1042 – João Salles e o óleo de Pasadena

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GABRIELLI

Para o Saci, causou estranhamento o secretário da Seplan não ter dado apoio ao titular da Chapa 1…

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Francisco Santana
Prof. Aposentado da UFBA

 

E.

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u tinha já desistido de fazer comentários às reflexões da Prof. Mirella, pois uma crítica feita passo a passo decifrando cada parágrafo daria um texto gigantesco. Mas ao ler hoje, o elogio a ACM Neto feito pelo diretor de Redação na Tribuna da Bahia, a similaridade das duas reflexões motivou-me escrever algumas linhas.

Há analogias fortes não só entre os elogiadores como entre os personagens.  ACM Neto goza de total unanimidade, não só na Câmara de Vereadores, onde a maioria é da base do governo de Wagner, como na imprensa onde também a moIr parte da verba publicitária vem do governo Wagner, além da política de Wagner em relação a Salvador ter dado um giro de 180º para favorecer ACM Neto. A ponto de alguns já terem certeza de que o candidato de Wagner não é Ruy Costa e sim Paulo Souto. Mas isso é outra discussão.

Voltemos às reflexões de Mirella.

Ao invés de discutir ponto por ponto como pretendi antes, farei um resumo de minhas conclusões sobre o seu texto. 80% de seu texto me permite concluir sem errar, que a Prof. Mirella  está plenamente de acordo com a política em geral do governo e em particular com a sua reforma universitária. Então coerentemente ela apoia o candidato que não se oporá a essa política o que ela, aliás, acha que é inútil. O perfil de seu candidato não pode ser daquele que discorde da atual política do governo, mas os princípios dessa política não atinge só o número de vagas ou verbas para pesquisa, mas o salário dos professores também, só que o governo tem a faca e o queijo na mão e a depender da oposição corta o que lhe convém primeiro.

Se é essa a sua posição de princípios, ela tinha até o dever de se posicionar também sobre qual a entidade sindical representativa dos docentes das IFES. Principalmente se ela declina sua participação em comandos de greve no passado. Segundo sua postura atual ela teria todo o direito, do ponto de vista ideológico-político, mas não ético, de se posicionar pelo PROIFES, pois pelo ANDES entraria em contradição com sua posição política.

Dever também, porque esse foi um dos pontos principais que geraram o quiproquó sobre a chapa 1, o fato dela não ter declarado a sua preferência sindical. Mas a Prof. Mirella esqueceu-se desse detalhe.

Embora ela tenha todo o direito de ter suas posições políticas e preferências eleitorais, entretanto não o tem de escamotear a realidade.  Quando ela diz:

“Elas surgiram a partir de política pública gerada, sobretudo, pela força cada vez maior dos agentes sociais.”

Não é verdade. A não ser que agentes sociais signifiquem agentes de Sociedades Anônimas sediadas em Wall Street. Desde o governo Collor, radicalizando no governo FHC e aprofundando no governo Lula, que toda e qualquer reforma foi feita obedecendo diretrizes de tecnocratas a serviço do capital financeiro e imposto à sociedade via o controle da comunicação em particular da mídia.

Segundo. A Prof. Não pode usar o seu passado de esquerda radical para validar posições hoje de centro direita. Pois assim o seu currículo passado é rasgado e jogado no lixo. Eu me lembro realmente que ela fazia parte de um grupo radical intransigente que orbitava em torno do também radical guru José Sérgio Gabrielli.

box-gabrielliPor falar nele, porque ele não veio dar ainda o apoio a seu candidato? Coincidirá com o dos outros petistas? Será que ele tem medo de sujar a sua candidatura com o óleo de PASADENA?

E para finalizar sobre o seu penúltimo parágrafo: “Diante de candidatos com trajetórias tão completas, alguns detratores tentam a prática da desqualificação, acionando rótulos vazios. Palavras são escritas levianamente, sem o peso semântico que, de fato, têm. Fulano é apontado como conservador, elitista. Beltrano é de esquerda ou de direita. Rogo aos colegas que meditem sobre tais pronunciamentos formulados em tom de denúncia.”

É uma agressão gratuita contra seus colegas apoiadores e candidatos das outra três chapas.

Isso é um hábito dos fundamentalistas ideológicos. Eles criam um interlocutor imaginário autor das ofensas as quais eles querem rebater. Eu desconheço os tais detratores que escreveram palavras levianas etc. ao seu candidato.  Se não quisesse enumerar os detratores, pelo menos as detrações deveriam ser citadas e demolidas, assim como as críticas levianas.

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BARRETO.

Leia também sobre o assunto:

“Troco meu voto por 30 computadores”

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Uma resposta to “1042 – João Salles e o óleo de Pasadena”

  1. Francisco Santana Says:

    os americanos também t~em seu ditado sobre a dificuldade do intelectual enxergar o óbvio.

    eles lá dizem assim: ” Se você ver um bicho com pata de pato, bico de pato, grasnando igual a pato, pode ter certeza que é um pato.”

    Brizola dizia de outra forma: ” Se você ver um bicho com rabo de jacaré, boca de jacaré, nadando igual a jacaré, pode apostar, é um jacaré.”

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