questões como essa dado que, no geral, os candidatos fazem um discurso e, quando no cargo, fazem outras coisas.

 

É um tipo de questão – não para um simples seminário – mas para ser objeto de um Encontro Institucional bancado pela reitoria no sentido de analisar os diversos ângulos da questão e que os docentes DELIBEREM COLETIVAMENTE sobre AÇÕES que respaldem a ação dos dirigentes! Ou seja: não se trata de atitudes heroicas de dirigentes mas de compromissos democráticos!

Daí me parece que nesses 03 debates-relâmpagos em Salvador, se os candidatos forem didáticos na abordagem de cada questão, apresentarem propostas concretas e francas, teremos grandes avanços na democracia na UFBA.

 

abraços e EXCELENTE PÁSCOA PARA TODOS!!!

Altino

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Caros amigos,

Tenho combatido o produtivismo em várias falas e em diversos textos, especificamente em minha atuação na área da filosofia.

Neste momento, tenho destacado um aspecto que considero importante, qual seja, a sua vinculação com a ameaça à autonomia da Universidade, de sorte que também, ao que vejo, quanto mais fraca a Universidade, tanto mais subserviente a medidas e critérios externos, sendo incapaz de determinar ela mesma o que é relevante para a pesquisa, o ensino e a extensão.

De todo modo, desenvolverei o tema mais extensamente no próximo debate sobre produtividade acadêmica e a UFBA.

Abraço forte,

João Carlos [candidato a reitor da UFBA]

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Jânio,

Excelente ideia. Eu havia pensado da mesma maneira, mas você deu a forma. A ideia do FORUM PERMANENTE é excelente também. Creio que a urgência de tal iniciativa cobra um posicionamento de todos, inevitavelmente. Eu fico me perguntando sobre o porquê de um atraso como esse. Nós temos colegas mais que qualificados para aprofundar essas questões e suas consequências para a vida profissional e pessoal do professor. Sem dúvida a qualidade de vida da categoria vem declinando e estampando suas consequências no corpo de cada professor, mas também na sua motivação para o ensino, pesquisa e extensão.

Se conseguirmos construir o FORUM PERMANENTE aqui, inevitavelmente e de modo rápido ele alçará sua vocação nacional.

Abraços,

Jorge

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Prezado Jorge e colegas

O quantitativismo acadêmico é aquele assunto que todo mundo reclama e faz “cara feia” quando abordamos em conversas informais, mas que, por razões diversas, ainda pouco se fala ou faz no sentido de questionar-se de forma articulada e organizada. Um seminário interdisciplinar seria um caminho interessante para iniciar essas discussões. Sugiro, inclusive, a criação de fórum inter / transdisciplinar permanente de debate, críticas e proposições sobre o assunto com página na internet. A esse fórum agregar-se-ia uma lista de discussões com professores / pesquisadores de diferentes áreas e instituições. O que acha? Seguimos dialogando.

Abraço

Janio Roque Barros de Castro

Professor Adjunto – UNEB

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Jorge, prezado

certamente, esta é uma questão sobre a qual teremos q nos debruçar. Conversarei com João, com certeza.

abraços

Paulo Miguez

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Caros João, Miguez, Altino, e demais colegas,

Bom dia.

Ontem, após a defesa da tese de Catarina (que diga-se de passagem foi excelente, aprovada com indicação a publicação), eu abordei o Professor Paulo Miguez e o Professor Jânio Castro sobre a política produtivista instituída de cima para baixo pela política QUANTIS, incorretamente denominada  de QUALIS e obtive de Miguez uma resposta interessante: é preciso exigir da ANDIFES (a Associação Nacional do Reitores) um posicionamento sobre tal questão, vez que antes de assumir as reitorias a maioria dos reitores acha-se de acordo com o princípio de que é necessário que a qualidade presida a quantidade na produção científica e que depois a maioria muda de posição.

Eu concordo com Miguez e acho que além dessa medida é preciso que se comece a introduzir medidas que possam driblar as medidas quantitativas pressionados a partir das instâncias administrativas e mais superiores induzidas pelas agências de financiamento do Estado ou da rede Privada. É certo, como diz Miguez, que quando estamos Professores e Pesquisadores nos comportamos de modo distinto da situação na qual estamos numa direção administrativa. Nesse momento o colega DIRIGENTE, não necessariamente REITOR, recebe pressão, já não mais apenas das instâncias diretivas e financiadoras, mas ainda dos próprios colegas de unidades ou de departamento, vez que boa parte dos professores já assimilou a ideologia quantitativista.

Gostaria de saber dos colegas o que eles pensam sobre o assunto e, ao mesmo tempo, o que e como pensam que podemos fazer diferente. Talvez, João Carlos Salles já tenha elaborado sobre o assunto e sugiro que inclua tal questão nas suas falas. Estudantes de diversos níveis, além daqueles da pós-graduação e dos nossos colegas professores, trazem sempre o tema à tona a referida questão e existe sempre uma espécie de abismo entre o que acreditamos dever ser e o que praticamos, cada qual em seu pedacinho de mundo.

