14 – Censur@? AFF!

O Saci mal leu o pleito de bloquear as mensagens das listas e já corria para

O Saci, mal leu o pleito de bloquear as mensagens das listas, e já corria para o seu trabalho de arte-resistência, sem ganhar um centavo de fundação, ONG, CIA, FMI, BM, OMC ou qualquer desses preciosos engenhos do capital, astuciosos dispositivos de acumular, maquiar a mais-valia, explorar e assegurar relações de domínio e controle.

Menandro Ramos
Prof. da FACED/UFBA

Eu não fazia a menor ideia do que o Saci tanto procurava no Google. Depois de algum tempo, vi que ele achou o que queria. De longe, pareceu-me um desfile de mascarados, daqueles bailes antigos de carnaval, em que patotas de amigos saíam para brincar, namorar e tomar umas e outras, que ninguém é de ferro. Quando me aproximei do monitor, entretanto, fiquei todo arrepiado. Logo reconheci na foto a marca infame de três letras K que tanto mal causaram ao país de Tio San. Deixei-o quieto no seu labor, para ver o que sairia dali. E logo vi. Saiu.

 Apesar de suas traquinagens, o Saci é um incansável defensor dos direitos humanos, da justiça, da paz, do trabalho, do lazer, da distribuição de riquezas e de todas as diligências praticadas com o intuito  de tornar a vida humana melhor e digna. Em compensação, ele odeia a prepotência, a mentira, a canalhice, o golpe baixo e tudo o que pode contribuir para agrilhoar o ser humano. A censura, então! AFF! Ele sai do sério quando alguém a propõe, ainda que com toda sutileza…  

 

Registramos a participação de alguns professores na lista apubdebates-l. Ficamos felizes, pois isso significa que a UFBA está viva. Creio que a maioria dos nossos colegas não concorda com a hedionda censura. Mesmo sem participar das discussões, por inúmeras razões, tenho certeza que reprovam certos expedientes travestidos de “moderação”. A quem um eufemismo dessa ordem pode enganar?

  

Ainda assim, a censura é praticado. Pessoalmente tive inúmeras mensagens convenientemente “moderadas”, ou seja, barradas.

Há casos, entretanto, como o presente, que não é possível segurar. A partir do momento em que o moderador abriu espaço para alguns professores “amigos” fazerem comentários pouco elegantes, passa a “dar na pinta” a tentativa de tolher o direito de resposta dos adversários políticos. E foi exatamente essa brecha que nos possibilitou o acesso à lista apubdebates-l, que muitos devem confundir como sendo de propriedade do Prof. Israel Oliveira Pinheiro, atual presidente da APUB.

  

São muitos os ardis para calar a voz de quem se coloca em posição contrária ao balão de ensaio do REUNI ou da Universidade Nova e do PROIFES. Um deles, diferente do envolvimento para a cooptação – no meio de tantos outros – é questionar “se não temos o que fazer” por reservarmos muitas horas semanais para escrever essas coisas menores e não papers científicos.  Ou seja, criticam-nos por produzir textos  de denúncia e refutação do que vem sendo implementado aqui e alhures: ora proveniente da Reitoria, ora vindos da ex-seção sindical (como querem alguns), que atende também por APUB/PROIFES-fórum ou não sei mais o quê.

  

Para alguns dos nossos detratores, ser acadêmico é produzir figurinhas carimbadas e estar em sintonia fina (e subserviente) com as instâncias de fomento de pesquisas, cujo formato já se conhece sobejamente; é se envolver com fundações, ONGs e outros tantos instrumentos  da contemporaneidade, voltados exclusivamente para o Deus Mercado, e em articulação com os Arcanjos da Acumulação, da Meritocracia, da Competição, da Eficiência, da Produtividade, da Excelência Esperta, da Mais-Valia, da Bajulação, do Jogo Político Cínico, só para citar alguns desses anjos da primeira hierarquia.

