1154 – Estórias para Curumins

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o-banqueiro-bonzinho

O Saci se amarrou no diálogo travado entre o Prof. Francisco Santana e o Prof. Fernando Conceição, ambos da UFBA. Está pensando até em ilustrar uma estória infantil. Já tem capa e tudo. Agora, quer porque quer que eu escreva a tal estória…

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francisco-santana

 


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Prof. Fernando Conceição

Fiquei pasmo em ouvir de você essa defesa dos banqueiros.

Salvo se suas pesquisas acadêmicas forem financiadas pelo SANTANDER ou ITAÚ, não vejo justificativa para sua postura ou então seu antirracismo seja apenas para George Soros ver.

A escravatura no Brasil  e o correspondente tráfico de escravos, foi financiada pelos banqueiros de Amsterdã, das Índias Ocidentais. Maurício de Nassau era o seu representante oficial no Brasil. se não fossem os banqueiros de Londres e Amsterdã, não teria havido escravatura nas Américas.

O holocausto também foi financiado pelos banqueiros, inclusive judeus como Rostchild e todos os outros dos EUA à Suíça. Banqueiros nesse caso inclui mega-aplicadores da Bolsa como Joseph Kennedy, pai do John Kennedy. Esses banqueiros financiaram não só os nazistas, executores do holocausto, mas também a fabricação de tecnologias de extermínio em massa, como câmaras e gás e fornos crematórios.

O Capital financeiro é tão pernicioso e parasitário que destruiu a lei de oferta e procura explorando até grandes capitalistas e os levando à falência por não se submeterem às suas regras imperialistas que nada tem a ver com leis de mercado.

Voltaire disse : “Só haverá paz no mundo quando o último rei for enforcado nas tripas do último Papa.”

Hoje ele diria: “Só haverá paz no mundo quando o último banqueiro  for enforcado nas tripas do último economista.”

E não repita essa bobagem de terceira via que não existe; você está repetindo demagogicamente uma demagogia barata da mídia.

Quanto a esse amor por ACM neto, dá pena. Olhe o ITVI de seu imóvel pelo menos.

 

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fernando-concição

 

 

 

Prof. Francisco Santana, o que o senhor tem essencialmente contra os banqueiros? Nem Engels! Não vale repetir chavões nem citar Proudhon.

Voto em Marina, por uma terceira via.

Esse estica-empurra PT-PSDB já deu tudo o que tinha de dar (p.ex., os mensalões, que levaram alguns mentores de Dilma pra trás das grades). Empobrece o debate político. Restringe o arco de nossas opções e utopias. Veja o que o prefeito ACM Neto tem feito por nossa polis: foi ou não bom trocar de siglas a médio prazo?

Marina hoje representa isso: mudança! A troca de canal da briga entre Tom e Jerry. Não o convencerei disso, sei.Como sei que tá difícil pra ela vencer as duas máquinas que oligopolizam o poder no país desde o recomeço de nossa democracia. É confortável ficar no que se conhece.

fernando conceição.

p.s.na França, Mitterrand perdeu quantas vezes até enfim vencer uma? Se sobreviver às maldades, Marina um dia éz eleita presidente – essa negra quex se alfabetizou aos 16, foi empregada doméstica e  senadora antes dos 30.

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francisco-santana

 

 

 

 

Fica mais claro agora porque eu captei rápido a manobra do grande capital, com o assassinato do Eduardo Campos e ao invés de me abster de votar como pretendia, me sentir obrigado a votar em Dilma apesar de ser antipetista juramentado. Poderão dizer: e porque não Aécio? Porque ele assumiu as mesmas bandeiras de Marina que favorecem os banqueiros e além disso o SANTANDER assumiu o papel de cabo eleitoral de Aécio imprimindo um panfleto para os clientes de renda de acima de 10 mil e orientando seus gerentes a conversar com esses clientes. Poderei enviar em seguida essa denúncia com o panfleto e tudo.

Dirão: mas o governo de Dilma também não beneficia os banqueiros? Sim, mas os banqueiros não querem mais ela, pois querem muito mais e Marina e Aécio declaram que darão esse algo mais para eles. Uma pequena observação: Dilma diminuiu os juros selic  e assinou o acordo com os Bricks, o que desagradou muito aos banqueiros.

Segue o atexto que escreví no Saci relativo à charge do Saci que coloca Serra, Aécio (FHC?), Lula e Dilma como os zeroi$ dos EUA. Eu então pedí para acrescentar Marina:

Falta a Marina ali.

As pessoas precisam aprender a refletir.

Por que o minúsculo partido, PV, da base aliada (aos cargos) do governo foi o único que teve permissão e até incentivo para lançar candidato à presidente? O PMDB foi proibido de lançar Requião, o PSB foi proibido de lançar Ciro, o PDT foi proibido de lançar Cristovão, apesar de no seu congresso se ter decidido que era proibido o PDT não lançar candidato próprio, para presidente, governador e prefeitos de municípios com mais de 50.000 eleitores.

Por que Marina demorou tanto tempo para pedir demissão do governo e para se desfiliar do PT (7 anos)? E tudo numa boa sem ressentimentos de ambas as partes? Quantas oportunidades Marina teve para pedir demissão por ter sido desrespeitada em seus princípios e dignidade (falsos)? Vejamos:

1 – Janeiro de 2003 – Lula faz medida provisória para permitir a Malboro fazer propaganda na corrida de F1 em Interlagos, desrespeitando lei recente em vigor. E Marina não se demitiu; teria esperado para ver a intenção de Lula?