Acho que a organização de um seminário que possa tratar amplamente e livremente de tal questão pode ser um elemento excelente meio de esclarecimento e de catalização das opiniões numa direção mais saudável. Na França existe uma importante reflexão sobre como neoliberalismo vem transformando a educação em todos os níveis no país que está se consubstanciando no fechamento de várias unidades de ensino e várias universidades, jogando na “rua da amargura” muitos de nossos colegas. O significado desse fenômeno deve ser observado em função do lugar altamente “privilegiado” que a educação encontrou na história do capitalismo francês, pelo menos até o fim dos 30 Gloriosos. Creio que ela deveria servir para a nossa reflexão porque, pelo nosso comportamento, damos a impressão de que isso jamais acontecerá conosco.

Abraço solidário,

Jorge Nóvoa

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PREZADOS!!

Na pauta:

– debate dia 23/4 – 18:30h no PAF 1 (super apertado!!) e este do dia 28/4.

– dia 24/4 ganhamos pauta para Assembleia sobre Salário e Condições de Trabalho – para essa contamos com colegas preparados mas seria interessante organizar dados e consultar o ANDES.

Tem-se longo feriadão para pensar como participarmos e intervir neles até dia 22/4, terça-feira.

Esse debate está sendo coordenado por super-laureado cientista da UFBA e militante do PROIFES o Barreto.

Nas mesas expoentes desse grupo como Palacios e Gomes o que pode indicar o viés com que vão apresentar e defender o tema: sob a ótica do produtivismo, da pesquisa em detrimento e descolada do ensino e da graduação, da diferenciação entre titulados e novos, recém ingressos!!

Daí, seria interessante contato com o ANDES para que enviasse companheiro que vem discutindo esse tema a nível nacional?

COM A PALAVRA, OS COMPANHEIROS!!

Altino

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3 Respostas to “997 – A UFBA produtivista em questão”

  1. Jorge M David Says:

    Existem muitas criticas ao produtivismo. Muitas bem fundamentadas outras nem tanto. A Universidade tem que sair desse buraco que entramos em termos de exigência de produtividade. Mas (sempre tem “mas”):
    -a ausência de produção acadêmica não pode ser aceita nem comemorada;
    -a CAPES não exige quantidade e sim qualidade, são os docentes que acham melhor publicar 10 papers simples do que um excelente;
    -diferentemente de algumas falas, a UFBA privilegia mais a aula de graduação ( 1ponto/aula-hora) do que a produção acadêmica (10 pontos depois que o artigo é publicado, demora uns 3 anos para isso ocorrer, em média);
    -docente DE significa dedicação exclusiva a docência (todos são obrigados), pesquisa e extensão (tem cobrança?);
    -a UFBA necessita ter estrutura para que isso ocorra (produção acadêmica e de qualidade);
    – o docente necessita ter liberdade acadêmica (acabou com o novo Regimento/Estatuto do Prof. Naomar)
    Att
    Jorge M. David
    IQ – UFBA

  2. Francisco José Duarte de Santana Says:

    A coisa é bem mais simples. Se se aumenta a produtividade sem mudar as condições de trabalho com inovações tecnológicas, é exploração de mais-valia absoluta, um retorno à pré-história do capitalismo. Se o aumento de produtividade se dá pela modernização dos meios de trabalho, é exploração de mais valia relativa, capitalismo do século XIX-XX. O resto é conversa fiada. É evidente que as duas formas em geral acontecem combinadas. O FORDISMO é exploração de mais-valia relativa, já o TAYLORISMO é de mais-valia absoluta. CQT e 5s, TOYOTISMO, SÃO DE MAIS-VALIA absoluta mas foram maquiadas e sofreram tal “photoshoping” que muito idiota acha que é o supra-sumo da modernidade, mas é uma forma pré-histórica de exploração capitalista, a mais-valia absoluta.

    É evidente que o aumento de produtividade no meio acadêmico ou de ensino superior é predominantemente sob a forma de exploração de mais-valia absoluta.

    O surrealismo é que essa exploração é feita por iniciativa e supervisão dos próprios explorados.

    • Valério Coribe Says:

      Perfeita a intervenção de Francisco. Independente do hiperbolismo do saci – a graça dele está justamente no exagero, criam-se expedientes de mais-valia o tempo todo.
      Ademais, muitos “nobres” preferem a dita pesquisa, pois exploram seus liderados e se afirmam como “intelectuais importantes”. Importantes sim, para seus egos insuflados e para os gerentes de contas bancárias…
      O retorno para a sociedade, para o contribuinte que o sustenta, na maioria das vezes é irrisório. E quando ocorrem.
      Enquanto livre pesquisador não tem a cobrança de mais ninguém, nada além dos prazos exigidos por seus financiadores.
      A mesma moleza não se dá em sala de aula, sob constante fiscalização do alunado. Se começar a se furtar de suas responsabilidades de sala em aula, o aluno grita logo…

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