  

***

  

Mas, desabafo à parte, o fato é que, no período de 24 horas, conseguimos a proeza de reunir mais de uma dezena (!) de textos, de tamanhos variados, que tecem algumas considerações acerca da circulação de mensagens na lista da APUB. Há muito eu não via tanta participação. Esse fenômeno inusitado, só superado pelo affaire do descredenciamento de algumas clínicas do APUB-Saúde, não escapou do olhar atento do meu amigo Saci, que me falou alegremente, esquecendo insultos, intolerâncias, censuras veladas:

  

Opaí, chefe! De repente, um mundão de professores resolveu dar as caras! É verdade! Quem é vivo aparece!!!

  

***

Antes de sair para ver sua piriguete, o Saci organizou, aqui neste ambiente virtual, todos os textos enviados para a lista da APUB, tudo bonitinho, com cores diferentes para facilitar a vida dos seus leitores. Ninguém ficou de fora. Até aqueles que querem colocá-lo no Index Proibitorium, ele faz questão que vivam para sempre no seu Weblog. Sujeito porreta esse Saci!

Abaixo, o diálogo dos professores (alguns talvez preferissem que eu tirasse a vírgula e exclamasse, mas eu os ignoro):

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Prezados,

Acho que muitos de nós temos nos sentido molestados por uma serie de mensagens, originadas por dois ou três colegas que, ao que parece, não tem muito que fazer. Isto tem causado um enchimento descabido das nossa caixas de mensagens e nos obriga a ter que ficar apagando mensagens desnecessárias.

No caso de spams corriqueiros, isto é fácil, pois basta indicar ao servidor de mensagens, que estas se tratam de “LIXO ELETRÔNICO” e o servidor bloqueia o endereço de origem.

No caso de mensagens oriundas da lista da APUB, não podemos fazer isto porque bloquearíamos a grande maioria de mensagens interessantes que recebemos da lista.

Pergunto ao operador do sistema: é possível fazer um bloqueio seletivo de mensagens a lista, a partir do reconhecimento do endereço gerador da mensagem??

Caso positivo, favor informar como.

Muito obrigado

Asher Kiperstok,

Escola Politécnica
Asher Kiperstok
TECLIM – Rede de Tecnologias Limpas da Bahia
PEI – Programa de Engenharia Industrial
Escola Politécnica
UFBA – Universidade Federal da Bahia
www.teclim.ufba.br
asher@ufba.br
55-71-32354436
Curiculum:
http://lattes.cnpq.br/3733846364293441

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Chico,

Provavelmente essa é para nós três, segundo o Saci… Para você, para ele (o Saci) e para mim. Não tenho bem certeza. Acho que um colega não seria tão indelicado… Até porque é um grande exagero dizer que nós abarrotamos caixas de e-mails. Apenas unzinhos de quando em vez que, aliás, podem muito bem ser deletados pela simples identificação da autoria… Caso eu não esteja enganado, provavelmente estão achando que não temos o que fazer, como se enfrentar os privatistas fosse pouco.

Mundo injusto, hem companheiro? Por que o empenho por uma lista democrática incomoda tanto?

Pelo visto, temos que botar o Saci e o Pica-Pau para trabalharem sozinhos, totalmente autônomos, diferentes daquilo que alguns querem reduzir as universidades públicas, além de torná-las  frias, interesseiras, mercantis, competitivas e acríticas.

Se nos calarem, só nos resta ganhar dinheiro com projetinhos básicos (plug-and-play), fundações e ONGs. Por falar nisso, que tal criarmos a “Fundação Pica-Pau” ou a “Fundação Saci-Pererê”? Dizem que dá uma grana roxa…

Se eu tiver pegando a carapuça errada, foi por obra e graça do Saci. Portanto, antecipadas desculpas.

Na luta, solidário.

Grande abraço,
Menandro Ramos

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Caro prof. Asher,

Embora sua mensagem, pedindo uma orientação sobre procedimento de bloqueio em listas da UFBA, tenha sido dirigida ao operador do sistema, creio que posso dar uma dica, caso use o webmail da UFBA.