2 – Ainda em 2003 – Marina por ordem de Lula e Zé Dirceu consente na importação de pneus usados; teria esperado para ver a intenção de Lula?

3- 2004 – Como Lula a tratou quando veio a questão da transposição do S. Francisco. Segundo o livro Viagens com o Presidente, dos jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa, p.70/71: “Marina, essa questão de meio ambiente é igual a exame de próstata, um dia vão enfiar o dedo no … da gente. Se é para enfiar depois enfia logo agora”. E ela deixou enfiar esperando para ver a intenção de Lula? Aliás ela hoje é favorável a transposição.

4 – E assim sucessivamente até que teve aquela ciumeira com Mangabeira Unger em 2008. Só aí ela descobriu a intenção de Lula?

Por que a imprensa dos banqueiros deu tanto espaço para ela lançando-a candidata a presidente por antecipação?

Por que ela já saiu nas pesquisas com um percentual tão alto relativo à sua projeção? Ela só era conhecida no ACRE e adjacências (e Nova York porque aceitava a internacionalização da Amazônia). Já Heloisa Helena, com muito mais projeção política de que ela saia com um percentual insignificante.

Está na cara que Marina é um investimento de médio e longo prazo dos banqueiros. De médio visando obscurecer Heloísa Helena e de longo a entrega da Amazônia.

 

 

2 Respostas to “1154 – Estórias para Curumins”

  1. osaciperere Says:

    Circulou na “debates-l”, da UFBA:

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    Prof. Francisco Santana – já informei por aqui o quanto admiro e respeito o senhor.

    Mas não encontra respaldo nos dados da realidade a sua opção de defender o voto em Dilma do Conselho da Petrobras, para isso desqualificando o voto em Marina Silva – a terceira via para romper com a briguinha de comadres PSDB-PT. Voto 40, por isso apenas, por pragmatismo.

    Em sua réplica à minha mensagem o senhor saiu pela tangente. Reductio ad absurdum, como uma raposa partiu para a ofensa a seu oponente afirmando-o defensor de banqueiros. Logo eu, que tenho atrasada a minha hipoteca?!

    Sem responder à questão que coloquei: o que o senhor tem contra, em essência, os banqueiros – apelou à escravidão e ao nazismo, como se esse fosse o foco do debate que o senhor mesmo propôs – entre Marina, Aécio e Dilma qual o candidato menos comprometido com o sistema financeiro?

    Não vou aqui explanar sobre falácias, as quais o senhor vem utilizando para justificar sua opção de voto. Inclusive distorcendo dados sobre a participação dos bancos privados no mercado financeiro.

    Deixo aos economistas, que o senhor quer ver enforcados, a tarefa de explicar competentemente ser a atividade bancária mais uma das atividades humanas. Se o banqueiro vê em alguma parte a possibilidade de obter ganhos, investirá nisso. Seja no tráfico negreiro, seja no nazismo, seja na guerra, seja na paz, seja no comunismo, seja no lulismo – e Lula regozija-se de no seu governo “jamais na história desse país o Santander lucrou tanto!”.

    Desconfio que na própria obra da criação, banqueiros tenham financiado a Deus. Se é que esse não seja um deles.

    Fernando Conceição.

    • Menandro Ramos Says:

      O Saci admira a garra e a argúcia tanto do Prof. Francisco quanto do Prof. Fernando Conceição. Assim ele falou:

      “Ambos são valorosos autores e defensores de causas importantes. Entre outras, o primeiro conseguiu destrinchar as tapeações da direção da APUB governista, no infortunado plebiscito de desfiliação da mencionada APUB ao ANDES-SN; já o segundo é autor de “Cala a Boca, Calabar”, livro cuja ideia sensibilizou muita gente boa nos anos oitenta, quando o mesmo – quase um menino na época -, apenas ensaiava sua militância social, antes de conquistar os espaços respeitáveis que conquistou por méritos próprios, sem nenhum apadrinhamento.

      Assim, ambos estão no rol dos professores da UFBA que reputo com valorosos.

      De alguma forma, o choque inicial que tive com a primeira mensagem do Prof.Fernando foi atenuado, de alguma forma, com a mensagem acima. Pessoalmente, acho que os bancos e banqueiros não merecem qualquer defesa tendo como advogado um trabalhador . O capital financeiro (indústria+banco) continua praticando a exploração contra o povo brasileiro, embora o faça com astúcia, a ponto de a malandragem não ser facilmente identificada como tal. A consequência imediata da apropriação gananciosa dos recursos e riquezas do país, reflete na vida difícil que o trabalhador leva – insegurança pública, mobilidade urbana precária, educação chinfrim, saúde agonizante, quantidade de impostos surreal e por aí vai. Nunca na história do país a mais-valia foi tão camuflada. A lista de desrespeitos aos cidadãos é longa…

      Por fim, acompanho a rejeição que o Prof. Fernando nutre por Lula et caterva, mas não comungo de suas ideias acerca dos banqueiros. Por outro lado, estou de acordo com o que pensa o professor Santana sobre o capital predador e seus núncios apostólicos, mas não o acompanho quando ele aperta a tecla um e três. Se eu votasse, votaria diferente de ambos.

      Ainda que admirando os dois, pois o real é complexo”.

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