962 – Gabrielli não esqueceu a UFBA…

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e norte a sul do país, o famigerado golpe militar brasileiro, que tanta gente infelicitou, vem sendo lembrado. Há cinquenta anos o Brasil passou por uma terrível convulsão: prisões, torturas, medo generalizado, desaparecidos, mortos insepultos, um verdadeiro terror.

Claro que oportunistas, passado o temporal, se aproveitaram do golpe para tirar proveito. Muita gente se aproveitou do ensejo para entrar para a política, cujo cartão de visita trazia o indefectível apelo marketeiro: “fulano de tal, preso político”. Contraditoriamente, para falar dos horrores dos porões da repressão, o mercado editorial faturou também horrores. Inexoravelmente, o real é contraditório. Fazer o quê? E assim vai se arrastando a nossa democracia burguesa…

Dos muitos eventos da temporada anunciados, dois chamaram a atenção do meu amigo de gorro vermelho e pito. O primeiro, foi o da APUB, cujo dia da palestra sobre o Golpe de 64 é “1º de Abril”, também conhecido como o Dia da Mentira. Justamente a diretoria da APUB que dissimula a situação em que se encontra, a partir da anulação do plebiscito pela Justiça do Trabalho. Despudoradamente, com se nada houvesse acontecido, seus atuais dirigentes vão tocando a seção sindical do ANDES-SN, como se fora legalmente ligada ao Proifes governista. Realização de Assembleia que é bom, só para aprovação de aquisição de imóvel… Recentemente, num acinte de deboche à base, se autoindicou representante dos docentes no processo eleitoral para a escolha de reitor e vice da UFBA, praticando, assim, sucessivos golpes contra a democracia sindical. Para o Saci, só o brilho do óleo de peroba permite compreender a natureza da atual diretoria da APUB…

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Outro evento, que mereceu a atenção do meu endiabrado amigo, foi o III Simpósio Crítico promovido pelo IRDEB. Para o Saci, duas coisas merecem destaque: uma é o pensamento crítico que ainda existe nas hostes do PT, e a outra é o fato de o colendo secretário do Planejamento do governador Jaques Wagner ainda se lembrar que é professor da UFBA. Segundo o pestinha, é impressionante que o ex-presidente da Petrobras tenha preferido se designar como “professor licenciado da UFBA”, quando poderia publicizar altos cargos e postos importantes que ocupou, muito mais rentáveis financeiramente, como o de “membro não executivo do Conselho de Administração do Itaúsa S.A.” e o de “membro do Conselho de Administração e Comissão para a Estratégia Internacional da Galp Energia”, além de títulos que faturou, como o da Revista Época que o incluiu na lista dos  “100 brasileiros mais influentes do ano de 2009”. Sem falar, ainda segundo o Saci, que foi o “quase ex-candidato a síndico do Palácio de Ondina”.

– Como se vê, chefia, o nome da UFBA ainda goza de boa credibilidade – sentenciou categoricamente o pilantrinha de uma perna só.

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Fala também um “tour” por Pasadena (AQUI)

Uma resposta to “962 – Gabrielli não esqueceu a UFBA…”

  1. Zevaldo Says:

    O livro “Lamarca, o Capitão da Guerrilha”, de Emiliano José e Oldack Miranda, estaria nesse rol?

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