Esta dica não é para os eventos da lista, mas para as mensagens que qualquer pessoa subscrita na lista receba. Portanto, é de decisão pessoal, e não de responsáveis pela operação do sistema de listas.

Eis minha sugestão: Se suas mensagens forem acessadas pelo webmail da UFBA (é assim que trabalho, sem problemas, há 5 anos) é possível incluir o endereço de email do remetente na *Lista Negra*, que é uma das oçpões que se pode ver na barra de tarefas do sistema de webmail da UFBA. Basta incluir o nome na lista e nunca mais se verá o que não se suporta mais ver…

Desculpe-me se a sugestão já era de seu conhecimento.

Abraços.
RR [Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva]

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Menandro

 Discordo.

Meus artigos são muito bem feitos e dentro da lógica.

Ele deve estar se referindo a Naomar, João Augusto (imagine, obrigar pobre a ler uma entrevista inteira de A TARDE), Charbel e outros que só sabem escrever para aplaudir repetitivamente o poder, mesmo que fora da lógica.

Com a palavra os censores da APUB.

Francisco Santana

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Prezados,

 Tb serei forçado a ser “seletivo” via lista da APUB????

Inversão de lógica? Ou é ciência pela “autoridade”?

Admiro a diversidade e o uso da tecla DEL.

Sds

Joil Celino

 IGEO – UFBA.

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Sabe o que deve ser… o medo de outras vozes… das denúncias e do desvelar de verdades… por falar nisso, grande mesmo é aquela charge do Saci com o pica-pau.

Que bom que às vezes a lista fica aberta para debate.
Cecília de Paula

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Pois é, Ci.

Uma das listas da UFBA, nos últimos tempos, tem liberado as mensagens. Espero que a da APUB siga o mesmo caminho, mas parece que não é muito fácil acreditar nisso, não…

Se há uma coisa que não quero é importunar a vida dos colegas, e muito menos ofendê-los.  Parece, entretanto, que alguns ainda não perceberam isso. E, infelizmente, estimulam o uso de instrumentos que atentam contra o espírito democrático.

Vivo dizendo aos quatro ventos: quem não quiser ler minhas mensagens tem a opção de deletá-las sumariamente. Ou até optar pelo recurso impropriamente chamado de lista “negra”. (Uma aberração abrigada pela UFBA! que me lembra o tal museu Estácio de Lima…). Cultivar, entretanto, a figura do censor, não tem qualificação. É o pior dos mundos!

Grande abraço,
Menandro

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Prezados:

vai abaixo minha resposta a Kiperstok, rejeitada pelo “dono da lista” de debates da APUB (apesar de  várias mensagens enviando meu novo e.mail de saída, que disseram ser suficiente para incluir meu nome na mesma) …

atte., susana olmos, FAUFBA.

***

Não é o meu caso, Asher… pelo contrário. Nestes últimos dias, raciocínios claros (e não puro adesismo a esta ou aquela facção ideológica), têm aparecido, provocando respostas ajuizadas e inteligentes…, avançando no uso da razão (não é isso o papel fundamental da universidade?). É necessária paciência para debater certas questões? sem dúvida. Algumas nos incomodam, tomam demasiado tempo? sem dúvida também. Mas democracia é isso mesmo: muito de chateação, muita mesmice requentada, mas alguma luz no final do túnel… Prefiro ficar recebendo TODAS, e lendo, se as atividades docentes (e a burocracia acadêmica) me permitem. Alias, sapere aude (grosseiramente “ousar saber”, segundo I. Kant) tem sido minha atitude…

atte.
Susana Olmos

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Prezado Rubens,

Em primeiro lugar quero lhe dizer que respondo a sua mensagem através da lista porque tenho certeza que sua sugestão é do interesse de muitos outros colegas que não querem nem perder tempo usando a tecla DEL para apagar LIXO ELETRÔNICO.

Muito obrigado pela sua sugestão, mas ela so atende parcialmente as minhas necessidades. Eu uso o webmail da UFBA apenas quando me encontro fora da universidade. Na Universidade, baixo as mensagens através do MS Outlook.

Seguirei sua sugestão quando usando o webmail. Preciso ainda uma sugestão para me proteger do LIXO ELETRONICO, quando usando o Outlook.

Atenciosamente
Asher

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Éééééé,

nesta história eu acho que o Asher exagerou. Bloqueio e censura, no caso, são a mesma coisa. Por mais divergência que tenha com algumas posições, gosto de conhecê-las pois provocam dúvidas e reflexões: “vivat la difference”

Amílcar Baiardi
Prof. Titular UFRB/UFBA

amilcar.baiardi@terra.com.br
amilcarbaiardi@uol.com.br
71-99773579
71-33582419
75-34251038

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Caro Baiardi,

Não se trata de bloqueio de fluxo de informações, muito menos censura, apenas de direitos do consumidor. Da mesma forma que temos o direito de bloquear ligações de call centers, devemos ter o direito de não receber “LIXO ELETRONICO”. Cada membro da lista, na medida que identifica a recorrência de mensagens vazias e ate grosseiras de um mesmo autor, não tem porque ter que ficar perdendo tempo deletando, se existem meios eletrônicos para tanto.

Você concorda? Observe que a qualificação dos conteúdos de mensagens como “LIXO ELETRÔNICO”, é um assunto de foro particular. Não tenho dúvida que alguns colegas considerarão minhas mensagens nesta categoria, é o direito delas. Da mesma forma todos nos temos o direito de considerar nesta categoria as mensagens de dois ou três colegas, (não acredito que seja mais do que isto).

Forte abraço

Asher

Asher Kiperstok
ECLIM – Rede de Tecnologias Limpas da Bahia PEI – Programa de Engenharia Industrial Escola Politécnica UFBA – Universidade Federal da Bahia
www.teclim.ufba.br asher@ufba.br
55-71-32354436
Curiculum:
http://lattes.cnpq.br/3733846364293441

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OK, Asher,

entendi,

Sds

Amílcar Baiardi

Prof. Titular UFRB/UFBA
amilcar.baiardi@terra.com.br
amilcarbaiardi@uol.com.br
71-99773579
71-33582419
75-34251038
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Caro prof. Asher,

Quando lhe respondi enviando a mensagem com a dica para a lista, também pensei que outros colegas que eventualmente utilizassem o webmail da UFBA pudessem vir a fazer uso da seleção das mensagens que bem entendessem por receber, livremente. Na verdade, nem se trata de democracia; trata-se de liberdade.

Com relação a mensagens nesta lista que mais parecem marketing pessoal ou político partidário, opto por jogar fora. Pra mim é lixo. Com os reincidentes pretensiosos, nem vejo o email, porque uso a minha liberdade para bloquear automaticamente o que eu quiser.

Procuro utilizar softwares livres sempre que tenho facilidade em entendê-los, e fiz a opção também de utilizar os produtos que a UFBA desenvolve ou aperfeiçoa, como o sistema de listas, o Moodle, o GERE, o Webmail, entre outros. Mas aí vai a dica no uso do Outlook para escolher o que se quer receber:

1- Na barra de ferramentas do aplicativo, clique no botão *Ferramentas*;
2- Clique em *Lista de remetentes bloqueados*;
3- Clique na aba *Remetetentes bloqueados*;
4- Clique em *Adicionar*;
5- Escreva o endereço de email que LIVREMENTE optou por não mais receber;
6- Clique em *OK*.

Pronto! Livre de lixo eletrônico!

Um abraço.

Rubens Silva
ICI-UFBA
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E isso Rubens,

obrigado pela sua informação valiosa. Vou colocá-la em prática já.

Asher Kiperstok

TECLIM – Rede de Tecnologias Limpas da Bahia PEI – Programa de Engenharia Industrial Escola Politécnica UFBA – Universidade Federal da Bahia www.teclim.ufba.br asher@ufba.br
55-71-32354436
Curiculum:
http://lattes.cnpq.br/3733846364293441

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Index Proibitorium

A lista apubdebates é uma lista em que as pessoas entram voluntariamente e supõe-se que quando alguém entra em uma lista ou uma comunidade pretende tratar com respeito os membros dela. Caso não goste, o gesto inteligente é se retirar da lista. O simples fato de revelar que não gosta de receber mensagens de A ou B é um ato incompatível com qualquer lista de debates e sendo universitária é lamentável. A comparação com defesa do consumidor é risível.

A agressão inominada a alguns membros da lista não é só uma agressão a esses anônimos membros da lista, mas a toda lista. Primeiro por se arvorar o dono da lista ou o chefe do departamento de censura da lista e segundo porque maculou, ou não, a depender do julgamento dos demais membros, não só a lista como toda a comunidade universitária com a pecha de exercer censura.

As palavras Bloqueio Seletivo e Lista Negra divulgadas apologeticamente em duas mensagens mereciam uma reação instantânea do resto da comunidade ou a comunidade aprova a censura nesses termos.

Por isso o que me preocupa mais não são as mensagens em si, mas o silêncio dos professores da UFBA, com raríssimas e honrosas exceções.  A humanidade já repudiou supostamente para sempre, Index Proibitorium, Listas de todas as cores. Nuremberg é um testemunho disso. Não sei se as listas da Gestapo e das SS tinham nomes especiais, como Lista Negra ou Bloqueio Seletivo, para extermínio de judeus, comunistas, ciganos, eslavos etc.(algum professor de história pode me ajudar nessa minha ignorância). Mas sei que haviam processos seletivos como aconteceu com os judeus húngaros, na descrição de Eichman: “poupar só os Judeus filhos de família rica, bons reprodutores e saudáveis. Os pobres, comunistas, velhos e doentes devem ser eliminados.”

Sobre as cabeças dos professores da UFBA, pairam hoje, Lista Negra, Bloqueio Seletivo e a maioria acha normal.
Saudações anti-nazistas

Francisco Santana.

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Pessoal,

O que o Asher quer saber é como bloquear remetentes na caixa de correio pessoal dele. Isso é um direito dele, não se trata de censura.

Abs.,
Paulo Penteado

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Prof. Paulo,

Concordo plenamente com o Sr e muito obrigado pela informação. A mim não houve consulta se gostaria ou não participar dessa lista.

Saudações
Prof. Marcos


Prof. Dr. José Marcos de Castro Nunes
Universidade Federal da Bahia
Instituto de Biologia, Departamento de Botânica Laboratório de Algas Marinhas – LAMAR Campus Universitário de Ondina, CEP 40170-280, Salvador, Bahia, Brasil Tel 55 0**71 3283 6598 Fax 55 0**71 3283 6511

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E isso Rubens,

obrigado pela sua informação valiosa. Vou colocá-la em prática já.

Asher Kiperstok

TECLIM – Rede de Tecnologias Limpas da Bahia PEI – Programa de Engenharia Industrial Escola Politécnica UFBA – Universidade Federal da Bahia www.teclim.ufba.br asher@ufba.br
55-71-32354436
Curiculum:
http://lattes.cnpq.br/3733846364293441

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Não sei onde stá a censura apontada por dois ou três membros da lista de tantos docentes. Há distorção de entendimentos básicos, parece patológico. Obviamente, não há as Listas Negras ou Bloqueios Seletivos pairando sobre a cabeça de docentes da UFBA, pelo menos dos que podem pensar com liberdade.

Lista negra não tem absolutamente nada aver com judeus, negros, homossexuais, comunistras, ciganos, nem com docentes da UFBA. Tem a ver com deselegância na comunicação via web. Trata-se de uma expressão constante de grande quantiodade de sistemas de webmail, incluindo o da UFBA, para se referir aos endereços de email e às mensagens que nos aborrecem, que são marketing pessoal ou empresdarial, que são chulas, desrespeitosas, deselegantes, pretensiosas, tudo de ruim…

O que alguns docentes (pelo que se pode ver, uns dois ou três) não parecem perceber é que há também liberdade de ação. Bloqueio quem eu quiser na minha caixa postal: a lista é coletiva, a caixa postal é privada. Bloqueio mensagens regularmente, e esta é uma postura universal na internet, sejam mensagens advindas de listas ou não.

Afinal, não é o fato de participar de uma lista de discussão que torna as pessoas que dela participam habilitadas de fato ao debate inteligente, polido, despretensioso. E livre!

Rubens Silva
ICI-UFBA

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A DEFESA DO PODER LAICO E DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Antônio de Souza Batista

O ato de censurar alguma coisa é algo pesado. Pode ter o qualificativo que tiver. É bastante curioso que ainda hoje, depois de tantas passagens envolvendo esse ser sem as lamparinas de um juizo perfeito, o grupo de poder no estado, utilizem-na  para controlar, impedir ou aniquilar a liberdade de expressão. O poder censor tem o poder de criminalizar a informação, as opiniões, na maioria das vezes aquelas que estampa uma realidade que o censor não quer ver expressada. É a garantia de que o status quo vai se manter embargando a mudança de pensamento num determinado grupo. È a força dos lobbies nas diversas instâncias: os governos, as elites nacionais e internacionais, as religiões e agora um profº de Ciências Políticas da Ufba que faz a censura não prevista em lei. Ele deve saber que esta modalidade de censura ocorreu através da PIDE (A Polícia Internacional de Defesa do Estado que foi criada para defender o regime e contra todos aqueles que dele discordavam), nome pelo qual a polícia política é mais conhecida, surgiu em 1945, no contexto do final Segunda Guerra. (ditadura portuguesa). E no período do McCartismo ( que foi um câncer na sociedade americana que parece não ter sido extinguido, vide a política de Bush nos Estados Unidos da América. Dos diversos modos que a PIDE dispunha para alcançar os seus objetivos destacam-se a vasta rede de informadores por todo o país e a INTERCEPÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA e telefonemas. A PIDE instalou um clima de horror, onde até era proibido pronunciar a palavra “liberdade”.

O Profº Isopor, OUTRO amigo do Saci, creio que não estaria exercitando nenhuma outrta modalidade de censura que não aquela que prevê o embotamento de alguns pontos de vista e opiniões divergentes através da contra-informação. Lembrem-se que este método foi largamente usado para manipular a opinião pública de forma a evitar que outras idéias que não as predominantes do seu grupo sejam recebidas.

Podemos estar a conviver com uma forma velhaca de censura, aquela que libera alvará de funcionamento e os critérios discriminatórios das edições que o grupo dominante julga publicáveis. Esse censor, o nosso daqui da lista, julga que os seus comandados não são capazes de pensar por si mesmo.

Certamente o que esse censor “proifiniano” não vai conseguir é que embarquemos na auto-censura conflitiva e divergente quando tivermos de emitir opiniões que tenham o carater conflitivo ou divergente. Ele não deve saber é que hoje já se pode ter acesso a dados sem fronteira geografica e descentralizados, O QUE TORNA MUITO MAIS FÁCIL DEFENDER O PODER LAICO E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

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Bloquear e não receber na minha caixa postal as mensagens de determinados usuários (qualquer que seja o motivo) é um direito pessoal inquestionável, porém anunciar publicamente que vou bloquear as mensagens de dois ou três professores por considerá-las chulas, desrespeitosas, deselegantes, tudo de ruim, lixo eletrônico enfim, assume aspectos bem diversos pois atinge pessoalmente os emitentes dessas mensagens, colocando-os em julgamento perante os participantes da lista de discussão. É esse o objetivo?

Cordialmente,
João Nestor

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